Translation Support

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Tóquio é a cidade mais cara do mundo para se viver


Tóquio é a cidade mais cara do mundo, de acordo com o mais recente levantamento do custo de vida feito pela Economist Intelligence Unit (EIU), empresa que faz parte do grupo que edita a revista The Economist
A capital japonesa, que no ano passado ficou atrás de Zurique, ocupou o primeiro lugar desse ranking 14 vezes nos últimos 20 anos. 
De acordo com a EIU, Caracas e São Paulo, que aparece em 43º lugar, foram as cidades nas quais o custo de vida mais subiu na última década. O índice é feito a partir de uma média ponderada dos preços de 160 produtos e serviços.
Confira, abaixo, as dez cidades mais caras do mundo  para se viver segundo a EIU:

As 10 cidades mais caras do mundo para se viver

Conforme a média ponderada dos preços de 160 produtos e serviços

Fonte: Economist Intelligence Unit (EIU) / * Oslo e Melbourne apresentaram o mesmo índice de custo de vida e, portanto, seguem empatadas na 4ª posição
CidadePosição em 2013Posição em 2012
Tóquio
Osaka
Sydney
Oslo*
Melbourne*
Cingapura
Zurique
Paris
Caracas34º
Genebra10º
Fonte: Valor

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Japão, o povo à frente dos lucros


Será que Shinzo Abe, o novo premiê do Japão, resgatará a economia de seu país de duas décadas de lassidão? Ou será que a "Abenomia" iniciou uma guerra monetária e empurrou o Japão para mais perto de um colapso calcado na hiperinflação? A resposta plausível é: nenhuma das duas. O risco é que as políticas de seu governo não façam diferença, em qualquer dessas direções.

O que é, então, a Abenomia? Ela é composta por três elementos: renovado estímulo fiscal; pressão sobre o BC do Japão para aprovar uma meta mais elevada de inflação; e reformas estruturais ainda não especificadas. Mais precisamente, como observou Masaaki Kanno, do JPMorgan, no "Financial Times", o governo japonês anunciou um orçamento complementar que aumentará os gastos públicos em 2% do Produto Interno Bruto (PIB), elevando o possível déficit para 11,5% do PIB em 2013. Além disso, Tóquio não apenas pressionou o BC a financiar esse déficit como compeliu-o a aceitar uma meta de inflação de 2%.

Será que esse conjunto de medidas transformará o desempenho do Japão e, se transformar, em que direção o impelirá? Para responder, precisamos examinar quatro aspectos do histórico econômico do país.

Em primeiro lugar, o Japão vivenciou uma deflação prolongada. Apesar da taxa oficial de juros de curto prazo de 0,5% ou menos, desde outubro de 1995, o deflator do PIB (uma medida ampla do nível de preços) caiu 17% desde o início de 1997.

Mas o fundamental para se chegar a uma economia mais equilibrada é tomar os amplos lucros excedentes de um oligopólio corporativo que se mostrou incapaz de usá-los. Que se permita que o público usufrua da renda, em vez disso.

Em segundo lugar, o Japão incorreu em persistentes déficits públicos. Assim, o endividamento bruto geral do governo subiu de 66% do PIB em 1991 para 237%, enquanto o endividamento líquido aumentou de 12% para 135%.

Em terceiro lugar, o retorno sobre os bônus do governo japonês despencou dos 7,9% registrados no início da década de 90 para o nível atual de menos de 1%. Em quarto lugar, ao contrário da crença generalizada, o desempenho da economia também não foi tão precário. A taxa de desemprego foi de apenas 4,1% em novembro. O PIB por hora trabalhada (medido pela paridade do poder de compra) cresceu harmonicamente com o dos Estados Unidos desde o início da década de 90, embora o Japão não esteja mais reduzindo sua discrepância de produtividade em relação aos EUA.

O Japão, então, é uma advertência, mas também um estímulo, para outras economias pós-bolha de alta renda. É possível para um país dotado de moeda própria associar crescimento razoável a deflação persistente, escalada do endividamento público e taxas de juros de curto e longo prazos ultrabaixas por um período muito longo. Quais são os perigos? Vejo dois, nenhum deles imediato: primeiro, a oportunidade de um novo "crescimento para compensar o atraso" continua inexplorado; segundo, em algum momento, o custo do serviço da dívida pelo governo será proibitivo, e as alternativas serão calote, ou direto ou via inflação. Quanto mais tarde esse ajuste ocorrer, maior será o desafio.

Os persistentes déficits públicos e deflação são um enigma. A explicação padrão é que se devem a um erro da política monetária. Se o BC do país tivesse evitado a deflação, as taxas de juros reais poderiam ter sido negativas, fortalecendo os investimentos e o consumo privados. Concordo que isso teria sido proveitoso. Mas discordo que a inflação seja a causa subjacente dos males do Japão.

Qual será então essa causa subjacente? "Um excedente de poupança privada" é a resposta, ou, mais precisamente, um enorme excedente estrutural de lucros brutos corporativos retidos em relação aos investimentos, como argumenta Andrew Smithers, da Smithers, de Londres.

As evasões de capital também contribuíram para equilibrar a oferta e a demanda. A política monetária confortável facilitou a desalavancagem pós-bolha e, possivelmente, manteve o iene mais baixo do que teria ficado na ausência desse fator, promovendo as exportações. Mas ela foi incapaz de elevar suficientemente os investimentos de modo a eliminar os enormes superávits corporativos. O motivo é o fato de o setor privado já vir investindo demais. Como observa Smithers: "O Japão, com uma população em queda, investe 30% mais de seu PIB do que os EUA, onde a população aumenta".

Em vista dos desequilíbrios da economia japonesa e da grande bolha criada durante a década de 80 para administrá-los, as autoridades de política econômica japonesas fizeram bem. Mas o caminho que estão trilhando é insustentável. O que, então, a Abenomia poderia gerar de benéfico?

Em primeiro lugar, a depreciação do iene deve ser boa para a economia, ao promover exportações líquidas. Sim, trata-se de uma desvalorização em que a conta é deixada para outro pagar. No cômputo geral, no entanto, esse procedimento estimulará uma política monetária mais agressiva em outros países, o que deverá até ser proveitoso para a economia mundial. Em segundo lugar, a elevação das expectativas inflacionárias (se isso realmente acontecer) deverá baixar as taxas de juros reais no curto prazo. Isso é bom. Mas pode também desestabilizar as expectativas de inflação. Isso não é bom.

Em terceiro lugar, o aumento do déficit público elevará a demanda no curto prazo, o que é, seguramente, desejável: no terceiro trimestre do ano passado, a economia ainda estava 2,3% abaixo do nível registrado no primeiro trimestre de 2008.

Diante disso, o que mais deve ser feito? A resposta é: reformas estruturais focadas na fragilidade da demanda privada. Os lucros retidos têm de baixar, sem reduzir na mesma medida os investimentos. Como se pode reduzir os lucros retidos? Vejo três possibilidades: elevando os salários; obrigando à realização de maiores distribuições aos acionistas, por meio de mudanças na governança corporativa; e finalmente, mudando a tributação corporativa a fim de estimular a distribuição dos lucros aos investidores e elevar a arrecadação fiscal. Smithers enfatiza particularmente o papel da redução das provisões, atualmente excessivas, destinadas a cobrir a depreciação, responsáveis pelo grosso da poupança corporativa bruta. O grande perigo é que o Japão continue tratando seus problemas estruturais de mais longo prazo como passíveis de serem administrados por ajustes de ordem monetária e fiscal. No curto prazo estes são necessários. Mas o fundamental para se chegar a uma economia mais equilibrada é tomar os amplos lucros excedentes de um oligopólio corporativo que se mostrou incapaz de usá-los. Os superávits financeiros corporativos que acabam em amplos passivos fiscais têm de ser reduzidos. Que se permita que o público usufrua da renda, em vez disso.

Fonte: Valor

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Prefeito de Boa Vista recebe Cônsul do Japão e membros da Câmara em sua residência


Autoridades locais e a comitiva japonesa fazendo um brinde com saquê, 
tradicional bebida japonesa em comemoração ao encontro

O prefeito de Boa Vista da Aparecida, Wolnei Savaris, recebeu em sua residência nesta terça-feira, dia 05, o Cônsul Geral Adjunto do Japão em Curitiba para os Estados do PR – SC e RS, Takahiro Iwato, o Vice Presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Nilson Nishimura e o Diretor da Regional Oeste da CCIBJ do Paraná, Takao Koike.

A comitiva chegou a Boa Vista por volta das 18 horas. O prefeito levou os japoneses para passearem de lancha e conhecerem as belezas do lago de Salto Caxias. Apresentou aos visitantes os condomínios e prainhas artificiais. 

O ponto alto do passeio foi a parte de piscicultura, Savaris apresentou aos visitantes o grande projeto regional de criação de peixes e os levou até o CDT Iguaçu, Centro de Difusão Tecnológica da Unioeste, onde mostrou os tanques redes, a associação de piscicultura e explicou o trabalho que está sendo desenvolvido para tornar a região uma das maiores produtoras de peixes do Brasil.

“Para nós foi uma satisfação receber o cônsul do Japão em Boa Vista e poder mostrar a ele todo o potencial que a nossa região têm, tanto no setor turístico quanto na piscicultura. Temos grande interesse em firmar parcerias com o Japão, sabemos que eles possuem tecnologias avançadas para a produção de peixes, as quais poderão ser utilizadas aqui na nossa região melhorando significativamente este grande projeto de piscicultura”, afirma o prefeito, Wolnei Savaris.

Depois do passeio de barco, a comitiva japonesa foi recepcionada na casa do prefeito, onde foi servido um delicioso churrasco feito pelos comerciantes locais proprietários da Casa de Carnes Boavistense, com direito a um brinde com saquê, bebida tradicional japonesa, em comemoração ao encontro. Nesta quarta-feira, dia 06, a comitiva tomou café da manhã com o prefeito de Boa Vista e seguiu a Cascavel para visita ao Show Rural em Cascavel.

Fonte: Luli Savaris - Assessoria de imprensa

Comitiva do Paraná é recebida em Nagano

O prefeito de Ueda, Motai Souichi, recebe a comitiva do Paraná

Promovido pelo Ministério da Economia, Indústria e Comércio do Japão (METI) e Centro de Eficiência Energética do Japão (ECCJ), além de contar com a coordenação da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, o 2nd Brazil Japan Workshop for Promotion of Energy Efficiency and Conservation/Capacity Building realizado entre os dias 27/01 e 04/02 em Tóquio, introduziu ao estado do Paraná as mais recentes tecnologias, produtos e soluções desenvolvidas pelo Japão nas áreas de Smart Energy e Smart Community.

Além dos compromissos oficiais do referido evento, a comitiva do Paraná (composta por representantes do poder público e setor privado) também participou de reuniões no município de Ueda, localizado em Nagano, província que sediou as olimpíadas de inverno de 1998.

Na manhã do sábado, 02, os membros da comitiva foram recebidos pelo secretariado e prefeito de Ueda, Motai Souichi, na qual debateu-se a possibilidade de um maior estreitamento das relações bilaterais vigentes por meio da assinatura de tratados de cooperação e fomento de novos negócios.

O secretário de estado do Planejamento e Coordenação Geral, Cassio Taniguchi, entregando material institucional do Paraná ao Chairman da Câmara de Comércio de Ueda, Shigeru Miyashita

Ainda seguindo esta temática voltada ao fortalecimento das relações comerciais Paraná-Nagano, no período da tarde a comitiva participou de uma reunião na Câmara do Comércio e Indústria de Ueda, município que conta com empresas como a Ashcroft Inc. fabricante de instrumentos de alta precisão como manômetros analógicos e digitais, termômetros, entre outros, e que vem gradativamente expandindo suas operações no exterior por meio do estabelecimento de parceiros. Outra visita realizada no sábado foi à empresa Ueda Japan Radio Co. Ltd., especializada na manufatura de transdutores de cerâmica utilizado por empresas do setor de ultra-sonografia como a Microsonic, de Tóquio, que ano passado visitou o Paraná a convite da Câmara e que já sinalizou o interesse em transferir tecnologia ao Brasil.

De acordo com Satoshi Tsuda, presidente da empresa de consultoria empresarial FMO CO. LTD., e representante da CCIBJ do Paraná no Japão, a visita da comitiva do Paraná abre um novo leque de possibilidades diplomáticas e comerciais a serem exploradas. “Agradecemos a visita dos representantes do governo do estado do Paraná e terceiro setor à região de Ueda. As reuniões realizadas na região evidenciam a pré-disposição de ambos os países em desenvolverem um intercâmbio comercial e tecnológico sustentável e progressivo” concluiu.

Visita a universidade de Shinshu


A comitiva do Paraná na Universidade de Shinshu

No domingo, 3, foi a vez da comitiva visitar a Universidade de Shinshu, sediada em Matsumoto (Nagano),  considerada referência mundial na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.

Recebidos pela reitoria, a comitiva pôde se familiarizar com os principais projetos desenvolvidos pela universidade, que além do perfil tecnológico também oferece cursos nas áreas de direito, engenharia, economia, agricultura, medicina e artes, atendendo um total de cerca de 12 mil alunos em suas 4 unidades espalhadas pela província. 

Além das universidades, o grupo administra também 1 hospital universitário, 7 bibliotecas, 4 escolas e mais de 10 centros de pesquisa. Somente no quesito parceria, por exemplo, a mesma conta hoje com mais de 50 tratados de cooperação em vigor com universidades do mundo todo, tornando-se assim um dos principais pólos educacionais do Japão.

Após a apresentação do portfólio de atividades da universidade, foram discutidas parcerias com universidades e indústrias do Paraná  para o desenvolvimento de próteses a base de nanotecnologia de Carbono, cujos modelos deverão estar homologados em dois anos, além da apresentação sobre sistemas de gerenciamento de energia em comunidades inteligentes, proferidas pelos professores Kiyoshi Tanaka e Hernan Aguirre.

O secretário de estado de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior, Alipio Leal, apresentando os 
principais avanços do estado no setor

A visita serviu também para que o estado do Paraná introduzisse um panorama geral dos projetos norteados pela secretaria de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior. A palestra ficou por conta do próprio secretário de estado, Alipio Leal, que relatou sobre a importância do desenvolvimento de um intercâmbio tecnológico e de conhecimento com o Japão. "O Japão encontra-se na vanguarda tecnológica de muitos setores estratégicos e que demandam um altíssimo know-how técnico, principalmente no que diz respeito a viabilização de novas soluções e produtos. Esta visita não só nos permitiu conhecer in loco algumas destas inovações bem como serviu também para introduzir o Paraná enquanto estado apto a receber e aplicar este tipo de conhecimento. Este foi o primeiro passo. Iremos continuar trabalhando em busca deste objetivo comum, principalmente através do estabelecimento de parcerias entre universidades" disse.

Representaram o Paraná:

- Cassio Taniguchi (Secretário do Planejamento e Coordenação Geral);

- Yoshiaki Oshiro (Presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná - CCIBJ do Paraná);

- Alipio Leal (Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior);

- Julio Felix (Presidente do TECPAR);

- Luciano Pizzatto (Presidente da Compagas);

- Luiz Tarcisio (Presidente do Instituto Ambiental do Paraná - IAP);

- Juan Carlos Sotuyo (Presidente do Parque Tecnológico de Itaipu -- PTI);

- Gilberto Hara (Vice-presidente da CCIBJ do Paraná);

- Fujio Takamura (Diretor da CCIBJ do Paraná).

Agradecimentos

Aproveitamos o oportunidade para agradecer ao representante da CCIBJ do Paraná no Japão, Sr. Satoshi Tsuda, que arranjou toda a agenda de compromissos em Ueda, além de assessorar a comitiva do estado em Nagano.

Para mais sobre o workshop, acesse:
http://www.japancham.blogspot.com.br/...

Reportagem da Ueda Cable Vision Corporation:
http://www.youtube.com/watch?v=ZbzobaaPnQA

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Japão deve desvalorizar Iene


O ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, afirmou ontem que não é objetivo do país enfraquecer o iene e que as políticas adotadas são puramente voltadas a combater a deflação, eliminando preocupações de estrangeiros sobre guerras cambiais antes da reunião do G20, em Moscou. Os pedidos do premiê japonês, Shinzo Abe, por uma ação agressiva do banco central do Japão, que resultou em queda do iene, elevou temores na Europa de que poderia contribuir para uma "guerra cambial", ao passo que outros bancos centrais adotam medidas similares. 

Fonte: Reuters

2nd Brazil Japan Workshop for Promotion of Energy Efficiency and Conservation/Capacity Building - FINAL

Apresentação da Shimizu na sede da empresa em Hatchobori, Tóquio

Encerrando a semana de atividades do 2nd Brazil Japan Workshop for Promotion of Energy Efficiency and Conservation/Capacity Building, a comitiva do Paraná esteve na manhã desta segunda-feira, 4, visitando a sede da Shimizu Corporation, referência na construção de edificações sustentáveis.

Contando com uma estrutura voltada à baixa emissão de carbono, todos os materiais utilizados na construção dos projetos da sede, bem como os equipamentos instalados a posteriori, possuem uma origem sustentável, da fabricação à aplicação, sendo alguns destes projetados pela própria empresa. 

Sistemas inteligentes de condicionadores de ar, pavimentação eco-friendly, gerenciamento integrado da iluminação (otimizando a luz solar disponível), utilização de painéis solares, materiais compostos, paredes e janelas térmicas, são algumas das novidades e singularidades apresentadas na sede da empresa, que combinadas, chegam a reduzir em cerca de 39% a emissão de gás carbônico.

Segundo o chefe da missão, o secretário de estado do Planejamento e Coordenação Geral, Cassio Taniguchi, a visita às instalações da Shimizu abre um produtivo canal de diálogo. "É muito importante para nós conhecermos os produtos e soluções implantadas com sucesso no Japão. Com certeza o contato com esta vanguarda tecnológica e singular know-how técnico poderá nos servir de base para a constituição de futuros projetos voltados a redução das emissões de CO2 nas novas edificações do estado, uma das diretrizes do atual governo" completou.

Encerramento

Comitiva do Paraná durante o encerramento do Workshop

Contando com representantes do banco Sumitomo Mitsui, Jase-W, Ministério da Economia, Indústria e Comércio do Japão (METI) e Energy Conservation Center Japan (ECCJ), o encerramento do workshop foi dividido em duas etapas: apresentações e debates temáticos.

De acordo com Hidenori Yonekura, do METI, os 6 dias de trabalho evidenciaram a clarividente disposição de ambos os países em desenvolverem programas e políticas conjuntas na área de smart energy. "Estamos satisfeitos com a participação do estado do Paraná em nosso workshop, conhecendo os principais avanços do Japão no setor de Smart Community. Esta experiência, sem dúvida, chancela o surgimento não só de novos negócios bilaterais no setor, bem como de parcerias entre governos, universidades e institutos de pesquisa" concluiu.

Ainda segundo Yonekura, o METI está criando um subsídio (4 milhões de Ienes ou cerca de US$ 40 mil)  para pequenas empresas japonesas que desejarem se transferir ou fazer negócios no Brasil através da JETRO. O Paraná entrará com os incentivos fiscais e apoios do Programa Paraná Competitivo, através da Agência de Desenvolvimento, TECPAR, Instituto de Pesquisas de Itaipu, FIEP, CCIBJ do Paraná e outras entidades – tanto para a realização de estudos, quanto para a transferência de tecnologia, como também para a implantação de indústrias no Estado.

Para Taniguchi, a participação do Paraná reforça as intenções das empresas locais, governo e terceiro setor em desenvolver novos projetos com o Japão. "Agradecemos a oportunidade concedida pelo governo japonês e Câmara de Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná para conhecermos e nos aprofundarmos em torno dos mais recentes avanços neste setor. Esperamos aproveitar o conhecimento e network estabelecidos para darmos sequência a este trabalho. O momento é agora" disse. 

Taniguchi aproveitou ainda para convidar as empresas participantes do workshop e governo japonês para participarem do I Congresso Internacional de Smart Energy e Smart Community a ser realizado entre os dias 21 e 23 de novembro de 2013 em Curitiba. "Para nós, seria uma honra expormos os produtos e soluções apresentados neste workshop no Paraná em novembro. Vamos trabalhar para isso" completou.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

2nd Brazil Japan Workshop for Promotion of Energy Efficiency and Conservation/Capacity Building - DIA 05

O prefeito de Toyota, Toshihiko Oda, juntamente com os secretarios de estado Cassio Taniguchi (SEPL) e Alipio Leal (SETI)

Após quatro dias de atividades, os membros participantes do 2nd Brazil Japan Workshop for Promotion of Energy Efficiency and Conservation/Capacity Building, deslocaram-se nesta sexta-feira, 1, até Toyota City, cidade localizada na província de Aichi.

Recebidos pelo prefeito Toshihiko Oda, a comitiva pôde se familiarizar com o projeto piloto de baixa emissão de carbono em execução no município, denominado Low-Carbon Society Pilot Project.

Iniciado há dois anos, o projeto é composto por 35 empresas, incluindo Toyota, Denso, Fujitsu, Mitsubishi, entre outras, além do poder público local, contemplando especialmente residências, através da introdução de um pacote de soluções otimizadas voltadas para o uso racional e eficiente de energia.

Segundo Kazuya Suzuki, representante da Dream Incubator (empresa integrante do projeto), até o fim de 2012 eram mais de 200 residências contempladas e em pleno funcionamento, constituindo uma das principais Smart Communities do Japão.

Smart Community da Toyota: 67 novas casas

Além do uso de equipamentos ligados ao setor energético, tais como geradores eólicos, fotovoltaicos, fuelcell's de hidrogênio, medidores e sistemas de gerenciamento (EDMS & HEMS) o projeto também apresenta soluções na área de transporte público, por meio não só de ônibus e carros elétricos, bem como pela adoção de sistemas de monitoramento de tráfego de última geração, prevendo com exatidão acidentes e congestionamentos.

Cassio Taniguchi (secretário SEPL) Luiz Tarcisio Morsato (presidente do IAP) e o presidente da CCIBJ do Parana, Yoshiaki Oshiro, num dos 21 pontos gratuitos de abastecimento de carros elétricos


 Toyota Ecoful Town

Visando expor ao público em geral as principais soluções criadas visando a diminuição gradual das emissões de carbono, o município de Toyota, novamente através de parceiros do capital privado, criou um complexo denominado Toyota Ecoful Town. Nele, que basicamente funciona como um showroom, a comitiva teve acesso a exemplos práticos de produtos que em breve estarão fazendo parte do cotidiano dos japoneses.

De acordo com o prefeito Oda, o Ecoful Town permite ao município demonstrar aos visitantes de todo o mundo, o que os japoneses estão fazendo para criarem uma sociedade de baixo carbono. "Esperamos que através desta experiência técnica e audiovisual, nós, aos poucos, consigamos popularizar e introduzir estes importantes avanços no estilo de vida não só dos japoneses, bem como da população mundial. Estamos seguros que o Paraná compartilha destes ideais conosco" finalizou.

LINK: 2nd Brazil Japan Workshop for Promotion of Energy Efficiency and Conservation/Capacity Building - DIA 06