sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Ministro dos Esportes do Japão se demite após problemas no estádio olímpico

O ministro dos Esportes do Japão, Hakubun Shimomura, conservador aliado ao premiê Shinzo Abe, apresentou sua demissão devido a problemas no projeto do estádio central da Olimpíada de Tóquio-2020, que sofreu um estouro de orçamento.

Shimomura disse nesta sexta-feira, em entrevista coletiva após encontro no gabinete do premiê, que Abe o pediu para ficar até uma reestruturação do gabinete planejada para o próximo mês.

Ele vai devolver metade de sua remuneração para os seis meses até setembro, relatou a agência de notícias Kyodo.

"Causei grandes preocupações e problemas para muitas pessoas por conta do problema do estádio nacional", disse Shimomura, acrescentando que Abe aceitou sua demissão de forma relutante.

Abe anunciou em julho que os planos originais para o estádio, também planejado como palco central da Copa do Mundo de Rúgbi em 2019, seriam descartados após um custo estimado acima de 2 bilhões de dólares, cerca de duas vezes o valor original.

Uma comissão independente, que examina o estouro de orçamentos, culpou o Conselho dos Esportes do Japão, órgão estatal que supervisiona o projeto, e o Ministério dos Esportes, de acordo com a mídia japonesa.

Em outro caso, os organizadores da Olimpíada de Tóquio rejeitaram neste mês a logomarca dos Jogos, por conta de acusações de plágio, alegando que não foi copiado, mas informando que muitas dúvidas foram levantadas, impossibilitando o uso.

(Reportagem de Linda Sieg e Kaori Kaneko)

Fonte: Reuters

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Premiê do Japão diz que economia não está mais em deflação

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou nesta quinta-feira que a economia do país não está mais em deflação, e que se aproxima de um fim sustentado de anos de persistentes quedas de preço.

"Sem uma economia forte, não teremos esperanças para o futuro", disse Abe em entrevista à imprensa.

Ele disse que o governo vai adotar três novos pilares do "Abenomics": impulsionar a economia, oferecer suporte às famílias com crianças e promover reformas do bem-esta social.

(Reportagem de Tetsushi Kajimoto e Leika Kihara)

Fonte: Reuters

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Japão tem déficit comercial de US$ 4,7 bilhões em agosto, maior nível em 7 meses

O déficit comercial do Japão atingiu em agosto o seu maior nível em sete meses, registrando um saldo negativo de 569,7 bilhões de ienes (US$ 4,7 bilhões) na balança comercial, mostraram dados do governo nesta quinta-feira (17).

Dados preliminares publicados pelo Ministério das Finanças mostram, no entanto, que o saldo negativo recuou em relação a agosto do ano passado. Segundo o órgão, a retração é devido à queda de 33% nos custos com importações de petróleo, enquanto às exportações para os Estados Unidos apresentaram um crescimento estável no oitavo mês do ano.

Em agosto, as exportações aumentaram 3,1% na comparação anual, para 5,9 trilhões de ienes (US$ 48,7 bilhões), enquanto as importações caíram 3,1%, para 6,5 ​​trilhões de ienes (US$ 53,4 bilhões), o que resultou em um saldo negativo de 569,7 bilhões de ienes na balança comercial da terceira maior economia do mundo – o déficit é o maior em sete meses.

Em termos de volume, as exportações apresentaram retração de 4,2% em agosto na comparação com igual mês do ano anterior, o que provavelmente reflete a persistente fraqueza nos embarques para China.

A desaceleração da economia chinesa afetou significativamente os embarques de aço, de peças de automóvel e de equipamentos metalúrgicos, o que provocou uma queda de 4,6% nas exportações do Japão para a China em agosto, em termos anualizados.

Enquanto isso, as importações saltaram 15%, resultando em um saldo negativo de 485,5 bilhões de ienes (US$ 4 bilhões) na balança comercial japonesa em relação à China, maior parceiro comercial do Japão.

Por outro lado, as exportações para os Estados Unidos subiram 11% ante o ano anterior, impulsionadas por robustos embarques de automóveis e de produtos farmacêuticos, de acordo com os dados preliminares do Ministério.

Fonte: Mundo Nipo (Com informações da Agências Kyodo)

Japão aprova controvertida reforma militar


A câmara alta do Japão aprovou neste sábado (horário local, tarde de sexta-feira em Brasília) a mais importante e polêmica reforma militar no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial entre protestos enérgicos da oposição e de parte da população, que consideram que enfraquece a Constituição pacifista.

A medida permitirá às forças de autodefesa (exército) defender aliados e prestar-lhes apoio logístico se forem atacados ou participar de operações de segurança da ONU, algo até agora limitado pelo artigo 9º da Carta Magna.

A sessão plenária e a votação definitiva da emenda se estenderam até depois da meia-noite e aconteceu após dois dias de áspera tramitação que causaram brigas entre parlamentares, com milhares de manifestantes que se amontoaram às portas do plenário para protestar contra a reforma.

A medida foi impulsionada pelo Executivo do primeiro-ministro conservador, Shinzo Abe, e aprovada graças à sólida maioria parlamentar que tem junto com seu parceiro de coalizão, o budista Novo Komeito.

Para poder tramitar o pacote legislativo, seu gabinete aprovou no ano passado uma reinterpretação do artigo 9 da Constituição que foi criticada pela população e pelos partidos da oposição e questionada por especialistas japoneses em direito constitucional.

"Esta reforma é necessária para proteger a vida do povo japonês, ao qual seguirei explicando com calma e detalhamento seu conteúdo", disse Abe em declarações à emissora pública "NHK" ao término da sessão plenária na câmara alta.

Abe defendeu a necessidade de aprovar esta reforma para fazer frente a um panorama regional no qual a China ganha cada vez mais peso militar e a Coreia do Norte segue adiante com seu programa nuclear e de mísseis.

Apesar do descontentamento de boa parte dos japoneses - mais da metade rejeita a reforma, segundo as enquetes -, aliados como os Estados Unidos e a União Europeia (UE) consideram a medida positiva, porque reforça o papel de Tóquio como aliado militar.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial em 1945, na qual foi derrotado, o Japão apostou no pacifismo e deixou isso claro no artigo 9 de sua Constituição, que até agora só permitia ao país usar a força para defender-se. 

Fonte: EFE

Japão aciona OMC contra política de incentivos fiscais do Brasil

Insatisfeito com a resposta do Brasil, o governo do Japão abre uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra Brasília, alegando que a política de incentivos fiscais aos setores de telecomunicações, automóveis e tecnologia é ilegal e afeta empresas estrangeiras de forma "injusta". O principal foco da queixa é o Inovar Auto, mecanismo que garantiu uma redução de impostos para o setor automotivo com fábricas instaladas no País. Outros quatro problemas também foram atacados.

Em julho, Tóquio já havia apresentado a queixa. Mas, pelas regras, teria de dar uma chance para uma negociação diplomática. No início da semana, o encontro entre os dois governos ocorreu. Mas sem uma solução. Nesta sexta-feira, o Japão formalizou o pedido para uma intervenção dos juízes da OMC. 

O caso será lidado pela OMC no dia 28, mas o processo deve se prolongar até 2016. 

Tóquio questiona a forma pela qual Brasília isenta setores de impostos, sempre que garantam produção em território brasileiro. Para o Japão, as regras discriminam empresas estrangeiras e são "barreiras protecionistas" contra produtos importados. 

Na avaliação da diplomacia japonesa, o Brasil comete três ilegalidades: a existência de um regime de impostos mais pesado para bens importados que para bens nacionais, incentivos fiscais quem produz no Brasil e subsídios para empresas que exportam.

Um dos ataques é dirigido contra o Inovar Auto, considerado como ilegal pelo Japão ao reduzir o IPI para certos modelos produzidos com um determinado número de peças nacionais. Se condenado, o Brasil terá de modificar o programa e os incentivos dados a montadoras.

O ataque também visa os incentivos fiscais a exportadores que se beneficiam do Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras, ou "RECAP". O programa reduz o custo de produção a quem vai exportar. Para os japoneses, isso seria uma forma de subsídio. 

O argumento é também de que o setor de informática e tecnologia é outro alvo de protecionismo no Brasil. Tóquio questiona a Lei de Informática, o Programa de Inclusão Digital, o Programa de Incentivos ao Setor de Semicondutores, e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para TV Digital.

Para o governo asiático, todos esses programas criam reservas de mercado e dificultam as importações. 

No passado, Tóquio já havia atacado as exigências do edital de licitação da faixa de frequência de 2,5 GHz - destinada ao serviço de quarta geração da telefonia móvel (4G). A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estipulou uma exigência de conteúdo nacional mínimo de 60% para quem quisesse participar de licitações, incluindo equipamentos e sistemas.

Para o governo de Tóquio, algumas das medidas brasileiras já existem há algum tempo. "Mas foram fortalecidas nos últimos anos", indicou.

Reforço

Um ataque similar já havia sido apresentada pela UE contra o Brasil e o sistema de solução de controvérsias da OMC foi acionado. Bruxelas argumentou que, ao dar isenção de IPI a diversos setores sob certas condições, o Brasil estava violando as regras internacionais do comércio.

Em setembro de 2011, o governo estabeleceu uma isenção de IPI para carros de montadoras que se comprometam a investir no País e comprem peças locais. Em 2012, o plano foi renovado por mais cinco anos, o que deixou os países ricos irritados. Incentivos fiscais também foram dados a computadores, smartphones e semicondutores.

O governo brasileiro sempre alegou que as medidas beneficiavam montadoras europeias e japonesas, justamente contra a concorrência chinesa. Mas, segundo a União Europeia, as medidas adotadas por Dilma têm afetado as exportações do bloco. Em 2011, 857 mil carros foram exportados ao mercado brasileiro. Em 2013, esse número caiu para 581 mil até outubro. Consultas entre as duas diplomacias ocorreram em Genebra em fevereiro.

Fonte: R7

terça-feira, 15 de setembro de 2015

BC do Japão mantém política monetária, mas muda avaliação sobre a economia

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu manter sua política monetária inalterada, mas mudou o tom da avaliação sobre a economia japonesa, dizendo que “a economia do Japão continua a se recuperar moderadamente”, embora as exportações e produção tenham sido afetadas pelo abrandamento nas economias emergentes”.

Encerrando uma reunião de dois dias, o BoJ decidiu nesta terça-feira (15), por 8 votos a 1, manter inalterado o volume anual do programa de compras de ativos em 80 trilhões de ienes, em linha com a previsão da maioria dos economistas.

Como ocorreu em encontros anteriores, o único dirigente contrário à manutenção do volume atual foi Takahide Kiuchi, que mais uma vez sugeriu reduzir o programa para 45 trilhões de ienes anuais.

A última vez em que o BoJ ampliou o tamanho do programa foi em outubro do ano passado.

Em comunicado, o BoJ afirmou que, recentemente, as exportações e produção industrial do Japão têm ficado “mais ou menos estáveis”, mudando o tom da linguagem que usou em agosto, quando comunicou que os dois indicadores estavam “se levantando”.

O BC japonês também reviu sua visão geral da economia, ao dizer que o país “continua a se recuperar moderadamente”. O órgão avaliou que as exportações e produção industrial do país estão mais fracas do que no mês passado, isso porque “estão sendo afetadas pela desaceleração das economias emergentes”.

A avaliação do BoJ se segue a uma leva de indicadores decepcionantes que sugerem que a economia do Japão continua numa situação difícil, depois de apresentar queda anual de 1,2% no segundo trimestre (dados revisados), devido a exportações, consumo e investimentos fracos.

O tom menos otimista do BoJ deverá alimentar expectativas de que o BC japonês voltará a adotar novos estímulos, possivelmente na reunião de outubro.

O programa de política monetária do BoJ tem como base estimular a economia por meio da injeção maciça de recursos. O patamar atual de compras de títulos foi determinado na reunião de 30 de outubro do ano passado. O objetivo dessa política, que já tem mais de dois anos, é debelar de vez o fantasma da deflação na economia japonesa e gerar uma inflação firme de 2% ao ano por volta de meados do ano que vem. No entanto, a  inflação hoje no Japão está perto de zero.

Fontes: Agência Estado | Valor Econômico

Japão mantém intacto programa de estímulo e prevê atividade mais fraca

O governo japonês divulgou nesta terça-feira sua decisão de manter a peça central de sua política monetária e informou que a queda em exportações e produção industrial deixou suas avaliações sobre a economia japonesa em geral mais conservadoras.

Em um comunicado divulgado após a reunião de política monetária, com dois dias de duração, o BoJ informou que exportações e produção industrial "foram recentemente mais ou menos estáveis", usando um tom mais fraco do que no mês passado, quando comunicou que os dois indicadores estavam “se levantando”.

O BoJ também reformulou sua principal descrição geral da economia, dizendo que "a economia do Japão continua a se recuperar moderadamente, embora as exportações e produção tenham sido afectadas pelo abrandamento nas economias emergentes”.

O movimento segue uma série de dados sombrios que apontam para enfraquecimento da economia do Japão após a retração de 1,2% no PIB do trimestre abril-junho, puxado para baixo pelas exportações, consumo e investimentos abaixo do desejável.

A visão menos otimista do banco central apresentada no comunicado deve alimentar expectativas de medidas adicionais de estímulo, possivelmente no próximo mês.

Na decisão apresentada nesta terça-feira, oito membros votaram a favor e um votou contra a manutenção da política de compra de títulos da dívida pública ao ritmo de 80 trilhões de ienes ao ano, como era esperado pelo mercado.

O programa é a peça-chave da política monetária do BoJ no sentido de estimular a economia por meio da injeção maciça de recursos. O patamar atual de compras de títulos foi determinado na reunião de 30 de outubro do ano passado.O objetivo dessa política, que já tem mais de dois anos, é debelar de vez o fantasma da deflação na economia japonesa e gerar uma inflação firme de 2% ao ano por volta de meados do ano que vem. Mas a inflação hoje no Japão está perto de zero.

Preocupação

A combinação de revisão das avaliações com a falta de novos estímulos leva alguns economistas a pensarem que o compromisso do BoJ com a meta de inflação de 2% está enfraquecendo.

"Se surgem dúvidas sobre o compromisso da política monetária do BoJ, há um risco de que o Japão perca a sua principal força motriz para debelar totalmente a deflação", diz Takuji Ainda, economista-chefe do Societe Generale no Japão.

"O governo e o BoJ devem estar plenamente conscientes da história. O Japão tem falhado consistentemente em erradicar completamente a deflação, por negligenciar a necessidade de um último empurrão da política monetária, embora os custos de medidas adicionais de flexibilização nem sejam tão grandes”, afirma Aida.

Para ele, o BoJ provavelmente fará corte drástico em sua previsão de inflação na revisão prevista para 30 de outubro e terá de adotar medidas adicionais de estímulo.

Fonte: Dow Jones Newswires