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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Rodadas de negociação para tratado de livre comércio entre Japão, China e Coreia do Sul prosseguem em Pequim

A décima primeira rodada de negociações envolvendo Japão, China e Coreia do Sul em torno de um possível Tratado de Livre Comércio tripartite foi encerrada no fim da tarde desta quarta-feira, 11, em Pequim.

Estiveram reunidos o representante do Ministério de Relações Exteriores do Japão, Keiichi Katakami e equipe; Wang Shouwen, vice ministro do comércio da China e equipe; e Lee Sang-Jin, ministro assistente do comércio da Coreia do Sul e equipe.

Na pauta, a discussão do gradativo fim de determinadas tarifas no comércio, especialmente no que diz respeito a mercadorias, serviços, investimentos, entre outros.

O longo debate - repleto de reivindicações e burocracia - deve prosseguir num futuro próximo, desta vez no Japão, quando a décima segunda rodada será realizada. 

As reuniões em torno do referido tratado vem sendo realizadas desde 2012 e, ao que tudo indica, parece não ter data prevista para a sua efetiva celebração, especialmente em virtude do futuro incerto da participação dos EUA em outro tratado de livre comércio, o Transpacífico, uma vez que o recém eleito presidente norte-americano, Donald Trump, já alegou publicamente o desinteresse em honrá-lo após anos de negociação.

Fonte: METI

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Exportações do Japão registram em novembro maior alta em quase 2 anos

Tóquio - O volume de exportações do Japão subiu no ritmo mais forte em quase dois anos em novembro, impulsionado pela demanda da China, sinalizando que a terceira maior economia do mundo mantém-se em ritmo constante de crescimento.

A alta nas exportações foi de 7,4% em novembro ante igual mês do ano passado, graças principalmente ao aumento nas vendas externas de semicondutores, navios e autopeças, segundo o Ministério de Finanças japonês. O acréscimo foi o maior desde janeiro de 2015.

Apenas para a China, as vendas japonesas cresceram 4,4% na mesma comparação, a 1,1 trilhão de ienes (US$ 9,3 bilhões), registrando o primeiro avanço em valor desde fevereiro.

As importações totais do Japão, por outro lado, tiveram queda anual de 8,8% em novembro, marcando o 23º mês consecutivo de contração.

Em novembro, o Japão teve superávit comercial de 152,5 bilhões de ienes, bem menor que o saldo positivo de 227,4 bilhões de ienes previsto por analistas consultados pelo jornal financeiro Nikkei. 

Fonte: Dow Jones Newswires

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Empresa japonesa paga valor recorde por saca de café brasileiro

Nesta semana (terça-feira, 13), a empresa japonesa Maruyama Coffee pagou cerca de US$5,3 mil (valor recorde) pela saca do café campeão dos 19 lotes vencedores da categoria "Naturals" da "Cup of Excelence Brazil 2016" em leilão online realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais - BSCA.

O café campeão foi produzido pela Fazenda Guariroba em Santo Antônio do Amparo, ao sul de Minas Gerais. 

Segundo a BSCA, 12 países compraram os lotes ofertados, incluindo Japão, Coreia do Sul, Austrália, Suíça, Arábia Saudita, Noruega, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, Lituânia, China e Taiwan. Só a empresa japonesa adquiriu cinco sacas.

Esta procura, segundo os dirigentes da entidade, é reflexo direto da boa reputação do café brasileiro no mundo, muitas vezes comprado até 3.000% acima do valor de mercado.

Fonte: InfoMoney

Japão e Rússia anunciam US$ 2,5 bilhões em acordos econômicos

O Japão lançou um novo esforço nesta sexta-feira para superar o impasse em uma disputa territorial com a Rússia, anunciando acordos bilaterais no valor de 300 bilhões de ienes (US$ 2,5 bilhões).

Os acordos, que abrangem os setores de energia, saúde e transporte, são parte de um esforço do primeiro-ministro Shinzo Abe para amolecer a resistência, em Moscou, em relação à reivindicação de Tóquio sobre quatro ilhas ao norte do país que são administradas pela Rússia.

As ilhas Curilas foram tomadas do Japão pelo regime soviético no final da Segunda Guerra Mundial, e agora são consideradas pelo país parte integrante de seu território.

A visita do presidente russo, Vladimir Putin, chega ao segundo dia com o anúncio da expansão da permissão para trabalho sem visto por parte de antigos residentes das ilhas, bem como o início de um estudo sobre a possibilidade de desenvolvimento conjunto do território.

O Japão também disse que iria relaxar as regras para turistas e empresários russos no país.

Entre os novos negócios, a corretora Marubeni e a gigante de petróleo russa Rosneft irão desenvolver conjuntamente um campo de gás perto da ilha Sacalina, entre os dois países.

A Gazprom, a Mitsui e a Mitsubishi irão trabalhar conjuntamente no desenvolvimento de campos de gás na península de Yamal, no norte da Rússia.

Separadamente, ambos os países anunciaram um fundo de US$ 1 bilhão para investimentos em carteira de projetos bilaterais em setores como o farmacêutico e o de energia. 

Fonte: Dow Jones Newswires

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Empresa japonesa Orix compra RB Capital e quer quintuplicar negócio

A Orix Corporation, grupo japonês de serviços financeiros, fechou nesta quinta-feira, 15, a aquisição de 68% do capital total e 80,3% do capital com direito à voto da RB Capital, que atua na originação de Certificados de Recebíveis Imobilários (CRI) e debêntures. A participação foi adquirida dos sócios controladores da RB Capital, Luis Claudio Garcia de Souza (ex-Rio Bravo), Marcelo Barbará (ex-Garantia) e Marcelo Medeiros (ex-Garantia).

O valor do negócio não foi revelado, mas a Orix quer quintuplicar receita e lucro da RB Capital em até cinco anos. Em 2015, a RB fechou o ano com receita líquida consolidada de R$ 140 milhões e lucro líquido de R$ 32 milhões, de acordo com a demonstração financeira.

A aquisição marca a volta da Orix ao Brasil, já que a companhia há mais de dez anos vendeu sua parceria na Bradesco Leasing para o próprio banco. Nos últimos cinco anos, a Orix vinha buscando um parceiro no Brasil para ser uma opção alternativa aos bancos de financiamento, algo que a RB Capital já vem fazendo ao longo dos últimos 17 anos, por meio da estruturação de operações de mercado de capitais, como securitização de recebíveis imobiliários e debêntures.

Jorge Jaramillo, diretor de estratégia corporativa e desenvolvimento na América Latina da Orix, disse ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a turbulência e a volatilidade no País e nos mercados este ano não dificultaram o fechamento da transação, embora cada um dos eventos tenha sido acompanhado e analisado. "Avaliamos a situação para ver qual direção o País tomaria e acreditamos que o Brasil sairá mais maduro da atual turbulência", afirmou.

O executivo diz ainda que, como controlador e com relevante capacidade de funding, a Orix vai apostar na oferta de crédito alternativo para empresas de médio porte, com o que pretende elevar a RB de seu atual tamanho. "Uma coisa muito interessante no mercado imobiliário brasileiro é que há empresas que tem muitos ativos e não tem liquidez", diz Jaramillo.

Com valor de mercado de aproximadamente US$ 18 bilhões (junho), a Orix possui ações listadas das Bolsas de Nova York e Tóquio e atua também como uma prestadora de serviços financeiros não bancários nos 37 países em que está presente. A empresa tem mais de US$ 90 bilhões em ativos próprios e cerca de US$ 300 bilhões em ativos sob gestão.

A RB Capital já emitiu cerca de R$ 23 bilhões (US$ 6,9 bilhões) em produtos de crédito de renda fixa através de operações no mercado de capitais e possui R$ 2,6 bilhões (US$ 800 milhões) em ativos sob gestão (AUM) em 19 fundos especializados nos setores imobiliário e de infraestrutura.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Japão anuncia adiamento de reunião com China e Coreia do Sul

O governo japonês anunciou nesta terça-feira o adiamento para 2017 de uma reunião trilateral com China e Coreia do Sul, após a destituição da presidente sul-coreana Park Geun-Hye.

"Havíamos previsto organizar a reunião de cúpula até o fim do ano, mas por várias razões decidimos reprogramá-la e celebrá-la no momento oportuno no próximo ano", declarou o ministro japonês das Relações Exteriores, Fumio Kishida.

Os governantes dos três países se reuniram pela última vez em novembro de 2015 em Seul, um encontro de alto valor simbólico por conta das divergências históricas e territoriais entre as nações.

A reunião deveria acontecer nos dias 19 e 20 de dezembro em Tóquio.

Fonte: AFP

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

'Washington Post: Rússia e Japão planejam trinta novos acordos comerciais

Matéria publicada nesta segunda-feira (12) pelo jornal norte-americano Washington Post conta que o ministro das Relações Exteriores do Japão disse segunda-feira, 12, que as relações econômicas do seu país com a Rússia cresceram mais suavemente do que os laços políticos, com cerca de 30 projetos conjuntos prontos para serem assinados, independentemente de um avanço nas questões territoriais.

Segundo a reportagem o ministro Hiroshige Seko afirmou que a decisão final sobre os projetos cabe ao primeiro-ministro Shinzo Abe, que se reunirá com o presidente russo Vladimir Putin no Japão ainda esta semana. Uma disputa sobre as ilhas Kuril do sul, que o Japão chama de Territórios do Norte, impediu os dois países de assinarem um tratado de paz que terminasse formalmente as hostilidades da Segunda Guerra Mundial.

O Post acrescenta que embora Abe esteja lutando pelo progresso, muitos acreditam ser improvável que algum progresso neste sentido ocorra durante as negociações desta semana. Seko disse que os laços econômicos mais próximos beneficiam ambos os lados a achar uma solução para as disputadas editoriais.

Para finalizar, o diário afirma que nenhum dos projetos planejados envolve as ilhas disputadas, aparentemente para separar negócios da política.

Fonte: JB

Em exportação, China bate Japão e Alemanha

Genebra - Em termos comerciais, a China superou tradicionais exportadores, como Alemanha e Japão. Se em 2003 ela representava 5% das vendas globais, essa taxa hoje representa 12% de todas as exportações do mundo. A China também compra 10% de toda a produção do planeta. E a diplomacia chinesa argumenta que, em 15 anos, reduziu suas tarifas de importação de uma média de 15% para 9%. Refratária a tratados bilaterais até o início do século 21, a China conta hoje com 14 acordos de livre comércio com 22 países.

Essa combinação levou o país a ser atualmente o maior parceiro comercial de 120 economias, algo que apenas os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial tinham obtido. Em 2016, ela ainda responde por 39% do crescimento do comércio internacional.

Apesar da atual freada no PIB, o resultado de médio prazo foi profundo. Em 2001, quando o acordo foi assinado, o PIB chinês era de US$ 1,33 trilhão e o país era a sexta maior economia do mundo. Hoje, são US$ 11 trilhões, o segundo maior PIB do mundo, atrás apenas dos EUA. 

Fonte: Estadão por Folha Vitória

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Japão ratifica acordo comercial que Trump prometeu 'rasgar'

O Japão, a terceira economia mundial, completou assim o processo legislativo para adotar o acordo, embora o Governo tenha ainda de rever alguns regulamentos para poder entrar em vigor.

Trump considerou o TPP um "desastre potencial" para os Estados Unidos da América e prometeu retirar o país do acordo.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse hoje, ainda antes da votação no parlamento, que se o futuro do TPP "não é claro", Tóquio entende ser "profundamente significativo enviar uma mensagem ao mundo sobre a importância econômica estratégica do acordo".

Para o TPP entrar em vigor tem de ser ratificado por um número de países que representem pelo menos 85% da economia do bloco que o assinou, pelo que tem de haver necessariamente aval dos Estados Unidos, que representam 60% do Produto Interno Bruto (PIB) dos 12 estados signatários.

O Governo do Japão considera que o TPP tem potencial para impulsionar o crescimento econômico.

Assinaram o TPP os EUA, Japão, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Peru, Malásia, México, Nova Zelândia, Singapura e Vietnã.

O acordo foi assinado em fevereiro e os países têm dois anos desde então para o ratificar.

Fonte: Notícias ao Minuto

Honda confirma nova fábrica de US$436 mi na China em meio a aumento das vendas

PEQUIM (Reuters) - A joint venture da Honda com a Dongfeng investirá cerca de 3 bilhões de iuans (equivalentes a 436 milhões de dólares) em uma nova fábrica na China, disse a montadora japonesa em comunicado nesta quinta-feira.

O comunicado confirma reportagem da Reuters de outubro que citou fontes dizendo que a montadora faria uma nova fábrica até 2019, com capacidade de produção anual de 120 mil veículos.

A Honda teve um crescimento explosivo na China nos últimos dois anos, apesar de uma desaceleração econômica, atraindo consumidores com fortes novas ofertas no segmento de veículos utilitários esportivos (SUV). As vendas Honda aumentaram 28,3 por cento na comparação anual nos primeiros 11 meses de 2016, disse nesta sexta-feira.

A venture Dongfeng Honda, uma das duas joint ventures da Honda na China, já está perto de seu limite de capacidade com as duas fábricas existentes, visando metas de vendas de 450 mil veículos em 2016, diante da capacidade anual de 480 mil.

A fábrica terá a capacidade de produzir novos veículos elétricos, disse o comunicado.

(Por Jake Spring)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Japoneses querem importar mais biomassa produzida no Brasil

Executivos da empresa Sumitomo querem que o governo brasileiro faça gestão junto ao governo japonês para facilitar a exportação de pellets produzidos a partir de resíduos da cana. O Japão, um dos maiores mercados para os pellets, incentiva a importação de biomassa, mas esse tipo de produto tem ingressado no país, simplesmente, como resíduo. Para tornar o comércio mais favorável é preciso que seja mudada a classificação do produto no país.

A solicitação foi feita pelos representantes da Sumitomo, associada no Brasil a Cosan, ao ministro interino do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos, Eumar Novacki, na última quinta-feira, 1 de dezembro. A joint venture formada pelas duas empresas, a Cosan Biomassa, possui uma planta de produção na região de Jaú (SP) e produz 175 mil toneladas de pellets por ano, mas tem como objetivo expandir a produção para 2 milhões de toneladas, até 2025, e para 8 milhões de toneladas no futuro.

A estimativa é de que o Japão deverá importar entre dez e vinte milhões de toneladas de biomassa peletizada até 2030. A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) está no negócio e apoia o projeto desde seu início, em 2010. A vantagem dos pellets é que são facilmente transportáveis.

Na comitiva, estava Hiroshi Tomishima, presidente da Sumitomo Corporation do Brasil e da Corporate Officer e Diretor-Geral for South América - Sumitomo Corporation Japan.

Fonte: Painel Florestal

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Brasil investe em publicidade no Japão para impulsionar consumo de carnes

O Japão não tem mais restrições à importação de carne bovina brasileira. Segundo o Ministério da Agricultura, a mudança foi anunciada durante a 13ª Conferência das Partes (COP 13) , no México.

O vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do país asiático, Hiromichi Matsushima, deu a notícia pessoalmente ao ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O Brasil ainda pretende abrir mercado no Japão para frutas e produtos pets (rações e outros alimentos para animais de estimação). Blairo Maggi se comprometeu a enviar informações complementares sobre manga e melão. O abacate também está na lista de interesse dos japoneses.

De acordo com Hiromichi Matsushima, no caso da carne “faltam apenas resolver algumas questões burocráticas no Ministério da Saúde do Japão”. A abertura será tanto para as carnes bovinas processadas quanto as in natura.

Pedidos do Japão

O vice-ministro japonês pediu a Maggi que sejam aprovados estabelecimentos japoneses para exportar ao Brasil a carne bovina da raça wagyu in natura.

Além da pauta de comércio, o vice-ministro observou que empresas japonesas têm muito interesse em realizar investimentos em infraestrutura no Brasil.

Fonte: Suíno Cultura Industrial

sábado, 3 de dezembro de 2016

Brasil abre mercado do Japão para carne bovina

O Japão não tem mais restrições à importação de carne bovina brasileira. Segundo o Ministério da Agricultura, a mudança foi anunciada durante a 13ª Conferência das Partes (COP 13) , no México.

O vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do país asiático, Hiromichi Matsushima, deu a notícia pessoalmente ao ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O Brasil ainda pretende abrir mercado no Japão para frutas e produtos pets (rações e outros alimentos para animais de estimação). Blairo Maggi se comprometeu a enviar informações complementares sobre manga e melão. O abacate também está na lista de interesse dos japoneses.

De acordo com Hiromichi Matsushima, no caso da carne “faltam apenas resolver algumas questões burocráticas no Ministério da Saúde do Japão”. A abertura será tanto para as carnes bovinas processadas quanto as in natura.

Pedidos do Japão


O vice-ministro japonês pediu a Maggi que sejam aprovados estabelecimentos japoneses para exportar ao Brasil a carne bovina da raça wagyu in natura.

Além da pauta de comércio, o vice-ministro observou que empresas japonesas têm muito interesse em realizar investimentos em infraestrutura no Brasil.

Fonte: Cenário MT

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Japoneses querem aumentar exportação de biomassa produzida aqui para o Japão

Executivos da empresa Sumitomo querem que o governo brasileiro faça gestão junto ao governo japonês para facilitar a exportação de pellets produzidos a partir de resíduos da cana. O Japão, um dos maiores mercados para os pellets, incentiva a importação de biomassa, mas esse tipo de produto tem ingressado no país, simplesmente, como resíduo. Para tornar o comércio mais favorável é preciso que seja mudada a classificação do produto no país.

A solicitação foi feita pelos representantes da Sumitomo, associada no Brasil a Cosan, ao ministro interino do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos, Eumar Novacki, nesta quinta-feira (1º).  A joint venture formada pelas duas empresas,  a Cosan Biomassa, possui uma planta de produção na região de Jaú (SP) produz 175 mil toneladas de pellets por ano, mas tem como objetivo expandir a produção para 2 milhões de toneladas, até 2025, e para 8 milhões de toneladas no futuro.

A estimativa é de que o Japão deverá importar entre dez e vinte milhões de toneladas de biomassa peletizada até 2030. A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) é financiadora do negócio e apoia o projeto desde seu início, em 2010. A vantagem dos pellets é que são facilmente transportáveis.

Fonte: Cenário MT

'Vamos levar disputa até o fim', diz Serra sobre condenação de política brasileira na OMC

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse nesta sexta-feira, 2, que o governo, mediante recursos, pretende levar até o fim do ano que vem a "batalha" contra Japão e União Europeia na Organização Mundial do Comércio (OMC) em defesa da política de incentivos concedidos a montadoras.

O programa, conhecido como Inovar-Auto, dá benefícios a fabricantes de veículos já instalados ou que decidiram realizar investimentos na produção de automóveis no Brasil, sendo uma barreira a importações de carros contestada por Japão e União Europeia.

Recentemente, os juízes da organização condenaram a política industrial, junto com incentivos dados a setores de informática e tecnologia, mas o governo brasileiro promete recorrer.

Os incentivos à indústria automobilística vencem, porém, em dezembro de 2017. Daí, o interesse brasileiro em prolongar a disputa.

"Não sou a favor de revogar tudo isso (...) Nós vamos dar batalha", disse Serra, durante discurso em congresso realizado na zona sul da capital paulista pela Abiquim, entidade que representa a indústria química.

Ao lembrar que montadoras japonesas e europeias instaladas no Brasil são beneficiadas pelo programa, o chanceler considerou "curioso" que seus governos contestem regime automotivo brasileiro. Mais tarde, disse a jornalistas que, antes de ingressar com o recurso, a condenação, de aproximadamente 400 páginas, ainda está sendo apreciada pelo Itamaraty.

Fonte: Estadão