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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Japoneses estreiam shopping on-line no Brasil

SÃO PAULO - A Rakuten, maior empresa de comércio eletrônico do Japão, inicia em novembro a operação de um negócio inédito no país: o shopping on-line. Como num shopping físico, o on-line reúne diversos varejistas em um mesmo lugar, mas cada lojista terá uma página com identidade visual própria.

“No futuro, em torno de dez anos, o Brasil será um dos mercados mais importantes para nós”, afirma Hiroshi Mikitani, CEO da Rakuten. A empresa atua em nove países hoje e pretende estar em 27 num prazo de cinco anos. Em 2010, teve lucro líquido de 428,9 milhões de dólares.

Em junho, a Rakuten adquiriu 75% da brasileira Ikeda, especializada na criação de softwares para lojas eletrônicas. A Ikeda continua com o seu negócio original, operado pela Rakuten Commerce Service, e o shopping virtual será gerido pela Rakuten Shopping Online. O presidente da companhia no país é Ricardo Ikeda, que fundou e comandava a companhia com seu sobrenome.

(Adriana Meyge | Valor)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Produção industrial do Japão cresce 0,6% em jul, menos que o esperado

TÓQUIO – A produção industrial japonesa cresceu 0,6% em julho em comparação com junho – dado sazonalmente ajustado –, marcando o quarto mês seguido de expansão do setor, segundo informou o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão.

Contudo, o resultado ficou abaixo da expectativa de expansão de 1,5% dos economistas entrevistados pela Dow Jones e pelo Nikkei, revelando que as restrições no abastecimento de energia elétrica reduziram o ritmo de crescimento do setor industrial.

Segundo a pesquisa realizada pelo Ministério, as empresas projetam um crescimento de 2,8% na produção em agosto, o que representa uma pequena melhora em comparação com a projeção de 2,2% apontada em julho. Porém, para setembro, os empresários estimam uma queda de 2,4%.

Fonte: Valor / Dow Jones

Produção de Coreia do Sul e Japão em julho desaponta

A produção industrial de Japão e Coreia do Sul apresentou desaceleração em julho. O fraco desempenho de duas das maiores economias da Ásia vem ampliar os receios sobre a recuperação da economia global.

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão anunciou ontem que a produção industrial do país teve uma expansão de apenas 0,6% em julho, na comparação com junho. Contribuíram para o fraco desempenho a alta do iene, que prejudica as exportações, o racionamento de energia, ainda em função do terremoto de março, e a queda na demanda global.

Na Coreia do Sul, a produção industrial apresentou recuo de 0,4% em relação à atividade registrada em junho, de acordo com a Statistics Korea. A agência estatal de estatísticas sul-coreana também informou que a inflação subiu de 4,7% em julho para 5,3% no mês passado, superando as expectativas de analistas.

A alta dos preços agrava o dilema do Bank of Korea (o banco central do país) de aumentar a taxa de juros num momento em que a demanda global em retração põe em cheque a produção industrial da nação e abala a confiança de consumidores e empresas.

Fonte: Agências Internacionais/Valor

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Comitiva do Consulado Geral do Japão e câmara realizam visitam cidades do interior

A convite do Cônsul-Geral do Japão para os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Noboru Yamaguchi, o presidente da câmara, Yoshiaki Oshiro, esteve neste final de semana visitando prefeituras e participando de eventos culturais em 5 cidades do interior do estado: Assaí, Londrina, Mauá da Serra, Arapongas e Apucarana.

O tour teve início em Assaí na última sexta-feira (26), na visita oficial ao prefeito Michel Bomtempo. Em seguida, a comitiva participou da abertura da Exposição Estadual de Ikebana, em seguida deslocando-se à Londrina.

Já no sábado pela manhã (27), ainda em Londrina, a câmara ofereceu um café da manhã ao empresário Atsushi Yoshii, proprietário da A.Yoshii Engenharia (empresa associada), e equipe do consulado, apresentando os trabalhos que vem sendo realizados pela entidade em prol da promoção e mediação de investimentos japoneses na região.

No período da tarde, a comitiva partiu para Mauá da Serra, onde foram recebidos pelo prefeito Hermes Wicthoff. Na sequência, a mesma fez uma série de visitas na região, passando desde a sede da Sementes Mauá (um dos maiores produtores privados de grãos do estado) à Praça da Lagoa Bonita. No começo da noite, a comitiva desembarcou em Arapongas, visitando o Hospital João de Freitas e participando do jantar oferecido pela Associação Cultural e Esportiva de Arapongas.

No domingo, a série de visitas na região teve desfecho em Apucarana, na cerimônia de abertura do 13° encontro de Senhoras Nikkeis do Paraná, na Associação Cultural e Esportiva de Apucarana. O evento contou ainda com as presenças do deputados estaduais e federais, Teruo Kato e Luiz Nishimori, ambos diretores da câmara.

Partido Democrata elege Yoshihiko Noda o novo premiê do Japão

TÓQUIO – O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, foi eleito primeiro-ministro nesta segunda-feira pelo Partido Democrata, que governa o país.

Aos 54 anos, Noda, conhecido por ser um conservador na área fiscal, derrotou em segunda votação o ministro de Economia e Comércio, Banri Kaieda, por 215 votos contra 177, depois que nenhum dos cinco candidatos iniciais conseguiu obter a maioria.

Na primeira votação, Noda havia obtido 102 votos e Kaieda, 143. O resultado deixou de fora o ministro de Relações Exteriores, Seiji Maehara, que era o favorito da opinião pública. Kaeida, por sua vez, tinha o apoio de Ichiro Ozawa que, embora atualmente afastado do partido enquanto aguarda julgamento em um escândalo de levantamento de fundos, exerce forte influência sobre boa parcela dos correligionários.

Os outros candidatos eram o ministro de Agricultura, Michihiko Kano, e o de Transportes, Sumio Mabuchi. Poucas diferenças notáveis surgiram entre os cinco durante as entrevistas coletivas e o debate que ocorreram neste fim de semana. De modo geral, suas falas estiveram carregadas de retórica, mas carentes de propostas concretas. Todos prometeram reativar a economia japonesa e dar mais apoio aos esforços de reconstrução.

Noda será o sexto primeiro-ministro do Japão em cinco anos. Como tarefa, terá de enfrentar a crescente dívida nacional e pôr um fim à crise nuclear, que provocou o deslocamento de 100 mil pessoas. Ele sucede Naoto Kan, que havia renunciado na sexta-feira depois de pouco mais de um ano no cargo e em meio a críticas públicas sobre o modo como lidou com o tsunami e a subsequente crise nuclear.

(Associated Press)

Vendas no varejo crescem 0,7% em jul no Japão; desemprego sobe a 4,7%

TÓQUIO – As vendas no varejo no Japão cresceram 0,7% em julho em comparação com igual mês de 2010, marcado o segundo mês seguido de aumento nas vendas, segundo informou o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país. Esse aumento foi atribuído em grande medida a um crescimento nas vendas de máquinas, que registrou um ganho de 9,9% ao ano.

As vendas das grandes varejistas japonesas cresceram 0,8% ao ano em julho
Em junho, as vendas no varejo cresceram 1,2% ao ano. As vendas dos grandes varejistas avançaram 0,8% ao ano em julho, segundo o relatório do governo.

DESEMPREGO SOBE EM JULHO

Em outro relatório, o governo japonês informou que a taxa de desemprego sazonalmente ajustada subiu para 4,7% em julho, de 4,6% em junho. A previsão de consenso dos analistas entrevistados pela Dow Jones era de manutenção da taxa em 4,6%.

Segundo a Associated Press, o resultado da pesquisa de desemprego reflete a fragilidade da terceira maior economia do mundo, que sofre os efeitos da forte valorização do iene e crescente incerteza sobre a perspectiva econômica global.

Contudo, o dado real de desemprego pode ser pior, uma vez que o dado divulgado nesta terça-feira não inclui as três cidades mais atingidas pelo terremoto e tsunami de 11 de março: Iwate, Miyagi e Fukushima.

(Suzi Katzumata | Valor, com AP e Dow Jones)

Eleição de Noda para premiê do Japão desperta preocupação na China

TÓQUIO – Yoshihiko Noda foi eleito hoje, pela câmara baixa do parlamento japonês, o sexto primeiro-ministro do país em cinco anos. Ele terá tantos problemas pela frente que a última coisa que precisa é de relações complicadas com a China.

Ainda assim, Noda é visto com preocupação pelo país vizinho, que também é o maior parceiro comercial do Japão. A imprensa chinesa, de modo geral, tem retratado Noda como um nacionalista da direita e prevê um período de relações complicadas entre Japão e China.

O novo premier japonês é retratado pela imprensa chinesa como um nacionalista da direita
Até mesmo os jornais mais liberais destacaram, por exemplo, um comentário que Noda fez em 2005 e que reiterou este mês, defendendo que os líderes da Segunda Guerra que são homenageados no memorial Yasukuni, em Tóquio, não sejam mais considerados criminosos.

“Um falcão tornou-se primeiro-ministro no Japão”, escreveu o nacionalista Global Times. As visitas de políticos ao memorial costumam enfurecer os vizinhos do Japão, que veem o local como a glorificação do militarismo e um sinal da incapacidade japonesa de abandonar seu passado imperialista.

Em editorial contundente, a agência de notícias oficial da China, a Xinhua, pediu a Noda que não ignore os “principais interesses” de Pequim, que não visite Yasukuni e que reconheça o suposto direito da China sobre as ilhas Senkaku, no Mar do Leste da China, que hoje são controladas pelo Japão.

Noda não visitou Yasukuni este ano e analistas japoneses acreditam que ele não fará isso agora que é premiê. Para o professor de ciência política da Universidade Sophia, em Tóquio, Koichi Nakano, Noda poderá até mesmo minimizar seus comentários anteriores sobre o memorial.

“Muita gente aprendeu a lição com a ‘era do gelo’ de Koizumi’”, disse ele, referindo-se ao ex-primeiro-ministro Junichiro Koizumi, que visitou o memorial e manteve relações frias com a China e a Coreia do Sul. “Noda não tem interesse em complicar sua situação criando um clima de animosidade num momento em que precisa cooperar com as nações asiáticas para tirar o Japão da letargia econômica”, acrescentou.

A China ultrapassou os EUA e é hoje o principal parceiro comercial do Japão; a corrente de comércio entre os dois países chegou a US$ 176 bilhões no primeiro semestre do ano. A expansão da classe média chinesa cria potencial para as exportações do Japão, que por sua vez tenta atrair também mais turistas do país vizinho.

(Associated Press)