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terça-feira, 9 de abril de 2013

Toyota planeja ajudar a revitalizar região atingida por desastre


A Toyota Motor está lançando projetos no nordeste do Japão para ajudar na revitalização de comunidades atingidas pelo desastre de março de 2011.

Os planos incluem o suprimento de eletricidade e calor a partir de uma fábrica do grupo Toyota para outras usinas da região.

O presidente da Toyota, Akio Toyoda, falou na quarta-feira durante a inauguração de uma escola de treinamento de uma empresa do grupo na província de Miyagi.

Ele revelou planos que incluem o uso de um gerador movido a gás numa fábrica de automóveis do grupo Toyota para o fornecimento de energia e calor.

Toyoda disse que o gerador também poderia suprir a sede da administração do vilarejo em caso de emergência.

Fonte: NHK

domingo, 7 de abril de 2013

Tsunami japonês

Enquanto Kim Jong Um, o presidente maluquete do lado comunista da península da Coreia, terceira geração da dinastia que governa como reis absolutistas a mais antiga e fechada ditadura do mundo, ameaça um ataque nuclear aos EUA, ao Japão e à sua contraface capitalista, Shinzo Abe, o novo primeiro-ministro japonês, provou que não fazia bravata, ao se eleger prometendo tirar a economia da deflação mesmo ao custo de uma guerra cambial aberta, por ora enrustida no mundo.

As consequências dessas decisões são imprevisíveis. Mas é certo que tanto o jovem presidente da Coreia do Norte como o veterano ex-premiê, que recebeu uma segunda chance do eleitor para superar duas décadas de deflação e estagnação da terceira maior economia global, reforça o protagonismo da Ásia (com a China no papel principal nos últimos anos) nas grandes transformações em curso no mundo.

Supõe-se que ao ameaçar fazer uso de seu arsenal nuclear, Jong Um, de fato, queira arrancar concessões dos EUA, do Japão e, sobretudo, da Coréia do Sul, começando pelo relaxamento do embargo que asfixia o país e aumenta sua dependência econômica e política da China, seu único pé de apoio no mundo. À frente de uma economia cujo poderio industrial só encontra rivais na China, nos EUA e na Alemanha, Abe não precisou de retórica guerreira para cumprir o que prometera.

Ele mostrou astúcia, ao ser cobrado na última cúpula do Grupo dos 20 se pretendia depreciar o iene recorrendo aos mesmos instrumentos empregados pelos EUA e pela Zona do Euro — o chamado quantitative easing (QE), neologismo de emissões monetárias — para sanar o mal crônico da deflação. Abe negou. Faltava-lhe remover o presidente do Banco do Japão (BoJ), Masaaki Shirakawa, cético quanto ao laxismo do iene. Tal fórmula já foi tentada em 2001 com pouco sucesso.

Abe empossou um antigo aliado, Haruhiko Kuroda, na quarta-feira, e o seu primeiro ato foi desempacotar o que chamaram de "abenomics" — uma declaração de guerra cambial, já que a depreciação do iene será o resultado do eventual sucesso da meta principal do plano: elevar a 2% em dois anos a taxa de inflação, hoje ligeiramente negativa. É um fenômeno conhecido por deflação, que acomete intermitentemente o Japão desde meados dos anos 1990. O governo chinês avisou que vai reagir, se a economia for prejudicada pela queda do valor do iene.

O dobro do QE dos EUA

O veículo do abenomics é a clássica emissão de dinheiro. Inédito é o tamanho da dinheirama que será emitida — e aplicada em títulos de dívida pública e privada, com o objetivo de desabar a taxa de juros cobrada pela banca para promover o consumo movido a crédito. Num comunicado que surpreendeu pela transparência, ao contrário da redação obscura das atas do Copom, o BoJ diz que a base monetária vai crescer ao ritmo mensal de 1% do PIB este ano e 1,1% em 2014. É quase o dobro do QE dos EUA, da ordem de 0,54% do PIB americano, no cenário do economista-chefe da Cumberland Advisors, uma consultoria financeira de Sarasota, na Flórida, Bill Whitherell.

Para arrepiar liberais

No total, a base monetária vai dobrar até março de 2015 em relação ao saldo atual de 135 trilhões de ienes. E a maturidade da carteira de papéis do BoJ vai saltar de três para sete anos, devido à compra agressiva de títulos com prazos de vencimento até 2053. O orçamento para a compra de títulos até 2014 será 30% maior que o aumento estimado pelo FMI para a dívida pública líquida do Japão, equivalente a 200% do PIB (quase quatro vezes maior que tal relação no Brasil). A expectativa é que force a redução dos juros de longo prazo, para o que o BoJ também comprará ativos de risco, incluindo cotas de fundos fechados e de investimento imobiliário. É um plano de arrepiar economista liberal. Os ativos do Banco Central do Japão devem bater em 60% do PIB no fim de 2014, comparados a 20%, no caso da evolução prevista da carteira do Federal Reserve no mesmo prazo.

Risco é de frustração

Os mercados de capitais japoneses reagiram com euforia. Para uma economia em que a falta de inflação e de cultura de consumo, com a contrapartida de poupança elevada, é um problema mais dramático que o seu oposto no Brasil, tais ações nada têm de heterodoxas. O risco é menos de caos que de frustração do objetivo: a reflação de 2% ao ano, considerada básica no plano de Abe para superar a estagnação. A queda do iene é outra meta relevante para uma economia dirigida pela exportação de manufaturados, tal como a China, mas com muito maior conteúdo tecnológico que os bens industriais chineses. E vai funcionar? O efeito sobre os preços dos títulos deve ser imediato. Já sobre uma indústria com ociosidade e margens esmagadas é menos certo. A inflação tem de vir forte, o câmbio, depreciar-se sem dó, China e EUA não retaliarem, e o resto do mundo voltar a crescer.

Consequências no Brasil

E nós com o tsunami monetário japonês? No laxismo do iene 12 anos atrás, especuladores se endividavam nessa moeda barata e depreciada e a aplicavam em reais valorizados e com juros sem igual no mundo. Chamavam-se tais operações de carry-over. O risco de que retornem pode levar o governo a adiar indefinidamente a abertura do mercado futuro, que foi limitado pela alíquota do IOF e o prazo mínimo dos negócios. É pouco provável, além disso, que os demais exportadores assistam passivamente a essas mudanças abruptas.

Com o iene desvalorizado, a indústria japonesa é competitiva no mercado de bens de consumo, como veículos, eletroeletrônicos e bens de informática (áreas em que a China vem despontando), de máquinas, (setor de excelência da Alemanha) e de equipamentos hospitalares (em que os EUA se destacam). Não há, nos níveis de produção atuais, mercado para todos, mas há aqui, com o desequilíbrio entre a oferta nacional e a demanda. Vai ficando arriscado empurrar a solução.

Fonte: Valor

sábado, 6 de abril de 2013

BC do Japão ousa para aquecer economia


O Banco do Japão conseguiu surpreender na primeira reunião sob o comando de Haruhiko Kuroda. Surpreendeu não pelo anúncio de um programa agressivo de flexibilização monetária (possivelmente maior que o do Federal Reserve e do Banco da Inglaterra em proporção do PIB), mas pela vasta amplitude das medidas. O objetivo é tirar o país do quadro deflacionário perene dos últimos 15 anos e, como efeito colateral, induzir a desvalorização do iene de modo a impulsionar a atividade econômica.

A maior novidade, sem dúvida, foi o estabelecimento de uma meta para a expansão da base monetária, que será dobrada nos próximos dois anos. "Para atingir esse objetivo, o banco entrará em uma nova fase de afrouxamento monetário, em termos quantitativos e qualitativos", diz o comunicado da decisão. Em dois anos, portanto, o BC japonês pretende não apenas atingir a meta de 2% para a inflação e dobrar a base monetária, mas também dobrar o volume de títulos soberanos (JGBs) e ativos arriscados (ETFs) em seu balanço e "mais que dobrar" a maturidade mínima das compras remanescentes de JGBs.

A base monetária, que era de 138 trilhões de ienes em 2012, deve saltar para 200 trilhões em 2013 e 270 trilhões em 2014. Sob as novas regras, o BoJ deixará de ter como meta de suas operações no "money market" a taxa overnight e passará a focar a expansão da base monetária. O volume da base se expandirá a um passo anual de 60 trilhões a 70 trilhões de ienes.

Para se ter uma ideia do tamanho dessa desejada expansão, o volume da base monetária representava 28% do PIB em 2012 e subiria para 42% em 2013 e 55% em 2014, considerando as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A expansão da base não está focada especificamente na moeda física, cujo volume sairia de 87 trilhões de ienes para apenas 90 trilhões de ienes, mas sim em moeda eletrônica, cujo montante seria multiplicado por quase quatro vezes, até 175 trilhões de ienes.

Como esperado pelo mercado, houve a suspensão temporária da "banknote rule", que atrelava aquisições de JGBs à quantidade de moeda em circulação. Com isso, o programa de compras é ampliado de 89 trilhões de ienes em 2012 para 190 trilhões em 2014. O passo mensal sobe para 7,5 trilhões de ienes (6,2 trilhões de ienes em abril).

O volume surpreende também na comparação com o PIB: em 2012 representava 13,8% e chegará a 29,5% em 2014, considerando as projeções do FMI. Esse volume adicional (101 trilhões de ienes) ultrapassa o déficit fiscal a ser acumulado em 2013 e 2014 (86 trilhões de ienes). A dívida bruta do país, projetada para encerrar o ano em 245% do PIB, deve, sem dúvida, sofrer um incremento considerável.

Outra medida foi a extensão da maturidade dos JGBs elegíveis às compras do BC, que era de até três anos e passou para 40 anos, acima da expectativa do mercado (em torno de cinco anos). Isso significa que toda a curva de rendimentos será pressionada para baixo, exatamente o desejo do banco central. Com isso, a maturidade média dos JGBs em posse do BC será estendida de pouco mais de três anos para aproximadamente sete anos.

O BC japonês também decidiu aumentar as compras de ativos arriscados - ETFs e fundos de investimento imobiliários (J-REITs) -, de modo que a quantidade desses papéis em seu balanço se expanda a um passo anual de 1 trilhão de ienes e 30 bilhões de ienes, respectivamente. As aquisições de "commercial papers" e bônus corporativos serão expandidas até que atinjam o volume de 2,2 trilhões e 3,2 trilhões de ienes, respectivamente. A partir de então, o montante será mantido estável.

Segundo o Nomura, o aspecto mais importante das medidas anunciadas foi a mudança da meta nas operações de "money market" para a expansão da base monetária. "Acreditamos que a meta será mais especificamente o balanço dos depósitos em conta corrente do BC", em linha com o programa de afrouxamento feito entre 2001 e 2006. A principal diferença desta vez é que os ativos adquiridos pelo BoJ incluem não apenas JGBs de curto prazo, mas também de longo e ativos mais arriscados. Outra particularidade é que desta vez as metas para o volume de aquisição dos ativos são individuais, ou seja, foram especificadas para cada classe de ativos.

O resultado desta mudança, para o Nomura, é que este afrouxamento monetário terá um impacto maior, do ponto de vista da gama de ativos e mercados, do que se viu em experiências anteriores. Resta saber o quão relevante será o impacto sobre a moeda, sobre as tradicionais operações de "carry trade" e, de resto, sobre a economia japonesa.

Fonte: Valor

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Governo japonês anuncia injeção de US$ 1,4 trilhão na economia


O governo japonês anunciou ontem uma mudança radical na sua política monetária, que resultará na injeção de cerca de US$ 1,4 trilhão na economia nos próximos dois anos. O objetivo é acabar com a estagnação econômica e pôr fim a quatro anos seguidos de deflação. O anúncio, feito pelo Banco do Japão (o banco central do país), surpreendeu o mercado, levando a Bolsa de Tóquio a subir 2,2%. Paralelamente, o Banco Central Europeu (BCE) assumiu postura conservadora, mantendo os juros em 0,75% ao ano.

O estímulo à economia japonesa será feito da seguinte forma: o BC do Japão assumiu o compromisso de comprar títulos públicos de longo prazo para aumentar o dinheiro em circulação no país. Será uma injeção de cerca de 70 trilhões de ienes (ou aproximadamente US$ 730 bilhões) por ano até que a meta de inflação, de 2% anuais, seja atingida. Em comunicado, a instituição disse que a meta seria alcançada "no menor prazo possível". Mas a expectativa é que isso aconteça em dois anos. Desde 2009, o índice de preços ao consumidor no Japão encerra o ano no negativo. Em 2012, a taxa foi de -0,16%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

- Isso é uma política expansionista em uma inteiramente nova dimensão - disse o recém-empossado presidente do BC japonês, Haruhiko Kuroda.

Um dos efeitos esperados da nova medida é o aumento das exportações. Ao aumentar a circulação do iene, o valor da moeda em relação ao dólar cairá. As mercadorias japonesas ficarão, então, mais baratas para americanos e europeus, que tendem a consumir mais bens japoneses. Embora o mercado tenha recebido bem a notícia, alguns economistas alertaram que os preços podem sair do controle, levando o país a voltar à situação vivida nos anos 80.

Na Europa, o presidente do BCE, Mario Draghi, deu a entender que haverá corte na taxa de juros em maio, ao afirmar que o banco"está pronto" para impulsionar a zona do euro. Mesmo assim a Bolsa de Londres caiu 1,19%; a de Paris, 0,77% e a de Frankfurt, 0,73%.

Fonte: O Globo

terça-feira, 2 de abril de 2013

Estão abertas as inscrições para as bolsas de estudos da JICA

Clique para ampliar

Desde 15 de março de 2013, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) está ofertando uma série de bolsas de estudos no Japão a descendentes de japoneses residentes no Brasil.

Sobre os cursos, metodologia e processo de inscrição, acesse:
http://www.jica.go.jp/brazil/portuguese/office/activities/nikkeis01.html#a01

Lembrando que as inscrições vão até o dia 27 de maio de 2013!

Havendo dúvidas, não deixe de entrar em contato direto com o setor responsável no Brasil através do telefone ou e-mail: 

- (011) 3251-2655 (com Margarida ou Lissa)
brsp_oso_rep@jica.go.jp

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Lições que vêm do tsunami no Japão e o novo erro do Brasil


O governo brasileiro não está sozinho quando decide oferecer incentivos em socorro da indústria automobilística. Principalmente em mercados onde a produção de veículos tem peso na economia, como o Brasil, os governos sempre acodem esse setor quando as vendas vão mal para evitar prejuízos à atividade de toda a cadeia de empresas e empregos atrelados às linhas de montagem.

O exemplo japonês é um dos que chamam a atenção. Os fabricantes de veículos também foram vítimas do tsunami que atingiu o país há exatos dois anos. Como vários fornecedores tinham fábricas na região atingida, a produção de veículos teve de ser interrompida durante semanas. Para compensar as perdas, quando a produção foi retomada o governo decidiu ajudar nas vendas. Ofereceu incentivos em forma de descontos nos carros supercompactos e nos chamados "eco friendly", que são os modelos híbridos e elétricos.

O resultado da iniciativa do governo japonês apareceu com mais força há poucos dias, no anúncio das vendas no ano fiscal de 2012. Nesse período, que terminou em março, o mercado japonês chegou a 5,2 milhões de veículos, 10% mais do que no ano anterior. Havia cinco anos que as vendas de veículos no país não chegavam a 5 milhões. A demanda foi puxada pelos incentivos, já que as vendas se concentraram principalmente na faixa beneficiada.

O governo brasileiro poderia começar a se inspirar em modelos como esse quando resolve conceder incentivos fiscais à indústria automobilística, como fez no fim de semana ao anunciar a prorrogação até o fim do ano do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido. Ao contrário do que se faz no Japão e também na Europa, por aqui continuam a ser estimuladas as venda dos automóveis tradicionais, que hoje entopem as ruas e são cada vez mais questionados em relação aos danos à mobilidade e à causa ambiental.

Ao justificar por que cancelou os dois aumentos escalonados, em 1º de abril e 1º de julho, que elevariam o IPI para as alíquotas originais, mais uma vez, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, saiu em defesa da manutenção da atividade de um setor que representa 25% da produção industrial do país.

O ministro poderia, desta vez, ter surpreendido com novidades em benefício de veículos com novas soluções. Afinal, esse tipo de produto já é conhecido das montadoras com atividade no Brasil. Essas mesmas empresas já desenvolveram carros assim para mercados de países onde os governos estimulam a mudança de conceito na mobilidade individual.

Não basta dizer que o Brasil já tem os carros flex, que funcionam com etanol e se transformam na bandeira que as montadoras sempre erguem quando vão até o governo tratar da questão. O desenvolvimento de modelos movidos com o combustível derivado da cana-de-açúcar é mérito brasileiro inquestionável. Mas o mundo avança para novas direções, que podem conviver com o uso do etanol. O carro híbrido, por exemplo, que tem dois motores - um elétrico e outro a combustão - poderia ser abastecido com o etanol.

Mas essa indústria parece ter se acostumado a protelar investimentos em inovações nos mercados que não exigem tais avanços. Alguém pode lembrar que o controle de consumo, e consequentemente de emissões dos veículos vendidos no Brasil, é um dos pilares do Inovar-Auto, o regime automotivo, que entrou em vigor em janeiro. É importante lembrar que, nesse caso, se trata de uma exigência com cronograma de longo prazo, que as montadoras cumprirão em doses homeopáticas até 2017, e que também não prevê incentivos em relação a tamanho do carro ou uso de nova energia.

Alguém pode ainda imaginar que a equipe econômica tenha a intenção de evitar o impacto de eventual reajuste nos preços dos veículos na inflação. Mas, independentemente disso, não é a primeira vez que o governo socorre essa indústria com medida idêntica.

A prorrogação do mesmo benefício, aliás, tem se repetido ininterruptamente desde meados do ano passado. Se seguisse exemplos dos países preocupados em avançar no conceito da mobilidade, o governo poderia já ter se inspirado em lições como a que veio depois do tsunami no Japão. Preferiu, no entanto, a fórmula tradicional. A única diferença é que, desta vez, o benefício veio embrulhado como um presente de Páscoa.

Fonte: Valor

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Melhora otimismo no mercado japonês

O otimismo entre as grandes empresas japonesas melhorou pela primeira vez em 3 trimestres. O Banco Central do Japão publicou, na segunda-feira, sua pesquisa trimestral chamada Tankan, que se refere ao otimismo de curto prazo nos negócios.

Mais de 10.000 companhias foram incluídas na pesquisa de opinião. O índice ficou em oito pontos negativos, ou seja, quatro pontos acima da pesquisa anterior, publicada em dezembro.

Representantes do banco afirmam que o enfraquecimento do iene e a melhora das condições nos mercados estrangeiros são os principais fatores para a melhora.

As empresas da área de exportação estão entre as que se beneficiaram com as tendências do mercado. Fabricantes de veículos tiveram uma grande melhora de 19 pontos em relação à pesquisa anterior, ficando em 10 pontos positivos.

O otimismo entre os pequenos e médios empresários caiu em um ponto, ficando em 19 pontos negativos, marcando o quinto declínio trimestral consecutivo.

As empresas sofreram com os altos custos de materiais e eletricidade devido à queda do iene.

Fonte: NHK World