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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Produção global da Toyota cresce 144% em maio ante igual mês de 2011


SÃO PAULO - Com a demanda aquecida por incentivos do governo japonês, a Toyota reportou hoje que sua produção global cresceu 144% em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 860,8 mil veículos.

No Japão, a produção avançou 126%, enquanto a alta foi de 159% no resto do mundo. Segundo comunicado da montadora, foi o oitavo mês consecutivo de aumento no número de veículos produzidos pela companhia.

O crescimento nas vendas no Japão foi menor que a alta na produção, mas também expressivo, de 109%, na mesma base de comparação. De acordo com a Toyota, 176 mil unidades foram vendidas no país em maio.

(Ana Fernandes | Valor)

Sony vende unidade de produtos químicos no Japão por US$ 728 milhões


SÃO PAULO - Dando continuidade ao processo de reestruturação dos negócios, a Sony anunciou hoje um acordo definitivo para a venda da unidade de produtos químicos da companhia, incluindo a Sony Chemical & Information Device Corporation (SCID), ao Banco de Desenvolvimento do Japão. O negócio está avaliado em 58 bilhões de ienes (US$ 728,6 milhões).

A subsidiária fabrica materiais adesivos usados em televisores, câmeras e telefones celulares, além de produtos como discos óticos e fitas magnéticas. O acordo abrange as operações domésticas e no exterior da SCID.

Antes da conclusão da venda, a Sony vai transferir alguns de seus produtos químicos incluídos em outras operações do grupo à SCID. Ao mesmo tempo, outros negócios da SCID não relacionados diretamente ao segmento químico serão transferidos para a Sony.

Fechada essa etapa, uma holding constituída pelo Banco de Desenvolvimento do Japão irá adquirir a totalidade das ações emitidas pela SCID e outra subsidiária não especificada pela Sony, bem como as licenças para certas patentes da companhia relacionadas a essas empresas.

(Moacir Drska | Valor)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Visitas à Câmara: TRC Takada Co. Ltd.

No último dia 27 de junho (quarta-feira), o diretor da CCIBJ do Paraná, Fujio Takamura, recebeu a visita do diretor da empresa japonesa de metalurgia, TRC Takada Co., Ltd., Junya Takada, além do representante do banco japonês Iwata Shinkin Bank, Etsuo Ishikawa.

A empresa, fabricante de componentes automotivos derivados do metal como tanques de combustíveis, escapamentos, bandejas de bateria, catalisadores, entre outros,  vem dialogando com empresas paranaenses visando a constituição de uma possível joint venture. Para tanto, a Câmara vem dando todo o suporte necessário a cerca desta prospecção, seja mediando os diálogos com empresas locais, seja atendendo possíveis dúvidas em torno deste processo via vídeo conferência. 

Segundo Takamura, apesar do real interesse por parte da empresa, ainda é cedo para afirmar o estabelecimento de parcerias. "Não há dúvida de que a constituição e formalização de uma joint venture entre uma empresa local e do Japão demanda tempo e inúmeras reuniões. Todavia, é a segunda vez que o Sr. Takada vem ao Paraná, e isso transmite a todos os players envolvidos muita segurança e a certeza de que novos negócios poderão ser celebrados no futuro".

Para mais sobre a empresa, acesse:

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Inspirado no Japão, Recife terá 'bairro inteligente'


Em pleno horário comercial de uma terça-feira nublada, um casamento era celebrado com tranquilidade em uma praça de Yokohama, segunda maior cidade do Japão, localizada na região metropolitana de Tóquio. Normal? Pode-se dizer que sim, mesmo em se tratando de uma área com muitos edifícios empresariais imponentes, endereço de corporações como Nissan e Fuji Xerox, entre outras. Mais do que o enlace matrimonial, chamava a atenção a calmaria das ruas e avenidas, que destoava do cenário clássico da grande metrópole nipônica, em que formigueiros humanos se deslocam com impressionante rapidez e organização.

No fim do expediente surgem, enfim, milhares de japoneses com seus celulares e fones de ouvido, a maioria rumando para as modernas estações de trem e metrô que servem a região e dispersam a multidão com assustadora eficiência.

Os que preferem um transporte mais saudável simplesmente encostam a carteira em um dispositivo e alugam uma bicicleta pelo correspondente a R$ 2,50. Um cartão eletrônico dentro da carteira funciona como bilhete único, para pagamento de diversos serviços por aproximação. Quem segue de carro elétrico e precisa abastecer antes de ir para casa tem no estacionamento do shopping center local algumas opções de recarga: mais rápida, para os apressados, e mais completa, aos que tiverem tempo para um chá verde.

De dentro do shopping pode-se avistar os vagões do metrô chegando ao subsolo. Cidade e centro de compras se confundem outra vez quando se descobre que um dos principais corredores do shopping, coberto e cercado por lojas e restaurantes, é, na verdade, uma rua, com endereço e tudo. Na estação de trem, a esteira rolante que leva os passageiros à plataforma de embarque é movida a energia solar, captada por painéis instalados no telhado.

Japoneses investiram quase US$ 34 bilhões em 30 anos para criar a Minato Mirai 21, cujo PIB é de US$ 17 bilhões

As peculiaridades não param por aí em Minato Mirai 21, distrito de Yokohama conhecido como a primeira cidade inteligente do Japão. Um sistema de calefação e ar condicionado central serve quase 90 mil pessoas. Há ainda gestão automatizada do consumo de energia elétrica, museus, casas de espetáculo e áreas verdes. É esse o modelo japonês que a Odebrecht quer replicar no projeto Cidade da Copa, bairro inteligente que está sendo erguido em Pernambuco, no entorno do estádio que receberá os jogos do mundial de futebol, em 2014.

Assim como aconteceu no projeto nipônico, a Cidade da Copa tem como objetivo principal expandir os limites de uma capital que não tem mais para onde crescer, no caso, o Recife. A proximidade com a capital pernambucana, de 19 quilômetros, aliada à grande disponibilidade de terreno plano fizeram de São Lourenço o local ideal para a construção da cidade inteligente.

No Japão, Minato Mirai 21 começou a ser erguida há 30 anos com o propósito de atrair empresas e criar empregos em Yokohama, que era praticamente uma cidade dormitório de milhões de pessoas que trabalham em Tóquio. Diferentemente do que ocorrerá em Pernambuco, onde o empreendimento será desenvolvido ao redor de um estádio, a cidade japonesa cresceu no entorno do porto de Yokohama. Uma área imensa foi aterrada e a infraestrutura começou a ser pensada do zero, visando o longo prazo. Isso possibilitou um processo sustentável de expansão e absorção de tecnologias.

O alicerce para o desenvolvimento de Minato Mirai 21 foi a construção de imensos dutos subterrâneos, por onde passa toda a rede de água, energia e telecomunicações. Os dutos foram preparados para suportar, inclusive, um eventual projeto futuro de coleta de lixo a vácuo, já implementado em cidades como Barcelona. Em Pernambuco, infraestrutura semelhante já está sendo projetada. Há três semanas, o governo estadual se reuniu com representantes das concessionárias de água e luz e telefonia para avaliar o interesse dessas empresas em aproveitar as obras viárias em andamento na área da Cidade da Copa para instalarem, em conjunto, suas redes.

O projeto da Odebrecht para a Cidade da Copa prevê 18 mil residentes em 2025 e recursos iniciais de R$ 1,6 bilhão

Minato Mirai foi concebida com a meta de atingir, em 30 anos, uma população flutuante de 190 mil pessoas, sendo 10 mil com endereço fixo no distrito. "Ainda estamos longe do nosso objetivo em número de trabalhadores, que hoje são 90 mil, mas em população residente já alcançamos", explicou Takahiro Noda, presidente da UR - abreviação em inglês para Renascimento Urbano, espécie de autarquia do governo japonês dedicada ao setor imobiliário. A UR foi criada há 40 anos para implementar a versão nipônica do Minha Casa, Minha Vida. Terminado o projeto, segue atuando no desenvolvimento imobiliário.

De acordo com o executivo, o segredo para a sustentabilidade de um projeto como esse é a atração de empresas de grande porte, as chamadas âncoras, que garantem um grande fluxo de pessoas circulando todos os dias. No município de São Lourenço da Mata, onde está sendo construída a Cidade da Copa, já foi confirmada a instalação do novo campus da Universidade Estadual de Pernambuco (UPE) e de um hipermercado, que ainda não teve o nome divulgado, além de um shopping center. O objetivo, porém, é atrair muito mais do que isso.

O projeto da Odebrecht calcula uma população residente de cerca 18 mil pessoas no fim do projeto, programado para 2025. Apartamentos para classe média e alta, edifícios empresariais, lojas, arena multiuso, centro de convenções, parques e áreas de lazer fazem parte do megaempreendimento, que o grupo não pretende construir sozinho. Por meio do consórcio Arena Pernambuco, a Odebrecht pretende contratar outras empreiteiras interessadas em dar vida à Cidade da Copa.

A projeção atual é de que as primeiras fases do empreendimento demandem um investimento de R$ 1,6 bilhão. De acordo com o vice-prefeito de Yokohama, Nobuya Suzuki, em 30 anos foram aplicados em Minato Mirai 21 quase US$ 34 bilhões. Favorecida pela presença de gigantes como a Nissan, a cidade inteligente tem atualmente um Produto Interno Bruto estimado em US$ 17 bilhões.

Muitos concordam que, por si só, o planejamento de longo prazo e a eficiência dos serviços já fazem uma cidade inteligente. Mas é a tecnologia presente no dia a dia de Minato Mirai 21 que lhe assegura o título. Inspirada no modelo, a Odebrecht pretende ir além do que já existe na cidade japonesa. Por esse motivo, contratou a também nipônica NEC, principal empresa de tecnologia do país asiático, para dar todo o suporte tecnológico. A expectativa é que a parceria resulte na instalação de inúmeros sistemas inteligentes na Cidade da Copa.

Um dos recursos mais esperados é o sistema de vigilância baseado em reconhecimento facial. Câmeras equipadas com sensores ultrapotentes podem identificar na multidão um torcedor indesejado ou um convidado importante. Movimentos suspeitos também podem ser detectados, aumentando as chances de a polícia se antecipar aos acontecimentos. O sistema poderá ser implantado não só na arena, mas também nas ruas e condomínios da cidade.

"A NEC desenvolve cidades inteligentes em algumas partes do mundo, como na Índia, nos Estados Unidos e na Itália. Cada uma tem uma inteligência específica, como o transporte público na Índia e a gestão de energia nos outros dois países. No Brasil será a primeira vez em que estará tudo junto, porém com um enfoque na segurança", explicou o diretor da unidade de vendas internacionais da NEC, Shinya Kukita.

Na área de energia elétrica, a ideia é implantar sistemas de gestão do consumo, por meio da utilização de baterias de lítio de grande capacidade. A empresa ou residência gera a própria energia por meio de painéis solares, armazena nas baterias e depois gerencia livremente o consumo. Pode escolher, por exemplo, a melhor hora para usar a energia própria ou a que vem da rede tradicional de distribuição. O sistema mostra na tela todo o consumo e alerta para a necessidade de economia, quando for o caso.

Sistemas inteligentes de pagamentos eletrônicos, como o dispositivo por aproximação de um cartão, também estão no rol das negociações entre NEC e Odebrecht. Os sistemas poderão servir para a venda de ingressos para jogos de futebol e shows, mas também para jornais, bebidas ou qualquer outro produto ou serviço, como já acontece no cotidiano da terra do sol nascente.

O repórter viajou a convite da Odebrecht e da NEC.

Fonte: Valor

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sony vai investir US$ 1 bilhão para aumentar produção de sensores


SÃO PAULO - A japonesa Sony Semiconductor informou hoje que investirá aproximadamente 80 bilhões de ienes (US$ 1 bilhão) no centro de tecnologia da empresa em Nagasaki até setembro de 2013 para produzir sensores de imagem.

A nova unidade vai complementar a produção de semicondutores da companhia, que mantém fábricas em Kagoshima, Oita, Nagasaki, Kumamoto, Shiroishi-Zao e Higashiura, no Japão.

Do total a ser investido, aproximadamente 45 bilhões de ienes (US$ 564 milhões) serão aplicados no atual ano fiscal.

A unidade fabril terá capacidade para processar, por mês, 60 mil wafers (material semicondutor usado para produção de chip) para sensores de imagem. A produção será destinada ao consumo das divisões da Sony de eletroeletrônicos e a fabricantes de smartphones e tablets.

Fonte: Valor

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Nissan reduzirá sua capacidade de produção no Japão


A Nissan planeja cortar sua capacidade de produção no Japão em 15% a partir do próximo mês, revelou o diário Nikkei. A companhia automobilística irá fechar uma das duas linhas que possui em Oppama, Kanagawa. A capacidade anual de produção da empresa japonesa cairá de 1,35 milhões para 1,15 milhões de veículos. No entanto, a Nissa planeja aumentar a produção nacional no ano fiscal de 2012 em 2% interanual a 1,22 milhões de unidades, graças ao trabalho de horas extras e feriados de seus funcionários.

A montadora de Oppama produz anualmente 430.000 unidades e sete modelos entre eles, o Leaf. A produção do Note será transferida para a fábrica de Fukuoka enquanto a do Tiida deixará de ser produzida no Japão. Apesar do corte não haverá diminuição no número de funcionários, ressaltou o Nikkei. A Nissan ambiciona elevar suas vendas a nível global, que atingiram 4,84 milhões de unidades no ano fiscal 2011, a pelo menos 7,6 milhões para o ano fiscal de 2016.

A produção aumentará nos mercados emergentes como o chinês, brasileiro e russo.

Fonte: Valor

Japão tem 1º déficit comercial com a UE


O Japão registrou ontem o seu primeiro déficit mensal na balança comercial com a União Europeia (UE), o que ressalta a crescente vulnerabilidade da terceira maior economia do mundo às oscilações na demanda externa.

O déficit de 11 bilhões de ienes (US$ 139 milhões) na balança com a UE em maio, o primeiro desde o início dos registros comparáveis, em 1979, é a culminação de uma tendência de quatro anos na qual os enormes superávits do Japão com os seus mais importantes parceiros comerciais foram gradualmente desaparecendo.

Para analistas, apesar de ainda desfrutar de superávits com a Ásia (165 bilhões de ienes em maio) e a América do Norte (301 bilhões de ienes), os dois maiores blocos comerciais para exportações, o país não mais pode depender de uma balança positiva com a UE.

"Não temos nenhuma esperança em relação à Europa", disse Kiichi Murashima, economista-chefe do Citi em Tóquio. "A fraqueza nas exportações no mês passado teve uma base ampla, indo de químicos a maquinário." O déficit com a UE pode prosseguir pelo resto do ano, acrescentou Yuichiro Nagai, do Barclays de Tóquio, à medida em que a crise da dívida afeta a demanda pela zona do euro.

No geral, o Japão teve em maio um déficit comercial de 907 bilhões, 5,4% maior do que em relação ao mesmo mês de 2011, o qual foi atingido por interrupções na cadeia de suprimentos após o tsunami. Os dados podem ter graves implicações para o Japão. No curto prazo, analistas disseram que o cenário desalentador aumenta as chances de o Banco do Japão atuar no mês que vem no sentido de afrouxar a política monetária pela terceira vez desde fevereiro.

No longo prazo, o desequilíbrio pode tornar mais complexas as discussões entre UE e Japão para um acordo de livre-comércio. Pode também despertar de novo os temores quanto à sustentabilidade da sua dívida pública, a maior do mundo. Se a conta corrente entrar no vermelho, como já aconteceu duas vezes desde a crise do Lehman, o país se tornará um importador de capital, dependendo de estrangeiros para financiar, na margem, suas dívidas.

Fonte: Valor Econômico