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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Coreia do Sul, Japão e EUA treinam juntos para se defender de mísseis norte-coreanos

Foto do estaleiro japonês Destroyer DDH-183

O Japão, a Coreia do Sul e os EUA realizarão treinamentos entre 20 e 22 de janeiro que visam deixá-los preparados para possível lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte, informa a agência japonesa Kyodo, citando fontes militares de Seul.

Durante os exercícios com destróieres de mísseis guiados (DDG) dotados de sistema de combate Aegis, os países realizarão simulação de detecção e rastreamento de mísseis norte-coreanos.

No discurso de Ano Novo, Kim Jong-un afirmou que a construção de míssil intercontinental alcançou sua última etapa e, em 8 de janeiro, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, o lançamento será realizado, caso as autoridades supremas ordenem.

Ao mesmo tempo, especialistas da Coreia do Sul acreditam que seu vizinho do norte ainda não seja capaz de desenvolver tal tecnologia. Entretanto, suspeitam que o Norte esteja preparando teste de dois novos mísseis de alcance mais curto no intuito de transmitir mensagem de advertência à administração de Donald Trump, que tomou posse como presidente dos EUA nesta sexta-feira (20).

Fonte: Sputnik

Abe ordena realização de investigação a seus órgãos após escândalo envolvendo Ministério da Educação

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, instruiu todos os ministérios e agências do país a verificar se seus funcionários ajudaram seus colegas na obtenção de emprego após se aposentarem.

Abe deu a instrução na sexta-feira ao ministro da Revitalização Regional, Kozo Yamamoto, encarregado da reforma do serviço público.

Foi descoberto que autoridades do Ministério da Educação vinham fazendo lobby para garantir um posto em universidade após a aposentadoria de colegas.

O comitê de supervisão de reemprego do governo determinou que o ato violava a lei do serviço público.

Abe afirmou que uma investigação completa, tendo como alvo todas as entidades do governo, deve ser realizada para dispersar a desconfiança por parte do povo.

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, disse a repórteres que autoridades do Ministério da Educação tentaram encobrir suas irregularidades.

Ele afirmou que tal ação afeta seriamente a confiança das pessoas em relação à justiça envolvendo administração pública, e que é totalmente inaceitável.

Suga citou que o governo irá atender integralmente à solicitação do comitê para efetuar uma investigação sobre o caso.

O comitê irá pedir também por medidas contra as partes envolvidas, e passos para evitar a ocorrência de casos semelhantes.

Fonte: NHK

Governo japonês substitui vice-ministro da Educação

O governo japonês substituiu o vice-ministro da Educação por conta do envolvimento do referido ministério na garantia de emprego para um funcionário aposentado.

A decisão foi feita em uma reunião do gabinete do governo nesta sexta-feira, 20. O vice-ministro administrativo Kihei Maekawa foi substituído por Kazuo Todani.

Todani, que tem 59 anos de idade, iniciou sua carreira na então Agência de Ciências e Tecnologia.

O comitê de supervisão de reemprego do governo anunciou, nesta sexta-feira, que burocratas e outros funcionários do Ministério da Educação teriam feito lobby para garantir um emprego em uma universidade para um colega que se aposentou, violando a lei nacional de serviço público.

Segundo informes, Maekawa expressou sua intenção de renunciar ao cargo administrativo que ocupa no ministério para assumir a responsabilidade desse caso.

Fonte: NHK

Vice do BC do Japão promete acompanhar políticas de Trump "cuidadosamente"

Hiroshi Nakaso, um dos dois vice-presidentes do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), disse nesta sexta-feira que irá "cuidadosamente monitorar e acompanhar" as políticas econômicas do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, sinalizando o interesse de Tóquio horas antes da cerimônia de posse do republicano.

Nakaso não quis fazer comentários sobre o possível impacto econômico de eventuais medidas de Trump, devido à falta de detalhes de suas futuras políticas.

Por outro lado, Nakaso reconheceu o sentimento de modo geral positivo nos mercados financeiros sobre promessas feitas por Trump de reduzir impostos e ampliar investimentos em projetos de infraestrutura.

Nakaso também comentou que os bancos japoneses estão em boa situação, apesar do elevado custo de financiamento de moedas estrangeiras. "Eles têm muita liquidez", ressaltou. 

Fonte: Dow Jones Newswires

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Premiê do Reino Unido diz que país vai se desvincular totalmente da União Europeia

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou que seu país vai se desvincular totalmente da União Europeia.

Em seu muito aguardado discurso sobre o chamado Brexit, na terça-feira, 17, May delineou a estratégia de seu governo para deixar o bloco. Ela estabeleceu doze objetivos de negociação. Disse que não quer uma filiação parcial ou qualquer coisa de deixe o Reino Unido "metade dentro e metade fora".

A premiê britânica havia sugerido anteriormente que tentaria manter o acesso ao mercado único, ao passo que restringiria a imigração. No entanto, os líderes da União Europeia declararam que o Reino Unido não poderá escolher apenas o que lhe convém dentro do bloco.

Segundo analistas, a saída do país do mercado único pode afetar negativamente instituições financeiras e empresas exportadoras com sede no Reino Unido. Eles disseram ainda que a medida pode causar transtornos aos mercados financeiros.

Fonte: NHK

Novo míssil nipo-britânico pretende fazer frente aos armamentos americanos?

O Japão e a Grã-Bretanha pretendem finalizar o projeto de criação do novo míssil ar-ar em 2017, comunica o jornal Sankei. O projeto JNAAM (em português, Novo Míssil Ar-Ar Conjunto) foi iniciado em novembro de 2014 e aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional do Japão.

A base do projeto é o míssil Meteor de produção conjunta da Grã-Bretanha, Alemanha e França. A vantagem do míssil é o seu grande alcance, mas o seu ponto fraco é o sistema de orientação.

Para melhorar a orientação, os japoneses propõem utilizar a ogiva do seu míssil Mitsubishi AAM-4. Segundo o Senikei, tal combinação permitirá criar um míssil que estará ao nível dos melhores do mundo.

"O Japão produz desde 2010 o míssil AAM-4b, com um alcance de até 120 quilômetros, equipado com um sistema de orientação por radar. Os mísseis mais avançados do inimigo mais provável da aviação japonesa, a Força Aérea da China, têm características inferiores", comunicou à Sputnik Japão o analista Dmitry Verhoturov. 

O míssil chinês Tien Chien II (Espada do Céu II), possui um sistema orientação a infravermelhos e um alcance até 60 quilômetros. O mais avançado míssil chinês, o PL-12, tem um sistema de orientação por radar e um alcance de 70-100 quilômetros. Por isso, segundo o analista, o Japão nada tem a temer. 

"É possível que os japoneses junto aos britânicos criem um novo míssil para ultrapassar os EUA. O exército do Japão é bem equipado, mas quase tudo se baseia nas tecnologias norte-americanas. O sistema da defesa antimíssil Aegis, os lança-mísseis e toda a aviação militar, com poucas exceções, são dos EUA", comunicou o analista militar Constantino Sivkov. 

Em caso do sucesso, o Japão e Grã-Bretanha pretendem instalar o novo sistema nos caças da quinta geração F-35. Mas a decisão de produção conjunta ainda tem que ser tomada e é possível que isso vá exigir vontade política do governo do Japão, que é conservador em tais questões. O preço de produção também ainda não é conhecido.

Fonte: Sputnik

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Deslocados de Fukushima protestam contra o fim de suporte aos alojamentos

As famílias deslocadas de Fukushima denunciaram nesta terça-feira, 17, em Tóquio, que o governo local tem reduzido substancialmente o suporte financeiro aos alojamentos, indiretamente forçando-os a regressarem as zonas previamente contaminadas pelo desastre nuclear.
Cerca de 26.600 pessoas que deixaram a região "por iniciativa própria" segundo expõe o governo, vão deixar de receber, a partir do dia 31 de março, um repasse/auxílio.

Na época do desastre, o governo japonês havia ordenado as evacuações em função do alto nível de exposição às radiações. Nos locais em que esse nível era "tolerável", fugir ou ficar foi considerada uma decisão soberana e individual, referente a cada um dos residentes.

Aqueles que partiram às pressas, receberam posteriormente uma espécie de apoio do governo, mas por um prazo determinado que, finalmente, aproxima-se do fim. Assim, muitas famílias decidiram separar-se: o pai ficou para trabalhar, enquanto mãe e filhos partiram para outras regiões do país.

"Os sangramentos do nariz, a diarreia e os vômitos da minha filha de 12 anos levaram-nos a decidir, em junho de 2011 - três meses após o acidente da central nuclear de Fukushima. A minha partida com as crianças, deixando o meu marido para trabalhar no nosso restaurante em Koriyama foi difícil. Acabamos nos deslocando para a região de Kanagawa (nos arredores de Tóquio), o que não teríamos feito se não fosse esta catástrofe atômica", contou Noriko Matsumoto, uma antiga residente da província de Fukushima. "Gostaríamos de regressar, mas nas atuais condições não é possível. Continuamos preocupados com a nossa saúde", acrescentou Matsumoto.

Os peritos expuseram todos os critérios do governo, que considera controlada a maior parte da radiação exposta na região. "Já é possível "viver normalmente" nas zonas em questão" afirmou um porta-voz da prefeitura de Fukushima, contatado pela agência francesa AFP. "Portanto, deixaremos de garantir suporte financeiro aos alojamentos temporários" acrescentou. "Apenas os deslocados com maiores dificuldades econômicas, deverão continuar recebendo um apoio simbólico" concluiu.

Fonte: SIC Notícias Portugal

Continuidade da alta do dólar será maior preocupação do ano, dizem especialistas em Davos

DAVOS - Num momento em que as ações de política monetária são encaminhadas de formas opostas pelos principais bancos centrais do mundo, é a apreciação do dólar que será a maior preocupação para a economia global este ano, na avaliação de participantes do painel "Política Monetária: qual é o rumo?" , realizado pelo Fórum Econômico Mundial de Davos.

Para a maioria dos participantes, este pode ser um ponto de tensão no globo, levando, inclusive, a moratórias de países emergentes endividados na moeda americana. Na avaliação de Anthony Scaramucci, no entanto, um dos nomeados pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para compor o comitê de transição, o movimento pode ser positivo. "Eu não sei dizer o que vai acontecer exatamente (com o rumo do dólar). O que acho mais provável é que haverá um crescimento maior do que o previsto da economia americana, mesmo com o dólar subindo", disse.

O importante, de acordo com Scaramucci, é que os Estados Unidos puxarão a expansão global em 2017, criando um círculo virtuoso do consumo e da confiança, encabeçado mais pela classe média. "E isso é bom para o mundo", concluiu. Ele enfatizou que, historicamente, as taxas de juros americanas são baixas e que, dado o comportamento da economia global, é hora de normalizar. O integrante do governo americano disse que, como o mundo é injusto, um dos papéis do Estado é torna-lo um pouco mais igual.

Scaramucci disse também que a renda salarial média nos Estados Unidos atualmente está cerca de 10% menor do que no início da crise financeira internacional, que as pessoas estão tendo que trabalhar 16 horas por dia e citou um caso de família. "Este era o sentimento nos comícios do Trump", relatou.

O co-fundador e um dos principais executivos da empresa de gestão de ativos Carlyle Group, David Rubenstein, alertou para o fato de que se o dólar continuar a se fortalecer, será preciso fazer uma reestruturação porque muito da dívida de países é indexada à moeda americana. "Seria irônico que o México tivesse que ser socorrido pelo governo (americano)", disse, na frente do integrante da equipe de Trump. "Alguns mercados emergentes não aguentam muito tempo mais de alta do dólar", previu.

Rubenstein também colocou em dúvida a capacidade do governo americano de continuar se endividando para estimular a economia local sem incorrer em outro problema, o da inflação. "Se o dólar continuar a subir, este será o principal problema do mundo este ano", considerou.

Para o presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional Suíço, Thomas Jordan, a divergência entre as ações dos maiores bancos centrais do mundo não chega a ser uma coisa ruim.

Até porque, de acordo com ele, não há espaço para um afastamento muito maior dessas políticas que levem a posições mais radicais. Jordan acredita que o Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) deva continuar elevando os juros, mas não por muito tempo. Até porque, citou, o dólar mais elevado é um ingrediente que passa a ser monitorado. "O movimento deve ser gradual e limitado", previu. Na sua avaliação, o fortalecimento do dólar pode até ser bom para a economia europeia, que fica mais competitiva do ponto de vista das exportações.

Momento caótico. Para o economista da Universidade de Harvard, Li Daokui, o mundo passa hoje por um período caótico, com o Fed anunciando há meses que vai elevar os juros. Com isso, observou, o dinheiro começa a voltar para a economia americana - mais de US$ 600 bilhões só da China. "O dinheiro está voltando e a China não está sozinha", disse. Isso, de acordo com ele, é uma prova de que a política monetária não está atingindo seu objetivo. "Talvez o Fed tenha que atuar de forma não convencional", sugeriu, sem dar mais detalhes.

Daokui ressaltou que todos os bancos centrais do mundo, com exceção do Fed, estão lidando com depreciação de suas moedas. "O dólar está hoje mais internacional, mais importante do que oito anos atrás", pontuou, acrescentando que todos precisam saber disso, inclusive Trump. O Fed também precisa ser mais internacional e ter noção de todo seu impacto mundial, segundo o economista. "Transmissão (da política monetária) é a palavra chave em 2017", considerou.

Já a professora da Universidade de Columbia, Carmen Reinhart, ressaltou que a atuação do Fed tem sido a mais lenta desde a sua fundação, em 1913. Uma preocupação que ela demonstrou foi a possibilidade de haver uma ação mais rápida do comitê com o início do novo governo. A alta do dólar, na avaliação da professora, pode levar a uma normalização desse ritmo, que é hoje muito mais distante para o Banco Central Europeu (BCE) e Banco do Japão (BoJ).

Carmen ressaltou que, desde a crise financeira de 2008, os BCs têm atuado mais na área de política fiscal. "Isso não quer dizer que o BC é uma sucursal do governo, mas tem feito mais política fiscal", considerou. Ela também acredita que a continuidade de uma forte apreciação do dólar pode gerar defaults nos mercados emergentes.

Já o presidente do UBS e ex-presidente do Deutsche Bundsbank (o Banco Central alemão), Axel Weber, não enxerga uma equalização das políticas monetárias - de um lado, o Fed e de outro, BCE e BoJ. "Acho que não vai equilibrar porque o BCE ainda vai continuar sua política, não vai seguir o Fed, mas todos devem agir de uma forma mais suave", estimou. Para ele, a combinação de política fiscal e monetária pode ser uma boa solução. Ele lembrou que, na Europa, todos estão em campanha política. "Agora é tempo para fazer promessas de campanha, de falar para os eleitores", salientou.

Para Weber, o Fed tem trilhado mais pelo caminho mais conhecido do que usando intervenções. Ao mesmo tempo, ele acredita que os bancos centrais começam a voltar a ter um enfoque mais amplo depois da crise, com o fortalecimento da política fiscal. "Apreciação do dólar atual dos últimos cinco meses não é uma novidade, é uma correção. Acho que vai continuar", disse, argumentando que taxas de juros na Ásia e na Europa também colocam mais pressão sobre o dólar. 

Fonte: Estadão

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Políticos do Japão estão mais “pobres”: patrimônio dos parlamentares diminui 21%

Tóquio - O patrimônio pessoal dos 121 parlamentares da Câmara Alta do Japão, que foram eleitos em junho do ano passado para um mandato de 6 anos, atingiu a média de ¥29,9 milhões, de acordo com informações divulgadas na última quarta-feira (4) pela agência Jiji Press.

O montante representa uma queda de 21% no valor médio do patrimônio pessoal declarado pelos parlamentares eleitos em julho de 2013, quando a outra metade dos assentos foi preenchida.

De modo geral, o valor dos ativos financeiros e imobiliários declarados foram inferiores à média dos três anos anteriores, de acordo com a agência.

Apenas dois parlamentares, Taichiro Motoe (PLD) e Motohiro Ono (PDJ), declararam bens com valor total acima de ¥100 milhões.

Motoe, um dos políticos mais ricos do Japão, declarou um patrimônio pessoal avaliado em ¥1,4 bilhão. Ele é advogado e administra uma empresa de aconselhamento jurídico pela internet.

Quinze parlamentares declararam bens com valor total inferior ao mínimo exigido pela lei para serem divulgados.

Uma eleição para Câmara Alta do Japão é realizada a cada 3 anos, com metade dos 242 assentos disputados a cada eleição para um mandato de 6 anos.

Fonte: Alternativa

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

EUA enviam caças F-35 mais recentes ao Japão

O corpo de infantaria naval dos EUA enviou esta semana ao Japão caças multifuncionais de produção norte-americana mais recente, informa a AFP.

Caça F-35 being sendo reabastecido na Base Aérea de Eglin, na Flórida Samuel King Jr./ for U.S. Air Force Chegou a hora de dar um fim no 'irremediável' caça F-35, diz perito Anteriormente a agência de notícias japonesa Kyodo havia informado que as autoridades da cidade de Iwakuni (província de Yamaguchi) aprovaram a implementação dos F-35 no seu território. 

Os Estados Unidos planejavam deslocar para a base aérea de Iwakuni 16 aviões para substituir os caças obsoletos F/A-18 e AV-8 Harrier. Conforme dados dos AFP, o envio dos F-35 ao Japão virou o primeiro deslocamento rápido destes caças para um país estrangeiro. 

Mais cedo presidente eleito Donald Trump havia criticado o alto custo dos caças F-35. O programa da corporação Lockheed Martin (fabricante dos F-35) custou aos contribuintes americanos cerca de 400 bilhões de dólares.

Fonte: Sputnik

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Japão planeja ter um novo imperador em 2019

Tóquio – O governo do Japão está planejando permitir que o imperador Akihito se aposente e seja substituído pelo seu filho mais velho em 1º de janeiro de 2019, noticiou a imprensa local nesta quarta-feira, enquanto o país trabalha em um marco legal para sua primeira abdicação em 200 anos.

Akihito, de 83 anos, expressou em agosto o desejo de abdicar depois de quase três décadas no Trono do Crisântemo, citando sua idade avançada e a debilitação da sua saúde.

Os principais jornais nacionais – Yomiuri, Asahi, Mainichi e Nikkei – citam fontes não identificadas dizendo que o príncipe herdeiro Naruhito, de 56 anos, sucederia seu pai no dia de Ano Novo de 2019.

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, se recusou a comentar o assunto em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira.

Após o anúncio de Akihito no ano passado, o governo estabeleceu um painel de especialistas para ajudar a decidir a melhor maneira de proceder em uma questão repleta de desafios históricos e legais.
Embora as abdicações tenham ocorrido na longa história imperial do Japão, não houve nenhuma nos últimos 200 anos, e as leis vigentes que regem a Casa Imperial não preveem nenhum mecanismo legal para abandonar o trono.

O painel de seis membros discutiu várias opções legais, e especula-se que este proporá ao Parlamento que aprove uma lei especial, válida apenas para este caso, para permitir que Akihito abdique.

O Partido Democrático, líder da oposição, no entanto, se opõe a esta medida excepcional, argumentando que colocaria em risco a estabilidade de sucessões futuras, e defende uma revisão da lei permanente que governa a família imperial.

A abdicação é uma questão delicada à luz da história moderna de guerra do Japão travada em nome do pai de Akihito, o imperador Hirohito, que morreu em 1989.

“Os sentimentos do imperador”

Alguns estudiosos e políticos se preocupam que a questão da abdicação possa abrir uma caixa de Pandora e arriscar que os monarcas do Japão se tornem sujeitos à manipulação política.
Segundo a Constituição, eles desempenham apenas um papel simbólico.

O painel planeja compilar um resumo de suas opiniões sobre a questão ainda neste mês, disse um funcionário do governo.

Suas propostas, entretanto, virão o mais tardar no fim de março, antes do governo submeter a legislação ao parlamento, segundo relatos da imprensa.

Quanto ao momento da abdicação, o Yomiuri reportou que o painel considera que 1º de janeiro de 2019 seria apropriado dado que então Akihito terá reinado por 30 anos – algo que o próprio imperador mencionou como um ano marco em seu discurso de agosto.

Já segundo o Asahi, Akihito deixaria o cargo no dia 31 de dezembro, e o Nikkei noticiou que isso também pode acontecer no dia de Ano Novo, quando Naruhito for entronizado.

Os artigos também disseram que o governo planeja anunciar o nome oficial da era do reinado de Naruhito pelo menos seis meses antes para evitar confusão na vida diária.

Os anos no Japão são numerados tanto em termos da duração do reinado de um imperador, como de acordo com os anos do calendário ocidental.

Quando Hirohito morreu, em 7 de janeiro de 1989, o 64º ano de sua era Showa terminou após apenas sete dias. O governo anunciou que o primeiro ano da era Heisei de Akihito começaria no dia seguinte.
“O plano do governo de iniciar uma nova era imperial no Dia de Ano Novo está de acordo com os sentimentos do imperador” para aliviar a carga no povo japonês, destacou o Yomiuri.

Imperadores anteriores, incluindo Hirohito, eram considerados semi-deuses. Mas depois da derrota e ocupação do Japão na Segunda Guerra Mundial, eles ficaram constitucionalmente limitados a um papel de “símbolo do Estado e da unidade do povo”.

Fonte: Exame

Rodadas de negociação para tratado de livre comércio entre Japão, China e Coreia do Sul prosseguem em Pequim

A décima primeira rodada de negociações envolvendo Japão, China e Coreia do Sul em torno de um possível Tratado de Livre Comércio tripartite foi encerrada no fim da tarde desta quarta-feira, 11, em Pequim.

Estiveram reunidos o representante do Ministério de Relações Exteriores do Japão, Keiichi Katakami e equipe; Wang Shouwen, vice ministro do comércio da China e equipe; e Lee Sang-Jin, ministro assistente do comércio da Coreia do Sul e equipe.

Na pauta, a discussão do gradativo fim de determinadas tarifas no comércio, especialmente no que diz respeito a mercadorias, serviços, investimentos, entre outros.

O longo debate - repleto de reivindicações e burocracia - deve prosseguir num futuro próximo, desta vez no Japão, quando a décima segunda rodada será realizada. 

As reuniões em torno do referido tratado vem sendo realizadas desde 2012 e, ao que tudo indica, parece não ter data prevista para a sua efetiva celebração, especialmente em virtude do futuro incerto da participação dos EUA em outro tratado de livre comércio, o Transpacífico, uma vez que o recém eleito presidente norte-americano, Donald Trump, já alegou publicamente o desinteresse em honrá-lo após anos de negociação.

Fonte: METI

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Japão defende Toyota e indústria automotiva

Nesta última sexta-feira, o governo japonês partiu em defesa da Toyota e de sua indústria automotiva depois que Donald Trump ameaçou elevar as taxas alfandegárias caso a empresa prossiga com o plano de construir uma fábrica no México e não nos Estados Unidos. "A indústria automotiva japonesa tem 1,5 milhão de trabalhadores nos Estados Unidos e é uma contribuição importante para a economia americana", disse o ministro do Comércio, Hiroshige Seko, em uma coletiva de imprensa. "É importante que as empresas digam isso e o governo também tem que lembrar, se for necessário", acrescentou.

Por sua vez, o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, não hesitou em defender a montadora. "A Toyota sempre se esforçou para se comportar como uma empresa responsável nos Estados Unidos", disse, garantindo que o presidente eleito "é um homem de negócios que trabalhou no exterior e deveria saber disso."

A Toyota, líder mundial do setor automotivo há vários anos, lembrou os números de sua atividade nos Estados Unidos, com 25 milhões de veículos produzidos no país nos últimos 30 anos, 10 fábricas e 136.000 trabalhadores. "A Toyota forma parte do tecido social americano há 60 anos", disse a companhia em um comunicado.

Trump, que assumirá a presidência no dia 20 de janeiro, atacou na quinta-feira em um tuíte o projeto do grupo japonês de construir uma fábrica no México. "A Toyota Motors diz que quer construir uma nova fábrica na Baixa Califórnia, México, para fabricar carros Corolla para os Estados Unidos. Sem chance! Que construa a fábrica nos Estados Unidos ou pague um grande imposto na fronteira", escreveu no Twitter.

A Toyota tem uma fábrica na Baixa Califórnia, onde fabrica caminhonetes Tacoma, mas Trump escreveu erroneamente que a nova fábrica também seria neste estado, quando na realidade está sendo erguida em Guanajuato. Ontem, as ações da Toyota chegaram a perder mais de 3% na bolsa de Tóquio e fecharam em queda de -1,68%, a 6.930 ienes.

Toda a indústria na mira

Antes da ameaça de Trump, o conselheiro delegado da Toyota, Akio Toyoda, já havia insistido na contribuição da companhia aos Estados Unidos através dos impostos e da criação de postos de trabalho. A Toyota também diz ser o construtor que menos carros "made in México" exporta aos Estados Unidos, com apenas 78.000 Tacoma vendidos em 2015.

O México é o quarto exportador de veículos leves do mundo e o sétimo produtor mundial de automóveis, segundo números da indústria. Este setor, que gera 52 bilhões de dólares por ano, representa mais de 875.000 empregos diretos em todo o país, segundo o Ministério da Economia.

O principal alvo de Trump são os veículos fabricados no México e exportados posteriormente aos Estados Unidos, em alguns casos sem impostos graças ao tratado de livre comércio americano entre Estados Unidos, México e Canadá (TLCAN), muito criticado pelo futuro presidente.

A Nissan, rival da Toyota, ainda não sofreu os ataques de Trump, mas é um dos construtores com mais implantação no México. No total produz 830.000 veículos por ano, entre eles os modelos Sentra e Versa para o mercado americano. A Nissan, sócia da Renault, está implantada no México há 50 anos, onde também está construindo uma fábrica em colaboração com a alemã Daimler. A Honda também está muito implantada, com uma capacidade de produção de 260.000 unidades.

Até o momento, no entanto, as ameaças de Trump não parecem preocupar os investidores. Na bolsa de Tóquio, as ações das principais companhias do setor sofreram apenas quedas moderadas (Nissan -2,20%, Honda -1,90% e Mazda -3,16%).

O conselheiro delegado da Nissan, Carlos Ghosn, também quis lançar uma mensagem tranquilizadora. "Somos pragmáticos, nós nos adaptaremos às novas regras sem importar a situação, com a condição de que sejam as mesmas regras para todos", declarou.

Como o Japão (quase) erradicou a prática de crimes com armas de fogo

Enquanto nos Estados Unidos, em 2014, 33.599 crimes foram perpetrados utilizando armas de fogo, em território japonês aconteceram apenas 6.

No país de antigos samurais e numa nação profundamente devota à prática de artes marciais (com e sem armas), a taxa de crimes com armas de fogo é bastante baixa. O Japão é, aliás, o país com a taxa mais baixa de crimes praticados com recurso a armas de fogo em todo o mundo. E a explicação pode resumir-se em duas palavras: controlo apertado. 

Segundo a BBC News, se quiser comprar uma arma no Japão vai precisar de muita paciência e determinação. A lei japonesa estabelece que os requerentes devem assistir a uma aula de um dia inteiro, onde serão alertados para as regras e perigos do uso de armas de fogo. Depois disso, terão de fazer um exame escrito e passar nos testes de tiro com pelo menos 95%. 

Apenas será autorizado o porte de armas a cidadãos que comprovem estar em posse total de sanidade física e mental e cujo registro criminal seja impoluto.

Para além disso, são estritamente proibidas armas de fogo que não sejam espingardas ou espingarda de ar comprimido e, na maioria das províncias do Japão, as lojas não podem vender mais do que três armas e só podem dar cartuchos novos se os usados forem entregues. A polícia deve ainda ser notificada da compra e venda de armamento e pode fazer inspeções aos portadores e às armas uma vez por ano. A licença de porte termina após três anos. 

Oficiais da polícia dão o exemplo 

Para dar o exemplo, os oficiais da polícia raramente usam armas de fogo, colocando a ênfase em artes marciais. Todos eles são, por norma, faixa preta no judô e passam mais tempo praticando artes marciais em geral do que a aprendendo a manusear armas de fogo. O lema é “a resposta à violência nunca é violência”. 

As medidas de controlo aos crimes à mão armada ajudam a explicar o porquê de serem extremamente raros os tiroteios em massa no Japão. Quando ocorreram assassinatos em massa, os assassinos recorrem com maior frequência a uma faca. 

O modelo japonês contrasta com a política de “militarização” dos Estados Unidos. A Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos prevê que “sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido”. 

Segundo dados avançados pela VOX, só no primeiro dia do novo ano, os EUA assistiram a 264 incidentes de violência com armas de fogo. 

Primeiro país a restringir as leis de armas 

A lei de controlo às armas em vigor no país foi introduzida em 1958, mas a ideia de restringir o seu porte remonta a 1685 quando o 112º imperador do Japão, Reigen, pôs em prática a primeira iniciativa de “recompra de armas”, oferecendo recompensas a quem aceitasse entregar os equipamentos. 

“Desde que as armas de fogo entraram no país, que o Japão restringiu as leis de armas”, conta Iain Overton, diretor executivo da organização Action on Armed Violence (Ação contra a violência armada, em português) e do autor do livro “Gun Baby Gun”, explicando que “o Japão foi a primeira nação a impor leis de armas em todo o mundo”. “E acho que estabeleceu uma boa base já que as armas não fazem parte do quotidiano da sociedade civil nos dias de hoje”, acrescenta. 

De acordo com um estudo feito pela organização não governamental Small Arms Survey, em 2007, em cada cem pessoas no Japão existiam 0,6 armas, em comparação com 6,2 na Inglaterra e País de Gales e 88,8 nos Estados Unidos. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

França, Alemanha e Japão adotam medidas contra esgotamento dos trabalhadores

França

Da France Telecom à Renault, passando por La Poste, o serviço de correios francês: os suicídios de trabalhadores franceses colocaram os nomes destas empresas na imprensa por incorrerem em práticas abusivas que levaram os seus funcionários à morte. No caso da France Telecom, a justiça francesa determinou, em meados do ano passado, a abertura de um processo por “assédio moral” contra o grupo e o seu ex-presidente Didier Lombard, depois de, entre 2006 e 2009, 60 empregados da empresa se terem suicidado, na sequência do plano de reestruturação da empresa que previa o despedimento de 22 mil funcionários e que, segundo a justiça francesa, terá lançado os responsáveis da empresa na criação deliberada de um “clima profissional de ansiedade” destinado a acelerar os pedidos de demissão. No caso da Renault, a justiça também considerou a empresa responsável pelo suicídio de pelo menos três funcionários, o que levou a empresa a anunciar a contratação de mais 110 engenheiros para reforçar os quadros de pessoal.
Japão

As mortes relacionadas com o excesso de trabalho assumiram dimensões de tal magnitude que o Japão inventou uma palavra para as descrever: “karoshi”. E, na última semana de Dezembro, o país adotou medidas de emergência para garantir que as empresas cumprem o regulamento das horas extraordinárias. O pacote legislativo, em vigor desde o início de Janeiro, prevê inspeções surpresa às empresas e a publicação dos nomes daquelas onde se tenham registrado mortes comprovadamente imputáveis ao excesso de trabalho ou que obriguem os seus funcionários a trabalhar mais horas extraordinárias do que as previstas por lei. As medidas surgiram depois de, em Outubro, uma mulher de 24 anos, funcionária de uma empresa líder do setor publicitário, se ter suicidado. A jovem tinha deixado no twitter relatos sobre jornadas diárias de 20 horas consecutivas e terá chegado a trabalhar 105 horas extra por mês. Em 2013, outro funcionário da mesma empresa tinha-se suicidado e invocado motivos semelhantes. Numa cultura onde a dedicação à empresa é quase um culto, as estatísticas oficiais dão conta de 168 mortes devido a fadiga extrema em 2015. Mas a convicção de sindicatos do país é que estas tenham ascendido às 2300 naquele ano.

Alemanha

Na Alemanha, a fabricante de automóveis Volkswagen foi pioneira na adoção de medidas de combate à exaustão por motivos laborais ao aceitar, no final de 2011, bloquear o acesso dos seus empregados ao mail entre as 18h15 e as 7h00. Segundo a imprensa alemã, o acordo surgiu depois de os funcionários se terem queixado de terem de estar disponíveis para trabalhar 24 horas por dia, devido ao facto de possuírem um celular pago pela empresa. O acordo abrangeu 1154 trabalhadores sindicalizados de seis empresas daquele grupo mas deixou de fora os funcionários com cargos de gestão. Na altura em que o caso foi tornado público, a imprensa alemã estimava que o cansaço mental devido a excesso de trabalho na Alemanha resultava em mais de dez milhões de dias de baixa por ano. 

Fonte: Publico

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Japão mira 'mais independência' e começa construção de um 'novo país' 

O Japão deu início à construção do que a mídia oriental  classificou de “novo país”, para traçar seu próprio destino, afirmou na quarta-feira (4) o primeiro ministro japonês Shinzo Abe durante coletiva de imprensa por ocasião do Ano Novo na cidade de Ise, província de Mie.

Seu discurso foi divulgado no site da televisão online do governo do Japão. Em 2017 é celebrado o 70º aniversário da "Constituição pacífica" japonesa, definida sob supervisão dos EUA, que o governo de Abe tenta mudar para conseguir mais independência em questões de defesa do 'País do Sol Nascente'.

"É hora de olharmos para o futuro, para os próximos 70 anos, e começarmos a construção de um novo país", frisou Shinzo Abe. O futuro dos japoneses "não é algo que alguém lhes deva dar". "Nós, os japoneses, vamos construí-lo com nossas próprias mãos – é agora que precisamos de esforços para fazê-lo", acrescentou o primeiro-ministro. 

De acordo com Abe, o caminho para tal futuro será aberto pela próxima sessão do parlamento japonês, marcada 20 de janeiro. O foco principal da administração de Abe será para a economia e à diplomacia ativa em política externa. A relação com a Rússia está evidência nessa redefinição do Japão.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Mortes por excesso de trabalho refletem desafios do Japão para mudar cultura de hora extra

Mortes por excesso de trabalho são um problema tão antigo no Japão que há até uma palavra para designá-las: karoshi.

Agora, o governo e a iniciativa privada estão tomando uma medida para tentar diminuir o problema: trabalhadores poderão sair do trabalho mais cedo uma vez por mês.

O plano "Sexta-feira Prêmio" incentiva empresas a liberarem seus funcionários às 15h da última sexta-feira do mês, a partir de fevereiro. Ainda não se sabe quantas companhia vão aderir.

A ideia ganhou força após o suicídio de uma funcionária da Dentsu, maior agência de publicidade do país, que costumava fazer mais de 100 horas extras mensais.

Sua morte foi apontada como um caso de karoshi e gerou uma investigação, levou ao pedido de demissão da presidente da companhia e causou muita preocupação em relação à cultura de trabalho japonesa.

Mas, com cerca de 2 mil mortes anuais ligadas ao excesso de trabalho no Japão, muitos dizem que o plano é apenas um pequeno passo rumo a uma mudança de atitude.
E não é a primeira vez que isso é visto como um problema no país, nem se trata da primeira tentativa de remediá-lo.

Descanso forçado

O governo já tentou - sem sucesso - fazer com que os japoneses aproveitem todo seu tempo de folga, porque, segundo o Ministério do Trabalho, eles usam só metade do que têm direito.

O número de feriados foi elevado para 16 por ano - em parte, para forçar as pessoas a descansarem.
O governo também encorajou a adoção de horários flexíveis, permitindo que funcionários públicos entrassem e saíssem mais cedo do escritório durante o verão.

Outra tentativa foi cortar a energia nos escritórios tarde da noite - algo que a Dentsu está tentando agora.

Isso contribuiu para mudar a ideia de que trabalhar além do horário é algo bom e fez alguns trabalhadores passarem a ir para casa na hora certa em alguns dias e a anunciarem a mudança nas redes sociais para encorajar outros a fazerem o mesmo.

Ainda assim, a carga horária não foi muito reduzida. Cerca de 22% da população trabalha mais de 49 horas por semana, de acordo com dados de 2014 do Instituto de Política do Trabalho e Treinamento do Japão.

Os dados colocam o país atrás da Coreia do Sul, com 35% dos trabalhadores cumprindo uma jornada assim, e na frente dos Estados Unidos, onde o índice é de 16%.

Por que mudar?

Para o governo e empresas, há um interesse próprio, já que a economia do Japão está estagnada há mais de duas décadas.

A situação ficou pior com uma redução do consumo e da taxa de natalidade, dois fatores agravados pelo fato da maioria dos trabalhadores passar a maior parte do tempo útil em uma mesa de escritório.

A produtividade e a eficiência também estão sendo prejudicadas à medida em que os trabalhadores estão sempre à disposição. Dessa forma, as empresas não investem em tecnologias que economizam mão de obra.

Toshihiro Nagahama, economista-chefe do Instituto de Pesquisa de Vida Dai-ichi, disse que o consumo privado poderia subir 124 bilhões de yens (R$ 3,24 bilhões) em cada "Sexta-feira Prêmio" se 100% dos empregados incluídos no programa forem para casa às 15h.

Mas ele diz não saber quantas pessoas de fato farão isso, o que pode minar o impacto positivo na economia caso muitos ignorem a ideia.

Mas por que companhias e empregados não adeririam ao plano? Bom, ser o primeiro a mudar seria difícil. As empresas estão enfrentando custos elevados, e os trabalhadores japoneses se sentem culpados de deixar colegas para trás.

"Há senso aguçado de trabalho em equipe e uma preocupação em não desapontar os colegas", disse Magahama.

Menos lealdade
 
Ter menos mão de obra ainda é especialmente difícil para pequenas empresas e negócios que estão batalhando para reduzir seus custos. O fato de muitas empresas serem familiares também torna antecipar o fim do expediente algo ainda mais complicado.

Mesmo com a "Sexta-feira Prêmio", Nagahama acredita que muitos empregados compensarão as horas de trabalho em outros dias da semana ou se comprometerão com tarefas no horário de folga recém conquistado.

E não está claro se o governo do Japão implementará a ideia em sua própria estrutura - apesar do ministro da Economia, Trabalho e Indústria, Hiroshige Seko, ter dito que não marcará compromissos depois das 15h nestes dias.

Ainda que mudar uma cultura de trabalho tão enraizada seja difícil e que muitas tentativas anteriores tenham fracassado, ironicamente, o esforço atual pode ter a seu favor um declínio na lealdade dos trabalhadores às empresas.

Afetados pela reestruturação dos contratos de emprego que duravam a vida toda e faziam seus pais trabalharem em apenas uma companhia, os jovens podem achar que a chance de ir para os izakayas (bares) mais cedo em algumas sextas-feiras é o estímulo que faltava para adotar uma rotina de trabalho mais equilibrada.

Fonte: R7

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Chairman do Keidanren aprova reforma trabalhista proposta por Abe

Tóquio – A reforma trabalhista proposta pelo primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, figura-se como um dos grandes desafios da sua gestão para 2017 e do país como um todo, alegou Sadayuki Sakakibara, chairman do Keidanren (Federação dos Negócios do Japão).

Segundo o mesmo, é preciso alinhar os interesses, criando um novo sistema (mais evoluído) que preserve a sociedade e os interesses econômicos nacionais, sem penalizar os trabalhadores.

O governo Abe elaborou, em dezembro, novas diretrizes de igualdade de remuneração por trabalhos iguais, num claro esforço para reduzir as diferenças salariais entre trabalhadores regulares e não regulares.

Sakakibara aprovou as diretrizes, afirmando que elas atem-se a diversos sistemas de remuneração e práticas de emprego no Japão. Entretanto, ressaltou "a necessidade de haver tempo suficiente, inclusive para as negociações de mão-de-obra" antes que os regulamentos legalmente vinculativos visando a igualdade de remuneração (por trabalho) sejam devidamente colocados em prática.

Fonte: Jiji Press

Cingapura vê pouca chance de acordo transpacífico sobreviver

CINGAPURA - O primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, disse no último sábado, 31, que as perspectivas de um acordo trans pacífico diminuíram e que o país continua a buscar outras formas de cooperação econômica.

"Outro grande foco tem sido o fortalecimento dos laços com os principais parceiros, para criar oportunidades para empresas de Cingapura e para a população", disse Lee, em sua mensagem de ano novo.

Ele destacou várias cooperações econômicas que estava buscando, incluindo um acordo comercial com um bloco de 16 países na Ásia, que engloba países como China e Japão.

O futuro do acordo transpacífico se tornou obscuro, por causa da oposição do presidente eleito Donald Trump, que disse que os Estados Unidos vão se retirar do grupo de 12 países em seu primeiro dia no cargo, em janeiro.

O acordo necessita da ratificação dos EUA para entrar em vigor. Quatro países do Sudeste Asiático, incluindo Vietnã, Cingapura, Malásia e Brunei, faziam parte do acordo comercial. Outros, incluindo Filipinas e Indonésia, manifestaram sua intenção de aderir.

Para que o acordo comercial tenha efeitos, é necessário que pelo menos seis países que representem ao menos 85% do Produto Interno Bruto combinado dos 12 membros fundadores ratifiquem o pacto em dois anos.

Sem os EUA, os 11 membros restantes não atingiriam essa condição.

O presidente Barack Obama havia enxergado a região de mais de 600 milhões de pessoas, com uma economia combinada de mais de US$ 2,5 trilhões, como um contrapeso à influência crescente da China. Assim, ele participou de reuniões anuais com os líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático.

O primeiro-ministro também disse que a economia de Cingapura deve crescer mais de 1% neste ano, mas menos do que o governo esperava. O governo esperava que a economia crescesse entre 1% e 1,5% em 2016. 

Fonte: Estadão

Japão quer aumentar fim de semana para evitar mais mortes

O país que cunhou a palavra “karoshi”, que significa “morte por excesso de trabalho”, quer que as companhias permitam que os funcionários terminem o expediente mais cedo na última sexta-feira de cada mês, para que eles possam sair e se divertir.

Na tentativa de limitar a carga horária de trabalho excessiva e estimular o consumo, o governo japonês e grupos empresariais estão lançando a campanha “Sexta-feira Premium”, programada para começar no dia 24 de fevereiro.

Embora não se saiba quantas companhias participarão, o maior grupo empresarial do país, Keidanren, escreveu às mais de 1.300 empresas que integram o grupo para estimular a participação.

O país que cunhou a palavra “karoshi”, que significa “morte por excesso de trabalho”, Um indício do quanto é difícil modificar os rígidos hábitos de trabalho do Japão: o Ministério da Economia, do Comércio e da Indústria (METI, na sigla em inglês), que está fomentando a ideia, ainda não decidiu se suas autoridades poderão aderir.

No entanto, o ministro do METI, Hiroshige Seko, disse: “Darei a meus secretários a ordem rigorosa de não marcar nenhum compromisso depois das 15 horas” na primeira Sexta-feira Premium.

Existe uma relação clara entre o tempo de lazer, as férias e o gasto, disse Toshihiro Nagahama, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute em Tóquio.

Se a maioria dos trabalhadores, inclusive os de empresas de pequeno e médio porte, participar, o consumo privado poderia aumentar cerca de 124 bilhões de ienes (US$ 1,6 bilhão) em cada Sexta-feira Premium, de acordo com os cálculos dele.

Isso poderia dar um impulso ao consumo privado, que responde por cerca de 60 por cento da economia.

No entanto, Nagahama disse estar preocupado com que os trabalhadores de companhias menores tenham dificuldade para sair mais cedo ou que simplesmente tenham que compensar o tempo em outros dias, o que limitaria o impacto da campanha.

Os trabalhadores japoneses normalmente usam apenas metade das férias remuneradas anuais a que têm direito. Em parte para contornar esse problema e fazer cumprir o tempo longe do trabalho, o Japão tem 16 feriados públicos por ano, mais do que países como os EUA e a França.

Fonte: Exame