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sábado, 30 de abril de 2011

Fukushima acirra debate nuclear no país

Mesmo que não haja interrupção definitiva, a execução do programa nuclear brasileiro, já aprovado, sofrerá atrasos, por causa do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, provocado pelo terremoto, seguido de tsunami, em 11 de março. O acidente também abriu intenso debate sobre a viabilidade da aprovação de novos projetos no Brasil, problema não trivial para o país, que já enfrenta polêmicas sobre o impacto ambiental do aproveitamento do que resta do seu potencial mais fecundo, o hidrelétrico.

"É claro que o tema (do futuro da energia nuclear) está colocado", admite Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o braço oficial responsável pelo planejamento energético do país. Debate à parte, ele considera que, "olhando as tecnologias que temos hoje, a nuclear ainda é a melhor opção para o futuro".

A posição do engenheiro nuclear Ildo Sauer, ex-diretor de gás e energia da Petrobras e professor da Universidade Federal de São Paulo (USP), é radicalmente oposta. Ele propõe "cancelar" todo o programa energético nuclear do país, inclusive a já iniciada construção da usina Angra 3, com 1.350 megawatts (Mw) de potência.

Além da usina nuclear de Angra 3, estão aprovadas, para construção até 2030 - uma a cada cinco anos - quatro usinas de 1.000 Mw cada, em localizações ainda indefinidas. O Brasil possui atualmente em operação as usinas Angra 1 (600 Mw) e Angra 2 (1.350 Mw).

Doutor em engenharia nuclear pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Sauer propõe que o país fique com a energia nuclear apenas para fins de pesquisa, dinamizando o programa da Marinha do Brasil, por exemplo, e para uso médico. O suprimento de energia elétrica, segundo ele, fica mais seguro e barato com uma combinação de fontes, destacando a hidrelétrica, a eólica, a energia de biomassa, térmica convencional e até a célula fotovoltaica solar.

Sauer argumenta que as próximas cinco usinas nucleares do Brasil (uma já em construção e quatro programadas), vão usar tecnologias já existentes, não contribuindo para ampliar o conhecimento no setor, um dos argumentos para fazê-las. "Construir reatores de prateleira não agrega conhecimento, o que agrega é planejar e projetar reatores de pesquisa", argumenta.

Segundo Sauer, as usinas nucleares projetadas, com potência total de 5.350 Mw, custarão cerca de R$ 50 bilhões e podem ser substituídas por outras fontes ao custo máximo de R$ 25 bilhões. Já o programa de pesquisa, que seria desenvolvido para que o país não fique à margem do conhecimento nuclear, poderia ser tocado com um custo adicional de, no máximo, R$ 2 bilhões. Para Sauer, a decisão brasileira de voltar a fazer usinas nucleares (Angra 1 foi inaugurada em 1985 e Angra 2 em 2001) atende mais a interesses de lobbies internacionais do que a argumentos técnicos.

O presidente da EPE, outro técnico respeitado na área energética, também considera que o Brasil tem, para os próximos anos, muitas alternativas à energia nuclear. É possível, afirma ele, concluir com tranquilidade Angra 3, já em construção, e esperar os resultados dos debates que serão travados a partir de agora, para só então iniciar as outras quatro usinas planejadas, apesar de acreditar que elas deverão estar prontas em 2030.

O Brasil tem hoje contratados, em 18 leilões realizados de 2005 a 2010, 59.299 Mw de energia elétrica, sendo 70% (41.664 Mw) de fontes renováveis (hídrica, eólica e de bagaço de cana), a um preço médio de R$ 125,90 por megawatt/hora (Mwh). Do total contratado, 43.922 são para entrega de 2011 a 2017, sem contar o atraso das térmicas do grupo Bertin, que deveriam ter entrado no sistema no ano passado (cerca de 1.000 Mw).

O consultor Mário Veiga, presidente da PSR Consultoria, ressalta o portfólio diversificado de opções de expansão que o Brasil possui, muitas delas competitivas hoje ou no futuro. "O potencial eólico, por exemplo, é bastante grande, de cerca de 300 mil MW de potência instalada, mais ou menos 100 mil MW médios de energia firme (supondo um fator de capacidade de 33%), mais do que o potencial hidrelétrico restante atual.

O potencial oficial, 170 mil MW, está subestimado,admite Tolmasquim, porque mediu vento só até 50 metros de altura, e as eólicas atuais têm mais de 100 metros (a velocidade do vento aumenta com a altura).

Alternativas à parte, Tolmasquim vê uma parada para debate em relação à retomada mundial que vinha ocorrendo no setor nuclear. Vê a energia atômica mais cara e com obras de execução ainda mais lentas do que já são atualmente, por conta de novas especificações de segurança. Mas, dadas as condições de cada país, duvida, por exemplo, que a China volte atrás no seu programa de expansão, e acredita que, mesmo devendo passar por intenso debate, os Estados Unidos também seguirão em frente com seus planos.

O técnico do governo pondera também que a situação do Brasil não pode ser vista com os mesmos olhos com que se vê o acidente japonês, um país com geologia bem mais vulnerável do que a brasileira. Ele ressalta também que a tecnologia das duas usinas hoje existentes no país é bem mais segura, independentemente das condições geológicas mais favoráveis, com baixíssimos riscos de terremotos fortes e de tsunamis.

Fonte: valor.com.br

Japão vê retomada mais lenta dos lucros

Algumas das maiores empresas japonesas de vários setores deixaram clara a fragilidade da recuperação dos negócios no país ontem. Panasonic Corp., Honda Motor Co., All Nippon Airways Co. e Nippon Steel Corp. abandonaram suas tradicionais projeções de resultado para o ano nos balanços que divulgaram.

Além dos desafios de um iene forte e de uma economia interna frágil, o terremoto do mês passado forçou muitas empresas japonesas a lidar com instalações danificadas, dificuldades na cadeia de suprimento e oferta de energia instável por causa dos danos a usinas nucleares no nordeste do país.

O terremoto e o tsunami de 11 de março ocorreram quando restavam apenas três semanas no ano fiscal japonês, de modo que o impacto do desastre nos resultados foi apenas moderado. Os efeitos serão mais pronunciados nos próximos trimestres, quando atrasos na produção chegarem às vendas e criarem escassez de oferta no país e no exterior.

A fabricante de eletrônicos Panasonic informou ontem que prevê escassez de peças como microcontroladores e condensadores que resultarão em vários bilhões de dólares em receita perdida. Nas últimas três semanas de março, a Panasonic informou que o desastre aumentou seu prejuízo em 19 bilhões de ienes (US$ 232 milhões). A empresa, que anunciou prejuízo trimestral de 40,7 bilhões de ienes, informou que planeja cortar 17.000 empregos nos próximos dois anos.

A oportunidade perdida pela Panasonic ajudará suas rivais estrangeiras, como as coreanas Samsung Electronics Co. e LG Electronics Inc., que já a superaram em vendas de TVs de tela fina e eletrodomésticos.

"O Japão está numa posição muito difícil por causa do terremoto, mas a concorrência acirrada nunca para fora do Japão, tanto nos países desenvolvidos quanto nas economias emergentes", disse o presidente da Panasonic, Fumio Ohtsubo, numa coletiva de imprensa.

Antes dos desastres do mês passado, as empresas japonesas, especialmente as fabricantes de eletrônicos, estavam conseguindo uma recuperação dos lucros depois de fortes prejuízos durante a crise financeira mundial. Muitas reduziram custos com corte de empregos e fechamento de fábricas.

A batelada de resultados divulgados ontem ocorreu ao mesmo tempo em que o governo informou que a produção industrial caiu 15,3% em março, o maior declínio mensal desde que o país começou a divulgar os dados, em 1953. O consumo das famílias caiu 8,5%, também um recorde.

No setor automobilístico, as empresas têm enfrentado dificuldade para comprar componentes essenciais, como pigmentos, itens de borracha e eletrônicos.

Isso forçou a Honda a adiar o lançamento de veículos e pode deixar a empresa com uma escassez de carros nos próximos meses. Ontem, a Honda informou que o impacto do desastre tirou 45,7 bilhões de ienes do lucro do quarto trimestre. A produção em algumas das fábricas da Honda está em 50% da capacidade. Os cortes de produção e a falta de peças vão demorar para afetar o estoque da empresa e pode ser só no terceiro trimestre do ano que as operações da montadora no exterior sintam o efeito, informou ela.

A empresa anunciou que o lucro do quarto trimestre fiscal, encerrado em março, caiu 38%, para 44,55 bilhões de ienes.

A Nippon Steel, por sua vez, tocou num tema não relacionado aos desastres que pode afetar os lucros das empresas. A maior siderúrgica japonesa, sócia da Usiminas, informou que vai tentar aumentar os preços do aço para compensar a alta das matérias-primas.

Fonte: Daisuke Wakabayashi, The Wall Street Journal, de Tóquio

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Produção industrial japonesa declina 15,3% em março com terremoto

SÃO PAULO – A produção industrial do Japão caiu 15,3% em março, perante um mês antes, e teve baixa de 12,9% em relação ao terceiro mês de 2010. Das indústrias que registraram recuo na atividade, apareceram as de equipamentos de transporte, as de máquinas e as de químicos, informou o ministério do Comércio, Economia e Indústria do país.

Vale notar que no dia 11 do mês passado o Japão registrou forte terremoto, seguido de tsunami, que deixou várias vítimas e danos materiais. Várias empresas tiveram de suspender a produção, como algumas montadoras.

O levantamento divulgado nesta quinta-feira trouxe também um recuo de 14,3% nos embarques de fevereiro para março e uma retração de 4,3% nos estoques no mesmo período. Para os próximos meses, a previsão é de retomada na produção industrial, com alta de 3,9% em abril e de 2,7% em maio.

Fonte: Juliana Cardoso | valor.com.br

BC do Japão mantém juro e revê projeção para expansão do PIB

SÃO PAULO – O banco central do Japão decidiu nesta quinta-feira manter inalterados os juros de referência do país, que se situam entre zero e 0,1%. A decisão, segundo comunicado divulgado pelo Banco do Japão (BoJ), foi unânime.

Após o forte terremoto que devastou parte do Japão em março, o banco central do país reduziu drasticamente sua previsão de crescimento econômico. A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) no ano fiscal de 2011 tenha expansão de 0,6%, ante a projeção de avanço de 1,6% feita anteriormente para o período.

Para o ano fiscal de 2012, entretanto, o Banco do Japão (BoJ) se mostrou mais otimista. A instituição elevou sua estimativa de crescimento da economia de 2% para 2,9%.

Fonte: Francine De Lorenzo | valor.com.br

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Visitas à câmara: Iwata Shinkin Bank

Em recente visita ao Paraná, o representante do banco japonês Iwata Shinkin Bank, Etsuo Ishikawa, reuniu-se na manhã desta quarta-feira (27) com o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Yoshiaki Oshiro, para apresentar o projeto da Missão Econômica Japão - Brasil a ser realizada em novembro de 2011.

Sediado na região oeste da Província de Shizuoka, o banco conta com uma rede de 33 agências espalhadas pelas cidades de Iwata, Hamamatsu, Fukuroi e Kakegawa. E para servir de ponte aos brasileiros residentes no Japão, atua em parceria da Caixa Econômica Federal, oferecendo a estes, serviços de envio de remessas ao Brasil.

Contando com a coordenação do Sebrae Paraná, os principais setores a serem contemplados pela missão deste ano serão o da construção civil (incluindo reciclagem e tratamento de resíduos) e fabricação de auto peças (fornecimento para sistemistas e/ou mercado secundário).

De acordo com o representante do Sebrae Maringá, Marcos Aurélio Gonçalves, a missão contará em sua maioria com pequenos e médios investidores, empresários interessados em identificar in-loco a ambiência econômica e as possibilidades de implantação de novos negócios no Paraná.

O presidente Oshiro colocou à disposição de Ishikawa toda a estrutura da câmara no que diz respeito a suporte a apoio ao evento. "A câmara japonesa do Paraná encontra-se ao completo e irrestrito dispor do Banco Iwata Shinkin na missão de novembro deste ano. Encotramo-nos também ao dispor do Sebrae Paraná na condução dos trabalhos. Esperamos que esta seja a primeira de muitas outras a serem realizadas pelo banco em parceria de entidades brasileiras".

Conheça os serviços oferecidos pelo Iwata Shinkin Bank:

Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro recebe a 1ª Feira de Franquias de Maringá

Será realizada nos dias 28 e 29 de outubro deste ano, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, a 1ª Feira de Franquias de Maringá, que oferecerá cursos, palestras, exposições e orientações sobre negócios.

A feira é uma vitrine de oportunidades de negócios lucrativos para investidores, empreendedores, empresários e pessoas interessadas em tornarem-se franqueados de sucesso com o apoio, acompanhamento e a garantia de uma marca consagrada por trás do negócio.

A feira que será realizada no município faz parte do convênio assinado pela Prefeitura e a Associação Brasileira de Franchising (ABF), em dezembro de 2010, cujo objetivo é estimular o interesse de possíveis franqueadores e franqueados, estruturando Maringá para que ela esteja tributariamente preparada para as franquias. Atualmente, o Paraná é o 3° Estado do Brasil em número de franqueadoras e o 4° em número de franqueados, segundo dados da ABF.

Durante a reunião realizada na tarde desta segunda-feira (25), foi concretizada a parceria entre a ABF, a Prefeitura de Maringá, o Instituto Tomodati de Maringá e o Maringá, Região Convention &Visitors Bureau e Faculdade Cidade Verde (FCV), para a realização desta feira.

Na reunião estiveram presentes, o diretor executivo da ABF, Ricardo Toleto Camargo, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Maringá, Valter Vianna, a diretora do Maringá e Região Convention & Visitors Bureau (MRCVB), Yara Van Linschoten, o presidente do Instituto Tomodati de Maringá e diretor da regional Maringá da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Cláudio Suzuki, o diretor de Planejamento Institucional da FCV, José Plínio Vicentini.

Segundo Yara, o Convention apoiou a captação desse evento. “Essa feira trará oportunidades de negócios para as empresas mantenedores do Convention”, frisou a diretora.

De acordo com o diretor executivo da ABF, Ricardo Toledo de Camargo, Maringá foi escolhida para sediar esta feira por ser uma cidade pólo e de grande potencial no centro de negócios.

“Maringá é uma cidade que investe em programas para viabilizar novas empresas, sendo um dos municípios que mais crescem no país. Com a realização dessa feira, vamos divulgar ainda mais a cidade e buscar novas empresas para se instalarem aqui”, ressaltou o diretor.

Além desta feira, Maringá estará com um estande na feira de franquias no Expo Center Norte em São Paulo, considerada a maior da América Latina, com 430 expositores, nos dias 8 a 11 de junho.

Vale lembrar que no início de julho será realizado um coquetel de Lançamento da Feira de Franquias de Maringá. A data e o horário do evento ainda serão definidos.

Fonte: Assessoria de Imprensa MRCVB

terça-feira, 26 de abril de 2011

Hamaya Corporation apresenta seus trabalhos ao Cônsul Geral do Japão em Curitiba, Noboru Yamaguchi

Assessorados pela Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, representantes da empresa japonesa de reciclagem, Hamaya Corporation, estiveram reunidos ontem (segunda-feira, 25) com o Cônsul Geral do Japão em Curitiba, Noboru Yamaguchi.

Na pauta, a apresentação da empresa além das perspectivas com relação a futuros investimentos no país.

Para o diretor da Hamaya, Roberto Itai, que há mais de um mês vem realizando prospecções na região, o encontro serviu também para oficializar a vinda da empresa ao Estado. "Com o suporte da câmara, vimos a potencialidade de Curitiba e região. Tivemos contato com empresas do setor, prefeituras, organizações, e governo do Estado. Todas estas visitas, além de dados complementares, reforçaram e anteciparam nossa meta, que é a instalação da nossa primeira filial na América Latina. Em breve, esperamos estar atuando em conjunto da comunidade e capital privado, sempre visando a manutenção responsável do meio ambiente, que é o nosso principal objetivo".