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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Refinaria do Japão foi um dos projeto deficitários da Petrobras

RIO - A refinaria de Nansei, em Okinawa, no Japão, é mais um triste legado deixado à Petrobras pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, participante confesso do esquema de de corrupção que existiu durante anos na estatal e que foi descoberto pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Essa refinaria é considerada a “Pasadena japonesa”, uma referência refinaria do Texas, nos Estados Unidos, que também causou elevados prejuízos à Petrobras. A refinaria japonesa estava fechada desde o início do ano passado.

A Petrobras comprou 87,5% do capital da Nansei em 2008 e a parcela restante em 2010, por cerca de US$ 76 milhões. De acordo com fontes fontes do setor, se estima que a estatal brasileira já teria gasto cerca de US$ 1,9 bilhão com despesas de manutenção em melhorias operacionais, principalmente, para atender a inúmeras exigências dos órgãos ambientais do país.

A compra da refinaria no Japão foi fechada na gestão de José Sérgio Gabrielli. Na diretoria, além de Paulo Roberto Costa, estava Nestor Cerveró, na área internacional, também envolvido na Operação Lava-Jato. Na época da comprada refinaria, Costa afirmava que entre os principais objetivos da aquisição era fazer com que a Petrobras se tornasse uma forte exportadora de derivados que seriam produzidos na refinaria com o petróleo produzido no pré-sal brasileiro. 
 
Outra meta era tornar a estatal brasileira uma importante exportadora de etanol para o Japão (que seria adicionado na gasolina nos automóveis) usando as bases de estocagem da refinaria. Mas a refinaria de Okinawa, assim como outros investimentos da Petrobras, se transformou em prejuízo para a estatal e o país.

Fonte: OGlobo