Translation Support

Mostrando postagens com marcador Diplomacia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diplomacia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Coreia do Sul, Japão e EUA treinam juntos para se defender de mísseis norte-coreanos

Foto do estaleiro japonês Destroyer DDH-183

O Japão, a Coreia do Sul e os EUA realizarão treinamentos entre 20 e 22 de janeiro que visam deixá-los preparados para possível lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte, informa a agência japonesa Kyodo, citando fontes militares de Seul.

Durante os exercícios com destróieres de mísseis guiados (DDG) dotados de sistema de combate Aegis, os países realizarão simulação de detecção e rastreamento de mísseis norte-coreanos.

No discurso de Ano Novo, Kim Jong-un afirmou que a construção de míssil intercontinental alcançou sua última etapa e, em 8 de janeiro, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, o lançamento será realizado, caso as autoridades supremas ordenem.

Ao mesmo tempo, especialistas da Coreia do Sul acreditam que seu vizinho do norte ainda não seja capaz de desenvolver tal tecnologia. Entretanto, suspeitam que o Norte esteja preparando teste de dois novos mísseis de alcance mais curto no intuito de transmitir mensagem de advertência à administração de Donald Trump, que tomou posse como presidente dos EUA nesta sexta-feira (20).

Fonte: Sputnik

Premiê do Japão quer se encontrar com Trump "o mais rápido possível"

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta sexta-feira, 20, que tem planos de visitar os EUA o mais rápido possível para se encontrar com o presidente eleito, Donald Trump.

Falando horas antes da posse de Trump, ele chamou a aliança entre os EUA e o Japão de "um princípio imutável" para a política externa e de segurança do seu país.

A urgência de se encontrar com o bilionário reflete suas preocupações acerca da política de Trump de "América primeiro", que tende a afetar os compromissos dos EUA com a região da Ásia,
bem como precipitação de qualquer aumento das tensões com a China e a Coreia do Norte.

Abe foi o primeiro líder estrangeiro a conhecer Trump após a eleição nos EUA, parando em Nova York em novembro durante seu caminho para a América Latina.

"A aliança do Japão com os EUA é a pedra angular da política externa do nosso país e da política de segurança, no passado, no presente e no futuro", disse Abe ao Parlamento em um discurso de política anual. "É um princípio imutável".

Abe disse que quer se encontrar com Trump para aprofundar essa relação ainda mais. Trump tomará posse como presidente dos EUA nesta sexta-feira.

"Eu quero fortalecer ainda mais o vínculo com o novo presidente Trump", disse Abe. Ele não disse uma data específica para acontecer o encontro, mas relatos da mídia local mencionam o fim de janeiro como uma possibilidade.

Em seu discurso no Parlamento, Abe também disse que os dois aliados, inimigos na II Guerra Mundial, têm a responsabilidade de mostrar "o poder da reconciliação", uma vez que ambos trabalham juntos para contribuir para a paz e prosperidade global. Abr afirmou ainda que quer manter a presença das tropas dos EUA no sul da ilha de Okinawa.

Durante sua campanha eleitoral, Trump exigiu que Tóquio pagasse mais para manter os 50 mil soldados norte-americanos no país sob um acordo bilateral de pacto de segurança, ameaçando tirá-los de outra forma. 

Fonte: Associated Press

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Professor da Universidade de Columbia comenta o impacto do iminente governo Trump sobre a economia do Japão

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, promete adotar uma atitude severa no setor comercial e voltar a dar prioridade aos interesses do país. Neste Comentário, fala sobre o assunto o professor Hugh Patrick, que dirige o Centro sobre Economia e Negócios Japoneses da Escola de Administração da Universidade de Columbia.

— De que modo afetará o Japão a perspectiva de que Trump reinicialize as bases da economia dos Estados Unidos e crie postos de trabalho por meio de gastos em obras de infraestrutura e de generosas reduções de impostos?

“O crescimento da economia americana será mais rápido e, juntamente com obras de infraestrutura, o quadro resultante beneficiará o Japão. Quando crescem mais rápido, os Estados Unidos importam mais. Um efeito direto será um aumento das exportações do Japão para o mercado americano. Outro efeito direto será fazer dos Estados Unidos um lugar mais atraente para algumas formas de investimentos diretos por empresas japonesas à medida que elas reconheçam oportunidades em obras de infraestrutura e em outros setores.

A economia global crescerá de um modo melhor e haverá um aumento das exportações japonesas não só para o mercado americano como para mercados de outras partes do mundo. Provavelmente haverá também mais oportunidades de investimentos estrangeiros.”

— Que impacto haverá sobre o Japão agora que Trump pretende afastar os Estados Unidos do acordo de livre-comércio Parceria Transpacífico?

“O primeiro-ministro do Japão afirmou que o acordo perderá o seu sentido sem a participação americana. Não é verdade. Em que pese a opinião do premiê, pode haver uma Parceria Transpacífico com 11 nações, liderada pelo Japão — algo que beneficiaria os países membros, inclusive a nação japonesa. O Japão levaria a cabo o seu próprio processo interno, que é difícil, com medidas de reestruturação da sua agropecuária. Não prevejo um grande efeito sobre a economia japonesa.

Em certo sentido, o acordo não terá provavelmente um grande efeito econômico, pois veio a se tornar um símbolo do envolvimento dos Estados Unidos em políticas para a Ásia. Ora, as tarifas alfandegárias já são basicamente baixas, o comércio é bom e a Parceria Transpacífico deverá eliminar mais e mais tarifas. Assim, na totalidade da situação, quando se observa o acordo em um contexto maior, o impacto não será tão grande.

Cabe aqui definir esse contexto maior. As relações entre os Estados Unidos e o Japão ficarão mais restritas ou menos restritas? Acredito que vão ficar mais restritas por causa da China. As relações entre os Estados Unidos e a China serão complexas e difíceis. Em consequência, nessa espécie de jogo complicado, o Japão será visto como um aliado por Trump, um aliado que ele tentará manter satisfeito.”

Fonte: NHK

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Premiê do Reino Unido diz que país vai se desvincular totalmente da União Europeia

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou que seu país vai se desvincular totalmente da União Europeia.

Em seu muito aguardado discurso sobre o chamado Brexit, na terça-feira, 17, May delineou a estratégia de seu governo para deixar o bloco. Ela estabeleceu doze objetivos de negociação. Disse que não quer uma filiação parcial ou qualquer coisa de deixe o Reino Unido "metade dentro e metade fora".

A premiê britânica havia sugerido anteriormente que tentaria manter o acesso ao mercado único, ao passo que restringiria a imigração. No entanto, os líderes da União Europeia declararam que o Reino Unido não poderá escolher apenas o que lhe convém dentro do bloco.

Segundo analistas, a saída do país do mercado único pode afetar negativamente instituições financeiras e empresas exportadoras com sede no Reino Unido. Eles disseram ainda que a medida pode causar transtornos aos mercados financeiros.

Fonte: NHK

Presidente chinês critica protecionismo em Fórum de Davos

O presidente da China, Xi Jinping, disse ser contra políticas protecionistas. O comentário foi uma aparente resposta à filosofia "América em primeiro lugar" de Donald Trump, o presidente eleito dos Estados Unidos.

O presidente chinês deu a declaração na terça-feira, em um discurso de abertura do Fórum Econômico Mundial na cidade suíça de Davos.

De acordo com Xi, o mundo tem enfrentado uma onda de incertezas cada vez maior ao ter de lidar com questões como o terrorismo e a crise de refugiados.

Mas, segundo o presidente chinês, a globalização não deveria ser responsabilizada por todos os problemas do planeta e nem pela crise econômica mundial.

Por fim, Xi disse ser contra políticas protecionistas. Em suas palavras, ninguém sairia vencedor de uma espécie de guerra comercial.

Fonte: NHK

Novo míssil nipo-britânico pretende fazer frente aos armamentos americanos?

O Japão e a Grã-Bretanha pretendem finalizar o projeto de criação do novo míssil ar-ar em 2017, comunica o jornal Sankei. O projeto JNAAM (em português, Novo Míssil Ar-Ar Conjunto) foi iniciado em novembro de 2014 e aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional do Japão.

A base do projeto é o míssil Meteor de produção conjunta da Grã-Bretanha, Alemanha e França. A vantagem do míssil é o seu grande alcance, mas o seu ponto fraco é o sistema de orientação.

Para melhorar a orientação, os japoneses propõem utilizar a ogiva do seu míssil Mitsubishi AAM-4. Segundo o Senikei, tal combinação permitirá criar um míssil que estará ao nível dos melhores do mundo.

"O Japão produz desde 2010 o míssil AAM-4b, com um alcance de até 120 quilômetros, equipado com um sistema de orientação por radar. Os mísseis mais avançados do inimigo mais provável da aviação japonesa, a Força Aérea da China, têm características inferiores", comunicou à Sputnik Japão o analista Dmitry Verhoturov. 

O míssil chinês Tien Chien II (Espada do Céu II), possui um sistema orientação a infravermelhos e um alcance até 60 quilômetros. O mais avançado míssil chinês, o PL-12, tem um sistema de orientação por radar e um alcance de 70-100 quilômetros. Por isso, segundo o analista, o Japão nada tem a temer. 

"É possível que os japoneses junto aos britânicos criem um novo míssil para ultrapassar os EUA. O exército do Japão é bem equipado, mas quase tudo se baseia nas tecnologias norte-americanas. O sistema da defesa antimíssil Aegis, os lança-mísseis e toda a aviação militar, com poucas exceções, são dos EUA", comunicou o analista militar Constantino Sivkov. 

Em caso do sucesso, o Japão e Grã-Bretanha pretendem instalar o novo sistema nos caças da quinta geração F-35. Mas a decisão de produção conjunta ainda tem que ser tomada e é possível que isso vá exigir vontade política do governo do Japão, que é conservador em tais questões. O preço de produção também ainda não é conhecido.

Fonte: Sputnik

Brexit pode fazer empresas japonesas reverem estratégia na Europa

Empresas japonesas vão provavelmente rever suas estratégias de negócios na Europa após a premiê do Reino Unido, Theresa May, ter dito que o país vai tentar sair completamente da União Europeia.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, até outubro de 2015, o Reino Unido abrigava mais de mil companhias japonesas, atrás somente da Alemanha.

Muitas empresas do Japão veem o Reino Unido como um centro de negócios na Europa. Além disso, o país tem o inglês como língua oficial e carrega a fama de proporcionar ambientes favoráveis para o setor empresarial.

Muitas montadoras japonesas, entre elas a Nissan, a Toyota e a Honda, têm fábricas no Reino Unido. Em outubro do ano passado, a Nissan havia anunciado que iria continuar a produzir veículos no país mesmo após a sua saída da União Europeia.

Na época, a empresa japonesa disse que a decisão havia sido motivada pelo apoio e garantias oferecidas pelo governo britânico.

Mas a Nissan talvez reveja a decisão. Caso o Reino Unido saia do mercado comum europeu, tarifas podem vir a ser impostas em veículos exportados do território britânico para países que fazem parte da União Europeia. A Nissan vai analisar como uma eventual saída completa dos britânicos afetaria as suas operações.

Fonte: NHK

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Caroline Kennedy deixa Japão após três anos como embaixadora dos EUA

Filha do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy (1961-1963), assassinado há mais de 50 anos, Caroline tornou-se, em 2013, a primeira mulher nomeada embaixadora dos Estados Unidos no Japão.

O seu legado incluiu facilitar a histórica visita do Presidente norte-americano, Barack Obama, realizada em maio do ano passado, a Hiroshima, uma das duas cidades japonesas devastadas pelas bombas atómicas lançadas pelos Estados Unidos em 1945.

Caroline Kennedy também esteve em Pearl Harbor, em dezembro, quando o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, retribuiu a visita de Obama e se tornou no primeiro chefe de Governo nipónico a deslocar-se ao memorial dos mortos no bombardeio de 07 de dezembro de 1941, que ditou a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial.

Numa escala mais reduzida, alguns irão recordar também dos esforços da embaixadora norte-americana para promover a alfabetização e os direitos das mulheres e as suas visitas ao nordeste do Japão, devastado por um forte sismo seguido de tsunami em 2011.

Logo à chegada ao Japão, em novembro de 2013, ficou claro que Caroline Kennedy não era uma embaixadora qualquer.  A viagem que fez de carruagem ao longo de 1,8 quilómetros, da estação de Tóquio, no centro da capital, até ao palácio, onde foi entregar as suas credenciais ao imperador Akihito, foi seguida por uma multidão com milhares de japoneses nas ruas acenando e tirando fotos - ato inclusive transmitido em pela emissora pública NHK.

Democrata, Caroline Kennedy, de 59 anos, ainda não revelou publicamente quais serão os seus próximos passos políticos e diplomáticos.

Premiê Abe retorna ao Japão após giro por quatro países

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, retornou ao Japão na terça-feira à noite, 17, encerrando um giro por três países do Sudeste Asiático mais a Austrália.

O premiê desembarcou no aeroporto Haneda, em Tóquio.

Ele havia partido do Japão na quinta-feira passada, e visitado as Filipinas, Austrália, Indonésia e Vietnã.

O premiê japonês e os líderes dessas quatro nações concordaram em construir a cooperação econômica e estreitar os laços nos campos da segurança e defesa.

Nas Filipinas, Abe prometeu fornecer cerca de 8,7 bilhões de dólares nos próximos cinco anos como medida para ajudar o país a construir a infraestrutura.

O premiê japonês também se comprometeu a oferecer seis novos navios patrulha ao Vietnã, numa cooperação bilateral na área de segurança e defesa nacional marítima.

O premiê reafirmou aos líderes dos países visitados, a necessidade de se trabalhar mais estreitamente com o novo governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, a fim de manter a paz e estabilidade na região Ásia Pacífico.

Eles também enfatizaram a importância de destacar o Estado de direito diante das crescentes atividades marítimas da China.

Fonte: NHK

Continuidade da alta do dólar será maior preocupação do ano, dizem especialistas em Davos

DAVOS - Num momento em que as ações de política monetária são encaminhadas de formas opostas pelos principais bancos centrais do mundo, é a apreciação do dólar que será a maior preocupação para a economia global este ano, na avaliação de participantes do painel "Política Monetária: qual é o rumo?" , realizado pelo Fórum Econômico Mundial de Davos.

Para a maioria dos participantes, este pode ser um ponto de tensão no globo, levando, inclusive, a moratórias de países emergentes endividados na moeda americana. Na avaliação de Anthony Scaramucci, no entanto, um dos nomeados pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para compor o comitê de transição, o movimento pode ser positivo. "Eu não sei dizer o que vai acontecer exatamente (com o rumo do dólar). O que acho mais provável é que haverá um crescimento maior do que o previsto da economia americana, mesmo com o dólar subindo", disse.

O importante, de acordo com Scaramucci, é que os Estados Unidos puxarão a expansão global em 2017, criando um círculo virtuoso do consumo e da confiança, encabeçado mais pela classe média. "E isso é bom para o mundo", concluiu. Ele enfatizou que, historicamente, as taxas de juros americanas são baixas e que, dado o comportamento da economia global, é hora de normalizar. O integrante do governo americano disse que, como o mundo é injusto, um dos papéis do Estado é torna-lo um pouco mais igual.

Scaramucci disse também que a renda salarial média nos Estados Unidos atualmente está cerca de 10% menor do que no início da crise financeira internacional, que as pessoas estão tendo que trabalhar 16 horas por dia e citou um caso de família. "Este era o sentimento nos comícios do Trump", relatou.

O co-fundador e um dos principais executivos da empresa de gestão de ativos Carlyle Group, David Rubenstein, alertou para o fato de que se o dólar continuar a se fortalecer, será preciso fazer uma reestruturação porque muito da dívida de países é indexada à moeda americana. "Seria irônico que o México tivesse que ser socorrido pelo governo (americano)", disse, na frente do integrante da equipe de Trump. "Alguns mercados emergentes não aguentam muito tempo mais de alta do dólar", previu.

Rubenstein também colocou em dúvida a capacidade do governo americano de continuar se endividando para estimular a economia local sem incorrer em outro problema, o da inflação. "Se o dólar continuar a subir, este será o principal problema do mundo este ano", considerou.

Para o presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional Suíço, Thomas Jordan, a divergência entre as ações dos maiores bancos centrais do mundo não chega a ser uma coisa ruim.

Até porque, de acordo com ele, não há espaço para um afastamento muito maior dessas políticas que levem a posições mais radicais. Jordan acredita que o Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) deva continuar elevando os juros, mas não por muito tempo. Até porque, citou, o dólar mais elevado é um ingrediente que passa a ser monitorado. "O movimento deve ser gradual e limitado", previu. Na sua avaliação, o fortalecimento do dólar pode até ser bom para a economia europeia, que fica mais competitiva do ponto de vista das exportações.

Momento caótico. Para o economista da Universidade de Harvard, Li Daokui, o mundo passa hoje por um período caótico, com o Fed anunciando há meses que vai elevar os juros. Com isso, observou, o dinheiro começa a voltar para a economia americana - mais de US$ 600 bilhões só da China. "O dinheiro está voltando e a China não está sozinha", disse. Isso, de acordo com ele, é uma prova de que a política monetária não está atingindo seu objetivo. "Talvez o Fed tenha que atuar de forma não convencional", sugeriu, sem dar mais detalhes.

Daokui ressaltou que todos os bancos centrais do mundo, com exceção do Fed, estão lidando com depreciação de suas moedas. "O dólar está hoje mais internacional, mais importante do que oito anos atrás", pontuou, acrescentando que todos precisam saber disso, inclusive Trump. O Fed também precisa ser mais internacional e ter noção de todo seu impacto mundial, segundo o economista. "Transmissão (da política monetária) é a palavra chave em 2017", considerou.

Já a professora da Universidade de Columbia, Carmen Reinhart, ressaltou que a atuação do Fed tem sido a mais lenta desde a sua fundação, em 1913. Uma preocupação que ela demonstrou foi a possibilidade de haver uma ação mais rápida do comitê com o início do novo governo. A alta do dólar, na avaliação da professora, pode levar a uma normalização desse ritmo, que é hoje muito mais distante para o Banco Central Europeu (BCE) e Banco do Japão (BoJ).

Carmen ressaltou que, desde a crise financeira de 2008, os BCs têm atuado mais na área de política fiscal. "Isso não quer dizer que o BC é uma sucursal do governo, mas tem feito mais política fiscal", considerou. Ela também acredita que a continuidade de uma forte apreciação do dólar pode gerar defaults nos mercados emergentes.

Já o presidente do UBS e ex-presidente do Deutsche Bundsbank (o Banco Central alemão), Axel Weber, não enxerga uma equalização das políticas monetárias - de um lado, o Fed e de outro, BCE e BoJ. "Acho que não vai equilibrar porque o BCE ainda vai continuar sua política, não vai seguir o Fed, mas todos devem agir de uma forma mais suave", estimou. Para ele, a combinação de política fiscal e monetária pode ser uma boa solução. Ele lembrou que, na Europa, todos estão em campanha política. "Agora é tempo para fazer promessas de campanha, de falar para os eleitores", salientou.

Para Weber, o Fed tem trilhado mais pelo caminho mais conhecido do que usando intervenções. Ao mesmo tempo, ele acredita que os bancos centrais começam a voltar a ter um enfoque mais amplo depois da crise, com o fortalecimento da política fiscal. "Apreciação do dólar atual dos últimos cinco meses não é uma novidade, é uma correção. Acho que vai continuar", disse, argumentando que taxas de juros na Ásia e na Europa também colocam mais pressão sobre o dólar. 

Fonte: Estadão

Artigo: "A viagem do premiê japonês e os futuros desafios do Japão"

Por Junichi Sugawara

O empenho do primeiro-ministro Abe para reforçar os laços econômicos, bem como os de segurança, com três países do Sudeste Asiático e a Austrália tem grande importância. Isto dado que o novo governo de Donald Trump nos Estados Unidos será empossado em breve.

Na minha opinião, foi importante o premiê ter conseguido conversar com as Filipinas, que preside este ano a Asean, e com o Vietnã, que encabeça a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico. Espera-se que os dois países exerçam papeis chave na região este ano.

A perspectiva de cooperação econômica na região ainda é incerta. Por um lado, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, promete sair da TPP. Enquanto isso, a China está tentando estreitar a cooperação com outros países asiáticos através do Banco Asiático de Investimentos em Infraestrutura e outros canais.

Devido à relutância do lado americano em aprovar o pacto, o acordo de livre comércio conhecido como TPP não deve entrar em vigor tão cedo. Mas ainda há chances de que os Estados Unidos voltem para a TPP ou algo equivalente, ainda que isso leve alguns anos. Durante sua viagem, Abe deixou claro para as Filipinas, país que não é membro do acordo, que o Japão está disposto a manter seu comprometimento com a TPP. Ele também confirmou para a Austrália e o Vietnã que vai se empenhar pela implementação antecipada do pacto, cujos signatários incluem as duas nações. Acredito que as ações de Abe ajudaram a promover a TPP de um certo modo.

Por outro lado, os esforços do premiê para reiniciar as negociações ora paralisadas da Parceria Regional Econômica Abrangente, conhecida como RCEP, na sigla em inglês, não foram tão bem-sucedidos. Este pacto de livre comércio envolveria países do Leste Asiático, e as quatro nações visitadas por Abe participam das negociações.

A fim de obter progressos nas conversações da RCEP, é fundamental o envolvimento da China. Caso Donald Trump adote a política protecionista que ele alardeou durante sua campanha eleitoral, a tensão comercial entre os Estados Unidos e a China deve aumentar. Isso poderia ter um efeito negativo sobre as negociações da RCEP.

Para o Japão, o fechamento do acordo, que envolve parceiros comerciais de peso como China, Coreia do Sul e Índia, não apenas expandiria os mercados para produtos japoneses mas também promoveria reformas estruturais internas. O Japão, junto com outros países asiáticos, precisa convencer Trump que uma atitude protecionista seria prejudicial tanto para os Estados Unidos quanto para a região Ásia-Pacífico. Eles precisam convencer o presidente eleito de que manter o compromisso com a região está de acordo com os interesses nacionais americanos. 

Acredito que vai ser cada vez mais importante para os países asiáticos fazer um apelo em uníssono ao novo presidente americano para que ele mude de opinião.

Junichi Sugawara é pesquisador sênior do Instituto de Pesquisas Mizuho

Fonte: NHK

Japão e União Europeia voltam a debater parceria econômica

O Japão e a União Europeia estão reiniciando nesta terça-feira, 17, em Bruxelas, as negociações para a conclusão de um Acordo de Parceria Econômica.

Os dois lados esperavam chegar aos termos gerais do acordo até o final de 2016, mas não conseguiram reduzir suas diferenças. O Japão tem pedido pela remoção das tarifas sobre carros, enquanto a União Europeia quer que o lado japonês elimine ou reduza as tarifas sobre laticínios e carne de porco, entre outros produtos.

O Japão está voltando sua atenção ao pacto com o bloco europeu após o futuro do acordo de livre comércio Parceria Transpacífico ter se tornado incerto. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse repetidas vezes que vai retirar seu país da Parceria assim que assumir o cargo.

Autoridades da União Europeia parecem estar ansiosas para fazer progressos com o Japão o quanto antes, uma vez que os lados que pedem pela proteção do emprego e da indústria nacional devem ganhar espaço nas eleições que ocorrem ainda este ano na Holanda, França e Alemanha.

Analistas dizem que os negociadores vão enfrentar duros desafios para chegar a um acordo.

Fonte: NHK

Premiê japonês promete trabalhar pela paz e prosperidade na região Ásia-Pacífico

O premiê do Japão, Shinzo Abe, prometeu trabalhar pela paz e prosperidade na região Ásia-Pacífico.

Ele fez a declaração durante um discurso proferido em Hanói, ao final do giro por Filipinas, Austrália, Indonésia e Vietnã. Abe disse que os países que visitou são vizinhos importantes, que compartilham do Oceano Pacífico e dos mesmos valores fundamentais. Ele afirmou que os líderes das 4 nações concordaram integralmente com ele sobre a importância vital da liberdade de navegação, e que para garantir esse princípio, o direito internacional deve ser respeitado completamente.

Abe também disse que, com base nas fortes fundações da aliança nipo-americana, irá consolidar a paz e prosperidade na região que se estende da Ásia até os limites do Círculo do Pacífico e do Oceano Índico.

O comentário foi visto como um sinal de que ele terá um papel de liderança na paz e prosperidade regional, tendo em mente as crescentes atividades marítimas da China.

Fonte: NHK

Abe diz que governo e setor privado japonês vão apoiar e contribuir para desenvolvimento do Vietnã

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que o governo e o setor privado de seu país irão apoiar e contribuir para o desenvolvimento do Vietnã.

Nesta terça-feira, 17, ele discursou durante um encontro entre líderes empresariais de ambas as nações na capital vietnamita Hanói. O premiê do Vietnã, Nguyen Xuan Phuc, também esteve presente no evento.

Abe disse que ele e Phuc concordaram em ampliar o investimento e o comércio entre seus países. O primeiro-ministro do Japão se referiu à Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) como o centro do crescimento mundial e que o Vietnã ocupa um lugar central nesse sentido.

Shinzo Abe solicitou a Nguyen Xuan Phuc que trabalhe com empresas japonesas que possuem alto grau de especialização e conhecimento, oferecendo-lhes apoio ativo.

Fonte: NHK

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Comentário: Provável política do próximo governo americano em relação à China

Sexta-feira, dia 20, Donald Trump toma posse como 45º presidente dos Estados Unidos. Que política o próximo governo americano adotará em relação à China? E o que o governo chinês planeja em relação aos Estados Unidos? Neste Comentário, fala sobre o assunto Li Gang-zhe, professor da Universidade Hokuriku que é especializado em questões do Nordeste da Ásia.

— Na campanha eleitoral, Trump acusou Pequim de manipular a moeda chinesa. Chamaram atenção as suas declarações e atitudes de linha dura em relação à China. De que modo o governo chinês encara este comportamento?

“Em parte, Trump mostra-se hostil em relação à China. Defende um ponto de vista protecionista no setor comercial. Acusou o governo chinês de manipular a moeda do país e afirmou que uma tarifa alfandegária de 45% deveria ser imposta a importações provenientes da China. É verdade que os Estados Unidos têm um enorme déficit comercial em relação ao país asiático e que persiste um desequilíbrio entre as duas nações. Esses fatores estão por trás das críticas. No entanto, alguns dos pontos de vista expressos pelo presidente eleito são vantajosos para a China. Um exemplo é a oposição dele ao acordo de livre comércio Parceria Transpacífico, de iniciativa americana. Essa oposição beneficia a Parceria Econômica Regional Abrangente e a Área de Livre comércio da Ásia—Pacífico, ativamente promovidas pela China. O governo chinês provavelmente aguardará para ver que pontos de vista Trump vai expressar e responderá, então, a cada um deles.

— O Japão controla as Ilhas Senkaku, no Mar da China Oriental. A China e Taiwan reivindicam a soberania das ilhas. O governo japonês sustenta que elas são parte inerente do território do Japão em termos da história e do direito internacional. Afirma não haver nenhuma questão a ser resolvida a respeito. Como o governo chinês vai lidar com questões relacionadas ao Mar da China Oriental?

“É provável que a China não mude a sua posição em relação às ilhas, a menos que o Japão e os Estados Unidos concluam algum acordo especial. É improvável que a China adote uma posição de linha dura, contrária aos Estados Unidos ou ao Japão. Os motivos são a falta de clareza nas perspectivas da própria economia chinesa e a necessidade que o país tem das tecnologias avançadas do Japão e dos Estados Unidos.

Contudo, a China poderá mudar a sua política em relação ao Japão caso Trump modifique a aliança nipo americana. Por exemplo, se ele pressionar o Japão a arcar com uma fatia maior dos custos da presença militar dos Estados Unidos no país — como os custos das bases existentes em Okinawa — ou se comentar a possibilidade de retirada das forças americanas. O governo chinês poderá, então, tirar vantagem do afrouxamento dos laços nipo americanos e aumentar a pressão sobre o Japão a respeito das Ilhas Senkaku. A China também poderá pressionar o Japão a reconhecer a liderança que ela exerce na Ásia.

Outra questão que não se pode desconsiderar é Taiwan. A conversa por telefone entre Trump e a presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, tem o potencial de gerar uma situação embaraçosa entre os Estados Unidos e a China quando à política de ‘Uma só China’. As autoridades de Pequim provavelmente acompanharão atentamente as palavras e os atos de Donald Trump após a posse.”

Fonte: NHK

Japão e Indonésia decidem ampliar a cooperação no setor de segurança

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente da Indonésia, Joko Widodo, concordaram em organizar uma reunião de seus chanceleres e ministros da Defesa em Jacarta até o fim do ano. O objetivo é ampliar a cooperação na área de segurança.

Os dois líderes se encontraram domingo à noite, 15, no Palácio Bogor.

Em uma aparente referência à ampliação das atividades da China no Mar da China Meridional, Abe e Joko reafirmaram a importância do Estado de direito e da resolução pacífica de conflitos.

Eles concordaram que temas referentes ao Mar da China Meridional são de grande interesse para toda a comunidade internacional e estão diretamente relacionados com a paz e a estabilidade da região.

Abe disse que o Japão irá ajudar a Indonésia a desenvolver as Ilhas Natuna, localizadas no Mar da China Meridional. Indonésia e China estão cada vez mais em disputa pelo direito de pesca nas proximidades das ilhas.

O premiê japonês afirmou que irá acelerar as negociações com a Indonésia sobre um pacto para promover a transferência de equipamento de defesa e tecnologias.

O líder japonês também se ofereceu para expandir o apoio à infraestrutura na Indonésia, incluindo um trem de alta velocidade, e ajuda no melhoramento das capacidades da patrulha marítima e medidas antiterroristas.

Fonte: NHK

Indonésia e Japão aprofundam laços contra a assertividade da China

O Japão e a Indonésia aprofundaram os laços econômicos e políticos durante uma visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que está usando uma turnê por quatro países da Ásia para destacar o papel do governo contra a assertividade da China no Mar do Sul da China.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, disse que o aumento do investimento japonês na Indonésia tem sido "muito significativo" duplicando para US$ 4,5 bilhões entre janeiro e setembro do ano passado.

Ele disse que os países realizaram acordos de defesa e que os ministros conjuntamente estabelecerão neste ano 215 acordos de cooperação marítima.

Widodo disse que houve acordos sobre o desenvolvimento de um porto em Masela, na Indonésia, e para discussões preliminares de uma linha ferroviária que ligará a capital Jacarta com a cidade de Surabaya.

A China tem divergências sobre fronteiras marítimas e zonas de responsabilidade no mar do Sul da China e no mar da China Oriental com uma série de países da região - Japão, Vietnã e Filipinas. A China reivindica a região e diz que o Vietnã e as Filipinas se aproveitam do apoio norte-americano na escalada da tensão na região.

Japão: temperatura das águas causou a morte a mais de 70% do maior recife coral

Mais de 70% do maior recife de coral do Japão, situado no sudeste do arquipélago, morreu em 2016 devido ao aumento da temperatura das águas, revela um estudo do Ministério do Meio Ambiente nipônico.

As águas em redor do recife, situado em frente à ilha de Ishigaki, no arquipélago de Okinawa, registraram no verão passado uma média de dois graus superior ao habitual, causando a descoloração dos corais, refere o texto, divulgado pela emissora pública NHK.

O departamento ambiental examinou entre novembro e dezembro o recife, que conta com mais de 70 espécies de corais e é considerado um dos mais antigos e de maior extensão do hemisfério norte. A avaliação determinou que 70,1% dos corais morreram por branqueamento.

O número representa um notável aumento em relação ao registrado nos meses de setembro e outubro, quando se constatou que 97% dos corais tinham sofrido branqueamento e 56% tinha morrido.

O ministério japonês indicou que as temperaturas marinhas na zona tinham baixado desde que começou o outono e que alguns corais tinham recuperado, mas alertou que mais podem morrer e que não é certo que o recife vá recuperar.

O fenômeno meteorológico El Niño, que causa o aumento das temperaturas da superfície do mar, contribuiu para o branqueamento dos corais em todo o mundo em 2016, incluindo alguns dos maiores recifes protegidos da Austrália, Tailândia ou Maldivas.

A descoloração dos corais acontece quando estes enfrentam alterações extremas e constantes de temperatura, luz e nutrientes.

Este processo põe em risco a abundância das espécies pesqueiras que dependem dos recifes para abrigo e alimento.

No Índico e no Pacífico, se a emissão de gases de efeito estufa continuar ao nível atual, as reservas pesqueiras podem diminuir entre 10% e 30% em 2050, em relação ao período 1970-2000, segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Japão e Reino Unido desenvolvem novo míssil

Os dois governos pretendem acabar no ano corrente todos os estudos de viabilidade técnico-econômica do novo tipo de míssil para jatos, informou o jornal japonês Sankei.

O projeto, conhecido como JNAAM (sigla em inglês para "Joint New Air-to-Air Missile", novo míssil conjunto ar-ar), foi aprovado pelo Conselho Estatal da Segurança Nacional do Japão em julho de 2014 e, em novembro do mesmo ano, foi iniciado o estudo de viabilidade, realizado em conjunto com o lado britânico.

A base do projeto foi a tecnologia de mísseis Meteor, desenvolvida por seis países europeus, e os mísseis AAM-4, instalados nos caças F-15 das Forças de Autodefesa japonesas.

De acordo com os dados do Sankei, os novos mísseis vão combinar o alcance dos Meteor e a precisão dos AAM-4. O jornal destaca que, caso o projeto venha a ser realizado, ele se tornará um novo exemplo de desenvolvimentos militares conjuntos do Japão com um país estrangeiro, além do aliado tradicional – os Estados Unidos.

Fonte: Sputnik

Premiê japonês chega a Hanói para se reunir com líderes vietnamitas

O premiê japonês, Shinzo Abe, chegou na segunda-feira a Hanói, a capital vietnamita. O Vietnã é o último de quatro países visitados por Abe em sua turnê na região Ásia-Pacífico.

Ainda na segunda-feira, o premiê japonês vai se encontrar com o secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, Nguyen Phu Trong, e o premiê do país, Nguyen Xuan Phuc.

Nas reuniões, Abe espera chegar a um acordo com os líderes vietnamitas sobre a importância de respeitar o Estado de Direito e de resolver conflitos pacificamente.

A visita do premiê japonês ocorre em meio às crescentes atividades marítimas do governo chinês no Mar da China Meridional.

Abe ainda deve tentar convencer os dois sobre a necessidade de manter uma comunicação próxima com o governo de Donald Trump, que vai assumir a presidência dos Estados Unidos.

A importância da comunicação é baseada no pressuposto de que a presença dos americanos na Ásia-Pacífico é indispensável para a paz e prosperidade da região.

O premiê japonês também planeja usar as reuniões com os líderes vietnamitas para compartilhar o que pensa sobre questões internacionais e regionais. O Vietnã vai presidir o fórum Cooperação Econômica Ásia-Pacífico deste ano.

Fonte: NHK