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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Já parceira da Tesla, Panasonic quer produzir sensores para veículos autônomos

A Panasonic anunciou uma parceria com a Tesla há poucas semanas. De origem japonesa, a companhia irá investir US$ 256 milhões na fábrica da montadora em Nova York, especificamente em produção de células e módulos fotovoltaicos. No entanto, os orientais esperam que essa relação seja muito mais frutífera. 

A empresa japonesa está procurando se envolver na produção do sistema de auto-condução de Tesla, também, com uma proposta de colaboração no desenvolvimento de sensores. E isso não é mera especulação. O CEO da Panasonic, Kazuhiro Tsuga, foi quem detalhou o interesse em uma entrevista concedida nesta quinta-feira (19/01). Disse ele à agência Reuters:  "Estamos profundamente interessados ​​no sistema de auto-condução de Tesla. Esperamos expandir nossa colaboração desenvolvendo conjuntamente dispositivos para isso, como sensores."

Atualmente, a Panasonic é o parceira de fornecimento exclusivo da Tesla para baterias usadas em seus veículos, incluindo o Modelo S, já disponível no Brasil a um preço absurdamente alto há alguns meses, e o Modelo X. A companhia japonesa também fornecerá para o Modelo 3, que exigirá um aumento significativo na oferta, uma vez que a Tesla pretende vender 500.000 destes carros em seu primeiro ano.

Diversas empresas de tecnologia estão fazendo parcerias com montadoras de automóveis para criação de unidades autônomas. O Google anunciou o Waymo, feito em parceria com a Chrysler, e a Qualcomm confirmou que irá trabalhar com a Volkswagen.

Fonte: Tudocelular

Airbags da Takata voltam a causar acidentes, desta vez no Japão

Um motorista de um Honda Fit sofreu pequenas queimaduras na pele após um airbag da Takata ter expandido com força excessiva, liberando fragmentos metálicos pela cabine esta semana no Japão.

De acordo com a Reuters, a Honda, que confirmou o acidente, já informou a Takata sobre o ocorrido e as duas empresas estariam trabalhando juntas no caso. 

O problema dos air bags fabricados pela Takata afetam modelos de várias marcas no mundo todo, inclusive no Brasil. Por causa de defeito de fabricação, as bolsas, ao deflagrarem, podem liberar fragmentos metálicos, com risco de ferimentos graves para os ocupantes dos veículos. 

Estima-se que 100 milhões de carros pelo mundo estão equipados com air bags da empresa japonesa. Como uma tentativa de esconder os defeitos mortais de seus itens, a Takata admitiu-se culpada perante a justiça americana e terá de pagar 1 bilhão de dólares em multas.

Fonte: Estadão

Casal brasileiro faz sucesso no japão com e-commerce de sapatos brasileiros

Desde a década de 1980, o Japão passou a receber centenas de milhares de brasileiros, enviados para trabalhar nas fábricas do país asiático. Dois desses imigrantes foram os pais de Diego Utiyama, paulista de 29 anos. No entanto, ao contrário dos pais, Utiyama ganha a vida como empreendedor: ele e sua esposa, a mineira Aline Sakamoto Utiyama, 27, fundaram a Amora.jp, um e-commerce de sapatos brasileiros voltado exclusivamente para estrangeiros que moram no Japão.

Utiyama está no Japão desde 1998. “Vim para acompanhar meus pais, que buscaram melhores condições de vida aqui”, afirma.

Ele estudou em uma escola para imigrantes brasileiros até o ensino fundamental. “A escola era particular e o ensino aqui é bem caro. Por isso, eu me sentia desconfortável em ver meus pais trabalhando muitas horas por dia em um serviço pesado para me dar uma boa educação. Logo no primeiro ano do ensino médio, larguei a escola.”

Depois dessa decisão, Utiyama trabalhou em uma fábrica até os 20 anos. Na época, conseguiu mudar de emprego e virou assistente de recursos humanos.

A partir daí, a carreira do brasileiro começou a mudar. “Adquiri experiência em recrutamento, treinamento e seleção de talentos. Também concluí o ensino médio via supletivo”, afirma Utiyama. Em 2012, recebeu uma proposta para ser headhunter. 

Por mais que atuasse no setor de RH, Utiyama sempre acreditou que o e-commerce fosse uma boa oportunidade de negócio. “É um mercado de muito potencial. As pessoas estão cada dia mais confortáveis em comprar pela internet.”

A ideia de vender os sapatos veio de Aline. A esposa de Utiyama sempre gostou de sapatos brasileiros, mas não encontrava as marcas que gostava no Japão. Foi aí que, em agosto de 2015, surgiu a Amora.jp.

O e-commerce vende sapatos, botas, sandálias, chinelos e outros calçados de marcas como Beira Rio, Dakota, Moleca e Vizzano, dentre outros. A Amora.jp tem acordos de exclusividade com essas fabricantes no Japão.

Metade do público da loja é composto por clientes brasileiras e 30% das compras são feitas por estrangeiras. Segundo Utiyama, não é só a qualidade dos calçados que atrai a clientela. “Oferecemos produtos para mulheres que calçam números grandes para os padrões japoneses, do tamanho 38 ao 40”.

De acordo com Utiyama, o tíquete médio do site é de 5 mil ienes (R$ 140 na cotação atual). Neste ano, a empresa deve faturar 30 milhões de ienes (R$ 981 mil). “Só em 2016, mudamos duas vezes para centros de distribuição maiores e contratamos novos colaboradores”, diz ele.

Com relação ao futuro da Amora.jp, Utiyama espera, no curto prazo, aumentar a variedade de produtos e marcas do site, bem como seu faturamento.

Missões

Além da Amora, Utiyama tem outro projeto: a Spotted Recruit, uma empresa de recrutamento e seleção de talentos. A empresa foi fundada em junho deste ano. Na época, ele largou o emprego de headhunter e se dedicou totalmente às duas empresas.

O projeto é voltado para startups de tecnologia. “Quero que a empresa seja reconhecida não só como uma recrutadora, mas como uma fomentadora do empreendedorismo”, diz.

Segundo Utiyama, outra de suas missões é impactar positivamente na vida de outros brasileiros que moram no Japão. Para auxiliá-lo neste objetivo, o empreendedor criou o Meufuturo.jp, uma fanpage no Facebook com dicas de empreendedorismo e motivação. “Quero ajudar brasileiros que sonham com uma carreira fora das fábricas”, afirma.

Bolsa de Tóquio sobe pelo segundo dia consecutivo, após comentários de Yellen

A Bolsa de Tóquio fechou em alta pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira (19), impulsionada pela perspectiva de juros mais altos e de fortalecimento do dólar após comentários da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen.

O Nikkei, índice que reúne as empresas mais negociadas na capital do Japão, subiu 0,94%, a 19.072,25 pontos, depois de registrar ganho de 0,43% no pregão anterior.

Em discurso ontem, Yellen disse que demorar muito para elevar as taxas de juros pode levar a uma "desagradável surpresa" na forma de inflação. Dados publicados na quarta-feira mostraram que a inflação anual ao consumidor dos EUA ultrapassou 2% pela primeira vez em dois anos e meio em dezembro. A fala de Yellen reforçou a expectativa de que o Fed continuará aumentando os juros básicos este ano, após o ajuste do mês passado.

A expectativa de juros mais altos impulsionou ações de seguradoras em Tóquio: Dai-ichi Life Holdings e T&D Holdings avançaram 2,8% e 2,4%, respectivamente.

Além disso, o iene se enfraqueceu frente ao dólar durante a madrugada, favorecendo papéis dos setores industrial e de eletrônicos, caso da Sharp (+4,6%) e da Fanuc (+3,7%).

A Toshiba, por outro lado, sofreu um tombo de 16%, após notícia de que as perdas da empresa relacionadas a atividades de energia nuclear podem superar 500 bilhões de ienes (US$ 4,4 bilhões), mais do que se previa anteriormente.

Vice-ministro da Educação do Japão irá renunciar após escândalo envolvendo lobby em Universidade

O vice-ministro da Educação do Japão, Kihei Maekawa, irá renunciar após seu Ministério ter supostamente arranjado um emprego para um funcionário de alto escalão em processo de aposentadoria, o que configura uma violação à lei do serviço público.

A lei proíbe que autoridades governamentais auxiliem funcionários que estão se aposentando a encontrar um novo emprego, de forma a evitar o conflito de interesses com os setores regulados por eles anteriormente.

Entretanto, funcionários de alto escalão do Ministério teriam feito um lobby na Universidade de Waseda, em Tóquio, para que seu colega fosse contratado como professor.

O funcionário, que era diretor-geral do departamento de educação superior do Ministério, foi contratado pela universidade 2 meses após se aposentar em 2015.

Autoridades dizem que a comissão governamental de supervisão de reemprego afirmou que a seção de pessoal do Ministério e alguns de seus funcionários de alto escalão estão envolvidos.

Fontes dizem que o vice-ministro Maekawa irá renunciar ao alto cargo que ocupa para assumir a responsabilidade pelo caso.

O objetivo da lei do serviço público, revisada em 2007, é combater a prática do "amakudari", na qual os burocratas garantem empregos após a aposentadoria em setores que antes supervisionavam.

Fonte: NHK

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

No Japão, postos de abastecimento de carros eléctricos superam bombas de gasolina

Segundo reportagem publicada pelo conceituado jornal Japan Times, o Japão possui cerca de 40 mil postos de carregamento elétrico de automóveis movidos a bateria ou 6 mil unidades a mais que os postos de combustíveis convencionais.

O levantamento gerou certa polêmica entre as petrolíferas, governo e fabricantes de automóveis, especialmente pelo fato do índice ter desconsiderado o número de bombas de combustível em avulso de cada posto convencional, uma vez que cada unidade de abastecimento elétrico possui apenas uma tomada na vasta maioria dos casos - atendendo, consequentemente, menos automóveis.

Desta forma, se consideradas todas as bombas em detrimento ao número de tomadas, com certeza o resultado da pesquisa seria outro, até porque vários ''postos" elétricos relevados pelo estudo são de origem privada: ou seja, pertencem a uma família ou determinada smart community, não atendendo ao público/consumidor em geral.

Entretanto, quando consultada a respeito da pesquisa, a montadora Nissan declarou que, independentemente do resultado, tornara-se evidente que os carros híbridos e elétricos são uma realidade irreversível, devendo ditar o futuro do mercado nos próximos anos.

Apenas para efeito de comparação, os EUA ocupam o segundo lugar mundial em termos de estações de abastecimento elétrico de automóveis com cerca de 9 mil unidades ou 31 mil a menos que o Japão, índice que por si só atesta o verdadeiro nível de comprometimento do país nesta fonte alternativa de combustível.

Fonte: SAPO Portugal

Amazon lança plataforma de apoio às startups no Japão

Um grande número de startups tem desenvolvido uma série de produtos inovadores nos últimos anos. Entretanto, para participar efetivamente de qualquer mercado, as mesmas precisam conectar-se ao consumidor final, entregando inovação. E é aí que muitas vezes grandes produtos acabam tornando-se apenas "grandes promessas", justamente pela dificuldade das startups proverem ou garantirem a entrega eficiente das soluções ofertadas.

Sabendo desta dificuldade, a Amazon Japão anunciou nesta terça-feira, 17, o lançamento do website Amazon Lauchpad, especializado no suporte financeiro e logístico de produtos exclusivamente concebidos por startups.  

O primeiro Lauchpad foi lançado em 2015 nos EUA, sendo posteriormente co-desenvolvido em oito países (ao longo dos últimos dois anos), finalmente chegando ao Japão. O site consolida-se como uma espécie de intermediário, facilitando a compra, venda e entrega de mais de 4 mil produtos ofertados por cerca de 1,2 mil startups ao redor do globo. Sua interface amigável e familiar detalha não só os produtos, bem como a história das startups e suas equipes, igualmente provendo assistênicia no pós-venda e transações financeiras.

No Japão, a Amazon deve operar esta novidade em parceria da empresa de investimentos JVCA – Japan Venture Capital Association; Makuake Cloud Funding Plaftform; e Seed Accelerator ABBA Lab.

Para mais, acesse (em japonês):