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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Japão deve ter 30 mil pontos de wi-fi até a Tóquio 2020

O Japão tem um plano ambicioso para dar a melhor conectividade possível aos turistas que chegarem ao país para a Olimpíada de Tóquio, em 2020. O Ministério de Negócios Internos e Comunicações japonês anunciou a intenção de estabelecer 30 mil pontos de acesso à internet via wi-fi em todo o território do país, nos próximos quatro anos, informou o jornal The Japan Times.

O plano de aumentar o número de pontos de acesso público à internet já existia, visando dar poder de comunicação às pessoas situações de emergência como terremotos e tsunamis. E foi intensificado com a Olimpíada em vista.

Segundo o responsável pelo plano do ministério, Go Katsuhata, 14 mil pontos já foram instalados, faltando os 16 mil restantes. Haverá poucos locais em que ao cesso à internet não será liberado para todos, como os que funcionarem em escolas.

Locais de grande fluxo de turistas que chegam ao Japão também são visados. Apesar de 86% dos principais aeroportos japoneses já terem acesso à internet, nas estações de trem o percentual cai para 32%. Nos ônibus, a taxa é de apenas 4%.

Fonte: Japan Times

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Iniciam-se as obras da futura linha Tóquio-Nagoya de trem bala por levitação magnética

Tóquio - As obras de implantação da linha Chuo Shinkansen de trem bala por levitação magnética (Maglev) ligando as cidades de Tóquio e Nagoya começam a ser executadas este ano no Japão com previsão de entrega em 2027. 

Estima-se que a nova linha e os novos Shinkansen deverão ligar ambas cidades ou 285,6 km por volta de impressionantes 40 minutos. A construção de um enorme túnel que cruzará os alpes da região de Minami é considerada a fase mais complexa do projeto e foi iniciada no dia primeiro deste mês.

A linha deverá conectar a estação de Shinagawa (um dos 23 distritos de Tóquio) cruzando cinco prefeituras: Kanagawa; Yamanashi; Shizuoka; Nagano e Gifu; até chegar ao seu destino final, a Nagoya, capital da prefeitura de Aichi.

Os comboios Maglev Shinkansen viajam a uma velocidade máxima de 505 km/h. E vale dizer que cerca de 80% do trecho será realizado através de túneis, que deverão "cortar" e ligar a região central do país.

A pesquisa sobre o Maglev Shinkansen começou em 1962 no já extinto instituto técnico para ferrovias do Japão. O projeto foi então herdado e assumido pelo grupo JR Tokai quando as linhas férreas do Japão foram privatizadas em 1987, sendo divididas em sete companhias ou "JR's" a partir de então.

Fonte: Jiji Press

Chairman do Keidanren aprova reforma trabalhista proposta por Abe

Tóquio – A reforma trabalhista proposta pelo primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, figura-se como um dos grandes desafios da sua gestão para 2017 e do país como um todo, alegou Sadayuki Sakakibara, chairman do Keidanren (Federação dos Negócios do Japão).

Segundo o mesmo, é preciso alinhar os interesses, criando um novo sistema (mais evoluído) que preserve a sociedade e os interesses econômicos nacionais, sem penalizar os trabalhadores.

O governo Abe elaborou, em dezembro, novas diretrizes de igualdade de remuneração por trabalhos iguais, num claro esforço para reduzir as diferenças salariais entre trabalhadores regulares e não regulares.

Sakakibara aprovou as diretrizes, afirmando que elas atem-se a diversos sistemas de remuneração e práticas de emprego no Japão. Entretanto, ressaltou "a necessidade de haver tempo suficiente, inclusive para as negociações de mão-de-obra" antes que os regulamentos legalmente vinculativos visando a igualdade de remuneração (por trabalho) sejam devidamente colocados em prática.

Fonte: Jiji Press

Cingapura vê pouca chance de acordo transpacífico sobreviver

CINGAPURA - O primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, disse no último sábado, 31, que as perspectivas de um acordo trans pacífico diminuíram e que o país continua a buscar outras formas de cooperação econômica.

"Outro grande foco tem sido o fortalecimento dos laços com os principais parceiros, para criar oportunidades para empresas de Cingapura e para a população", disse Lee, em sua mensagem de ano novo.

Ele destacou várias cooperações econômicas que estava buscando, incluindo um acordo comercial com um bloco de 16 países na Ásia, que engloba países como China e Japão.

O futuro do acordo transpacífico se tornou obscuro, por causa da oposição do presidente eleito Donald Trump, que disse que os Estados Unidos vão se retirar do grupo de 12 países em seu primeiro dia no cargo, em janeiro.

O acordo necessita da ratificação dos EUA para entrar em vigor. Quatro países do Sudeste Asiático, incluindo Vietnã, Cingapura, Malásia e Brunei, faziam parte do acordo comercial. Outros, incluindo Filipinas e Indonésia, manifestaram sua intenção de aderir.

Para que o acordo comercial tenha efeitos, é necessário que pelo menos seis países que representem ao menos 85% do Produto Interno Bruto combinado dos 12 membros fundadores ratifiquem o pacto em dois anos.

Sem os EUA, os 11 membros restantes não atingiriam essa condição.

O presidente Barack Obama havia enxergado a região de mais de 600 milhões de pessoas, com uma economia combinada de mais de US$ 2,5 trilhões, como um contrapeso à influência crescente da China. Assim, ele participou de reuniões anuais com os líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático.

O primeiro-ministro também disse que a economia de Cingapura deve crescer mais de 1% neste ano, mas menos do que o governo esperava. O governo esperava que a economia crescesse entre 1% e 1,5% em 2016. 

Fonte: Estadão

Apple busca telas de iPhone melhores nos arrozais do Japão

(Bloomberg) - A busca da Apple pela adoção de telas avançadas para a próxima geração do iPhone recai sobre um único fornecedor da região rural do Japão. 

Rodeada por arrozais na cidade de Mitsuke, na prefeitura de Niigata, a Canon Tokki possui praticamente um monopólio da fabricação das máquinas capazes de produzir telas com diodos emissores de luz orgânicos, que tornam possível conseguir telas com imagens mais nítidas e vibrantes com consumo menor de energia. Unidade da Canon, a companhia, que conta com 343 funcionários, vem aperfeiçoando há mais de duas décadas o equipamento de fabricação usado pelas produtoras de telas de OLED. 

Mas há um problema: a Canon Tokki tem uma fila de encomendas crescente mesmo após dobrar sua produção em 2016. O possível gargalo levanta questionamentos quanto à possibilidade de a Apple usar telas de OLED nos iPhones no ano que vem e dúvidas sobre a capacidade da empresa com sede em Cupertino, Califórnia, de conseguir novos fornecedores. A espera atual por uma máquina, que pode custar mais de 10 bilhões de ienes (US$ 85 milhões) cada, é de cerca de dois anos. 

"Estamos fazendo todo o possível para ampliar a produção e encurtar essa espera", disse o CEO Teruhisa Tsugami, acrescentando que a demanda dos fabricantes de telas, entre elas Samsung Display, LG Display e Sharp, continuará forte nos próximos três anos. 

A Apple vem fazendo preparativos para equipar seu próximo iPhone com telas de OLED, último capítulo de sua estratégia, agora familiar, de seduzir as pessoas para que atualizem seus celulares acrescentando novos recursos. Ao longo dos anos, as melhorias englobaram telas mais nítidas, identificação por impressão digital, telas sensíveis a pressão e chips customizados. 

A Apple planeja produzir pelo menos um novo iPhone com tela de OLED no ano que vem, no 10o aniversário do lançamento do smartphone, disseram pessoas com conhecimento do assunto. Embora esteja a caminho de ser a única fornecedora, a sul-coreana Samsung pode não conseguir produzir o suficiente devido às baixas taxas de rendimento combinadas à demanda crescente pelo iPhone. 

A Sharp e a Japan Display ainda estão trabalhando em procedimentos de testes para as telas de OLED e dizem estar a caminho de iniciar a produção em 2018. Nesta semana, a Japan Display recebeu ajuda de 75 bilhões de ienes de um fundo apoiado pelo governo que permitirá que a empresa invista na produção de telas de OLED. A Sharp está investindo 57,4 bilhões de ienes no desenvolvimento de instalações de produção de telas de OLED graças a um pacote de resgate da Foxconn entregue neste ano. 

Outras empresas japonesas provavelmente também terão papel importante na cadeia de abastecimento de telas de OLED. A Dai Nippon Printing e a Toppan Printing produzem máscaras de evaporação, a Nippon Electric Glass e a Asahi Glass fabricam substrato de vidro e a Idemitsu Kosan, compostos orgânicos. 

Essa rede de fabricantes que trabalha em elementos críticos de uma cadeia de abastecimento é um "exemplo perfeito do ecossistema industrial submerso do Japão", disse Alberto Moel, analista de tecnologia da Sanford C. Bernstein. "Isso vem à tona cada vez que há um terremoto no Japão e que a cadeia de abastecimento é repentinamente interrompida. Tomemos como exemplo a deposição orgânica a vácuo. Adivinha só, está a cargo de alguma empresa em Niigata." 

Título em inglês: Apple's Search for Better iPhone Screens Leads to Japan's Rice Fields 

Fonte: Bloomberg

Exportações do Japão apresentam maior alta em quase 2 anos

O Japão viu suas exportações em novembro crescerem no ritmo mais forte em quase dois anos, um movimento impulsionado por uma grande demanda na China, de acordo com dados divulgados este mês pelo governo do país, sinalizando que a terceira maior economia do mundo mantém-se em ritmo constante de crescimento.

Segundo o Ministério de Finanças japonês, as exportações saltaram 7,4% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, maior crescimento desde janeiro de 2015.

O resultado é devido, principalmente, ao aumento nas vendas externas de semicondutores, navios e autopeças, destaca o ministério em seu relatório.

Apenas para a China, as vendas japonesas cresceram 4,4% na mesma comparação, para 1,1 trilhão de ienes (US$ 9,3 bilhões), registrando o primeiro avanço em valor desde fevereiro.

As importações totais do Japão, por outro lado, tiveram queda anual de 8,8% em novembro, marcando o 23º mês consecutivo de contração.

Com isso, a balança comercial do Japão, ou a margem pela qual as exportações superam as importações, registrou superávit de 152,5 bilhões de ienes, bem menor que o saldo positivo de 227,4 bilhões de ienes previsto por analistas consultados pelo jornal financeiro Nikkei.

Japão quer aumentar fim de semana para evitar mais mortes

O país que cunhou a palavra “karoshi”, que significa “morte por excesso de trabalho”, quer que as companhias permitam que os funcionários terminem o expediente mais cedo na última sexta-feira de cada mês, para que eles possam sair e se divertir.

Na tentativa de limitar a carga horária de trabalho excessiva e estimular o consumo, o governo japonês e grupos empresariais estão lançando a campanha “Sexta-feira Premium”, programada para começar no dia 24 de fevereiro.

Embora não se saiba quantas companhias participarão, o maior grupo empresarial do país, Keidanren, escreveu às mais de 1.300 empresas que integram o grupo para estimular a participação.

O país que cunhou a palavra “karoshi”, que significa “morte por excesso de trabalho”, Um indício do quanto é difícil modificar os rígidos hábitos de trabalho do Japão: o Ministério da Economia, do Comércio e da Indústria (METI, na sigla em inglês), que está fomentando a ideia, ainda não decidiu se suas autoridades poderão aderir.

No entanto, o ministro do METI, Hiroshige Seko, disse: “Darei a meus secretários a ordem rigorosa de não marcar nenhum compromisso depois das 15 horas” na primeira Sexta-feira Premium.

Existe uma relação clara entre o tempo de lazer, as férias e o gasto, disse Toshihiro Nagahama, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute em Tóquio.

Se a maioria dos trabalhadores, inclusive os de empresas de pequeno e médio porte, participar, o consumo privado poderia aumentar cerca de 124 bilhões de ienes (US$ 1,6 bilhão) em cada Sexta-feira Premium, de acordo com os cálculos dele.

Isso poderia dar um impulso ao consumo privado, que responde por cerca de 60 por cento da economia.

No entanto, Nagahama disse estar preocupado com que os trabalhadores de companhias menores tenham dificuldade para sair mais cedo ou que simplesmente tenham que compensar o tempo em outros dias, o que limitaria o impacto da campanha.

Os trabalhadores japoneses normalmente usam apenas metade das férias remuneradas anuais a que têm direito. Em parte para contornar esse problema e fazer cumprir o tempo longe do trabalho, o Japão tem 16 feriados públicos por ano, mais do que países como os EUA e a França.

Fonte: Exame