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sábado, 21 de julho de 2012

Câmara e Consulado Geral do Japão visitam região oeste do estado - Parte 03 (final)

O presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, mostra ao Cônsul Geral do Japão para os estados do Paraná e Santa Catarina, Noboru Yamaguchi, um dos paineis de controle da usina. Ao fundo, o presidente da Associação Cultural e Esportiva de Foz do Iguaçu, Carlos Kaneko

Na manhã deste sábado, 21, a comitiva da CCIBJ do Paraná e Consulado Geral do Japão esteve realizando uma visita técnica a Usina Hidrelétrica de Itaipu, maior do mundo em geração de energia.

Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada,fornece 16,99% da energia consumida no Brasil e abastece 72,91% do consumo paraguaio.

Segundo a representante Michelle Lorencetti, da Divisão de Relações Públicas, a usina produziu em 2011 um total de 92.245.539 megawatts-hora (92,24 milhõesde MWh), sendo o recorde histórico de produção registrado em 2008, com a geração de 94.684.781 megawatts-hora (MWh).

A contribuição da energia hidráulica na matriz energética nacional, segundo o Balanço Energético Nacional de 2008 é de, aproximadamente, 75%. Apesar da tendência de aumento de outras fontes, devido a restrições sócio-econômicas e ambientais de projetos hidrelétricos e aos avanços tecnológicos no aproveitamento de fontes não-convencionais, tudo indica que a energia hidráulica continuará sendo, por muitos anos, a principal fonte geradora de energia elétrica do Brasil.

Embora os maiores potenciais remanescentes estejam localizados em regiões com fortes restrições ambientais e distantes dos principais centros consumidores, estima-se que, nos próximos anos, pelo menos 50% da necessidade de expansão da capacidade de geração seja de origem hídrica.

Fazenda Colombari

O engenheiro eletricista do PTI, João Zank, explica ao Cônsul Yamaguchi o funcionamento da geração de energia a partir do biogás

No intuito de conhecer in loco um dos projetos mais bem sucedidos de energias renováveis implantadas no país, a comitiva visitou no sábado a tarde, 21, a fazenda Colombari, localizada no município de São Miguel do Iguaçu, a 40km de Foz do Iguaçu.

A fazenda sedia um dos geradores de biogás implantados no Paraná, desenvolvidos pela Plataforma Itaipu de Energias Renováveis e Parque Tecnológico de Itaipu - PTI.

O biogás é gerado a partir do dejeto de porco ou biomassa, movendo um gerador capaz de gerar energia  que é utilizada na propriedade rural e, havendo excedente, é vendida à Copel (Companhia Paranaense de Energia).

José Colombari, proprietário da fazenda, recebe em média R$3.500 mensais com a venda do excedente de energia de sua propriedade à COPEL. Os cerca de 20 mil qWh de eletricidade disponibilizados diretamente na rede são gerados a partir de mil metros cúbicos de biogás que ele produz diariamente com os dejetos dos cinco mil suínos de sua granja. A produção de biogás assegura a total eletrificação de sua propriedade, permitindo uma economia mensal de cerca de R$ 8.200.

Outra fonte de renda provém dos gases de efeito estufa que deixam de ser emitidos para a atmosfera e que rendem ao produtor aproximadamente R$ 4 mil por ano em créditos de carbono. O ciclo econômico se completa com a transformação da biomassa residual em fertilizante - fonte de nitrogênio, fósforo e potássio - que permite a fertilização orgânica do solo e garante uma economia da ordem de R$1,5 mil mensais. O  conjunto de receitas e economias que Colombari obtém com o biogás alcança cerca de R$12.500 mensais,  totalizando R$150 mil ao ano.

Associação Cultural e Esportiva de Foz do Iguaçu

Na noite do sábado, 21, a comitiva participou de um seminário proposto pela Associação Cultural e Esportiva de Foz do Iguaçu a cerca do tema "Integração e Formação de Jovens Lideranças na Comunidade Nipo-brasileira do Paraná".

Contando com cerca de 50 convidados, incluindo membros da comunidade nipo-brasileira do Paraguai, além de empresários e líderes locais, o evento, que rendeu um importante e frutífero diálogo entre a comunidade local e o Consulado Geral do Japão, foi o último da programação oficial na região.

Agradecimentos

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos os envolvidos na recepção e atendimento da nossa comitiva durante esta missão à região oeste. Estamos seguros que sem o esforço e dedicação destes, não teríamos atingido nossos objetivos.

Trechos: Itaipu Binacional

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Câmara e Consulado Geral do Japão visitam região oeste do estado - Parte 02

Os membros da comitiva da CCIBJ do Paraná / Consulado no gabinete do prefeito de Cascavel, Edgar Bueno.

Dando sequência ao roteiro de visitas na região oeste do estado programadas pela CCIBJ do Paraná, na manhã desta sexta-feira, 20, foi a vez do prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, receber a comitiva da entidade / Consulado Geral do Japão.

O prefeito falou brevemente sobre as potencialidades econômicas da região, constituídas basicamente em torno do agronegócio. Segundo Bueno, somente a feira “Show Rural Coopavel” movimentou cerca de R$600 milhões em novos negócios em sua edição de 2012, e que muitas das cooperativas locais já trabalham com produtos japoneses. Fez menção ainda sobre a balança comercial Paraná-Japão, positivamente influenciada pela exportação commodities da região ao Japão.

Em seu pronunciamento, o Cônsul Geral do Japão, Noboru Yamaguchi, disse estar visitando pela primeira vez o município (desde que assumiu o cargo consular em 2010), e agradeceu os esforços  e o carinho dispensado pelo executivo municipal a toda comunidade nipo-brasileira de Cascavel, afirmação que visivelmente emocionou o prefeito.

Lembrou ainda que com a alta do iene, dos impostos, e da racionalização da produção energética, o Japão passa por um momento singular e desafiador, onde a expatriação de investimentos é uma das soluções que estão sendo adotadas pelas empresas japonesas, sendo o Brasil e os países do leste asiático uma das regiões mais visadas.

Já o presidente da Câmara, Yoshiaki Oshiro, relatou que a entidade tem mantido contato com empresas de diversos setores do Japão interessadas em investirem no Paraná, incluindo de recuperação energética de resíduos, e que este sistema poderia ser aplicados na cidade a longo prazo. Citou ainda que em novembro deste ano a empresa Hitachi Zosen estará dando início a um estudo de viabilidade econômica na capital paranaense.

O prefeito interessou-se pela solução, mencionando que a Política Nacional de Resíduos determina que os municípios brasileiros passem a adotar diferentes soluções no que diz respeito aos seus aterros sanitários a céu aberto. "Sabemos que os aterros sanitários a céu aberto e a atual maneira que os mesmos são geridos estão com os dias contados. Por isso, a experiência japonesa de queima de resíduos interessa ao município, que pode estudar sua viabilidade juntamente com o Japão" finalizou.

A reunião contou ainda com a participação e colaboração de membros da colônia local como Edson Ito, diretor da Construtora Sakura; Fabiano Kazuhico, gerente franqueado dos Correios; Dr. Univaldo Sagae, da Gastroclínica de Cascavel; Masayuki Inomata, presidente da Associação Cultural e Esportiva de Cascavel, além de Alisson da Luz, secretário de administração do município; Leopoldo Furlan, presidente da Associação Comercial de Cascavel – ACIC; Takao Koike, diretor da Câmara para a região Oeste; Heberthy Daijó, diretor de relações internacionais/financeiro da Câmara; e Yuko Yamaguchi, esposa do Cônsul Geral.

Visita a Coopavel Cooperativa Agro Industrial

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, introduz a nova unidade de processamento de trigo da cooperativa (ainda em construção)

Ainda na manhã da sexta-feira, 20, a comitiva partiu rumo a sede da Cooperativa Agrícola Coopavel, uma das maiores do estado.

Recebidos pelo presidente Dilvo Grolli, os membros da missão puderam assistir um vídeo institucional sobre a cooperativa, além de uma palestra exclusiva a respeito do agronegócio na região, ministrada pelo próprio Grolli.

A Coopavel, fundada em 1970 por um grupo de agricultores da região, conta hoje com mais de 3.000 mil cooperados (associados), possui um sistema produtivo diversificado de cerca de 250 produtos, chegando a empregar impressionantes 4.500 funcionários. Toda esta estrutura fora criada para dar assistência, conhecimento técnico, e crédito ao produtor, que recebe as sementes, insumos, e fica responsável pela plantação dos produtos.

Hoje a cooperativa trabalha com o mercado de grãos, suínos, aves, e bovinos, e em 2011 alcançou a marca de R$1,2 bilhões de faturamento. Grolli lembrou ainda que 92 % do frango exportado ao Japão é de origem brasileira. 

Após a apresentação, a comitiva visitou as construções do que será a nova unidade de processamento de trigo da cooperativa. Com 6 andares e capacidade de processamento de 480 toneladas/dia, a unidade deverá ficar pronta em 90 dias, num total de R$50 milhões de investimento.

Por fim a comitiva participou do almoço de confraternização da 21° Edição do Encontro dos Jovens Cooperativistas, evento que contou com a presença de 400 jovens de diversas cooperativas da região.

Convidado a discursar pelo presidente Grolli, o Cônsul Noboru Yamaguchi disse estar muito feliz pelo convite e orgulhoso de participar do evento, deixando claro que as cooperativas do Paraná dão exemplo no que diz respeito a formação de jovens lideranças. 

Visita a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu

Dando prosseguimento as visitas na região, no período da tarde da sexta-feira, 20, a comitiva deslocou-se para Foz do Iguaçu, seguindo programações na prefeitura municipal e Parque Tecnológico de Itaipu - PTI.

Apesar do prefeito municipal Paulo Macdonald ter confirmado a reunião institucional com a comitiva, o mesmo não pôde realizar o atendimento devido a compromissos paralelos. Contudo, os secretários municipais do Planejamento, Wadis Benvenutti, e de Assuntos Internacionais, Sergio Lobato, deram prosseguimento a agenda, recepcionando a comitiva que também contou com o presidente da Associação Cultural e Esportiva de Foz do Iguaçu, Carlos Kaneko, e demais representantes da colônia local.

A pauta da reunião girou em torno da Copa do Mundo de 2014 e sobre a formatação de um projeto de atração e internacionalização do município junto as empresas e turistas japoneses.

De acordo com o presidente Oshiro, o número de turistas japoneses que visitam a região é satisfatório, mas ainda pouco perto do potencial a ser explorado, que com o advento da copa, pode ser trabalho em consonância das empresas japonesas. “Foz é uma referência turística no Brasil e para 2014 é importante que façamos um trabalho de divulgação da cidade no Japão, a fim de atrair empresas, indústrias, hoteleiros, entre outros a esta maravilhosa região, antecipando informações e dados da região aos futuros visitantes” finalizou.

Visita ao Parque Tecnológico de Itaipu - PTI

Criado em 2003, o PTI é uma das mais importantes entidades co-ligadas a Hidroelétrica de Itaipu, possuindo uma singular estrutura para o desenvolvimento de novas tecnologias, intercâmbio de conhecimento, e projetos ligados a energias renováveis e, consequentemente, novos negócios.

Recebidos pelo presidente da instituição, Juan Carlos Sotuyo, pelo superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Cicero Bley, e demais engenheiros e representantes, a comitiva seguiu direto para a sala de reuniões, onde o presidente Sotuyo pôde realizar uma breve palestra sobre o portfólio de atividades conduzidas pelo parque, que em sua estrutura organizacional divide-se em diferentes centros de pesquisa e desenvolvimento tais como: Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (CEASB); Laboratório de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos (LASSE); Programa de Plataforma de Energias Renováveis; Projeto Veículo Elétrico; e Encubadora de Empresas (PTI Epreendedorismo).

Com a palavra o superintendente Bley agradeceu imensamente a oportunidade de ter conhecido o Japão em fevereiro deste ano durante a realização do Brazil-Japan Energy Efficiency Workshop organizado pelo Centro de Eficiência Energética do Japão na qual a Câmara fez a seleção dos membros participantes.

Segundo Bley, o workshop foi fundamental para que a Itaipu pudesse conhecer in loco as mais recentes tecnologias de smart energy do Japão, condição fundamental para o estabelecimento futuras parcerias com o país, sobretudo nos segmentos de painéis solares, sistemas de biodigestores a gás, e células de combustível a base de hidrogênio.

Bley exaltou ainda que não basta o Japão simplesmente querer exportar seus produtos e soluções, é preciso provocar um amplo debate que culmine num intercâmbio tecnológico bilateral, pois somente assim as empresas japonesas conseguirão ter êxito na execução de seus projetos no Brasil. "A importação de produtos e soluções no setor de energias renováveis do Japão ainda é extremamente onerosa, inviabilizando qualquer possibilidade de parcerias no futuro. Somente a constituição de um acordo de cooperação entre ambos os países poderá transformar projetos em soluções viáveis, e que tenham efetividade no mercado brasileiro" completou.

Após a reunião, a comitiva visitou os laboratórios do LASSE, Energias Renováveis, e CEASB.

Ainda na mesma ocasião, o Cônsul Yamaguchi fora homenageado com o plantio de uma árvore - cerimonial já compartilhado com outras grandes lideranças como no caso do ex-Primeiro Ministro da Inglaterra, Tony Blair.

Também fizeram parte da comitiva da Câmara / Consulado em visita ao PTI: o presidente da Associação Cultural e Esportiva de Foz do Iguaçu, Carlos Kaneko, o presidente da Associação Cultural e Esportiva de Cascavel,  Masayuki Inomata, o ex-diretor geral da Sony do Mercosul, José Oshiro, e os diretores regionais da CCIBJ do Paraná, Takao Koike e Marcos Shida.

Fotos: Prefeitura de Cascavel / Prefeitura de Foz do Iguaçu / CCIBJ do Paraná

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Câmara e Consulado Geral do Japão visitam região oeste do estado - Parte 01

Foto do complexo da Coopavel Cooperativa Agro Industrial, em Cascavel

Nos dias 19, 20, 21, e 22 de julho, representantes da CCIBJ do Paraná, acompanhados do Cônsul Geral do Japão para os estados do Paraná e Santa Catarina, Noboru Yamaguchi, estiveram visitando a região oeste do estado. Abaixo, segue resumo das atividades realizadas no primeiro dia.

Núcleo Regional dos Ostomizados do Oeste do Paraná

O roteiro de visitas institucionais coordenadas pela Câmara teve início na tarde desta quinta-feira, 19, com a rápida passagem pelo Núcleo Regional dos Ostomizados do Oeste do Paraná, que atende mensalmente cerca de 250 pacientes ostomizados e incontinentes urinários.

Segundo seu presidente, Alberto Moi, a entidade é a única do Brasil a possuir sede própria e fora constituída com o apoio de membros da colônia nipo-brasileira de Cascavel, que norteados pelo Dr. Univaldo Sagae, auxiliaram no desenvolvimento do projeto.

Conduzindo trabalhos em conjunto dos acadêmicos de medicina da Unioeste e FAG, no intuito de não só atender os mais necessitados, bem como auxiliar no desenvolvimento acadêmico destes estudantes, futuros profissionais na área da medicina, o núcleo é referência no país, atendendo 25 municípios, além de pacientes da Argentina e Paraguai.

Prefeitura Municipal de Toledo e Associação Cultural e Esportiva de Toledo - CEATO

Na foto: o diretor da CCIBJ do Paraná, Takao Koike, o prefeito de Toledo, José Carlos Schiavinato, o Cônsul Geral do Japão, Noboru Yamaguchi, sua esposa, Yuko Yamaguchi, o presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, e os presidentes das Associações Nipo-Brasileiras de Cascavel e Toledo respectivamente, Masayuki Inomata e Clineu Eiji Kano  

Na sequência a comitiva foi até o município de Toledo, sendo recebida pelo Prefeito da cidade, José Carlos Schiavinato, secretários, além do presidente da Associação Comercial de Toledo - ACIT, Edésio Reichert. 

Após concluir seu discurso de boas-vindas o prefeito destacou as potencialidades econômicas da região, impulsionadas especialmente pelo agronegócio. Segundo Schiavinato, juntas, as principais cooperativas da região (Coopavel, Copacol, C. Vale, Lar e Copagril) atingiram em 2011 um faturamento de R$ 7,8 bilhões, registrando um crescimento de 22% acima da média estadual.

O prefeito também fez menção a constituição do Tecnoparque de Toledo, projeto que deverá sediar um pool de empresas e entidades do setor de tecnologia. O mesmo terá amparo técnico da PUC e UTFPR e visa inserir o município na rota dos ativos tecnológicos do estado. 

Yamaguchi demonstrou interesse no projeto, afirmando que devido a alta do iene e impostos, além da racionalização energética, centenas de pequenas e médias empresas do Japão estão buscando expatriar investimentos em outros países, sendo o Brasil uma rota natural.

Já o presidente da Câmara, Yoshiaki Oshiro, lembrou que o Japão é um dos maiores consumidores de frangos do Paraná, e que o desenvolvimento de projetos de cooperação no setor do agronegócio, sem dúvida, podem intensificar ainda mais as relações comerciais vigentes.

Na sequência o prefeito acompanhou a comitiva até o parque Jardim das Cerejeiras, criado em 2009 em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, Parque do Povo, este último recém-inaugurado e que contará com um jardim repleto de cerejeiras do Japão. Na ocasião o Cônsul Yamaguchi foi homenageado com uma placa simbolizando o plantio do primeiro pé de cerejeira do parque. 

Acompanhado dos diretores da CCIBJ do Paraná, Heberthy Daijó e Takao Koike, do presidente da Associação Cultural e Esportiva de Cascavel, Masayuki Inomata, além do Cônsul Geral do Japão, Noboru Yamaguchi e sua esposa, Yuko Yamaguchi, o presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, entrega o profile corporativo da entidade ao presidente da CEATO, Clineu Eiji Kano

Por fim, a agenda no município de toledo teve seu desfecho com a participação no café da tarde de confraternização proposto pelo presidente da Associação Cultural e Esportiva de Toledo - CEATO, Clineu Eiji Kano, realizado na sede da entidade e que contou com a presença de cerca de 30 pessoas.

Aliança Cultural e Esportiva de Cascavel

Acompanhado pelo presidente da Associação Cultural e Esportiva de Cascavel, Masayuki Inomata, a comitiva da CCIBJ do Paraná e Consulado Geral do Japão participou do jantar de boas-vindas proposto pela entidade.

Em seu discurso de abertura, o Cônsul Yamaguchi relatou que é a primeira vez que visita a região oeste do estado, evidenciando as potencialidades econômicas da região, alavancadas especialmente pelo setor do agronegócio. Expôs a necessidade de uma maior integração entre todas as associações nipo-brasileiras em atividade no estado, e a importância da renovação e formação de jovens lideranças.

Na continuação, Yamaguchi respondeu algumas perguntas do público presente (cerca de 50 pessoas) em torno de diversos assuntos, em especial "cidadania japonesa", "direitos políticos para expatriados", "bolsas no exterior", e "como atrair novos investimentos a região".

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Lixo Eletrônico: Uns desperdiçam, outros lucram


Roberto Itai, diretor-presidente da Hamaya do Brasil: elevada “produção” de lixo eletrônico atraiu a empresa japonesa para o Brasil

O Brasil desperdiça cerca de R$ 8 bilhões por ano com o descarte de resíduos industriais com amplo potencial de reaproveitamento, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Parece pouco, mas isso equivale ao volume de investimento médio feito no Paraná nos últimos oito anos pelo governo do estado. Enquanto o país segue jogando dinheiro no lixo, algumas empresas despontam na utilização estratégica e rentável desses materiais.

Um dos exemplos vem das sobras da indústria eletroeletrônica. Líder no ranking dos países emergentes que mais geram lixo eletrônico por habitante, conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Brasil despertou o interesse de empresas internacionais como a japonesa Hamaya, empresa do ramo de exportação de eletroeletrônicos reutilizáveis e para reciclagem, que escolheu a cidade de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, para instalar sua primeira filial fora do Japão.

Eletrônicos

Confira o preço que a Hamaya do Brasil paga por alguns itens de informática e telefonia:

• Placa de computador: R$ 13 por quilo
• Placa de telefonia: R$ 35 por quilo
• Processadores cerâmicos: R$ 150 por quilo
• Memória: R$ 35 por quilo
• HD: R$ 4,70 por quilo
• Celulares: R$ 16 por quilo

Os produtos recolhidos e separados pela Hamaya em Fazenda Rio Grande serão exportados para China, Vietnã e Japão.

“Queremos trazer para o Brasil todo o know-how do Japão na reutilização e reciclagem do lixo eletrônico”, afirma Roberto Itai, diretor-presidente da Hamaya, que tem 20 anos de experiência no mercado japonês e exporta seus produtos para mais de 40 países, incluindo Ásia, Oriente Médio, África e América Latina.

No Brasil, a empresa tem dez funcionários e recebe, em média, 15 fornecedores de lixo eletrônico por dia, mas ao todo há 300 cadastrados. A meta é chegar a 150 fornecedores diários até dezembro e, ainda em 2012, atuar em Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu. São Paulo e Rio de Janeiro estão no cronograma de 2013 e 2014, respectivamente.

Segundo Ito, os produtos passíveis de reutilização serão enviados à China e ao Vietnã. Os demais seguem para o Japão, para a extração de metais como ouro, platina, paladium e cádmio, presentes nas placas eletrônicas.

Pronta para exportar

Desde o início das atividades, em novembro de 2011, a empresa já acumulou quatro contêineres de aproximadamente 15 toneladas de materiais, que aguardam liberação para serem exportados. Otimista com o trabalho no Brasil – que já rendeu R$ 1,2 milhão, fora os estoques –, o diretor geral da Hamaya diz que a expectativa para os próximos dez anos é alcançar no país o mesmo rendimento obtido no ano passado no Japão, quando a empresa faturou 9 bilhões de ienes (cerca de R$ 224 milhões). “A ideia é criar, com a ajuda de parceiros, uma estrutura de coleta desses materiais. Esse modelo já existe no Japão e funciona muito bem”, explica Itai.

Tecnologia

A necessidade de destinar corretamente determinados tipos de materiais abriu espaço no mercado para empresas gerenciadoras de resíduos, como é o caso do Grupo Ambyensis, que desenvolveu um sistema que descontamina e tritura lâmpadas fluorescentes.

Criado em 2005, o sistema Bulbox retira o mercúrio da lâmpada, mantendo-o retido e estabilizado dentro do equipamento por meio de um filtro de carvão ativado com enxofre, que evita o risco de contaminação.

O vidro é reaproveitado no processo de vitrificação de azulejos pela indústria cerâmica e o metal vai para a fundição. A cobrança do serviço é feita por unidade e varia de acordo com o tipo e o tamanho da lâmpada.

Por meio desse processo, cerca de um milhão de lâmpadas ganham a destinação correta só em Curitiba e região. “A vantagem é que o sistema é móvel, ou seja, um gestor ambiental responsável vai até o cliente para eliminar as lâmpadas”, explica Ingrid Hintemann, da área comercial da Bulbox. O equipamento também está disponível para comercialização. Além de Curitiba, o Bulbox também está presente em Londrina, Maringá e Umuarama.

Teto Longa Vida

Caixa de leite vira telha ecológica leve e à prova de granizo

Finas camadas de plástico, alumínio e sobras de celulose que antes iam para o lixo e demoravam anos para se decompor são usadas agora como matéria-prima para a fabricação das telhas ecológicas, produzidas há sete anos pela Telhapak, de Ponta Grossa (Campos Gerais).

A tecnologia foi desenvolvida pela Tetra Pak para reaproveitar os resíduos das embalagens longa vida. O papel já era reciclado, mas o plástico e o alumínio não tinham destinação. Mais leves e resistentes que as concorrentes de fibrocimento, as telhas ecológicas dispensam maiores cuidados no transporte, manuseio e estocagem e não se danificam com chuvas de granizo ou vendavais, explica a engenheira civil Lucimar De Geus, sócia da Telhapak.

Outra vantagem é o conforto térmico que as telhas proporcionam – as camadas de alumínio que conseguem reduzir em até 5ºC a temperatura do ambiente. De fácil fixação, as telhas ecológicas podem ser usadas em qualquer tipo de estrutura. Cada peça pesa 14 quilos, o que equivale a 7 quilos por metro quadrado – menos da metade do peso das telhas de fibrocimento. “Por serem mais leves, as telhas geram economia nos custos com estrutura”, ressalta Lucimar.

Apesar das vantagens das telhas ecológicas, o negócio esbarra na escassez de matéria-prima. Segundo a empresária, o baixo índice de reciclagem das embalagens encarece as aparas industriais – e esse custo é repassado aos clientes. Na Telhapak, as unidades padrão, com tamanho de 2,15m por 0,94m e 6 milímetros de espessura, são vendidas por R$ 34. “Para superar a falta de matéria-prima e atende a todos os nossos clientes, trabalhamos com prazos de entrega mais longos”, diz Lucimar.

Outra especialidade da Telhapak são os tapumes, feitos do mesmo material, que saem por R$ 24 a peça – e estão disponíveis para pronta-entrega.

Vinda ao Paraná

A Hamaya do Brasil é filial da Hamaya Corporation, originária de Saitama no Japão, e é uma das empresas que contaram com a atração e mediação da Câmara durante sua vinda ao Paraná.

Fonte: Gazeta do Povo
Site oficial da empresa: http://www.hamaya.com.br/

Mitsui compra participação minoritária na Sodrugestvo


SÃO PAULO - O Grupo Sodrugestvo, com sede em Luxemburgo, anunciou um acordo no qual a japonesa Mitsui tornou-se acionista da empresa com 10% de participação. As empresas vão tornar-se parceiras estratégicas em algumas das suas respectivas atividades de negócios. Os detalhes da transação não foram divulgados. A participação da Mitsui na Sodrugestvo tem como base um valor societário de aproximadamente US$ 2,2 bilhões.

O acordo estratégico estabelece, entre outros pontos, uma aliança na originação, exportação e comercialização de grãos da Rússia e outros países da antiga União Soviética. Além disso, a Mitsui dará apoio na produção de ração, colaboração nos negócios de originação, processamento e distribuição de soja no Brasil entre a Aliança (empresa da Sodrugestvo antes chamada de Carol Sodru) e a Multigrain, subsidiária de grãos e logística da Mitsui.

A colaboração na originação e exportação de grãos produzidos na Rússia e em outros  países da antiga União Soviética dá à Mitsui o direito de preferência sobre os grãos exportados pela Sodrugestvo. A Mitsui planeja desenvolver pontos de vendas para os grãos no Oriente Médio e na África, bem como com os clientes existentes situados principalmente no Japão e na Ásia. Além disso, a Mitsui compartilhará a sua especialização no comércio internacional de grãos com a Sodrugestvo, assim como fornecerá inteligência de mercado da sua rede comercial global.

O Grupo Sodrugestvo, fundado em 1994, é uma empresa agroindustrial. Ela possui três unidades de negócios— infraestrutura especializada (incluindo portos marítimos de águas profundas), logística e instalações de processamento (para a produção de proteínas e óleos a partir de produtos vegetais e animais). No ano passado a Sodrugestvo esmagou mais de 1,3 milhão de toneladas de soja e colza e negociou mais de 2,3 milhões de toneladas de produtos agrícolas.

A Mitsui é uma das empresas internacionais mais diversificadas  e atua em seis principais negócios: metais, máquinas, infraestrutura, produtos químicos, energia, estilo de vida e inovação. Com sede em Tóquio, a Mitsui mantém uma rede global de 154 escritórios em 69 países, bem como cerca de 450 subsidiárias e empresas associadas no mundo inteiro.

(Carine Ferreira | Valor)

Câmara estará sediando curso de marketing em agosto

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Câmara, Jetro, e FIEP realizam o 1° Seminário Paraná-Japão de Soluções Energéticas

A Sala dos Conselhos da FIEP ficou pequena em meio ao número de empresários e entidades presentes no evento

A Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, em parceria da FIEP, CIN/PR, e Japan External Trade Organization  (JETRO), realizou nesta sexta-feira, 13, o 1° Seminário Paraná-Japão de Soluções Energéticas.

Contando com a presença de cerca de 70 convidados, incluindo empresas locais e governo (Seim, Tecpar, Cerbio, Copel, Compagás, Aginpar, e Emater), as empresas japonesas Panasonic, IHI, Jase-W, TLV, Sinfonia, Mitsubishi UFJ, e Mayaekawa, apresentaram uma série de produtos de smart energy abrangendo soluções nas áreas de energia eólica, solar, biogás, biomassa, compressores, smart grid, financiamento de empresas "esco", baterias, edificações sustentáveis, e ar condicionado.

Para o presidente da Jetro São Paulo-Buenos Aires, Yoshihiro Sawada, o evento superou as expectativas e mais uma vez deixou claro o interesse do estado em trabalhar em consonância do Japão na busca e desenvolvimento de novas matrizes energéticas no país. "O seminário foi muito proveitoso e os empresários japoneses ficaram muito satisfeitos com a iniciativa da CCIBJ do Paraná e FIEP. Ações como esta ajudam a promover as empresas japonesas localmente, estabelecendo novos contatos e oportunidades comerciais para ambos os países" finalizou. 

De acordo com o presidente da FIEP, Edson Campagnolo, o seminário serviu para ratificar o interesse da federação em celebrar novos negócios com o Japão. "Este seminário é o terceiro evento que realizamos em conjunto da CCIBJ do Paraná e Jetro, todos sob a temática desenvolvimento sustentável e energias renováveis. Isso comprova o interesse da FIEP não só em promover a temática, difundindo a necessidade da adoção de práticas sustentáveis no setor (tema extremamente em voga no Japão), bem como em estimular o desenvolvimento de um comércio bilateral mais sólido e de resultados" completou.

Segundo Yoshiaki Oshiro, presidente da CCIBJ do Paraná, o seminário evidenciou a necessidade das empresas japonesas em expatriarem investimentos no país. "A apresentação de novas tecnologias e produtos de smart energy do Japão no Paraná através da execução deste trabalho conjunto entre a federação, câmara, e Jetro, deixa claro o interesse do capital privado e governo japonês em desenvolverem novas parcerias com o Paraná. E muito nos orgulha sabermos que estamos auxiliando neste processo, divulgando no estado uma série de novas tecnologias, além de introduzirmos novos mercados e possibilidades".

Na foto: o presidente da Jetro, Yoshihiro Sawada, o presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, e o presidente da FIEP, Edson Campagnolo

O secretário Ricardo Barros reforçou o apoio do Governo do Estado por meio do programa Paraná Competitivo, que assegura incentivos fiscais e suporte para a iniciativa privada. “O Paraná voltou a ser um ótimo ambiente para negócios. Em cerca de um ano e meio, o governo Beto Richa já atraiu mais de R$ 16 bilhões em investimentos. E temos todo o interesse em ampliar as parcerias com empresas japonesas”. Barros afirmou ainda que a Copel, a Compagás e o Lactec podem ser parceiros das empresas japonesas do setor.

RODADAS DE NEGÓCIO

Na sequência, as empresas paranaenses tiveram a oportunidade de estreitar os contatos previamente estabelecidos e aprofundarem as informações repassadas durante o seminário durante a rodada de negócios promovida pelo CIN/PR, JETRO, e CCIBJ do Paraná. Sob a coordenação de Tatiana Burger, do Centro Internacional de Negócios, Kan Kurihara, diretor da Jetro, e Heberthy Daijó, diretor da CCIBJ do Paraná, todas as empresas japonesas foram amplamente requisitadas sendo o feedback positivo.

Para Gilberto Wiecheteck, da Wiecheteck Engenharia Elétrica, de Ponta Grossa, a iniciativa deu a sua empresa a oportunidade de também expor suas áreas de interesse a empresas como a Sinfonia Technology, fabricante de mini geradores eólicos. "Com as rodadas de negócios, minha empresa pôde expor alguns interesses específicos e tirar algumas dúvidas técnicas com relação aos produtos e tecnologias apresentados pela Sinfonia, aqui representada pela Nord Electric. Estou bastante satisfeito com o evento e com as informações coletadas. Agradeço a câmara pelo convite e esperamos realizar o follow up apropriado" disse Wiecheteck.

VISITA TÉCNICA AO LACTEC

Ao fim do seminário, a CCIBJ do Paraná agendou uma visita técnica da comitiva japonesa ao LACTEC.

Recebidos pelo presidente Omar Sabbag, e contando com a presença do Cônsul Geral do Japão, Noboru Yamaguchi, os empresários japoneses puderam conhecer de perto o laboratório de eletrônicos, local onde está sendo desenvolvido o mais importante projeto de smart meter da América Latina.

Conduzido em parceria da Light, empresa de energia elétrica do Rio de Janeiro, o projeto prevê a constituição e aplicação de medidores inteligentes em bairros da capital fluminense onde o índice de "roubo de energia" é alto ou considerado acima do normal. Atualmente o Rio de Janeiro é um dos estados que mais sofrem com roubo de energia, chegando a marca de quase 30% de perda, sendo o LACTEC o laboratório escolhido para desenvolver o protótipo que deverá servir como base do modelo a ser comercializado a longo prazo no mercado brasileiro e que tem por objetivo auxiliar o governo carioca a controlar e identificar os pontos de maior prejuízo.

AGRADECIMENTOS

Aproveitamos o espaço para registrar nossos sinceros agradecimentos a todos que puderam comparecer, e se envolveram na realização do evento, em especial ao presidente da FIEP, Edson Campagnolo, que mais uma vez acreditou em nosso trabalho; a Janet Pacheco, do CIN/PR, que colocou ao dispor da CCIBJ do Paraná sua equipe e contatos; ao deputado federal Luiz Nishimori pelo incentivo; e aos membros da Jetro e Jase-W, por confiarem no formato e na condução dos trabalhos pela câmara.

Fotos: FIEP / CCIBJ do Paraná

Mais sobre:
http://www.agenciafiep.com.br/noticia/empresas-japonesas-apresentam-solucoes-energeticas-na-fiep/

Câmara no lançamento da 3° Cartilha do movimento "A Sombra do Imposto"


Na foto: o presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, fala sobre a importância do debate para a comunidade empresarial. A saber: a Câmara é uma das 38 entidades que apoiam a cartilha "Sombra do Imposto" composta pela FIEP.

O movimento A Sombra do Imposto, articulado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e apoiado por 40 entidades representativas, entrou oficialmente em sua terceira fase. Nesta quinta-feira (12), durante reunião do Conselho Temático de Assuntos Tributários da Fiep, foi apresentada a nova cartilha da campanha, que tem como tema a corrupção e seus efeitos sobre a carga tributária brasileira. O encontro teve ainda a presença do senador Armando Monteiro (PTB/PE), que recebeu um documento com contribuições do Conselho para o projeto de lei que cria o Código Nacional de Defesa do Contribuinte, do qual é relator no Senado Federal. 

“Depois das duas primeiras etapas do movimento, em que mostramos que os impostos estão presentes em tudo o que consumimos e que todos temos o direito de cobrar a correta aplicação do dinheiro dos tributos, sentimos a necessidade de abordar a questão da corrupção”, explicou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo. “O desvio de recursos é um movimento silencioso que está presente em todas as esferas do poder público, seja federal, estadual ou municipal. Combater esse mal é necessário para melhorar a qualidade dos gastos públicos brasileiros e, consequentemente, reduzir a carga tributária”, acrescentou. 

Campagnolo citou alguns dados inclusos na nova cartilha que mostram, ao menos em parte, o impacto da corrupção na gestão pública brasileira. Um deles indica, por exemplo, que apenas os desvios de recursos federais efetivamente identificados por órgãos governamentais de controle totalizaram R$ 6 bilhões ao ano na última década. “Isso se refere apenas a desvios que foram comprovados, e somente de recursos federais. Existem estudos que falam em mais de R$ 60 bilhões consumidos pela corrupção a cada ano no Brasil”, disse. 

Outra informação alarmante é que, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foram detectados indícios de corrupção na administração de 73% dos 5.560 municípios brasileiros. “Esse dado é muito preocupante e serve de alerta para todos os cidadãos. Estamos em um ano eleitoral e inclusive já foi dada a largada para a campanha para escolhermos nossos prefeitos e vereadores. Mesmo com a lei da Ficha Limpa valendo pela primeira vez, ainda existem brechas e é preciso que o eleitor fique atento na escolha de seu candidato, evitando aqueles que continuam fazendo estragos com o dinheiro público”, aconselhou. 

Com tiragem inicial de 300 mil exemplares, a nova cartilha da Sombra do Imposto será distribuída em todo o Paraná. A publicação também está disponível a no site do movimento: www.sombradoimposto.org.br. Desde o início da campanha, em outubro de 2010, já foram distribuídos 1,8 milhões das duas primeiras edições da cartilha. 

A reunião do Conselho de Assuntos Tributários da Fiep teve como convidado especial o senador Armando Monteiro, que presidiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI) por dois mandatos, entre 2002 e 2010. Monteiro elogiou a iniciativa do movimento A Sombra do Imposto. “É fundamental que possamos transmitir ao conjunto da sociedade essa preocupação que temos em relação à carga tributária, que penaliza a todos, mas que muitas vezes o cidadão não tem a compreensão de quanto paga em impostos”, afirmou o senador. “A corrupção no Brasil realmente é sistêmica e não há outra forma de combatê-la sem uma maior participação e controle social”, acrescentou. 

Código do Contribuinte  

Durante o encontro, Monteiro recebeu dos integrantes do Conselho um documento com contribuições para o projeto de lei que cria o Código Nacional de Defesa do Contribuinte. As sugestões foram elaboradas por um grupo de trabalho composto por advogados especializados em questões tributárias. 

De autoria da senadora Kátia Abreu (DEM/TO), o projeto de lei tem a intenção de regulamentar e tornar mais equilibrada a relação entre fisco e contribuintes. “Estou empenhado em construir um substitutivo ao projeto. Portanto, é necessário incorporar contribuições a ele e foi para isso que vim ao Paraná”, afirmou Monteiro. 

Segundo ele, a aprovação da proposta no Congresso Nacional terá mais chances de se concretizar se for alcançado um texto equilibrado, que agrade tanto os contribuintes quanto o fisco. “Reconheço que o projeto deve ter um viés pró-contribuinte, mas é preciso também atender os deveres atribuídos a ele, negociando com o governo e a Receita Federal”, justificou. 

Para o advogado Leonardo de Paola, presidente da comissão de Direito Tributário da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB/PR), a aprovação do Código é importante justamente para tornar mais claros os direitos e deveres tanto do contribuinte quanto do fisco. “O fisco muitas vezes trata o cidadão não como um contribuinte, mas como um súdito”, disse o tributarista, que coordenou o grupo de trabalho do Conselho. “Existe um aumento crescente da carga tributária e dos instrumentos de coerção do contribuinte. As obrigações do contribuinte já estão previstas na legislação ordinária, em resoluções, portarias e interpretações que se multiplicam a cada dia. É justo agora pensarmos nos seus direitos”, declarou. 

Segundo o senador Armando Monteiro, as contribuições do Conselho de Assuntos Tributários da Fiep serão levadas em conta na redação do substitutivo ao projeto. As propostas sugerem regras, por exemplo, para que o contribuinte tenha mecanismos eficientes para apresentação de defesa perante os órgãos fiscalizadores. Também criam limites para a aplicação de multas, juros e demais encargos sobre o valor de tributos não pagos. Determinam, ainda, mais transparência na tributação, para que o consumidor tenha exata noção de quanto está pagando em impostos a cada compra. 

“Os pontos destacados pelo Conselho são absolutamente convergentes com o que pensamos e com o que deve ser o foco principal desse código”, afirmou Monteiro. O projeto de lei tramita atualmente pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Monteiro acredita que a proposta será votada na comissão ainda este ano. Depois disso, ainda terá que ser apreciada pela Comissão de Assuntos Econômicos antes de ir a votação em plenário, o que deve ocorrer apenas em 2013.

Fonte: FIEP

terça-feira, 10 de julho de 2012

Cônsul Geral do Japão recebe o presidente da FIESC em Curitiba

Edgard Usuy, representante da FIESC, Nana Kawamoto, Vice-cônsul, Henry Quaresma, diretor de relações institucionais da FIESC, Glauco José Corte, presidente da FIESC, Noboru Yamaguchi, Cônsul Geral, Yoshiaki Oshiro, presidente da CCIBJ do Paraná, Heberthy Daijó, diretor da CCIBJ do Paraná

Na noite desta terça-feira, 10, o Cônsul Geral do Japão para os estados do Paraná e Santa Catarina, Noboru Yamaguchi, recebeu em sua residência para um jantar de confraternização o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Glauco José Corte.

Acompanhado pelo diretor de relações institucionais, Henry Quaresma, e Edgar Usuy, da Unidade de Assuntos Legislativos, Corte mostrou-se otimista com o estreitamento das relações diplomáticas entre o Japão e a FIESC, expondo algumas possibilidades de parceria com o país no setor de logística e energia. "A FIESC, em parceria da FIEP, e FIERGS, vem realizando um extensa pesquisa no setor de logística para identificarmos as reais necessidades dos modais viários do sul do país e quais as projetos devem ser implantados para resolvermos as carências do setor. Neste aspecto, seria muito interessante se o capital japonês pudesse participar deste importante processo" disse.

Contando com a presença do presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro e do diretor de relações internacionais da entidade, Heberthy Daijó,      Glauco José Corte       , que também é o presidente e fundador da empresa Cerâmica Portobello,  elogiou o trabalho desempenhando pela CCIBJ do Paraná em parceria da FIEP. "O presidente da FIEP (Edson Campagnolo) teceu uma série de elogios ao trabalho realizado em parceria da Câmara no que diz respeito a atração de novos investimentos japoneses para o estado. Esta atuação conjunta através da realização de eventos e missões internacionais, com toda certeza, pode e deve ser estendida a Santa Catarina. Estejam seguros que estamos de braços abertos para a formalização de um trabalho em consonância" finalizou.

Sobre a FIESC acesse:
http://www.fiesc.com.br/

Foto: Fiesc

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Câmara e Consulado Geral do Japão visitam empresas do noroeste do estado

Na foto: a comitiva da Câmara / Consulado é recebida pela presidência da Noma do Brasil S/A

Nesta primeira semana de julho, o Cônsul Geral do Japão para os estados do Paraná e Santa Catarina, Noboru Yamaguchi, acompanhado do presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, estiveram visitando a região noroeste do estado. Na pauta, visitas técnicas as empresas Noma do Brasil S/A e Usaçucar - Usina de Açúcar Santa Terezinha Ltda.

NOMA DO BRASIL S/A

Recebidos pelo fundador da empresa, João Noma, além dos diretores Marcelo e Cristiana Noma, a comitiva, que contou também com a presença do diretor da prefeitura de Maringá, Shudo Yasunaga, pôde familiarizar-se com a estrutura e atividades de um dos principais fabricantes de implementos rodoviários da América Latina.

Fundada em 1970, atualmente o parque fabril da empresa conta com uma área total de 175 mil m², sendo 40 mil m² de área coberta. Os implementos passaram a serem produzidos utilizando um moderno conceito de linha de montagem, que além de permitir agilidade e qualidade na produção, tem a preocupação ergonômica, na qual os colaboradores exercem suas funções em um ambiente agradável e com menor esforço físico. 

Contando com o ISO 9001 em toda sua gama de produtos, seu Sistema de Gestão da Qualidade padroniza as práticas de fabricação, reduz desperdícios, gerencia áreas e metas e acompanha as tomadas de ações. 

Pioneira no setor, sendo a empresa que introduziu o semirreboque bimodal (rodotrilho) na América Latina na década de 90, hoje a empresa emprega mais de 2.000 mil funcionários diretos e está concluindo sua mais uma nova unidade localizada na cidade de Tatuí, interior de São Paulo, totalizando investimento na ordem de R$75 milhões.

Em 2011, a companhia comercializou 5,2 mil unidades, registrando um crescimento de 25% em relação a 2010. 

USAÇUCAR LTDA.

Recebidos pelo diretor administrativo Mário Gondo, a comitiva conheceu as instalações da empresa, fundada no início dos anos 60 pela família Meneguetti.

Contando com uma singular infraestrutura logística, possuindo um terminal logístico em Maringá composto por armazéns graneleiros para açucar e demais grãos, terminal de calcário, mistura de adubos e tanques para estocagem de líquidos, além de um terminal rodoferroviário de fertilizantes no porto de Paranaguá, a empresa é uma das maiores exportadoras e empregadoras do estado, totalizando 8 unidades de produção.

Em 2011 a empresa investimentos na ordem de R$385 milhões visando expandir sua área agrícola, avançar na mecanização da colheita e ajustar processos industriais no Mato Grosso (MT).

Especificamente na moagem, a meta é atingir 19 milhões de toneladas de cana por temporada. A retomada dos investimentos da Santa Terezinha está relacionada ao elevado patamar dos preços do açúcar, produto que responde por 78% do mix do grupo e é o principal responsável pelo incremento de 20% do faturamento neste ano, para R$1,45 bilhão.

A moagem da safra atual, nas oito unidades industriais do grupo, em fase final, deverá somar 16,1 milhões de toneladas de cana, ante projeção inicial de 16,5 milhões. A usina precisa ampliar sua área de cana e reinvestir nos canaviais para conseguir atingir a meta de processar 19 milhões de toneladas por safra.

Trechos: DCI

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Câmara na 8° Edição do Prêmio Top Nikkei


O presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, com a jornalista Adriana Marques na entrega do prêmio ao Hospital Evangélico de Londrina

A Câmara e Comércio Brasil Japão no Paraná, representada pelo seu presidente, Yoshiaki Oshiro, participou na noite de ontem, terça-feira, 3, da premiação Top Nikkey, realizada pela oscip Origem, Jornal Paraná Shimbum e CRCOM Comunicação.

Na sua 8° edição, o evento premiou 79 empresas da região norte do estado de diferentes segmentos de mercado, auxiliando as mesmas a obterem informações estratégicas sobre seu público-alvo, suas ações de comunicação e seu posicionamento em especial no mercado londrinense.

Pesquisadores da Litz Estratégia e Marketing percorreram todas as regiões de Londrina e abordaram 558 representantes nipo-brasileiros, sendo 288 mulheres e 270 homens, com a seguinte pergunta: “Qual é a primeira marca que vem a sua mente no segmento de...?”. A pesquisa é um indicador mercadológico que auxilia no planejamento futuro, podendo delinear ações específicas para diferentes faixas de idade, gêneros e rendas. Além de evidenciar a marca top, também possibilita ao empresário ter um mapeamento completo de como a marca está posicionada junto a esse público específico que são os nipo-brasileiros.

Entre os vencedores, destaque para as Farmácias e Drogarias Nissei e A.Yoshii Engenharia, empresas associadas da câmara.

O evento contou ainda com as presenças do Cônsul Geral do Japão, Noburu Yamaguchi, e o Cônsul Honorário das Filipinas e conselheiro jurídico da CCIBJ do Paraná, Kyoshi Ishitani

terça-feira, 3 de julho de 2012

Japão e Brasil lideram avanço na demanda aérea


O Brasil mostrou o segundo maior crescimento de demanda por viagens aéreas domésticas, de 7,2% em maio, na comparação anual, perdendo apenas para os 14,8% do Japão, informou ontem a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata).

No ranking por regiões, a América Latina teve o terceiro melhor desempenho, em maio, com expansão de 8% na demanda por voos domésticos e internacionais, ficando atrás dos 16,1% do Oriente Médio e dos 9,5% da África.

Os dados foram divulgados ontem pela Iata, que mostrou que a demanda global por viagens aéreas, incluindo voos domésticos e internacionais, registrou crescimento de 4,5% em maio, em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com abril, a entidade chama a atenção para o tímido desempenho, uma variação positiva de 0,1%.

"A indústria aérea é frágil. O alívio nos preços do petróleo fornece uma boa notícia. Infelizmente, essa suavidade nos mercados de petróleo veio após os temores de deterioração da economia europeia. Os negócios e a confiança do consumidor estão caindo. E nós estamos vendo os primeiros sinais de desaceleração na demanda e nas taxas de ocupação dos aviões", afirmou o diretor-geral e presidente da Iata, Tony Tyler, por meio de comunicado.

A demanda das aéreas latino-americanas ficou à frente dos 5,3% da Ásia/Pacífico; dos 4,1% da Europa, e do aumento de só 0,5% da América do Norte. A oferta de assentos, incluindo voos domésticos e internacionais, foi a terceira maior, com expansão de 6,8%.

No acumulado do ano, a América Latina tem o segundo maior crescimento de demanda por viagens aéreas, de 9,9%. Só perde para os 18% do Oriente Médio, superando os 9% da África. A oferta de assentos entre as companhias aéreas latino-americanas também foi a segunda maior nos cinco primeiros meses do ano, na comparação anual, com expansão de 9,9%. O maior crescimento de capacidade ficou com o Oriente Médio (18%).

O fluxo de passageiros em voos domésticos teve aumento de 2,7% em maio, ante igual mês do ano passado. A demanda por voos internacionais, por sua vez, apresentou expansão de 5,6% na mesma base de comparação.

A oferta global de assentos teve aumento de 4% em maio, em relação a igual período de 2011. Em voos domésticos, a capacidade mostrou expansão de 3,8%. Nas rotas internacionais, o crescimento foi de 4,1%.

O transporte aéreo global de cargas, entre voos domésticos e internacionais, apresentou recuo de 1,9% em maio, em comparação com o mesmo mês do ano passado. De janeiro a maio, o envio de remessas aéreas acumula redução de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Valor

Farmácia Nissei recebe prêmio Top Nikkei 2012


A Rede de Farmácias Nissei acaba de receber, pela quinta vez consecutiva, o Prêmio Top Nikkey, destacando-se como a rede de farmácias mais lembrada pelo consumidor nipo-brasileiro de Londrina (PR).

Organizado pela Paraná Shimbun, Origem – Instituto Internacional de Comunicação e Cultura, CRCOM Comunicação e Duo Produções, o prêmio, que está na oitava edição, tem como objetivo demonstrar quais marcas, produtos e serviços de referência para a economia regional são mais lembrados pela comunidade nipônica local.

A pesquisa deste ano, realizada pela Litz Estratégia, teve uma amostra de 558 entrevistados. No segmento farmácia, a Nissei saiu na frente com 51,8% dos votos. “A identificação da marca acontece porque a atuação da Nissei está alinhada com os principais valores da população nipo-brasileira. Respeitamos nossa origem e estamos baseados em valores éticos, de qualidade, tradição, respeito e cordialidade com os clientes”, destaca a diretora comercial da Rede de Farmácias Nissei, Patrícia Maeoka.

Sobre a Nissei

Com 26 anos de atuação, a Nissei é considerada a sétima maior rede de farmácias do país em faturamento e número de lojas, segundo dados da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias). A rede paranaense possui mais de 200 lojas no Paraná e Santa Catarina e gera mais de 4.000 empregos diretos. Em Londrina, a Nissei possui 14 lojas e uma participação de 30% do mercado local.

Responsável por introduzir o conceito de drugstore no mercado paranaense, a Nissei oferece aos clientes espaços comerciais com layout moderno, localização estratégica, diversidade de produtos, excelência no atendimento, amplos estacionamentos, além de possuir o maior número de farmácias 24 horas por região. Humanização é também palavra de ordem dentro da Rede. Exemplos disso são os dois clubes de relacionamento da marca – o Clube da Melhor Idade e o Clube da Mulher, que contam com mais de 400 mil sócios.

A Farmácia e Drogaria Nissei é sócia da CCIBJ do Paraná.

Fonte: Paraná Shimbun

domingo, 1 de julho de 2012

Japão volta a utilizar energia nuclear


O religamento da usina nuclear de Ohi, ocorrido hoje em Osaka,  atraiu dezenas de manifestantes que exigem o congelamento do programa nuclear japonês, informou a Associated Press.

O reator número três foi configurado para reiniciar em meio a preocupações sobre a escassez de energia e oposição pública à geração de energia nuclear, na esteira do pior desastre atômico desde Chernobyl. Todos os 50 reatores do Japão ficaram desligados para verificações de segurança depois do terremoto seguido de tsunami que levou ao acidente na estação de Fukushima.

A Kansai Electric Power, operadora da Ohi, não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

Ao mesmo tempo, a Tepco, operadora da unidade acidentada de Fukushima disse que o sistema de refrigeração da piscina de combustível nuclear usado no reator de número quatro foi interrompido ontem após o disparo de um alarme. A empresa afirmou, em comunicado divulgado hoje, que não detectou qualquer vazamento no local.

Fonte: Valor

Prefeito de Toyohashi visita sede da câmara

Recebido pelo presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Yoshiaki Oshiro, o prefeito da cidade japonesa de Toyohashi, Koichi Sahara, esteve nesta sexta-feira, 29, visitando a sede da entidade em Curitiba.

Acompanhado por um staff de assessores e do Deputado Federal, Luiz Nishimori, Sahara agradeceu o suporte dado pela entidade durante as visitas realizadas na capital paranaense, que incluíram ainda além da sede da Câmara, a Prefeitura Municipal de Curitiba, IPPUC, e a vice-governadoria do Governo do Estado.

A vinda da comitiva de Toyohashi (localizada na província de Aichi) ao Paraná tem por objetivo o estabelecimento novas parcerias e intercâmbios econômicos e educacionais com o estado. 

Segundo Sahara, Toyohashi possui um convênio bem sucedido com a cidade de Paranavaí, sendo o mesmo intensificado pelo Deputado Estadual Teruo Kato durante a 37° Missão Econômica da Câmara ao Japão, em 2009. "O intercâmbio de professores e metodologias de ensino estabelecido entre os municípios de Paranavaí e Toyohashi teve início em 2009 através do estabelecimento de um plano de trabalho conjunto elaborado por profissionais da educação de ambas as cidades. No momento estamos satisfeitos com esta parceria, mas precisamos intensificá-la e expandir para outras cidades do estado, como Maringá e Curitiba" finalizou.

NOVOS NEGÓCIOS 

Na mesma reunião na sede da entidade, o presidente Oshiro entregou ao prefeito Sahara e ao presidente da Associação Brasileira de Toyohashi, Alcides Tanaka, uma carta de intenções que prevê o estabelecimento de uma parceria entre ambas entidades e o município. "A prefeitura de Toyohashi tem a intenção de intensificar suas relações diplomáticas, econômicas e comerciais com o Paraná. Para tanto deverá contar com parcerias como esta, que tem por objetivo o desenvolvimento de mecanismos que acelere a constituição e celebração de novos negócios entre ambos os países" completou Oshiro.

AGRADECIMENTOS

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos os envolvidos no acompanhamento da comitiva durante esta rápida estadia no Paraná, em especial Laura Tamaru (assessora do deputado federal Luiz Nishimori), Yukako Nagamura (Jornal Nippak), Fujio Takamura, Mário Azuma, Teichum Hiramatsu, e Shiniti Ueta (membros da nossa diretoria), além de Gilberto Hara e Nilson Nishimura (vice-presidentes).

Câmara no 22° Imin Matsuri de Curitiba

O presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, discursa na abertura do evento

Neste sábado, 30, a Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná participou da cerimônia de abertura do mais tradicional evento da colônia japonesa de Curitiba e região, o Imin Masuri.

Em sua 22° edição, o evento, realizado no Museu Oscar Niemeyer (MON) fez parte das comemorações dos 104 anos de imigração japonesa no Brasil e é um dos maiores festivais de cultura e gastronomia realizados pela comunidade nipo-brasileira de Curitiba.

Originalmente idealizado pelo artista e jornalista Claudio Seto (em memória), há mais de 20 anos o evento vem mantendo e as tradições japonesas em voga junto a cidade de Curitiba e seus cidadãos. 

A 22° edição teve entre suas principais atrações shows de taikô (tambor japonês), canções japonesas, demonstrações de artes marciais (como karatê e kendo), apresentações de danças típicas (odori e yosakoi soran), matsuri dance e bon odori, além da sempre contagiante participação do público.

Foto: Yukako Nagamura