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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Confirmada vinda de missão econômica do Japão a Curitiba em novembro

Coordenada pela Jetro (agência de fomento e comércio exterior do governo japonês), no dia 25 de novembro Curitiba estará recebendo cerca de 10 empresas japonesas co-relacionadas ao setor do meio ambiente e desenvolvimento sustentável (energias renováveis, reciclagem, purificação de água, armazenamento de energia, entre outros).

A missão faz parte de um roteiro de atividades propostas pela Jetro acerca do tema, que teve início no começo do ano com a visita do diretor de pesquisas econômicas da Jetro ao Brasil, Yoshiaki Usami.

Em fevereiro, através da mediação e suporte dado pela câmara, Usami esteve visitando entidades, empresas, e governo local na realização de pesquisa que culminou em um relatório onde Curitiba, ao lado de Taipei (Taiwan) e Estocolmo (Suécia), aparece como uma das melhores cidades do mundo para se investir no setor de meio ambiente.

Acrescenta-se ainda o fato do Brasil gozar de uma ótima reputação no cenário internacional, principalmente em função da realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, eventos que ajudaram a promover o país no exterior em termos de atração de novos investimentos. A adoção de políticas públicas em prol da utilização de fontes de energias renováveis como no caso do etanol como matriz energética, por exemplo, também chamam a atenção dos japoneses.

De acordo com Heberthy Daijó, diretor da câmara, a ideia é promover um encontro entre entidades congêneres, governo, e empresários locais. Ainda segundo Daijó, o roteiro do dia 25 já fora pré-estabelecido. "No período da manhã no Cietep, a Jetro, com o apoio do governo do estado e FIEP, através do C2i (Centro Internacional de Inovação) e CIN (Centro Internacional de Negócios), irá introduzir os propósitos da missão, apresentando oficialmente as empresas japonesas aos participantes do encontro. Em seguida haverá uma apresentação do governo do estado seguido da abertura de uma rodada de negócios entre empresários paranaenses e japoneses. Já no período da tarde, a comitiva irá realizar uma visita técnica a COPEL, para então partir de volta para São Paulo" finalizou.

Schedule do dia 25:

8h30 – Abertura
Representante da FIEP (15 min)
Representante do Governo do Estado do Parana (15 min)
JETRO (3 min)
9h05 - JASE
9h15 - demais empresas japonesas (8 min para cada empresa)
10h30–12h00 - Rodada de Negócios
12h15 – Almoço
13h45 – saída da FIEP
14h00 – Visita técnica na COPEL
15h30 – Em trânsito para o aeroporto
16h30 – chegada no aeroporto

Governo do Japão intervém para conter iene forte

SÃO PAULO - As autoridades japonesas atuaram no mercado de câmbio para aliviar a alta do iene em relação ao dólar. A informação foi passada pelo ministro das Finanças do país, Jun Azumi, que ressaltou que o Tóquio vai continuar agindo contra especuladores.

"As taxas de câmbio devem refletir suficientemente as condições econômicas reais de cada país e oscilarem dentro de uma faixa de bom senso", declarou, acrescentando que podem vir mais ações no câmbio até o governo estar satisfeito.

Na avaliação do Banco do Japão (BOJ, na sigla em inglês), a intervenção deve ajudar a trazer estabilidade ao mercado de câmbio. Um iene forte é motivo de preocupação para vários exportadores, uma vez que reduz seus lucros, e afeta a recuperação da economia depois do terremoto e tsunami em março.

A atuação, que seguiu uma realizada em agosto, veio depois de o iene registrar nível recorde de alta. Os investidores estão comprando moeda japonesa devido às inquietações com a economia americana e em meio às expectativas de o banco central dos Estados Unidos adotar mais medidas para ajudar a atividade do país.

Na quinta-feira passada, também com a intenção de aliviar o impacto negativo do iene valorizado, BOJ decidiu ampliar seu programa de compra de ativos.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Empresas do Japão escolhem Paraná para novos investimentos

Antes de visitar o Estado, as indústrias recebem dados ecônomico-tributários e operacionais, caso queiram se implantar em alguma cidade paranaense

Marly Higashi

Curitiba, 24/out - As indústrias japonesas estão chegando no Paraná. Grande celeiro agrícola e com o parque industrial em franca expansão, o Estado vem provando que São Paulo não é apenas a única meca de investimentos.

Desde a turbulência financeira mundial, ocorrida em 2008, 18 empresas de capital nipônico visitaram a região. Levaram às sedes japonesas dados econômicos para analisar a viabilidade de se fincarem em cidades paranaenses.

Ressalte-se, porém, que esse interesse pelo Estado vem se acentuando desde a última década, atestada pela vinda de empresas como a Kayaba do Brasil, Toshiba, Makita, SNR Rolamentos, e Jtekt (fusão). Atualmente, duas companhias, a Sumitomo Rubber e a Hamaya, estão em fase de implantação na Fazenda Rio Grande e a THK Rythm assinou o protocolo de intenção com o governo de Ponta Grossa.

A vinda de investimentos, gerando mais desenvolvimento e emprego ao Estado, não é o resultado apenas da emergência do Brasil no cenário mundial. É também o fruto do trabalho atuante da Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Japão do Paraná, tendo à frente o nikkei Yoshiaki Oshiro.

"Antes de se deslocar ao Brasil, as empresas nipônicas recebem todos os dados sócio-econômicos da cidade-alvo, informações sobre as cargas tributárias, operacionais, custo de fretes e até de terrenos", explica o presidente.

"Se precisar de indicadores complementares, podem se valer de e-mail ou videoconferência e ter o assessoramento na discussão do projeto e na sua viabilização, incluindo abertura formal de empresa, aprovação legal e contratação de serviços", detalha o diretor de projetos, Fujio Takamura.

"A Câmara atua como canal mediador, prospectando dados para auxiliar na agilização de decisões, já que a análise e a vinda de um empreendimento demandam tempo, sem contar que os japoneses são muito prudentes", pondera Heberthy Daijó, diretor de marketing.

A entidade criou um site, inclusive com versão em japonês: http://ccibj.com.br/.

Segundo Oshiro, a recente crise econômica mundial que desencadeou a alta do iene e a dificuldade no cumprimento dos contratos de fornecimento por parte das indústrias japonesas intensificaram essa vontade de aportar em novos continentes. "O tsunami que provocou o racionamento elétrico acelerou o processo", completa.

Como prova cita que a Jetro de São Paulo tem recebido três visitas por dia, correspondentes a 60 por mês. "É um número de peso que pode crescer mais, se considerar que existem 10 mil empresas nipônicas na China", se entusiasma.

Perfil das empresas

Na esteira desta mudança, os setores que mais tem despertado atração é o automotivo e o agrícola, sobretudo na área de tecnologia de alimentos. O Japão detém um know-how avançado em termos de reaproveitamento de resíduos de grãos. Próspera região agrícola, o Paraná pode ter papel importante em 2020, quando está prevista uma crise mundial no estoque de alimentos.

E se equivoca quem pensa que são apenas as multinacionais que estejam vindo. As pequenas e médias empresas também estão apostando no Estado. E uma das saídas, aconselhadas pela Câmara para aliviar custos de implantação, são as fusões ou parcerias, pois muitos empresários brasileiros correm atrás da melhoria da qualidade para elevar a competividade internacional. As parcerias com os associados da Câmara podem ser um grande empurrão.

Os interessados se instalam no Brasil não apenas para fornecer peças para as indústrias-mães japonesas. Um exemplo é a Kayaba que se associou com a empresa sul coreana Mando. Ela vai agora atender a Honda e a Hyundai do Brasil.

E a busca por localidades para instalação também vem se diversificando. Em compasso com o plano do governo do Paraná, que vem promovendo a interiorização do desenvolvimento, o órgão tem mostrado às missões empresariais a vitalidade econômica dos quatro pólos regionais: Londrina, Maringá, Foz de Iguaçu e Cascavel. Uma das vantagens da Câmara é o bom relacionamento com o governo estadual.

Obstáculos ao empreendimento

O presidente da entidade lembra que uma das preocupações dos japoneses é a carga tributária. Ele, porém, tem argumentado que é possível minimizar a cascata de tributos. Uma das saídas é recorrer ao sistema de ukeoigaisha (terceirização) ao qual os japoneses estão acostumados.

Outro receio é a ocorrência de greves. "É possível também criar mecanismos que estimulem a fidelização e a profissionalização dos trabalhadores", comenta. Outra dúvida dos empreendedores recai sobre a garantia da sustentabilidade das leis por temerem que elas mudem com uma simples canetada.

Frente aos receios, Oshiro recomenda que as empresas relevem os resultados lucrativos que as antecessoras vem obtendo, ressaltando que o Paraná e o Brasil devem ser vistos dentro de um contexto maior de atrativos como população, renda per capita. E o ambiente propício a investimentos no Brasil tem fortalecido a cooperação entre as diversas câmaras.

Oportunidade para dekasseguis

Com a chegada dos investidores japoneses ao Brasil, crescem as oportunidade de emprego para os dekasseguis. A Câmara pretende firmar convênio com o Instituto Federal para treinamento dos retornados.

Os interessados a alguma vaga de emprego podem cadastrar o currículo no site da entidade, destacando as habilidades em que se especializaram no Japão. Em parceria com a Associação Brasileira de Dekasseguis de Curitiba, o órgão encaminhará os currículos conforme o perfil desejado pelas empresas. Não há compromisso de colocação.

Fonte: http://www.alternativa.co.jp/

Participe: I° Encontro de Jovens Nikkeis do Paraná promovido pela CCIBJ do PR

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Acidente no Japão liberou o dobro da radiação estimada na atmosfera

NOVA YORK – O desastre nuclear de Fukushima liberou na atmosfera uma quantidade até duas vezes maior de substâncias radioativas nocivas do que o estimado pelas autoridades japonesas, alcançando mais de 40% do total de Tchernobil, segundo um relatório preliminar do Instituto Norueguês para Pesquisas do Ar.

A estimativa sobre os níveis muito mais altos de radioatividade do césio-137 veio de uma rede mundial de sensores. O autor do estudo, Andreas Stohl, disse que a estimativa do governo japonês usou apenas dados no Japão e que não inclui as emissões descarregadas no mar. O césio-137 é perigoso porque pode durar décadas no ambiente, liberando uma radiação cancerígena.

O estudo não considera as implicações para a saúde da radiação. Os efeitos no longo prazo do acidente nuclear ainda não estão claros por causa da dificuldade de medir a quantidade de radiação absorvida pelas pessoas.

Na metade do ano, o governo japonês estimou que o acidente nuclear de 11 de março de Fukushima liberou 15 mil terabecquerels (uma medida de radiação) de césio. O novo relatório de Stohl e seus coautores estima que cerca de 36 mil terabecquerels foram emitidos até 20 de abril. Isso representa cerca de 42% da radiação liberada em Tchernobil, diz o relatório.

Stohl observou também que seu estudo descobriu que as emissões de césio-137 caíram abruptamente quando os trabalhadores começaram a jogar água sobre as piscinas com combustível nuclear usado de um dos reatores. Isso desafia a avaliação inicial de que a piscina não estava emitindo radiação, diz o autor do estudo.

O relatório diz ainda que um quinto do césio caiu sobre o solo no Japão, enquanto a maior parte caiu no oceano Pacífico. Apenas cerca de 2% das partículas caíram em solo fora do Japão. Parte da radiação do acidente foi detectada em Tóquio e nos EUA, mas os especialistas não acreditam que isso vá trazer consequências significativas para a saúde dos moradores dessas regiões. Mesmo assim, as preocupações relacionadas com a radiação são fortes no Japão. Muitos pais de crianças pequenas em Tóquio estão preocupados com a descoberta de focos de radiação apesar das autoridades afirmarem que não representam risco à saúde.

(Associated Press)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Visitas à câmara: Revista Alternativa

Representando a revista Alternativa, uma das mais lidas em língua portuguesa no Japão, a repórter Marly Higashi esteve nesta quarta-feira (26) vistando a sede da câmara em Curitiba.

Realizando uma reportagem sobre o papel da entidade no que diz respeito a atração e mediação de investimentos japoneses no Paraná, Higashi entrevistou o presidente da câmara, Yoshiaki Oshiro, o diretor de projetos, Fujio Takamura, e o diretor financeiro e de marketing, Heberthy Daijó.

Enfrentando uma das maiores recessões dos últimos anos, as empresas japonesas vem expatriando seus investimentos, buscando em países como o Brasil, novas oportunidades comerciais e industriais. De acordo com Higashi, não só o Japão, mas a Ásia como um todo vem sofrendo com a instabilidade climática, o que acrescenta ainda mais a necessidade desta "fuga" do capital privado.

Conhecida como a "Detroit do Leste" pelo fato de abrigar as maiores montadoras de automóveis do mundo, recentemente a Tailândia sofreu a maior inundação dos últimos 50 anos devido as fortes chuvas que atingiram a região, deixando oito montadoras japonesas inativas por período indeterminado.

Por consequência, Honda, Toyota e Nissan, já anunciaram a constituição de novas fábricas em outros regiões. Sem as peças, a Toyota decidiu reduzir as atividades na Indonésia (20%), Filipinas (60%) e no Vietnã. Parada desde o dia 10, ela deixou de produzir 37.500 carros, correspondentes a 6% do total fabricado nas linhas da Tailândia. A Honda também desacelerou a filial na Malásia.

Higashi afirma que a fábrica da Nissan no Rio de Janeiro anunciada este mês já pode ser vista como um exemplo do expatriamento de investimentos asiáticos em outros continentes, sendo, portanto, o trabalho realizado pela câmara de fundamental importância para atração destes ao Paraná.

Site oficial da Revista Alternativa:

Banco do Japão amplia programa de compra de ativos

SÃO PAULO - O Banco do Japão (BOJ, na sigla em inglês) decidiu ampliar seu programa de compra de ativos em 5 trilhões de ienes, para 55 trilhões de ienes (US$ 720 bilhões). Os recursos extras vão ser usados na compra de títulos do governo japonês. Na nota que trouxe a medida, consta também a manutenção da taxa de juro do país entre zero e 0,1%.

A autoridade monetária japonesa observou que a atividade econômica doméstica segue acelerando, conforme os gargalos do lado da oferta vão sendo gradualmente resolvidos, mas os problemas da dívida europeia e a apreciação expressiva do iene a levaram a rever suas previsões de crescimento.

Para este ano fiscal, o BOJ espera que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 0,3% neste ano fiscal, em vez de 0,4%. Para 2012 fiscal, a estimativa é de expansão de 2,2%, em lugar de 2,9%. Em 2013 fiscal, a economia deve ter ampliação de 1,5%.

Com relação ao comportamento dos preços ao consumidor, a instituição espera que o indicador que mede essa variação de preços tenha uma leitura ao redor de zero no atual calendário fiscal e avance moderadamente à frente.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)