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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Coreia do Sul, Japão e EUA treinam juntos para se defender de mísseis norte-coreanos

Foto do estaleiro japonês Destroyer DDH-183

O Japão, a Coreia do Sul e os EUA realizarão treinamentos entre 20 e 22 de janeiro que visam deixá-los preparados para possível lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte, informa a agência japonesa Kyodo, citando fontes militares de Seul.

Durante os exercícios com destróieres de mísseis guiados (DDG) dotados de sistema de combate Aegis, os países realizarão simulação de detecção e rastreamento de mísseis norte-coreanos.

No discurso de Ano Novo, Kim Jong-un afirmou que a construção de míssil intercontinental alcançou sua última etapa e, em 8 de janeiro, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, o lançamento será realizado, caso as autoridades supremas ordenem.

Ao mesmo tempo, especialistas da Coreia do Sul acreditam que seu vizinho do norte ainda não seja capaz de desenvolver tal tecnologia. Entretanto, suspeitam que o Norte esteja preparando teste de dois novos mísseis de alcance mais curto no intuito de transmitir mensagem de advertência à administração de Donald Trump, que tomou posse como presidente dos EUA nesta sexta-feira (20).

Fonte: Sputnik

Exclusivo: Banco de Desenvolvimento do Japão e bancos privados deverão criar fundo para adquirir divisão da Toshiba

Segundo noticiou o jornal Nikkei nesta sexta-feira, 20, o Banco de Desenvolvimento do Japão, em parceria de bancos privados deste país, devem adquirir as operações de chips e memórias flash da Toshiba, contrariando informações vazadas previamente que davam conta da venda desta divisão para a norte-americana Western Digital. A aquisição seria feita por meio da criação de um fundo de investimentos.

Os potenciais investidores incluem o UDS Mezzanine Fund, criado pela Sumitomo Mitsui Banking Corp. e pela DBJ, bem como o Blue Partners Fund, criado pelo estado em parceria do Mizuho Bank. O Japan Industrial Solutions Fund II - criado no ano passado pela DBJ e pelos três megabancos, incluindo o Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ - também pode ter uma participação. Num passado recente, um fundo semelhante foi criado para salvar a Skymark Airlines e a operação foi considerada bem sucedida, salvando a empresa e gerando os retornos almejados.

Os investimentos devem totalizar dezenas de bilhões de ienes, no entanto, ainda não se sabe ao certo quanto a Toshiba perdeu com as suas operações nucleares nos EUA, embora deduza-se algo em torno de U$6 bilhões de dólares. Somente após um levantamento completo, que se divulgará quanto será aportado.

A Toshiba também está solicitando investimentos de empresas estrangeiras de private equity. Embora isso ofereça um rápido retorno sobre o investimento, alguns fundos estrangeiros vêem pouco interesse em pequenas participações que, consequentemente, concedem poucos direitos de voto.  
                           
Outras empresas como a Canon, também manifestaram interesse na aquisição da divisão de chips da Toshiba. Entretanto, ao que tudo indica, especialmente pelo suporte do governo japonês, repousa neste novo fundo a salvação da multinacional japonesa.

Fonte: Nikkei

Abe ordena realização de investigação a seus órgãos após escândalo envolvendo Ministério da Educação

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, instruiu todos os ministérios e agências do país a verificar se seus funcionários ajudaram seus colegas na obtenção de emprego após se aposentarem.

Abe deu a instrução na sexta-feira ao ministro da Revitalização Regional, Kozo Yamamoto, encarregado da reforma do serviço público.

Foi descoberto que autoridades do Ministério da Educação vinham fazendo lobby para garantir um posto em universidade após a aposentadoria de colegas.

O comitê de supervisão de reemprego do governo determinou que o ato violava a lei do serviço público.

Abe afirmou que uma investigação completa, tendo como alvo todas as entidades do governo, deve ser realizada para dispersar a desconfiança por parte do povo.

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, disse a repórteres que autoridades do Ministério da Educação tentaram encobrir suas irregularidades.

Ele afirmou que tal ação afeta seriamente a confiança das pessoas em relação à justiça envolvendo administração pública, e que é totalmente inaceitável.

Suga citou que o governo irá atender integralmente à solicitação do comitê para efetuar uma investigação sobre o caso.

O comitê irá pedir também por medidas contra as partes envolvidas, e passos para evitar a ocorrência de casos semelhantes.

Fonte: NHK

Governo japonês substitui vice-ministro da Educação

O governo japonês substituiu o vice-ministro da Educação por conta do envolvimento do referido ministério na garantia de emprego para um funcionário aposentado.

A decisão foi feita em uma reunião do gabinete do governo nesta sexta-feira, 20. O vice-ministro administrativo Kihei Maekawa foi substituído por Kazuo Todani.

Todani, que tem 59 anos de idade, iniciou sua carreira na então Agência de Ciências e Tecnologia.

O comitê de supervisão de reemprego do governo anunciou, nesta sexta-feira, que burocratas e outros funcionários do Ministério da Educação teriam feito lobby para garantir um emprego em uma universidade para um colega que se aposentou, violando a lei nacional de serviço público.

Segundo informes, Maekawa expressou sua intenção de renunciar ao cargo administrativo que ocupa no ministério para assumir a responsabilidade desse caso.

Fonte: NHK

Japão testa carregadores USB dentro do metrô

O governo japonês está testando uma solução para o aumento de usuários com smartphones e a consequente necessidade por locais de carregamento de baterias. De acordo com a agência de notícias IT Media, os vagões do metrô de Tóquio contarão agora com pontos USB para que os passageiros conectem seus dispositivos.

A iniciativa não foi confirmada pelo setor de transportes japonês, mas muitas pessoas relataram ter visto o hub de carregamento.

Por enquanto, o serviço estaria disponível em apenas um trem, em fase de testes e sem previsão de encerramento. Ainda não se sabe se a ideia será estendida a outras linhas.

A ideia não é nova. Em diversos locais, incluindo no Brasil, já existem iniciativas no transporte público para permitir que as pessoas carreguem seus celulares. Assim como no Japão, elas funcionam para um número limitado de linhas.

Premiê do Japão quer se encontrar com Trump "o mais rápido possível"

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta sexta-feira, 20, que tem planos de visitar os EUA o mais rápido possível para se encontrar com o presidente eleito, Donald Trump.

Falando horas antes da posse de Trump, ele chamou a aliança entre os EUA e o Japão de "um princípio imutável" para a política externa e de segurança do seu país.

A urgência de se encontrar com o bilionário reflete suas preocupações acerca da política de Trump de "América primeiro", que tende a afetar os compromissos dos EUA com a região da Ásia,
bem como precipitação de qualquer aumento das tensões com a China e a Coreia do Norte.

Abe foi o primeiro líder estrangeiro a conhecer Trump após a eleição nos EUA, parando em Nova York em novembro durante seu caminho para a América Latina.

"A aliança do Japão com os EUA é a pedra angular da política externa do nosso país e da política de segurança, no passado, no presente e no futuro", disse Abe ao Parlamento em um discurso de política anual. "É um princípio imutável".

Abe disse que quer se encontrar com Trump para aprofundar essa relação ainda mais. Trump tomará posse como presidente dos EUA nesta sexta-feira.

"Eu quero fortalecer ainda mais o vínculo com o novo presidente Trump", disse Abe. Ele não disse uma data específica para acontecer o encontro, mas relatos da mídia local mencionam o fim de janeiro como uma possibilidade.

Em seu discurso no Parlamento, Abe também disse que os dois aliados, inimigos na II Guerra Mundial, têm a responsabilidade de mostrar "o poder da reconciliação", uma vez que ambos trabalham juntos para contribuir para a paz e prosperidade global. Abr afirmou ainda que quer manter a presença das tropas dos EUA no sul da ilha de Okinawa.

Durante sua campanha eleitoral, Trump exigiu que Tóquio pagasse mais para manter os 50 mil soldados norte-americanos no país sob um acordo bilateral de pacto de segurança, ameaçando tirá-los de outra forma. 

Fonte: Associated Press

Vice do BC do Japão promete acompanhar políticas de Trump "cuidadosamente"

Hiroshi Nakaso, um dos dois vice-presidentes do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), disse nesta sexta-feira que irá "cuidadosamente monitorar e acompanhar" as políticas econômicas do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, sinalizando o interesse de Tóquio horas antes da cerimônia de posse do republicano.

Nakaso não quis fazer comentários sobre o possível impacto econômico de eventuais medidas de Trump, devido à falta de detalhes de suas futuras políticas.

Por outro lado, Nakaso reconheceu o sentimento de modo geral positivo nos mercados financeiros sobre promessas feitas por Trump de reduzir impostos e ampliar investimentos em projetos de infraestrutura.

Nakaso também comentou que os bancos japoneses estão em boa situação, apesar do elevado custo de financiamento de moedas estrangeiras. "Eles têm muita liquidez", ressaltou. 

Fonte: Dow Jones Newswires

Designers criam moto em homenagem ao Japão

Dois designers automotivos se uniram para criar uma motocicleta em homenagem ao estilo japonês de criar máquinas. O bielorrusso Artem Smirnov e o ucraniano Vladimir Panchenko desenharam a Samurai Concept, que evoca a simplicidade e as linhas retilíneas que marcaram o visual dos carros e motos japoneses ao longo do tempo. 

Segundo a dupla, as fabricantes japonesas têm usado cada vez menos esses princípios em seus veículos, ainda que permaneçam em outros produtos industriais.

O resultado foi uma motocicleta com visual muito limpo e elegante, com ares esportivos e bem minimalista. O contraste é claro com as motocicletas contemporâneas, que costumam ter vincos muito pronunciados e superfícies arredondadas. Por enquanto, a Samurai é apenas um estudo de design, sem qualquer informação sobre motores ou desempenho.

Para mais imagens, clique aqui.

Fonte: Estadão

Heineken confirma negociações para comprar a Brasil Kirin

A companhia holandesa divulgou em nota que as discussões estão em andamento, mas que não pode haver certeza se um acordo seria alcançado

A cervejaria holandesa Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, afirmou nesta sexta-feira, 20, que está negociando a possibilidade de acordo para assumir as operações brasileiras da japonesa Kirin Holdings. O grupo japonês comanda 12 cervejarias no Brasil, entre elas a Schincariol.

A companhia holandesa divulgou em nota que as discussões estão em andamento, mas que não pode haver certeza se um acordo seria alcançado. Já a Kirin disse que continua concentrada  em sua expansão no Brasil, no entanto, a empresa considera alternativas, incluindo uma parceria ou vendas. O grupo  japonês tem perdido participação no mercado brasileiro, com quedas de vendas em 2016, além da moeda nacional enfraquecida elevando os preços e algumas matérias primas.

O analista de bebidas da Société Générale Andrew Holland afirmou que o principal incentivo da Heineken ao tentar expandir-se no país seria tornar-se o rival mais forte da AB InBev, Atualmente, O mercado de cerveja brasileiro é dominado pela AB InBev, a maior cervejaria do mundo, que tem uma participação de cerca de dois terços.

Presidente do Banco do Japão diz que protecionismo não deverá se propagar globalmente

O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que é improvável que o protecionismo se propague globalmente com a tomada de posse do presidente Donald Trump.

Kuroda falou em uma entrevista à imprensa dada na quinta-feira, 19, na Suíça, onde está participando do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Ele se referiu aos comentários de Trump, que podem ser interpretados como negativos em termos de livre comércio.

Kuroda disse que o protecionismo não deverá se difundir até um ponto que possa danificar significativamente o comércio global. Acrescentou que o motivo dessa afirmação é que não somente os Estados Unidos, como também o Japão, os países da Europa e a China estão interconectados na corrente de fornecimento global.

Fonte: NHK

Mitsubishi atrasa entrega de jato regional pela 5a vez, dizem fontes

TÓQUIO (Reuters) - A Mitsubishi Aircraft vai adiar a entrega do jato regional MRJ em cerca de dois anos em relação ao prazo anteriormente estipulado para meados de 2018, disseram duas fontes à Reuters nesta sexta-feira, na quinta prorrogação no cronograma da aeronave que disputará mercado com empresas estabelecidas como a brasileira Embraer e a canadense Bombardier.

Um novo adiamento no primeiro jato comercial de passageiros desenvolvido no Japão em meio século pode atingir as chances da empresa japonesa em obter novas encomendas no mercado de aeronaves regionais. A entrega do MRJ originalmente deveria ter ocorrido em 2013.

A Mitsubishi Aircraft e sua controladora, Mitsubishi Heavy Industries, afirmou no mês passado que estava revendo todo o cronograma do MRJ, da fase de testes à entrega.

A Mitsubishi Heavy não comentou o assunto, afirmando que vai dar detalhes sobre os negócios envolvendo o MRJ na segunda-feira.

O MRJ, que fez um primeiro voo de teste em novembro passado, representa uma longa ambição do Japão em reestabelecer uma indústria de aviação comercial que foi desmantelada pelos Estados Unidos depois da derrota japonesa na 2a Guerra Mundial.

(Por Maki Shiraki)

Japonesa Takeda é reconhecida como uma das 100 Empresas Globais Mais Sustentáveis pelo segundo ano consecutivo

OSAKA, Japão - Esta semana, a Takeda Pharmaceutical Company Limited foi nomeada pelo ranking global Corporate Knights como uma das 100 Empresas mais Sustentáveis do Mundo pelo segundo ano consecutivo. O referido ranking baseia-se em 14 indicadores chave de desempenho, incluindo produtividade energética, capacidade de inovação, desempenho em segurança e diversidade de liderança. 

A inclusão num índice de relevância mercadológica mundial reflete o comprometimento da empresa, que nos últimos anos, vem investindo fortemente em responsabilidade corporativa e planejamento sustentável. 

“A Takeda tem a honra de estar novamente incluída entre essas renomadas empresas globais”, disse Haruhiko Hirate, diretor de Comunicações Corporativas e Assuntos Públicos. “Para nós, a responsabilidade social corporativa (RSC) está fundamentada em colocar o paciente no centro de tudo o que fazemos. Enquanto nos esforçamos continuamente para melhorar nossos processos de negócios, também estamos orgulhosos de participar em atividades que promovem uma sociedade sustentável e refletem nosso compromisso de ser um bom cidadão corporativo.” 

Ao conduzir suas atividades, a Takeda adota diretrizes reconhecidas internacionalmente, como os 10 princípios do Pacto Global das Nações Unidas e metas internacionais de longo prazo, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Nada mal para uma empresa fundada em 1781.

Para mais sobre a empresa, acesse: www.takeda.com

Bolsa de Tóquio fecha semana em alta de 0,34%

A Bolsa de Tóquio fechou a semana em alta, à espera da posse iminente de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O índice Nikkei dos 225 principais valores avançou 0,34% aos 19.137,91 pontos.

(Redação - Agência IN)

Fonte: IN

Com apoio do Japão, inicia-se projeto de linha férrea na Índia

Autoridades da Índia e do Japão têm trabalhado em conjunto para melhorar a rede de trens de transporte de carga na Índia.

As duas partes realizaram uma corrida-teste conectando Délhi com Bangalore.

Um trem composto de 40 vagões foi carregado com veículos e aparelhos domésticos. Ele partiu de um terminal de carga localizado na capital antes do amanhecer.

Bangalore se situa a cerca de 2.200 quilômetros de distância de Délhi e uma viagem de ida e volta entre essas duas localidades leva sete dias.

Uma empresa de logística do Japão está trabalhando com uma companhia local nesse projeto. Elas estão verificando se não há problemas com a carga e se o trem está sendo operado conforme a programação.

A demanda por serviços ferroviários de carga está se elevando na Índia acompanhando o crescimento econômico do país. Contudo, falta no local um sistema que forneça serviços regulares.

O Japão está também envolvido no planejamento de uma linha que conectará Nova Délhi a Mumbai.  O governo japonês forneceu empréstimos em ienes para a execução do projeto.

Fonte: NHK

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Renault-Nissan já vendeu mais de 400 mil carros elétricos, diz Carlos Ghosn

O novo Leaf terá um pacote de baterias capaz de rodar 400 quilômetros a cada recarga 

Davos - A Renault-Nissan vendeu mais de 400 mil automóveis elétricos no mundo e planeja mais investimentos para manter a posição de liderança no mercado, disse o presidente da parceria estratégica, Carlos Ghosn, na última quarta-feira, 18.

Ghosn divulgou os números em entrevista à Reuters durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. "Vamos aumentar os investimentos, vamos ter muitos carros novos chegando, melhor performance, menores preços", afirmou o executivo.

A Nissan, dona de cerca de 20% do mercado de carros elétricos vendidos nos Estados Unidos e na Europa, prepara o novo Leaf, com um pacote de baterias capaz de rodar 400 quilômetros a cada recarga, mais que o dobro da autonomia atual.

O carro também será equipado com um sistema de sensores e câmera que permitirá a direção autônoma entre 30 e 100 quilômetros por hora.

A Renault, parceira da Nissan, terá uma versão de seu hatch Zoe, apresentado no último Salão do Automóvel de Paris, com capacidade para rodar os mesmos 400 quilômetros.

Foto: Reuters

Dentsu nomeia novo CEO no Japão

Cerca de um mês após a renúncia conturbada de Tadashi Ishii, o veterano Toshihiro Yamamoto assume comando da empresa

Toshihiro Yamamoto assume como CEO e presidente da Dentsu a partir da segunda-feira, 23.

Desde 1981 na agência, o profissional foi o único a liderar os três negócios domésticos da companhia – conteúdo de mídia, serviços de atendimento e desenvolvimento do negócio. Ele substitui Tadashi Ishii, que renunciou ao cargo em dezembro, após o suicídio da funcionária Matsuri Takanashi, que alegava exaustão física e mental devido ao excesso de trabalho. 

O Ministério do Trabalho iniciou, então, uma investigação para averiguar práticas de trabalho da Dentsu e constatou que executivos da empresa que teriam forçado Takanashi a trabalhar além de seu horário e omitir as horas extras. Cerca de cem funcionários que faziam em torno de 80 horas extras por mês foram demitidos dias depois. Ishii responsabilizou-se pelo incidente e deixou a liderança da Dentsu.

Em comunicado oficial, o novo presidente disse: “Minha missão é reestabelecer a confiança na Dentsu e no Japão, e construir um caminho de crescimento sustentável no longo prazo”.

Governo japonês exige que população trabalhe menos

RIO — O governo japonês anunciou medidas, que serão válidas a partir de fevereiro, para que as pessoas deixem de literalmente morrer de trabalhar — uma prática que ficou conhecida como “karoshi”. A campanha, promovida pelo primeiro-ministro Shinzo Abe e pela Federação de Negócios do país, quer que as pessoas deixem o escritório mais cedo às sextas-feiras.

Cerca de 20% da força de trabalho no Japão cumpre experiente de pelo menos 80 horas semanais.

De acordo com o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, o Japão precisa “acabar com a norma de longas horas de trabalho para que as pessoas possam equilibrar suas vidas com coisas como criar uma criança ou cuidar dos idosos”.

Algumas empresas, como a Japan Post Insurance, estão desligando as luzes à noite para evitar que ses funcionários deixem o escritório.

A Mitsubishi, uma das maiores empresas do país, foi advertida pelo governo por suspeita de forçar um funcionário de 31 anos a fazer excesso de horas extras.
Já Tadashi Ishii, presidente da Dentsu, uma grande empresa de publicidade, renunciou no final do ano passado, depois que o governo concluiu que Matsuri Takahashi, de 24 anos, morrera por excesso de trabalho em dezembro de 2015.

Fonte: OGlobo

Heineken pagará US$ 870 mi por Kirin Brasil, diz jornal japonês Nikkei

SÃO PAULO  -  O jornal japonês “Nikkei” publicou reportagem dizendo que a japonesa Kirin Holdings venderá a operação da Brasil Kirin para a Heineken em breve por aproximadamente 100 bilhões de ienes (US$ 870 milhões). Por esse valor a Kirin vai sair do Brasil com perda total de dezenas de bilhões de ienes.

No terceiro trimestre de 2016, a Brasil Kirin, que fabrica a Schin iniciou conversações com os concorrentes Heineken, Ambev e Grupo Petrópolis sobre possíveis parcerias, incluindo uma possível fusão. A Heineken propôs comprar a empresa, pois os resultados pareciam estar em recuperação.

De acordo com o jornal, a Kirin adotou um foco voltado a operações mais rentáveis, desde que Yoshinori Isozaki se tornou presidente do grupo, em março de 2015. A empresa fez uma parceria com a Coca-Cola nas áreas de logística e compras, para aumentar a rentabilidade, no momento em que o mercado japonês de refrigerantes encolhe.

Ter operações fora do Japão é fundamental para o sucesso continuado da Kirin, no momento em que o mercado de cerveja do país também encolhe. Ainda de acordo com o Nikkei, a Kirin deve se concentrar agora na Ásia e na Oceania, onde possui marcas mais populares.

Fonte: Valor

Este homem abandonou a escola e construiu um império após vender o carro

A companhia que Takura criou em 1992 atualmente opera uma frota de 400 ônibus para passeios turísticos, serviços noturnos em todo o Japão e transportes diários para escolas

Kimi Takura deixou seu acelerado emprego de entregador quando tinha 22 anos, depois que ficou hospitalizado por um mês com exaustão. Sem trabalho, ele vendeu seu adorado Jaguar, comprou um ônibus de segundo mão e deu início a um negócio solitário transportando turistas taiwaneses pelo Japão.

Ele trabalhou todos os dias que conseguiu durante o ano seguinte, levando passageiros entre Tóquio e Osaka, e para Kyoto e outros pontos turísticos, quando um agente de viagens se ofereceu para emprestar dinheiro para ele comprar mais três ônibus. O negócio de Takura cresceu tanto que ele achou que precisava de ainda mais.

Para um país que ostenta gigantes multinacionais, como Toyota Motor e Sony, existem comparativamente menos pessoas como Takura no Japão dispostas a trocar a segurança de um emprego vitalício por uma carreira de maior risco, mas potencialmente mais lucrativa, como empreendedor. Apenas um quarto das empresas japonesas está em atividade há menos de uma década, contra mais da metade na maioria dos países do mundo desenvolvido.

“Eu adorava dirigir”, disse Takura, CEO da Heisei Enterprise, que abandonou o Ensino Médio quando a empresa do pai foi à falência e trabalhou para juntar dinheiro para comprar seu próprio carro.

Ele se lembra de que lhe disseram que, se queria dirigir por aí, ele deveria pelo menos transportar alguns passageiros pagantes. “Eu pensei e percebi que era uma ótima ideia”, disse Takura em entrevista em Fujimi, a noroeste de Tóquio. “Eu podia dirigir e ganhar algum dinheiro ao mesmo tempo.”

A companhia que Takura criou em 1992 atualmente opera uma frota de 400 ônibus para passeios turísticos, serviços noturnos em todo o Japão e transportes diários para escolas. A Heisei recebe cerca de 60 por cento das reservas dos ônibus pela internet, enquanto que em seus concorrentes a taxa é de 30 por cento, segundo Takura. Ela registrou lucro por 20 anos seguidos, dando respaldo a cerca de 800 funcionários.

Abertura de capital

No entanto, aos 51 anos ele ainda não se dá por satisfeito. Perto de dezembro do ano que vem ele planeja listar a Heisei na Bolsa de Valores de Tóquio em uma oferta pública inicial de 10 bilhões de ienes (US$ 87 milhões) para garantir a continuidade da empresa mesmo após sua aposentadoria.

“Normalmente as empresas de ônibus não realizam IPOs”, disse ele. Mas “nós somos vistos como uma empresa de ônibus de TI porque obtemos boa parte do nosso dinheiro por meio da internet”.

Parte do motivo pelo qual o Japão possui menos startups é que o país está atrás dos demais países em termos de financiamento de capital de risco. O nível de investimento de risco é inferior à mediana da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e está muito abaixo do observado nos EUA e no Canadá, segundo relatório da organização de abril de 2015.

(Tomohiro Ohsumi/Bloomberg) 

Fonte: Bloomberg

Nota rápida: Toshiba prepara novo plano de capitalização para superar crise

O conglomerado japonês Toshiba, em graves dificuldades financeiras, preparou um novo plano para fortalecer o seu lastro de capital segundo noticiou o canal de televisão japonês NHK.

A Toshiba terá a sua base financeira cada vez mais arruinada, pois prevê colossais prejuízos, estimados na casa dos bilhões de dólares, em seus negócios de energia nuclear nos Estados Unidos.

Fontes afirmam que o objetivo do plano é reunir mais de 2,6 bilhões de dólares por meio do adiamento da reestruturação das suas atividades e da venda de alguns negócios e ativos.

Fonte: NHK