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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Heineken confirma negociações para comprar a Brasil Kirin

A companhia holandesa divulgou em nota que as discussões estão em andamento, mas que não pode haver certeza se um acordo seria alcançado

A cervejaria holandesa Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, afirmou nesta sexta-feira, 20, que está negociando a possibilidade de acordo para assumir as operações brasileiras da japonesa Kirin Holdings. O grupo japonês comanda 12 cervejarias no Brasil, entre elas a Schincariol.

A companhia holandesa divulgou em nota que as discussões estão em andamento, mas que não pode haver certeza se um acordo seria alcançado. Já a Kirin disse que continua concentrada  em sua expansão no Brasil, no entanto, a empresa considera alternativas, incluindo uma parceria ou vendas. O grupo  japonês tem perdido participação no mercado brasileiro, com quedas de vendas em 2016, além da moeda nacional enfraquecida elevando os preços e algumas matérias primas.

O analista de bebidas da Société Générale Andrew Holland afirmou que o principal incentivo da Heineken ao tentar expandir-se no país seria tornar-se o rival mais forte da AB InBev, Atualmente, O mercado de cerveja brasileiro é dominado pela AB InBev, a maior cervejaria do mundo, que tem uma participação de cerca de dois terços.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Nippon Steel afirma que não pretende deixar sociedade na Usiminas

Prestes a completar 59 anos de participação acionária na Usiminas, o conglomerado siderúrgico Nippon Steel não cogita deixar a companhia ou fatiá-la como solução para encerrar a briga judicial com seu principal sócio, o ítalo-argentino Ternium/Techint. 

No intervalo da agenda que cumpriu nesta quarta-feira em Belo Horizonte, o presidente da Nippon Steel & Sumitomo Metal no Brasil, Hironobu Nose, reafirmou o interesse do grupo japonês de manter a empresa mineira sob seu guarda-chuva, embora tenha admitido o futuro incerto da companhia. “A Nippon não tem a menor intenção de sair da Usiminas”, disse o executivo, na segunda conversa com jornalistas nos últimos dois dias, desta vez, na sede da siderúrgica na capital mineira.

O foco de ação definido pela Nippon, segundo Hironobu Nose, é encontrar o entendimento. “Não temos a intenção de conversar sobre separação e não estamos conversando sobre cisão da Usiminas”, repetiu várias vezes durante a entrevista.

O impasse que se arrasta não só compromete a gestão da companhia, como também requer acordo para que não haja impacto futuro no programa de reestruturação financeira da siderúrgica, admitiu o presidente da Nippon.

A Usiminas renegociou dívidas com bancos no ano passado e foi capitalizada em R$ 1 bilhão. A proposta na qual o grupo japonês insiste é de alternância de poder com sua sócia e foi recusada pela Ternium.

A Nippon se propôs a abrir mão da presidência executiva da siderúrgica, hoje nas mãos de Rômel Erwin de Souza, seu indicado, em favor do vice-presidente Comercial, Sérgio Leite, indicado da Ternium. Ao mesmo tempo, pela proposta, Rômel seria conduzido à presidência do Conselho de Administração.

As duas principais vagas seriam, então, ocupadas pela regra de alternância. Cada acionista indicaria um dos executivos por mandato estabelecido. A solução, já recusada pela Ternium, segundo a Nippon, seria a solução para a divergência básica entre os acionistas, na visão de Nose.

Cláusula do acordo de acionistas firmado pelas duas empresas prevê consenso na escolha dos presidentes executivo e do Conselho de Administração. “Não seria o caso de tirar a cláusula do acordo. Uma vez solucionando a indicação dos executivos, acreditamos que esta é a principal desavença”, afirmou o presidente do grupo japonês no Brasil.

A Nippon, por sua vez, rejeita firmemente a proposta feita pela Ternium no fim do ano passado de inserir no acordo de acionistas a chamada cláusula de saída. O mecanismo prevê, em caso de não haver consenso, que a empresa disposta a pagar mais pelas ações do outro acionista faça a aquisição.

Para a Nippon, de acordo com Nose, a fórmula prejudicaria a companhia, tendo em vista que além de levar à venda das ações a preços acima do valor de mercado da siderúrgica mineira, exigiria medidas imediatas da empresa para recuperar o capital nela investido, as quais poderiam levar a uma drástica redução de custos, envolvendo desemprego e grande sacrifício num Brasil em crise. 

Fonte: EM

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Equipe econômica prevê queda de 0,5% do PIB no 4º trimestre

BRASÍLIA - O Brasil completou em 2016 dois anos de recessão econômica, segundo cálculos do governo. A equipe econômica estima que a atividade encolheu 0,5% no último trimestre do ano passado em relação aos três meses anteriores.

Caso seja confirmado pelo IBGE, instituto oficial de estatísticas, em divulgação prevista para o dia 7 de março, o resultado será o oitavo negativo consecutivo nessa base de comparação e levará à queda de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

Para economistas, medidas microeconômicas anunciadas pelo governo no final do ano passado não devem reativar atividades no País

Apesar do peso negativo que esse dado arrastará para 2017, a área econômica está confiante de que haverá crescimento já no primeiro trimestre do ano. Uma fonte do governo compara a situação do primeiro semestre à do mesmo período de 2013, quando a desaceleração da economia ainda não se traduzia em números de atividade – o PIB cresceu 3% naquele ano.

Agora, a avaliação é de que a aceleração demorará a ser percebida pela população, embora já esteja em curso. Economistas, contudo, são mais cautelosos e avaliam que ainda não há sinais concretos de retomada, e o desemprego continuou crescendo no fim de 2016. Para eles, nem mesmo as medidas microeconômicas anunciadas no fim do ano passado devem reativar a atividade do País.

O governo acelerou a elaboração das medidas após crescente pressão para que o Ministério da Fazenda revertesse o quadro de perda de confiança na economia, reforçado justamente por mais um resultado negativo do PIB no terceiro trimestre. Uma das principais iniciativas adotadas foi a permissão de saques de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cuja estimativa de impacto é de R$ 30 bilhões – ainda não foi informado a partir de quando as retiradas poderão ser feitas.

Expectativa.“Apenas a autorização de saques das contas inativas do FGTS teria algum impacto marginal na atividade, mas não há nenhuma ‘injeção na veia’. O que pode ajudar a recuperação é a agenda de investimentos em infraestrutura, mas essas concessões só ganharão impulso em 2018”, avalia a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria Integrada.

“É muito difícil ainda, porque estamos na metade de janeiro e não há nenhum indicador do mês fechado. Ainda está muito no início para dizer se vamos ter crescimento positivo ou não de fato”, afirma a economista Solange Srour, da ARX Investimentos, que projeta avanço de 0,5% no PIB em 2017.

A Tendências, por sua vez, manteve a previsão de alta de 0,7% na atividade este ano, mas já considera o número otimista. “O cenário é bem desafiador justamente por conta do efeito de carregamento (uma espécie de herança estatística ruim de um ano para o outro). Para se chegar a essa expansão, seria necessário um crescimento médio de 0,6% em cada trimestre deste ano”, explica Alessandra.

Na média, as projeções de economistas de mercado giram em torno de crescimento de 0,5% este ano, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê alta de 0,2% para a economia brasileira este ano.

Todos os números são mais pessimistas do que o sustentado pelo governo hoje, que é de avanço de 1% em 2017. No entanto, como antecipou o Estado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já admitiu em conversas recentes com parlamentares que a economia pode crescer menos, algo como 0,5%.

O mais provável é que esse seja o valor a ser usado no decreto de programação orçamentária a ser editado em março, quando o governo terá de trazer suas contas para o cenário real da economia e definir o corte os gastos previstos no Orçamento. 

Fonte: Estadão

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Japonesa Sompo Seguros reforça presença no setor de transportes

Por Coluna do Broad

A despeito do aumento de roubos e cargas no Brasil, a japonesa Sompo Seguros ampliou sua presença no segmento de transportes. Enquanto o setor seguros de transportes cresceu pouco mais de 5%, a companhia deu um salto de mais de 70% entre janeiro e outubro de 2016 ante o mesmo período de 2015, com cerca de R$ 200 milhões em prêmios.

Arriscado
 
Para contornar a periculosidade do setor, a seguradora desenvolveu metodologia de trabalho que permite aceitar os riscos. Até outubro, o volume de indenizações pagas na área foi a R$ 1,3 bilhão, mais da metade do total de prêmios, de R$ 2,1 bilhões.

Fonte: Estadão