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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Japão testa carregadores USB dentro do metrô

O governo japonês está testando uma solução para o aumento de usuários com smartphones e a consequente necessidade por locais de carregamento de baterias. De acordo com a agência de notícias IT Media, os vagões do metrô de Tóquio contarão agora com pontos USB para que os passageiros conectem seus dispositivos.

A iniciativa não foi confirmada pelo setor de transportes japonês, mas muitas pessoas relataram ter visto o hub de carregamento.

Por enquanto, o serviço estaria disponível em apenas um trem, em fase de testes e sem previsão de encerramento. Ainda não se sabe se a ideia será estendida a outras linhas.

A ideia não é nova. Em diversos locais, incluindo no Brasil, já existem iniciativas no transporte público para permitir que as pessoas carreguem seus celulares. Assim como no Japão, elas funcionam para um número limitado de linhas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Japão vai unificar ícones de vasos sanitários para facilitar a vida dos turistas

Japão é um país que adora tecnologia. Nas Olimpíadas de 2020, por exemplo, os organizadores pretender oferecer internet 5G em todos os estádios e também planejam exibir o primeiro carro voador do mundo. 

Até mesmo os vasos sanitários são mega modernos por lá, já que diferentes empresas locais investem em funcionalidade excêntricas dos itens. No entanto, a Japan Sanitary Equipment Industry Association, um consórcio de empresas produtoras de encanamento, incluindo Toto, Panasonic e Toshiba, concordou, esta semana, em unificar a iconografia usada nos painéis de controle para banheiros japoneses.

A decisão foi tomada em resposta aos turistas estrangeiros que não entendem o motivo de haver tantos botões nos vasos. Em uma pesquisa de 2014, informa o The Guardian, um quarto dos turistas comentaram que não entendiam alguns dos botões e ícones. 

Os fabricantes de sanitários planejam implementar oito novos pictogramas nos modelos lançados a partir de 2017, com a intenção de tornar o sistema um padrão internacional. Atualmente, os vasos tecnológicos japoneses contem botões para levantar tampa, levantar o assento, flush, pulverizador traseiros, bidê e secagem, entre tantas outras ações.

O Japão está bem animado para os Jogos Olímpicos de 2020, que serão realizados na capital Tóquio. Inclusive, as medalhas terão um diferencial: serão produzidas a partir de smartphones reciclados. Tal lixo eletrônico, incluso também outros pequenos dispositivos, contém metais preciosos suficientes para produzir todas as medalhas da competição. Em 2014, a quantidade de metais preciosos recuperados de produtos descartados no país asiático somava 143 kg de ouro, 1.566 kg de prata e 1.112 toneladas de cobre, o principal componente do bronze.

Fonte: Tudocelular

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

No Japão, postos de abastecimento de carros eléctricos superam bombas de gasolina

Segundo reportagem publicada pelo conceituado jornal Japan Times, o Japão possui cerca de 40 mil postos de carregamento elétrico de automóveis movidos a bateria ou 6 mil unidades a mais que os postos de combustíveis convencionais.

O levantamento gerou certa polêmica entre as petrolíferas, governo e fabricantes de automóveis, especialmente pelo fato do índice ter desconsiderado o número de bombas de combustível em avulso de cada posto convencional, uma vez que cada unidade de abastecimento elétrico possui apenas uma tomada na vasta maioria dos casos - atendendo, consequentemente, menos automóveis.

Desta forma, se consideradas todas as bombas em detrimento ao número de tomadas, com certeza o resultado da pesquisa seria outro, até porque vários ''postos" elétricos relevados pelo estudo são de origem privada: ou seja, pertencem a uma família ou determinada smart community, não atendendo ao público/consumidor em geral.

Entretanto, quando consultada a respeito da pesquisa, a montadora Nissan declarou que, independentemente do resultado, tornara-se evidente que os carros híbridos e elétricos são uma realidade irreversível, devendo ditar o futuro do mercado nos próximos anos.

Apenas para efeito de comparação, os EUA ocupam o segundo lugar mundial em termos de estações de abastecimento elétrico de automóveis com cerca de 9 mil unidades ou 31 mil a menos que o Japão, índice que por si só atesta o verdadeiro nível de comprometimento do país nesta fonte alternativa de combustível.

Fonte: SAPO Portugal

Amazon lança plataforma de apoio às startups no Japão

Um grande número de startups tem desenvolvido uma série de produtos inovadores nos últimos anos. Entretanto, para participar efetivamente de qualquer mercado, as mesmas precisam conectar-se ao consumidor final, entregando inovação. E é aí que muitas vezes grandes produtos acabam tornando-se apenas "grandes promessas", justamente pela dificuldade das startups proverem ou garantirem a entrega eficiente das soluções ofertadas.

Sabendo desta dificuldade, a Amazon Japão anunciou nesta terça-feira, 17, o lançamento do website Amazon Lauchpad, especializado no suporte financeiro e logístico de produtos exclusivamente concebidos por startups.  

O primeiro Lauchpad foi lançado em 2015 nos EUA, sendo posteriormente co-desenvolvido em oito países (ao longo dos últimos dois anos), finalmente chegando ao Japão. O site consolida-se como uma espécie de intermediário, facilitando a compra, venda e entrega de mais de 4 mil produtos ofertados por cerca de 1,2 mil startups ao redor do globo. Sua interface amigável e familiar detalha não só os produtos, bem como a história das startups e suas equipes, igualmente provendo assistênicia no pós-venda e transações financeiras.

No Japão, a Amazon deve operar esta novidade em parceria da empresa de investimentos JVCA – Japan Venture Capital Association; Makuake Cloud Funding Plaftform; e Seed Accelerator ABBA Lab.

Para mais, acesse (em japonês):

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Hospi, o gentil robô da Panasonic, recebe visitantes e serve bebidas no Japão

A Panasonic desenvolveu um robô chamado "Hospi" que irá atender hóspedes em um hotel no Japão. Suas funções, além de sempre estar bem humorado para receber visitantes, é servir água engarrafada e anunciar o horário de passagens de ônibus para o aeroporto no lobby.

A criação da empresa não é somente para agradar visitantes locais, pois em 2020 o Japão irá sediar as Olimpíadas e precisará receber diversos turistas. Além de circular pelo hotel, Hospi irá "trabalhar" no Narita International Airport, principal aeroporto internacional de Tóquio. Lá, Hospi irá recolher as louças utilizadas no salão do aeroporto. 

robô foi projetado inicialmente para atender pessoas em hospitais, fornecendo medicamentos e suprimentos para pacientes e trabalhadores do hospital. Ele opera de forma autônoma e usa sensores para evitar a colisão com objetos no meio do caminho. Ele não recebe ordens de visitantes, pacientes ou qualquer outra pessoa que não seja seus "programador". Mas informa de situações importantes como horários do traslado hotel-aeroporto.

Panasonic tem trabalhado em HOSPI desde 2004, mas o robô não estava disponível para venda em geral para os hospitais até 2014. Ele se comunica em três línguas: japonês, chinês e inglês.

Fonte: Adrenaline

Japão aborta lançamento do menor foguete do mundo

Tóquio — A Agência de exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) lançou neste domingo, 15, um novo minifoguete de baixo custo, considerado o menor do mundo capaz de um satélite pôr em órbita, mas teve que abortar a operação por motivos técnicos.

O lançamento do foguete de 52 centímetros de diâmetro e menos de 10 metros de altura aconteceu no Centro Espacial de Uchinoura, na cidade de Kagoshima, mas minutos depois se decidiu não ativar a segunda etapa do voo, por não se receber informações do foguete.

O foguete de três estágios, que levava um minissatélite de observação da superfície terrestre, é uma versão melhorada do modelo de dois estágios SS-520 da JAXA, e seu lançamento custa a décima parte de um convencional.

A produção e custo de lançamento deste novo veículo, um projeto liderado pela JAXA mas no qual empresas privadas como a Canon estiveram envolvidas, se estima em cerca de 500 milhões de ienes (US$ 4,3 milhões), segundo a agência “Kyodo”.

Com um tamanho cinco vezes menor que um convencional, o foguete é projetado para pôr em órbita satélites de até 4 quilos a uma altitude de até 2.000 quilômetros.

A agência espacial japonesa tinha previsto realizar um primeiro lançamento na quarta-feira passada, mas então teve que ser adiado por questões climatológicas.

Fonte: Exame

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Por meio de fotos, pesquisadores japoneses conseguem capturar e recriar impressões digitais, facilitando o acesso a informações restritas

Em estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Informática do Japão (NII) evidenciou a possibilidade da captura de impressões digitais por meio de fotografias. 

Em entrevista concedida nesta semana ao jornal japonês Sankei Shinbun, o pesquisador Isao Echizen, alertou sobre a execução do até então inofensivo sinal de paz e amor, pose a qual, ele e sua equipe conseguiram identificar e recriar dados biométricos, aumentando a possibilidade do acesso a informações pessoais gravadas nos aparelhos celulares das pessoas.

De acordo com Echizen, a foto havia sido capturada com uma câmera digital a uma distância de aproximadamente três metros, onde a iluminação estava forte e deixava a ponta dos dedos em destaque, evidenciando as impressões digitais. O pesquisador afirmou que para a execução do método, tecnologias avançadas não são necessárias.

Em dezembro de 2014, o grupo Chaos Computer Club capturou a impressão digital da até então ministra de defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, através de uma foto a qual seus dedos possuíam enfoque. A polícia estadunidense também utilizou o método  como ferramenta auxiliar para investigações  em dezembro de 2016, o qual dedos falsos impressos em 3D e desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan,  foram usados para reproduzir a biometria de uma vítima de homicídio, possibilitando o desbloqueio de seu aparelho.

Proteção

A fim de proteger as pessoas desse tipo de fraude, os pesquisadores da NII estão desenvolvendo películas protetoras para os dedos feitas com óxido de titânio. Com essa criação, a tendência é que todos possam fazer as tarefas diárias utilizando a película, assim como acessar o celular, porém sem permitir a identificação das digitais em fotos. O lançamento do produto está previsto apenas para 2019.

Em entrevista ao site Mashable, Chaikin, afirmou acreditar que mesmo sendo um risco possível, o “roubo” de impressões digitais através de fotografias ainda é muito difícil de acontecer, já que para efetuar o processo, o individuo precisaria recriar a digital e adquirir o aparelho celular da vítima.

Fonte: IG

Japão obtém êxito na regeneração de células da retina

Depois de quase 4 anos de pesquisa, o Japão dá um passo muito importante na medicina  regenerativa por células tronco IPS. 

A doutora Michio Bandai, vice-líder do projeto, do Instituto de Física e Química Riken em Kobe, realizou uma coletiva de imprensa ontem, quinta-feira, 12, anunciando um feito histórico: o sucesso na regeneração de células da retina em ratos cobaias. 

O experimento mostra 2 ratos cegos, onde o que foi submetido ao tratamento foi capaz de perceber a claridade.

Poucas informações adicionais sobre o experimento foram divulgadas, até em virtude de uma possível proteção acadêmica, científica e intelectual do processo. Todavia trata-se de um importantíssimo passo no aprofundamento de estudos ligados à doenças e tratamento de retina e visão, justificando o devido alarde e destaque da comunidade científica mundial.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Empresa japonesa substitui mais de 30 funcionários por sistema de AI da IBM

Você já ouviu falar no Watson, um sistema de Inteligência Artificial da IBM? Aqui no Brasil, a companhia anda investindo na publicidade deste robô que em breve poderá roubar seu emprego.

A seguradora japonesa Fukoku Mutual Life demitiu 34 funcionários que serão substituídos pela plataforma, que será usada para calcular os pagamentos devidos aos segurados da companhia. O trabalho era feito de forma manual com os analistas. Graças ao Watson, a empresa espera aumento de 30% em sua produtividade.

Na seguradora, o Watson será útil para informações médicas, como tempo de internação, procedimentos realizados e histórico de pacientes para determinar o valor dos pagamentos que a seguradora deve fazer.

A Fukoku Mutual Life afirmou que o investimento trará retorno financeiro em menos de dois anos de implantação. Foram £ 1,4 milhão investidas, valor que corresponde a R$ 5,5 milhões,

O Watson usa o software IBM DeepQA e o framework Apache UIMA para rodar. O sistema foi escrito em diversas linguagens de programação, como Java, C++ e Prolog, e funciona com SUSE Linux Enterprise Server 11 utilizando o framework Apache Hadoop.

No Brasil, o Watson está sendo treinado "em português" pelo banco Bradesco. Vários apps também utilizam o Watson, como é o caso do Nutrino e o MeCasei.

Um estudo do Fórum Econômico Mundial indica que o avanço da tecnologia será responsável pela extinção de 5,1 milhões de empregos até 2020. O número corresponde apenas ao grupo de 15 nações mais desenvolvidas do mundo. Pois é, além do trabalho manual, como de ser recepcionista em hoteis e até mesmo manicures, os humanos terão até o trabalho intelectual substituído. 

Fonte: Onortao

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Japonesa NTT Docomo assina contrato com Intel e Ericsson para novos testes em 5G

A operadora japonesa NTT Docomo assinou acordo com a Intel e a Ericsson para avançar nos testes de rede com a tecnologia 5G, ainda que antes da padronização. Segundo anúncio da fornecedora sueca nesta quinta-feira, 5, os testes ocorrerão em diversas áreas de Tóquio já neste ano e com foco na aplicação de casos e em desempenho de radiofrequência. 

As empresas já estavam trabalhando na quinta geração de redes móveis em testes de campo, mas o novo acordo prevê o fornecimento de sistemas fim-a-fim incluindo baseband 5G, RAN virtualizado e core de redes. Já a Intel contribuirá com chipset e dispositivos de usuários. 

A frequência escolhida é a de 28 GHz, considerada uma das candidatas do Ministério de Relações Internas e Comunicações para aplicação em redes comerciais no Japão. Trata-se da mesma que a AT&T utilizará nos testes nos Estados Unidos (além da faixa de 39 GHz), mas que, no Brasil, é parte da faixa da banda Ka (de 27 GHz a 30 GHz). Nos EUA, a reguladora Federal Communications Commission (FCC) sugeriu a convivência entre os dois serviços, mas não explicou como isso ocorreria. Em abril, a Anatel descartou a aplicação da banda em serviços móveis. 

Fonte: Convergecom

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Robô substitui 34 funcionários de empresa no Japão

O IBM Watson, que a empresa define como uma plataforma de computação cognitiva, substituiu 34 funcionários de um escritório de seguros no Japão, de acordo com um jornal local. 

Este robot funciona com um software de análise de dados com inteligência artificial, que ajuda os gestores a tomarem decisões, entre outras centenas de funções. Essencialmente, este robot “pensa” como um ser humano e consegue interpretar textos, áudio, imagens e vídeos, mesmo que os mesmos não estejam estruturados. 

O Watson vai começar a funcionar este mês na Fukoku Mutual Life Insurance Company lendo documentos médicos e determinando pagamentos com base em ferimentos, históricos e procedimentos médicos.

O investimento inicial da operação é de 1,7 milhões de dólares com uma manutenção anual calculada em 128 mil dólares. A empresa espera poupar 1,1 milhões de euros por ano com a utilização do IBM Watson. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Japão deve ter 30 mil pontos de wi-fi até a Tóquio 2020

O Japão tem um plano ambicioso para dar a melhor conectividade possível aos turistas que chegarem ao país para a Olimpíada de Tóquio, em 2020. O Ministério de Negócios Internos e Comunicações japonês anunciou a intenção de estabelecer 30 mil pontos de acesso à internet via wi-fi em todo o território do país, nos próximos quatro anos, informou o jornal The Japan Times.

O plano de aumentar o número de pontos de acesso público à internet já existia, visando dar poder de comunicação às pessoas situações de emergência como terremotos e tsunamis. E foi intensificado com a Olimpíada em vista.

Segundo o responsável pelo plano do ministério, Go Katsuhata, 14 mil pontos já foram instalados, faltando os 16 mil restantes. Haverá poucos locais em que ao cesso à internet não será liberado para todos, como os que funcionarem em escolas.

Locais de grande fluxo de turistas que chegam ao Japão também são visados. Apesar de 86% dos principais aeroportos japoneses já terem acesso à internet, nas estações de trem o percentual cai para 32%. Nos ônibus, a taxa é de apenas 4%.

Fonte: Japan Times

sábado, 31 de dezembro de 2016

Nova tecnologia japnesa para dores musculares é apresentada na Expoatleta

Para quem deseja praticar exercícios físicos sem incômodos durante ou após os treinos, uma nova tecnologia para alívio das dores musculares foi apresentada na EXPOATLETA, feira onde os atletas que participaram da 92ª Corrida Internacional de São Silvestre fizeram a retirada dos seus kits oficiais para a corrida e ainda conferiram as novidades do segmento.

Fabricado com nanotecnologia japonesa, o produto acaba de chegar ao mercado brasileiro. 

Conhecido como Helical, o disco de silicone com nanotubos de carbono é aplicado sobre a pele. Ao entrar em contato com o músculo tensionado, absorve ondas eletromagnéticas, gerando energia térmica e o relaxamento da musculatura.

O dispositivo é ideal para pessoas que fazem exercícios físicos regularmente, pois alivia e previne as dores, sem prejudicar os treinos. "Os tratamentos não farmacológicos são geralmente considerados seguros porque têm efeitos adversos mínimos", diz o presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, Dr. Irimar de Paula Posso. 

Segundo a entidade, a atividade física regular, progressiva e com acompanhamento profissional ajuda a tratar, cuidar e prevenir esse desconforto, além de restabelecer o equilíbrio articular, lubrificar as articulações e fortalecer a musculatura. 

Fonte: Terra

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

As incríveis invenções que facilitam a vida de idosos no Japão

O Japão é o país com a maior proporção de idosos do mundo: mais de 26% da população tem 65 anos ou mais.

Em 2015, o número de pessoas com mais de 80 anos alcançou 10 milhões pela primeira vez, e a perspectiva é que o envelhecimento continue avançando.

Autoridades calculam que praticamente um terço da população japonesa será idosa em 2030.

Mas o Japão também é um dos países em que a terceira idade desfruta de melhor qualidade de vida - depois de Suécia e Noruega -, segundo informe de 2013 da HelpAge International, rede internacional de organizações pelo direito dos idosos.

E a forma como o país usa a tecnologia tem muito a ver com isso. Confira.

1. Códigos QR nas unhas para problemas de memória

A demência é uma das enfermidades que mais afetam as pessoas em terceira idade em todo o mundo.

Mas o país asiático encontrou uma solução para que, na medida do possível, pessoas afetadas por problemas de memória possam encontrar o caminho de casa caso se percam. 

Em Iruma, cidade ao norte de Tóquio, muitos moradores com demência senil estão sendo monitorados por meio de códigos de barra quadrados, os QR codes, instalados nas unhas dos dedos das mãos e pés.

Os QR codes também são conhecidos como "códigos de resposta rápida" (daí a sigla QR, iniciais de "quick response", "resposta rápida" em inglês) e armazenam informações pessoais em uma matriz de pontos ou em um código de barras bidimensional.

Esses códigos estão sendo colocados em adesivos de um centímetro, e reúnem dados do idoso, como endereço de casa e telefone de contato.

O serviço é gratuito e foi lançado em dezembro de 2016 pela primeira vez no país.

A tecnologia permite à polícia obter dados pessoais da pessoa apenas escaneando o código, que é a prova d'água e pode ficar grudado na unha por até duas semanas.

Segundo um policial relatou à agência de noticias AFP, o novo método tem vantagens em relação ao sistema anterior.

"Já existiam adesivos com QR codes para roupa ou sapatos, mas pessoas com demência nem sempre os usavam."

2. Carrinhos de golfe

Wajima, no oeste do país, acabou de lançar um novo serviço automático e gratuito de carrinhos de golfe para facilitar o deslocamento de moradores mais velhos.

O objetivo também é reduzir o crescente número de acidentes de trânsito, muitos causados por motoristas de idade avançada.

Com a medida, autoridades locais pretendem aumentar a segurança e também atrair turistas à cidade, uma pequena vila costeira.

Nos carros de golfe, controlados por um imã e um sensor integrado, os idosos podem se deslocar até três quilômetros a uma velocidade entre 6 e 12 km/h sobre uma faixa eletromagnética escondida sob a pista.

Os veículos têm motorista e possuem cortinas para proteger os passageiros da chuva e do vento, conforme informou o jornal japonês Asahi Shimbun.

Mas há um porém: o serviço opera apenas por quatro horas durante o dia e não está disponível à noite.

3. Robôs

O Japão é um dos países que mais investem em robôs para ajudar no cuidado com idosos. 

Em 2013, o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, anunciou investimento de cerca de US$ 18 milhões (R$ 59 milhões) para desenvolver esse tipo de tecnologia.

Mas mesmo naquela época o Japão já somava anos de investigação na área.

Em 2006, o Centro Riken de Investigação Científica para Assuntos Emergentes desenvolveu um robô-enfermeiro batizado "Ri-Man", cujos braços, feitos de silicone, permitem transportar pessoas mais velhas, entre outras funções.

"O país considera necessário construir robôs e sistemas para auxílio domiciliar à saúde. Sem eles o sistema de saúde do país não existiria", afirmou à BBC a cuidadora de idosos Yasuko Amahisa.

"Simplesmente haverá muitos idosos para cuidar, porque o país enfrenta uma redução drástica da taxa de natalidade, envelhecimento da população e perda dos laços familiares", acrescenta.

"E acima de tudo o Japão quer que seus sonhos sobre robôs domésticos se tornem realidade porque sua política é claramente contrária à imigração."

Mas a maioria prefere humanos às máquinas. Ou, em caso de defeitos das máquinas, os bichos.

Talvez por esse motivo um robô com aspecto de foca esteja fazendo tanto sucesso.

Esse bichinho mecânico, chamado Paro, não ajuda a lavar pratos ou transferir um idoso da cama à cadeira, mas oferece outro tipo de assistência fundamental: a sensação de companhia.

O robô foi projetado especificamente para ajudar pessoas com mal de Alzheimer e outros tipos de demência.

"Paro é meu amigo", diz à BBC Kazuo Nashimura, morador de asilo no Japão. "Gosto porque ele parece entender as emoções humanas."

Mas alguns veem os robôs como uma tecnologia que ameaça substituir cuidadores e parentes na atenção a entes queridos.

"Certos dispositivos robóticos podem melhorar a vida de uma pessoa que está sozinha", afirma Nick Hawes, especialista em robótica da Universidade de Birmingham, no Reino Unido.

"Mas isso não deveria eximir a sociedade de sua obrigação de encontrar novas formas de dar contato humano aos mais velhos", avalia.

"Pensar que poderíamos dar um robô a eles e não nos preocuparmos mais é um enfoque errado."

Fonte: BBC

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Japão lança com sucesso foguete para medir radiação espacial

Tóquio – O Japão lançou nesta terça-feira com sucesso um foguete plataforma de lançamento com um satélite destinado a estudar a energia dos elétrons do Cinturão de radiação de Van Allen, informou a Agência Aeroespacial japonesa (JAXA).

O foguete modelo Epsilon foi lançado às 20h local (9h, em Brasília) desde o centro espacial Uchinoura da JAXA na Prefeitura de Kagoshima (sudoeste), como tinha programado a Agência Aeroespacial japonesa.

O satélite, batizado de ERG (sigla em inglês de exploração da Energia e Radiação no Geoespaço), tem a missão de recolher informação sobre a origem dos elétrons altamente carregados que compõem os chamados cinturões de Van Allen.

Estes cinturões se encontram em certas zonas da magnetosfera terrestre onde se concentram as partículas carregadas, a uma altura de entre mil e 60 mil quilômetros acima da superfície de nosso planeta.

O projeto quer esclarecer o funcionamento dos elétrons com alta carga nesta região, assim como o desenvolvimento das tempestades solares às quais se unem, explicou a JAXA.

Fonte: Exame

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

China lidera posição global em uso de energia solar. Japão e EUA aparecem na sequência

A China continua com sua posição de liderança em instalações de energia solar e espera aumentar sua capacidade em mais de 7 gigawatts (GW), ou 4 bilhões de watts, a mais que no ano passado, de acordo com um novo relatório.

No ano passado, a China instalou 15,13GW de nova capacidade fotovoltaica (PV), alcançando capacidade solar cumulativa de 43,48GW, de acordo com a empresa de pesquisa GlobalData.

Neste ano, a capacidade cumulativa da China já ultrapassou 50,3GW. A capacidade instalada fotovoltaica do país aumentou cerca de 15 vezes desde 2011, quando tinha 3,30 GW de capacidade solar instalada.

O aumento massivo em instalações pode ser atribuído aos esforços da China em impulsionar energia verde e ajustar o mix energético que é dominado pelo carvão, de acordo com Ankit Mathur, diretor da divisão de energia da GlobalData.

Em 2016, a capacidade solar mundial instalada deverá aumentar em 70GW para 294,69GW, de acordo com a GlobalData.

Atrás da China, o maior mercado mundial de instalações solares fotovoltaicas é o Japão e os EUA.

Os EUA devem terminar 2016 com 40,61GW de capacidade solar acumulada, um aumento de 58,7% em relação a 2015 e um enorme aumento de 915% desde 2011. O Japão Têm 42,41GW de capacidade instalada, um aumento de 23% sobre o ano passado e 763% de aumento desde 2011.

Ao redor do mundo, há uma grande demanda por energia solar, com uma corrida global para lançar novos projetos na área.

A eficiência de painéis solares, ao lado de menores custos com silício, está baixando o custo das operações. 

Fonte: IDGNOW

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Universidade de Osaka inaugura centro de manipulação (edição) de genoma

Nesta quarta-feira, 12, a Universidade de Osaka abriu o seu centro de edição/manipulação de genoma. É a primeira universidade do Japão a estabelecer permanentemente um centro especializado em tal segmento.

A edição ou manipulação de genoma envolve uma complexa e controversa tecnologia que insere ou “deleta” DNA num determinado genoma de um organismo ou célula. Esta tecnologia permite alterar genes com grande precisão, contribuindo para pesquisas do gênero.

Contando com uma equipe de dez pesquisadores, a universidade já começou a estudar a eficiência e os benefícios da edição de genes em ratos. 

Segundo Yukio Kawahara, diretor responsável pelos trabalhos no centro: “A edição de genoma é apenas um dos campos na qual o Japão está pronto para competir com as demais nações do planeta.” “Nosso objetivo é tornar-se um centro de referência internacional na edição de genoma” completou.

Fonte: Japan Times