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segunda-feira, 24 de junho de 2013

105 anos de Imigração: Sessão solene na Assembléia Legislativa do Paraná homenageia expoentes da comunidade nipo-brasileira

Os 105 anos da imigração japonesa no Brasil foram comemorados nesta segunda-feira, 24, em Sessão Solene realizada na Assembléia Legislativa do Paraná. Proposto pelo deputado estadual Teruo Kato em parceria do Consulado Geral do Japão em Curitiba, o evento contou com cerca de 100 convidados, incluindo líderes e membros da comunidade nipo-brasileira do estado.

A abertura do evento contou com a apresentação do grupo Wakaba Taiko de Curitiba

Em seu discurso de abertura, Kato relembrou a saga dos primeiros imigrantes japoneses a bordo do navio Kasato Maru, embarcação que aportou o litoral santista em 18 de junho de 1908. “Este primeiro grupo de imigrantes japoneses que veio em busca de novas oportunidades, enfrentou inúmeras dificuldades para adaptar-se ao país. Apesar de estarem em terras desconhecidas, esses pioneiros não esmoreceram e apostaram no futuro destas terras; perseveraram e investiram no Brasil” destacou o deputado.

Kato ressaltou que ambos os países, apesar de tão distantes geograficamente, hoje desfrutam de uma excelente relação diplomática, marcada por uma intensa cooperação econômica, cultural e esportiva. Enfatizou ainda a importância da comunidade na manutenção desta frutífera e singular relação bilateral. “Congrego a todos os paranaenses para que juntos possamos tornar este onipresente laço de amizade e prosperidade - que une ambos os países - cada vez mais forte e unificado” finalizou.

Por sua vez, o Cônsul-Geral do Japão para a região Sul, Yoshio Uchiyama, frisou que o Brasil possui uma importância estratégica para este país, pois abriga a maior população Nikkei fora do Japão, atualmente estimada em 1,5 milhão de pessoas. Ratificou ainda que a comunidade nipo-brasileira desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do estado, sobretudo em função da atuação de seus descendentes em diversos setores da economia. “Como bons cidadãos, os imigrantes japoneses escolheram esta terra para viverem suas vidas, conceberem e criarem seus filhos, contribuindo para o desenvolvimento gradativo da sociedade, principalmente por meio da atuação de seus descendentes em diferentes níveis e setores da economia brasileira” afirmou.

Homenagens 

A sessão solene em comemoração aos 105 da imigração japonesa registrou também seis homenagens a paranaenses considerados expoentes da comunidade nipo-brasileira do sul do país, escolhidos após avaliação técnica e comum acordo entre a Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Assembléia Legislativa do Paraná (por meio do gabinete do deputado Teruo Kato), Consulado Geral do Japão e demais entidades representativas da região.

Pela inestimável contribuição a comunidade nipo-brasileira nas últimas décadas, foram homenageados:

- Fernando Eizo Ono (Brasília): Ministro do Tribunal Superior do Trabalho;
- Tadaaqui Hirose (Porto Alegre): Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região;
- Atsushi Yoshii (Londrina): Vice-presidente da CCIBJ do Paraná; empresário no setor de construção civil;
- Hirofumi Nakagiri (Curitiba): Vice-presidente da CCIBJ do Paraná; empresário e industrial no setor de máquinas e implementos agrícolas;
- João Noma (Maringá): Empresário e industrial no setor metalúrgico;
- Oscar Nakasato (Apucarana): Escritor e vencedor da edição 2012 do Prêmio Jabuti, principal premiação da literatura nacional com a obra “Nihonjin”.

Representando os homenageados, Atsushi Yoshii, João Noma e Fernando Ono fizeram breves discursos registrando a história de luta e perseverança dos imigrantes japoneses que se estabelecerem no Brasil no início do século passado, enaltecendo a superação das inúmeras privações e dificuldades que sempre fizeram parte do cotidiano destes bravos pioneiros. Os homenageados também fizeram menção sobre o constante desejo de vencer as adversidades impostas pela vida, evidenciando a manutenção de valores como ética, honestidade, dedicação, espírito coletivo e respeito ao próximo, como fator determinante para o sucesso.

Menção a Antonio Ueno

O deputado estadual Teruo Kato também relembrou a singular biografia de Antonio Ueno. "Além de vereador, deputado estadual, federal, fundador da CCIBJ do Paraná e demais entidades nipo-brasileiras no interior, Ueno foi também responsável pela atração de dezenas de empresas japonesas ao Paraná tais como Denso, Sysmex, Kurashiki, Harima, Furukawa, sendo seu trabalho de fundamental importância para o desenvolvimento da economia do estado ".

Este incansável trabalho de mediação e fomento bilateral Brasil-Japão contou ainda com a liderança de 37 missões econômicas do Paraná ao Japão e participação direta na celebração dos tratados de irmandade entre os municípios de Londrina-Nishinomiya, Maringá-Kakogawa, Paranaguá-Awaji, além do tratado de irmandade entre o estado do Paraná e a Província de Hyogo.

Antonio Ueno, então deputado federal e presidente da CCIBJ do Paraná (ao centro) juntamente com o 
governador da província de Hyogo, Toshitami Kaihara, e o governador do Paraná, José Richa, 
durante inauguração da atual sede do Tecpar em 1983

Todo este esforço fez de Ueno uma unanimidade entre os líderes do governo japonês, sendo homenageado pelo então imperador do Japão, Vossa Majestade Hirohito, com a Medalha do Sol Nascente de Segundo Grau, condecoração máxima concedida pelo governo japonês somente a notáveis lideranças como a ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher.

Registraram presença

Prestigiaram a cerimônia, presidida pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, os deputados federais Luis Nishimori e Hidekazu Takayama; os deputados estaduais Gilberto Martin, Tercílio Turini, Dr. Batista e Wilson Quinteiro; o secretário do Planejamento Cássio Taniguchi, que representou o governador Beto Richa na ocasião; o assessor da secretaria municipal extraordinária de Relações com a Comunidade, Jorge Yamawaki, representando o prefeito Gustavo Fruet; o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Japão, Yoshiaki Oshiro, entre outras autoridades.

Galeria de fotos






 

Acompanhe esta notícia na Câmara TV:
http://www.youtube.com/watch?v=S8JL8QkfHgs&feature=youtu.be

Fonte: Assessoria de imprensa Deputado Teruo Kato
Trechos: CCIBJ do Paraná
Fotos: Tecpar, Assessoria de imprensa Deputado Teruo Kato, Yukako Nagamura

sábado, 22 de junho de 2013

Exportações sobem, mas Japão ainda tem déficit

As exportações japonesas deram um salto em maio, ao mesmo tempo em que um fluxo robusto de importações provenientes da Ásia manteve a balança comercial geral do país no vermelho, num sinal de que os esforços do governo visando estimular uma recuperação das exportações poderá levar algum tempo para reverter a mais longa série de déficits desde 1980.

Os números mensais do comércio são um indicador, acompanhado atentamente, do sucesso do primeiro-ministro Shinzo Abe em aquecer as exportações mediante uma desvalorização da moeda nacional. Um iene mais fraco aumenta a competitividade dos produtos japoneses no exterior, tornando-os mais baratos, ao mesmo tempo em que eleva os lucros obtidos no exterior expressos em ienes.

Os políticos esperam que o câmbio mais favorável ajude o Japão a recuperar pelo menos parte de seu status anterior de gigante comercial com enormes superávits contra outras economias desenvolvidas. A demanda por produtos japoneses no exterior foi descendente nos anos após a crise financeira mundial que começou em 2008, ao passo que as importações de energia subiram bastante.

"As exportações mostraram-se surpreendentemente vigorosas, especialmente com destino à Ásia", disse Koya Miyamae, economista da SMBC Nikko Securities, acrescentando, porém, que um crescimento nos EUA seria crucial. "Eu espero que o déficit comercial apresente uma recuperação no segundo semestre do ano fiscal, que começou em abril", disse ele.

O Japão registrou um aumento de dois dígitos nas exportações pela primeira vez em 12 meses, depois que uma queda do iene ajudou a melhorar o valor das mercadorias e devido à exportação de componentes eletrônicos, tanto de semicondutores como de componentes usados em plásticos. O forte crescimento de 10,1% foi muito superior ao aumento de 5,0% previsto por economistas consultados pela Dow Jones Newswires.

O Japão acumulou um déficit comercial de 993,9 bilhões de ienes (US$ 10,42 bilhões) em maio, em comparação com um déficit de 907,9 bilhões de ienes no mesmo mês 12 meses antes, segundo o Ministério da Finanças divulgados ontem. O déficit - o terceiro maior já registrado - foi atribuído à alta das importações de produtos petrolíferos e de aparelhos eletrônicos para comunicações.

O governo também disse que as importações provenientes da China em maio e da região asiática como um todo foram as maiores já registradas, apesar de as exportações para a China terem crescido 8,3% em 12 meses e as destinadas à Ásia, 11,1%.

As importações são mais sensíveis a mudanças no câmbio, pois a maior parte das compras externas é calculada em moeda estrangeira. No segundo semestre do ano passado, 61,6% das exportações eram denominadas em moedas estrangeiras, em comparação com 77,1% no caso das importações, segundo dados alfandegários.

Mas os dados de ontem têm alguns sinais positivos para economistas que tentam prever se e quando o Japão retomará seu superávit comercial. Economistas observaram que maio costuma ser um mês ruim para o comércio.

"Os números para maio são geralmente ruins devido aos feriados da "Semana Dourada" [sequência de quatro feriados nacionais no fim de abril e início de maio], quando as exportações são impactadas desfavoravelmente", disse Hideki Matsumura, economista sênior do Instituto Japonês de Pesquisas, prevendo que o saldo da balança comercial japonesa irá zerar seu déficit dentro de aproximadamente um ano.

Fonte: Valor

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Câmara na posse do novo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Tadaaqui Hirose

O desembargador federal Tadaaqui Hirose assumiu hoje (21/6) a presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A sessão solene foi realizada no Plenário da corte, em Porto Alegre. Os desembargadores federais Luiz Fernando Wowk Penteado e Paulo Afonso Brum Vaz também foram empossados como vice-presidente e corregedor regional, respectivamente. A nova gestão deverá dirigir a corte durante de junho de 2013 a junho de 2015.

A sessão solene foi aberta pelo desembargador federal Luiz Carlos de Castro Lugon, no exercício da presidência, e que deixa a vice-presidência. A cerimônia contou com a presença do corregedor geral da Justiça Federal, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Arnaldo Esteves Lima, e o ministro Jorge Mussi, representando a Presidência do STJ. A solenidade iniciou com o hino nacional, tocado pelo quarteto de cordas Ala Breve.

A desembargadora federal Maria de Fátima Freitas Labarrère leu o discurso de encerramento da gestão da desembargadora Marga Inge Barth Tessler, que não pode comparecer em função de problemas de saúde. “Fui fiel ao compromisso assumido de cultivar elevados padrões de transparência, praticando uma gestão de integridade e sustentabilidade”, escreveu Marga, que também agradeceu a todos os servidores e magistrados que a auxiliaram nesses dois anos à frente do tribunal.

A seguir, Lugon empossou o novo presidente da corte. Hirose assumiu então a coordenação da sessão e deu posse a Penteado, como vice-presidente, e a Brum Vaz, como corregedor regional. As assinaturas dos termos de posse dos novos dirigentes foram assinadas digitalmente, utilizando o SEI (Sistema Eletrônico de Informações).

Falando em nome do TRF4, o desembargador federal Néfi Cordeiro proferiu o discurso de boas vindas à nova gestão. Cordeiro definiu o novo presidente como um homem de marcante bom senso, ciente de que a Justiça decorre da lei, mas por um prisma de razoabilidade, de equidade e de garantia da Justiça socialmente esperada.

Cordeiro falou também sobre as manifestações sociais que ocorrem e o papel do Judiciário nesse contexto: “Os reclamos sociais desenvolvem-se nas ruas, a marcar uma população que nem sabe por que protesta, mas protesta, não mais aceita esta gestão pública, e nela estamos. Não querem saber nossos usuários se temos muitos processos, poucos recursos, dificuldades legais e burocracia, querem Justiça. Precisam de Justiça. É nossa obrigação atendê-los”.

O procurador-chefe da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, João Carlos de Carvalho Rocha saudou os novos gestores, classificando como um exemplo democrático a alternância de dirigentes e sua chegada aos cargos de direção por meio do voto de seus pares. Ele também não ficou indiferente aos acontecimento sociais e falou do repúdio do Ministério Público Federal (MPF) à PEC-37, projeto de emenda constitucional que retira do MP a atribuição de realizar investigações criminais. “Nossa missão é defender o regime democrático de direito e nossos deveres constitucionais não podem ser suprimidos. Não aceitaremos um estado policial, no qual a polícia tenha a palavra final”, afirmou.

O presidente da Ordem dos Advogados da Brasil no Rio Grande do Sul (OAB-RS),  Marcelo Bertoluci, falou também em nome das seccionais de Santa Catarina e do Paraná. Bertoluci lembrou o excessivo volume de processos e a necessidade de atuação conjunta para a efetividade da Justiça. “Contem com a OAB, nossos interesses são comuns e próprios de um Estado democrático de Direito”.

Objetivos

A cerimônia encerrou-se com o discurso do novo presidente. Hirose relembrou a trajetória dos pais, que vieram do Japão e construíram uma vida no Brasil, trabalhando na terra. Contou que apesar de uma vida modesta, incentivaram os nove filhos a estudarem e buscarem um futuro digno. “Foi esse sonho de meu pai e de minha mãe, de saudosa memória, o responsável por eu estar vivendo este momento”.

O desembargador se disse consciente dos desafios que o aguardam no cargo. “Destaco a imperiosa necessidade de consolidação do processo eletrônico e, cada vez mais, a utilização das inovações tecnológicas, com foco numa prestação jurisdicional mais célere e eficiente”.

Hirose salientou sua preocupação de promover uma gestão atenta aos servidores. “É importante manter-se atento à gestão das unidades judiciárias, enfatizando a preocupação com os aspectos humanos, os quais, afinal, são os verdadeiros responsáveis pela excelência que buscamos atingir em nosso trabalho”.

Presença da CCIBJ do Paraná

A Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná esteve representada na referida posse pelo seu presidente, Yoshiaki Oshiro, pelo Vice-presidente, Hirofumi Nakagiri, pelo diretor de Assuntos Tributários Federais, Antonio Myasava e pelo membro do Conselho Consultivo, Taturo Yamaguchi.

Presidente da FIERGS reúne-se com presidente da CCIBJ do Paraná e Cônsul Geral do Japão em Porto Alegre

Em almoço realizado na tarde desta sexta-feira, 21, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor Müller,  reuniu-se com o Cônsul Geral do Japão para a região Sul, Yoshio Uchiyama, e o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Yoshiaki Oshiro. Na pauta, a discussão de temas relacionados ao fomento das relações bilaterais Brasil-Japão.

Acompanhado pelo Vice-presidente da Câmara, Hirofumi Nakagiri, pelo diretor de Assuntos Tributários Federais, Antonio Myasava e pelo membro do Conselho Consultivo, Taturo Yamaguchi, Oshiro entregou ao presidente da federação o material institucional da Câmara, introduzindo ao mesmo as mais recentes atividades norteadas pela entidade, destacando o atendimento a comitivas de representantes do capital privado japonês, realização de seminários bilaterais, missões econômicas, entre outros. “É muito importante situarmos a FIERGS sobre os nossos trabalhos e o quanto temos buscado parceiros que ampliem este suporte. No Paraná contamos com o constante apoio da FIEP na realização de seminários internacionais junto a comitivas de empresários do Japão, modelo de parceria que certamente pode ser aplicado com sucesso em outras federações do país” concluiu.

O Cônsul Geral do Japão para a região Sul, Yoshio Uchiyama, com o presidente da FIERGS, Heitor Müller

Já o Cônsul Uchiyama aproveitou a oportunidade para prospectar dados e atualizar informações referentes a economia gaúcha, que segundo Müller vem consolidando-se no mercado automobilístico e de implementos agrícolas. "A indústria automobilística vive um bom momento no País. No Rio Grande do Sul, temos montadoras de automóveis, ônibus e caminhões, além de um segmento de implementos agrícolas aquecido", destacou Müller, informando que a produção de grãos cresceu 24% nos últimos anos, mesmo sem aumento na área plantada.

Os principais produtos exportados pelo RS para os japoneses são a carne de frango (45,7%), madeira (33,7%), resinas plásticas (7,9%) e suco de uva (3,23%). Entre as importações do Estado estão máquinas − incluindo compressores a vapor e ar, tornos, turbinas e centros de usinagem (50,6%), circuitos inteligentes digitais (11,7%), borracha (8%) e instrumentos e aparelhos de óptica (6%). O Japão é, atualmente, o 17º destino das vendas externas estaduais.

Além dos representantes já nomeados, o encontro também contou com a presença do Cônsul do Japão em Porto Alegre, Takeshi Goto, e do executivo da FIERGS, Luciano D'Andrea.

Trechos: fiergs.org.br

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Visitas à Câmara: Gestão Inteligente

Recebidos pelo presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Willy Cardoso e Rafael Fayet, representantes da empresa Gestão Inteligente estiveram nesta quinta-feira, 20, visitando a sede da entidade em Curitiba.

Na pauta, a apresentação do portfólio de atividades da empresa, que conta com clientes de peso como HSBC, Renault, Vale, Volvo, Bunge e GVT, tendo sua linha de atuação fundamentada em quatro segmentos (inteligência estratégica, produtiva, inovativa e qualidade) realizando diagnósticos, capacitação e aplicação destas técnicas, elaborando produtos e soluções customizados e sob demanda, desde a parte conceitual até a execução, adaptando-se a realidade de cada empresa e respeitando suas características de funcionamento.

Segundo Willy, “todo projeto realizado pela empresa parte da premissa de transferência de conhecimento e tecnologia, aproveitando as experiências existentes nas organizações. Não acreditamos na realização de projetos com aplicação de apenas uma técnica ou metodologia sem repasse ou multiplicação interna na empresa” colocou. Em 2010 a Gestão Inteligente conquistou o prêmio MPE Brasil (etapa estadual) na categoria de serviços.

Sobre a empresa, acesse:
http://www.gestaointeligente.com

À espera do Japão

Não são apenas os japoneses que desejam o êxito do programa de recuperação econômica do Japão anunciado em etapas pelo primeiro-ministro Shinzo Abe. "Chegou o momento de o Japão converter-se em força motriz da economia mundial", afirmou Abe há dias, ao anunciar a terceira e última parte de seu programa, voltada para o estímulo da atividade econômica (a primeira parte referiu-se ao afrouxamento da política monetária; a segunda, à política fiscal). O mundo também deseja que seu programa produza os resultados esperados.

Se isso ocorrer e o Japão, de fato, assumir o papel de puxar a economia mundial, que já desempenhou em décadas passadas, a recuperação será mais rápida. A aceleração da economia japonesa, a terceira maior do mundo, agora interessa em particular aos países que pareciam protegidos da crise mas já começam a sentir de maneira aguda seu impacto, como o Brasil.

Os dados da economia japonesa dos últimos anos são decepcionantes. O Produto Interno Bruto (PIB) nominal é igual ao de 1991. Mesmo tendo subido vertiginosamente após a posse de Abe (quase 80% nos primeiros cinco meses de 2013), o índice Nikkei, que mede o comportamento da Bolsa de Valores de Tóquio, é hoje pouco mais de um terço do que era há cerca de 20 anos.

A força de trabalho vem encolhendo por causa do envelhecimento da população, fenômeno que impõe custos sociais crescentes a um país que não consegue crescer. O governo, que detém a maior divida bruta do mundo (245% do PIB), continua gastando muito e, por causa da estagnação, o setor produtivo vem perdendo algumas das características que o tomaram líder mundial, especialmente no campo da alta tecnologia.

Depois de duas décadas de estagnação e deflação, os japoneses perderam a confiança em seus políticos. Em 2007, Abe foi vítima da desconfiança dos eleitores e não conseguiu manter-se na chefia do governo por mais de um ano. Desde que voltou a chefiar o governo, em dezembro, no entanto, Abe vem instilando ânimo no país, como mostra o comportamento da Bolsa de Tóquio (apesar da queda de 20% nas últimas semanas, o índice Nikkei continua bem acima do nível registrado na década de 1990).

Com o anúncio das duas primeiras etapas de seu programa - composto por três "flechas", como disse -, Abe alcançou altos índices de aprovação, de até 70% (contra cerca de 30% em sua primeira passagem pelo cargo). Por isso, o Partido Liberal Democrático, do qual faz parte, é favorito na eleição para a câmara alta da Dieta prevista para a segunda quinzena de julho.

A muito provável vitória eleitoral por ampla margem, porém, está longe de representar o reconhecimento dos japoneses de que o plano de Abe está funcionando. A terceira "flecha", que contém os elementos escolhidos pelo governo Abe para estimular a produção e o consumo, ainda é apenas um esboço. Até agora, não passa de um amplo e variado conjunto de intenções destinado a fazer a economia japonesa crescer 2% ao ano, como anunciou Abe.

Entre outras medidas em preparo pelo governo estão a criação de zonas econômicas especiais com alíquotas mais baixas e menos regulamentação, para atrair o capital estrangeiro; a mudança da estratégia de investimentos dos fundos de pensão controlados pelo governo, para aumentar suas aplicações em ações; a possibilidade de transferência para empresas privadas dos direitos de operação de instalações até agora controladas e operadas pelo governo, como aeroportos regionais, redes de abastecimento de água e rodovias; e o aumento do poder dos acionistas minoritários na gestão das empresas.

Além de continuarem incompletas mesmo já tendo passado pelo exame do gabinete Abe, essas medidas foram consideradas insuficientes e pouco audaciosas para colocar em movimento um gigante estagnado. Se servirem apenas para a próxima vitória eleitoral do partido do governo, será mais uma frustração para os japoneses e para o mundo.

Fonte: O Estado de São Paulo

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Canon confirma início das operações em julho no Brasil e deve ter novidades para 2014

A Canon confirmou ontem para 1º de julho de 2013 o início das operações da sua primeira fábrica no Brasil, localizada em Manaus. O projeto, que recebeu investimento de R$ 2,7 milhões, vai empregar em um primeiro momento, em torno de 60 pessoas.

À princípio, a unidade brasileira, única fora de um país asiático com produção local, produzirá câmeras digitais compactas, (modelos que não permitem a troca de lentes pelo consumidor) dentro do sistema PPB (Processo Produtivo Básico), que consiste na montagem do produto com partes importadas e com um índice mínimo de nacionalização de componentes.

Em uma segunda fase, a partir do início de 2014, a unidade passaria a produzir também uma linha de câmeras semiprofissionais (categoria intermediária entre os modelos profissionais e os compactos), também conhecidas no Brasil pela sigla DSLR. Para essa etapa, a equipe brasileira seria ampliada para aproximadamente cem pessoas.

A possibilidade da produção do modelo foi admitida por Masaya Maeda, diretor-chefe do setor de Image Comunication Products Operations, em um encontro com a imprensa, na segunda-feira. Esse seria o próximo passo da empresa no Brasil, possivelmente em 2014, e o modelo seria uma reflex digital básica (atual Canon EOS Rebel T5i) para concorrer com a Nikon D3100, que já é produzida em Manaus pela principal concorrente.

Para o presidente da Canon no Brasil, Jun Otsuka, a demanda por câmeras do tipo no País deve aumentar, já que, segundo ele, um maior número de pessoas vêm se interessando pela categoria e vêm crescendo em poder aquisitivo.

Fonte: SP Shimbun