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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SC envia missão para abrir mercados japonês e coreano de carne suína

FLORIANÓPOLIS - O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, lidera a partir de sábado uma missão de negociação com a Coreia do Sul e o Japão para tentar abrir os mercados para a exportação da carne suína catarinense. A grande expectativa é com relação ao mercado japonês, segundo o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, que integra o grupo.

Segundo Barbieri, uma missão técnica do governo japonês esteve em Santa Catarina entre o final de agosto e o início de setembro. Ao final da visita, os japoneses teriam demonstrado aprovação das condições sanitárias que encontraram no Estado.

Há quase 30 anos o governo catarinense trabalha para atingir o mercado asiático. No início deste ano, uma missão coreana também visitou o Estado, mas solicitou novos esclarecimentos com relação à política sanitária na região

Japão e Coreia estão entre os principais compradores mundiais de carne suína, com potencial de 1,3 milhão de toneladas e 400 mil toneladas, respectivamente, segundo Barbieri. O Estado já exporta frango para os dois países.

“O mercado de carne suína da Coreia e do Japão só pode ser atendido por Santa Catarina, porque é o único estado livre de febre aftosa sem vacinação”, defende Barbieri. O diretor-executivo do Sindicato da Indústria da Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne-SC), Ricardo Gôuvea, também está otimista com o resultado da missão. “A esperança é maior agora”, diz . Segundo o executivo, que também integra a missão, as visitas recentes de missões técnicas dos dois países sinalizaram de forma positiva a abertura do mercado.

Santa Catarina é o principal produtor de carne suína no Brasil e é considerada uma área livre de febre aftosa sem vacinação desde 2007. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), em 2010 o Estado produziu 746,9 mil toneladas - no País foram 3,262 milhões de toneladas no ano passado.

(Júlia Pitthan | Valor)