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domingo, 30 de setembro de 2012

Tempestade deixa dezenas de feridos no Japão


Um forte tufão que se dirigia, neste domingo, para Tóquio deixou dezenas de feridos, apagões e trânsito parado no Sul e no Oeste do Japão. O Serviço Meteorológico do Japão informou que o tufão Jelawat chegaria na noite de domingo à região de Tóquio.

O serviço alertou sobre possíveis chuvas torrenciais e fortes rajadas de vento, aconselhando as pessoas a ficar em casa. A agência informou que a tempestade tinha ventos de até 128 quilômetros por hora ao passar pela zona metropolitana de Nagoya, no centro do país.

A prefeitura de Nagoya pediu o desalojamento de pelo menos 50 mil pessoas em razão do risco de enchentes devido à elevação do nível de seu rio. Mais de 10 mil pessoas foram evacuadas da cidade de Ishinomaki, na costa norte do Japão, que foi devastada pelo tsunami do ano passado.

Por causa do tufão, 145 pessoas tiveram ferimentos leves no Sul e no Oeste do Japão. Metade dos feridos estava no sul da ilha de Okinawa, segundo noticiou a rede de televisão NHK.

Dezenas de milhares de casas ficaram sem eletricidade. Dezenas de trens suspenderam seus serviços nas zonas costeras da periferia de Tóquio, e muitas lojas fecharam as portas na capital japonesa, na manhã deste domingo, enquanto a tempestade se aproximava. O otufão também poderia chegar na madrugada de segunda-feira ao norte do país e entrar no Oceano Pacífico.

(Associated Press)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Devon fecha parceria de US$ 1,4 bilhão com Sumitomo


A Devon Energy acertou hoje os termos para seu empreendimento conjunto de US$ 1,4 bilhão com a Sumitomo, do Japão. O negócio abrange 263 mil hectares, em dois campos: o de Cline e o de Midland-Wolfcamp, ambos nos Estados Unidos.

Os ativos consistem de reservas para exploração de petróleo não convencional, por meio do gás de xisto. Empresas americanas tentam focar na modalidade para evitar uma carência energética no país.

Esse é o segundo negócio que a Devon fecha em 2012 no esquema de parceria. “Os acordos que assinamos neste ano vão melhorar significativamente nossa eficiência de capital dos programas de exploração”, comentou John Richels, presidente da americana.

O plano prevê que a asiática invista o montante de US$ 1,4 bilhão em troca de 30% de participação nos campos, que pertencem hoje à Devon. Já foram aportados US$ 410 milhões à vista pela Sumitomo.

Para dar continuidade ao planejamento, que foi anunciado pela primeira vez em agosto, a japonesa também terá de injetar US$ 980 milhões no negócio, para as atividades de perfuração. Com isso, 79% dos custos do segmento serão pagos pela empresa.

A Devon será responsável por operar o empreendimento e 30% do total necessário para os investimentos virá da americana. A expectativa é que por volta da metade de 2014 a exploração já esteja em curso.

(Renato Rostás | Valor)

ONU reúne representantes de empresas em Curitiba


Nesta quinta-feira, 27, a câmara japonesa de comércio do Paraná participou do treinamento do Pacto Global da ONU, realizado no Instituto Superior de Administração e Economia – ISAE.

Contando com cerca de 40 pessoas, incluindo representantes de empresas como a Copel, Sanepar e Arauco do Brasil, o treinamento, ministrado pela secretaria executiva da ONU, Karla Correa, teve por objetivo instruir os participantes a respeito dos objetivos do pacto, além de elucidar como o mesmo pode auxiliar no desenvolvimento de políticas de sustentabilidade dentro da empresa.

SOBRE O PACTO

O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida pelo ex secretário-geral da ONU, Kofi Annan, com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção refletidos em 10 princípios. Essa iniciativa conta com a participação de agências das Nações Unidas, empresas, sindicatos, organizações não-governamentais e demais parceiros necessários para a construção de um mercado global mais inclusivo e igualitário. Hoje já são mais de 5.200 organizações signatárias articuladas por 150 redes ao redor do mundo.

As empresas participantes do Pacto Global são diversificadas e representam diferentes setores da economia, regiões geográficas e buscam gerenciar seu crescimento de uma maneira responsável, que contemple os interesses e preocupações de suas partes interessadas - incluindo funcionários, investidores, consumidores, organizações militantes, associações empresariais e comunidade.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Toyota e Nissan reduzem produção na China


Toyota e Nissan decidiram reduzir a produção na China em consequência das tensões entre Tóquio e Pequim, que afetam as vendas de automóveis japoneses, informaram as duas empresas nesta quarta-feira.

"Nossas filiais na China estão ajustando a produção em função da demanda", declarou um porta-voz da Toyota à AFP.

"Há um efeito da situação atual entre Japão e China sobre nossas vendas", admitiu.

A Toyota tem três unidades de montagem na China, que produzem aproximadamente 800.000 veículos por ano. A maior montadora japonesa também tem uma rede de 860 concessionárias em todo o país.

Uma fonte da Nissan disse que "com a atual situação do mercado e as próximas férias na China, a produção será suspensa de 27 de setembro a 7 de outubro".

A semana de 1º a 7 de outubro é de recesso na China, como parte das celebrações do aniversário da fundação da República Popular da China no dia 1 de outubro de 1949.

Fonte: Valor

Sharp aprova cancelamento de registro de ações em três bolsas do Japão


A fabricante de eletrônicos Sharp anunciou que seu conselho de diretores aprovou hoje o plano de cancelamento de registro das ações ordinárias da companhia nas bolsas de Nagoya, Fukuoka e Sapporo. Os papéis da empresa continuarão a ser negociados nas bolsas de Tóquio e Osaka.

A razão para a adoção dessa estratégia é o baixo volume de negociação dos papéis da empresa nesses pregões, informou a Sharp em comunicado. A companhia disse acreditar que o cancelamento não afetará substancialmente os acionistas e investidores.

No início desta semana, a agência Kyodo News teve acesso a um plano de reestruturação da Sharp, que inclui o corte de 10.966 postos de trabalho no Japão e no exterior. Entre outras medidas, a estratégia inclui ainda a venda de ativos, com o objetivo de gerar 213,1 bilhões de ienes até o fim de março de 2013.

No ano fiscal de 2011, encerrado em março de 2012, a companhia japonesa apurou o maior prejuízo líquido de sua história, de 376 bilhões de ienes.

Fonte: Valor

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Disputa já afeta vendas do Japão ao mercado chinês


Exportadores japoneses enfrentam atrasos em remessas para algumas cidades chinesas devido à intensificação das inspeções aduaneiras. O problema ocorre num momento em que continuam elevadas as tensões entre os dois países em torno de ilhas reivindicadas por ambos.

Os atrasos das remessas para a China foram causados pelo aumento das vistorias por parte dos funcionários alfandegários de Cantão, Xangai e Tianjin, disse ontem Yumiko Yoshimura, alto funcionário da Organização Japonesa de Comércio Exterior. No entanto, a situação mostrava-se normal em outras cidades importantes, como Pequim, Dalian e Qingdao.

A Kintetsu World Express, segunda maior empresa de transporte de carga do Japão, advertiu seus clientes sobre possíveis atrasos, embora não tenha recebido relatórios sobre problemas. A Sojitz, uma das maiores tradings especializadas em comércio com a China, disse estar acompanhando de perto a situação, mas informou não ter registrado quaisquer atrasos ou problemas relevantes.

O total da balança comercial entre China e Japão somou US$ 352 bilhões no ano passado. As tensões entre a China e o Japão se intensificaram no início do mês, quando o governo japonês comprou várias ilhas reivindicadas pelos dois países na porção oriental do Mar da China das mãos de donos japoneses. A medida visava barrar um plano mais ousado do governador nacionalista de Tóquio de comprar e desenvolver as ilhas, que são rodeadas por ricas áreas de pesca e de recursos naturais inexplorados. Mesmo assim, Pequim reagiu à aquisição prometendo "sérias consequências", e manifestantes chineses danificaram na semana passada lojas e fábricas de propriedade de japoneses na China.

Em 2010, em irrupção anterior de hostilidade em torno das ilhas, os produtos japoneses importados pela China enfrentaram maiores atrasos na alfândega. Pequim reagiu à prisão de um pescador chinês por parte do Japão impondo uma proibição de fato sobre suas exportações de terras-raras - matéria-prima especial utilizada na produção de equipamentos eletrônicos avançados.

O Japão enviou ontem um vice-ministro das Relações Exteriores para reunir-se com seu colega chinês. Por seu lado, a China disse pretender usar aviões não tripulados (conhecidos como "drones") para fazer a vigilância marítima até 2015, enquanto tenta aumentar sua presença em torno das ilhas desabitadas, chamadas Senkaku no Japão e Diaoyu na China.

Ele não deu detalhes sobre o teste, mas citou artigos da mídia estatal que disseram que a China pretende ter drones e bases de monitoramento instaladas até 2015. As reportagens não revelou quando os drones serão enviados para o entorno das ilhas.

O governo do Japão apresentou um protesto oficial à China ontem depois que quatro embarcações do país entraram em águas territoriais reivindicadas por Tóquio. Segundo a agência chinesa Xinhua, dois barcos civis de patrulha estavam exercendo o "direito de defesa" perto das ilhas - os outros dois barcos eram da vigilância pesqueira.

Fonte: Valor

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Toyota reduz produção da Lexus por causa de protestos anti-Japão na China


Por conta dos protestos e vandalismo contra itens de origem japonesa na China, a Toyota decidiu reduzir a produção da Lexus em casa.

A fim de reduzir as exportações para a China, a planta de Fukuoka deverá ter a produção diária reduzida de 1.300 para 1.000 carros.

A fábrica exporta 22% da produção para a Ásia, o que dá em torno de 66.440 carros de um montante de 302.000. A maioria vai para a China.

A Toyota planejava atingir 350.000 carros feitos em Fukuoka, mas a produção não deverá atingir esse nível. As vendas da Toyota na China caíram 30% depois do início dos protestos e ondas de vandalismo que se espalhou pelo país.

carros e concessionárias de marcas japonesas foram atacados, depredados e até incendiados por uma multidão enfurecida.

O motivo é a disputa entre China e Japão por um pequeno arquipélago no Mar da China Oriental, que foi nacionalizado recentemente pelo governo japonês.

Fonte: Valor