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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Região metropolitana de Curitiba pode receber projeto piloto no setor de energia


Marco Secco, diretor do Senai, coloca a entidade à disposição do governo japonês

Na última sexta-feira, 11, a Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná recebeu a visita do diretor da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), Kida Katsuto, responsável pela introdução do projeto piloto de smart grid junto ao governo do estado.

Contando com a participação de representantes da secretaria do Planejamento e Coordenação Geral (SEPL), Agência de Desenvolvimento do Estado, Copel, Cohapar, Emater, FIEP, Senai, além do presidente da Tecpar, Julio Felix, a reunião contextualizou a situação energética no país, abrangendo projeções até 2020, alertando sobre a necessidade da adoção de novas tecnologias, produtos e soluções por parte do poder público brasileiro em consonância das grandes concessionárias.  

Segundo Kida, o Paraná possui todas as condições de dar início a uma parceria que sirva de base para o resto do Brasil. “O governo do Paraná, através dos trabalhos realizados em consonância da Copel, tem visado o melhoramento progressivo das redes de transmissão e distribuição de energia no estado. Compartilhando este objetivo, o projeto modelo da JICA visa desenvolver uma rede de distribuição inteligente e eficiente, semelhante à existente no Japão, que garanta o crescimento ordenado e sustentável da economia local” completou.

O projeto prevê o “upgrade” da malha energética de 26 municípios da região metropolitana de Curitiba, introduzindo desde testes com medidores inteligentes à implantação de novos sistemas de controle e monitoramento de consumo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Primeiro-ministro do Japão vai viajar ao Sudeste Asiático na próxima semana


O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, vai viajar ao Vietnã, à Tailândia e à Indonésia em sua primeira visita ao exterior desde que assumiu o cargo.

Na terça-feira, o secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, anunciou que Abe fará uma viagem de quatro dias a partir da quarta-feira da próxima semana.

Segundo Suga, o premiê japonês visa estreitar os laços com os membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) para assegurar a paz e a estabilidade na região da Ásia e do Pacífico, onde o ambiente estratégico tem se movimentado significativamente.

O secretário-chefe do gabinete japonês acrescentou que Shinzo Abe vai acelerar a concretização de uma parceria econômica com as nações asiáticas emergentes que lideram o crescimento global. Abe espera que isso ajude a reanimar a economia do Japão.

Fonte: NHK

Primeiro-ministro do Japão quer aumentar orçamento para reconstrução de áreas atingidas pelo desastre de 2011


O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, busca aumentar o orçamento para a reconstrução das áreas atingidas pelo terremoto, tsunami e acidente nuclear em 2011.

Na quinta-feira, Abe presidiu uma reunião sobre os esforços de reconstrução que contou com a presença de todos os ministros de seu gabinete. Trata-se do primeiro encontro do gênero desde que o premiê assumiu o cargo no mês passado.

Shinzo Abe enfatizou a necessidade de acelerar os esforços para reconstruir as áreas afetadas e fazer com que a reconstrução seja tangível.

Abe afirmou que quer acalmar as preocupações no tocante à obtenção de recursos suficientes para a reconstrução das áreas atingidas por meio da revisão do tamanho do orçamento atual voltado para essa finalidade.

Em julho de 2011, o governo liderado pelo Partido Democrata decidiu utilizar cerca de 200 bilhões de dólares para as obras de reconstrução durante um período de cinco anos.

Fonte: NHK

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Honda planeja ter mais 40 lojas até 2014


Akiyama, diretor comercial: marca mapeou cidades com potencial de receber novas concessionárias e tem como meta ampliar em 9% as vendas em 2013

Após ter em 2012 o melhor ano desde que começou a produzir carros no Brasil, a Honda entra numa nova fase de crescimento, com a expansão da rede de concessionárias para cidades menores e mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

As metas incluem abrir 40 lojas em dois anos e fechar 2013 com alta de 9% sobre o volume recorde emplacado em 2012, ou três vezes acima do aumento das vendas de carros de passeio e utilitários leves previsto para o mercado.

A montadora já mapeou as cidades com potencial para abrigar revendas da marca, levando em conta fatores como renda e densidade demográfica. Apesar de não detalhar aonde as próximas lojas serão instaladas, a direção da fabricante adianta que, após se consolidar nas grandes capitais, vai atacar as cidades comparativamente menores - porém, com, pelo menos, 100 mil habitantes.

"Ainda temos muito espaço para crescer", diz Roberto Akiyama, diretor comercial da Honda, cuja rede de distribuição soma quase 200 lojas, sendo a maioria delas na região Sudeste, onde está o maior mercado consumidor - responsável por metade dos carros vendidos no país.

Mesmo em um mercado que, nos últimos anos, se tornou foco de investimentos por um maior número de montadoras chinesas, coreanas e japonesas - como Nissan, Hyundai, Chery e JAC Motors -, a Honda encerrou 2012 como marca asiática mais bem posicionada no ranking de vendas no Brasil, no sexto lugar.

Contra o desempenho dos concorrentes, pesaram as restrições nas importações, caso da sobretaxa de 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e cotas para trazer carros do México. Já a favor da Honda, os estímulos do governo, com cortes no IPI, ajudaram a reverter uma situação de queda nos emplacamentos.

Mas a montadora também fez sua parte ao renovar a linha de produtos um pouco antes do anúncio dos incentivos, o que lhe permitiu aproveitar o aquecimento da demanda com um portfólio revigorado.

Como resultado, a Honda comemorou em 2012 a marca de 1 milhão de carros em 15 anos de produção nacional e recorde tanto nas vendas como na produção na fábrica de Sumaré (SP). Os emplacamentos da marca cresceram 45,3%, para 135 mil carros, ou 3,7% do mercado - só a também japonesa Nissan, com aumento de 55,6%, conseguiu crescer mais no país.

Já a produção - de quase 136 mil veículos - subiu 65% sobre 2011, refletindo também o crescimento de 23% nas exportações para a América Latina, num total de 16 mil automóveis.

Os percentuais chamam a atenção, mas eles também se devem à base de comparação fraca, uma vez que os resultados de 2011 foram comprometidos pelo tsunami que atingiu o Japão em março daquele ano, com reflexos no fornecimento de peças para a filial brasileira. "Sabemos que 2011 foi um ano atípico para nós. O que estamos fazendo é retomar a normalidade", diz Akiyama.

A marca tem usado quase toda a capacidade no interior paulista - de 138 mil carros por ano - e ainda traz de sua fábrica na Argentina cerca de 30% dos carros do modelo City vendidos no Brasil. No ano passado, a Honda chegou a adotar três horas extras de trabalho para dar conta da demanda. "Voltaremos a fazer isso em 2013, programando também o funcionamento da fábrica em alguns sábados", afirma o diretor comercial.

Os planos de crescimento ainda passam por novidades nas linhas, com o início das vendas do sedã Civic de motor 2.0 em fevereiro e a chegada da versão bicombustível da CR-V, prevista para abril. Em julho, a Honda volta a vender o Accord, um sedã de porte médio, enquanto que, também no segundo semestre, será lançada uma versão esportiva do City.

Ao mesmo tempo, a montadora investe R$ 100 milhões para, até outubro, inaugurar um novo centro tecnológico em Sumaré, cujo objetivo será adaptar os carros ao gosto do consumidor brasileiro.

Fonte: Valor


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Jovens japoneses rompem tradição e criam startups


Takuma Iwasa não teve o menor receio ao abandonar seu emprego na Panasonic para fundar sua própria companhia de produtos eletrônicos, muito embora os grandes grupos japoneses do setor estivessem começando a ter problemas. "Eu não estava preocupado", diz o executivo de 34 anos, que largou tudo em 2007 para fundar a Cerevo, considerada hoje sinônimo de uma revolução nos produtos eletrônicos em Tóquio. "Sou o tipo de pessoa que precisa fazer algo prazeroso e desafiador", diz. Com seus óculos estilosos, cercado em um canto de sua sala por um emaranhado de cabos, ele é o retrato de um empreendedor.

Iwasa representa um grupo pequeno, mas crescente, de jovens empreendedores japoneses que trocaram o salário mensal e a segurança social proporcionada por um empregador, pela excitação e satisfação de fazer o que realmente querem. Individualidade e autoconfiança são raras na sociedade japonesa, que tradicionalmente sempre valorizou o trabalho em equipe e a submissão.

Em seu terno escuro e bem cortado, Naoki Endo, 38, poderia ser confundido com alguém da indústria da moda. Ele diz que não sabia o que queria fazer quando deixou o cargo de consultor em 2000 na empresa que então era a Andersen Consulting. "Procurava algo que me entusiasmasse", diz. Isso acabou sendo a beBit, uma companhia que elabora sites da internet com base em análises comportamentais.

Keita Yagi, que saiu da Fujifilm para fundar a BSize, em Odawara, entre Tóquio e o Monte Fuji, tem como missão criar produtos eletrônicos sofisticados e funcionais. Quando fazia o ensino médio, Yagi foi inspirado pelo que Steve Jobs fazia na Apple. Hoje, aos 29 anos, decidiu criar sua própria companhia porque "queria fazer coisas que fossem maravilhosas e que mudassem o mundo". Ele criou seus primeiros produtos em um quarto dos fundos de sua casa.

Para a nova geração de empreendedores japoneses, a satisfação pessoal é mais importante que a estabilidade que um emprego formal pode oferecer. "Trabalhar para uma empresa pode proporcionar segurança no curto prazo, mas se ela quebra, você não terá nada em que se apoiar. Portanto, é melhor desenvolver habilidades que tornarão você útil para qualquer companhia e a qualquer hora", diz Endo.

Iwasa não planejava abrir seu próprio negócio quando entrou na Panasonic. Mas quando, inspirado pelo surgimento do YouTube, sugeriu que sua empresa desenvolvesse um sistema de televisão ligado à internet, seu chefe lhe disse que era cedo demais. Isso o fez perceber que, embora a Panasonic fosse habilidosa na melhoria de tecnologias já existentes, ela não era boa no desenvolvimento de novos produtos e ideias - que era o que ele queria fazer.

Na Cerevo, onde comanda uma equipe de dez pessoas, desenvolveu dispositivos para a internet como o Live Shell, que permite aos usuários transmitir vídeos ao vivo de suas filmadoras diretamente para a internet, sem o uso de um PC. Iwasa levantou até agora mais de US$ 4 milhões com dois aportes de capital de risco. Fundos japoneses como o Inova, Kronos Fund, Inspire e Neostella Capital são seus principais investidores.

Os cortes de custos contínuos e reestruturações nas grandes corporações também vêm levando os jovens japoneses a querer criar seus próprios negócios. Além disso, as pessoas têm um desejo maior de contribuir para o bem-estar da sociedade, afirma Mariko Tamura, secretário-geral da Japan Academic Society for Ventures and Entrepreneurs, uma associação de pesquisadores que apoia o avanço de empresas que usam capital de risco.

A tendência ganhou força após o tsunami, que despertou as pessoas para a importância das relações e da solidariedade. "Estou convicto de que colocar os lucros em primeiro lugar é uma coisa que destrói o mundo", afirma Endo. Para ele, os maiores empresários do mundo, de Henry Ford a Konosuke Matsushita, fundador da Panasonic, seguiram esse ponto de vista. "As pessoas que iniciam uma companhia apenas por diversão podem desistir facilmente. Aqueles que têm como objetivo criar uma sociedade melhor, no entanto, não farão isso."

Até recentemente, o Japão não era um lugar fácil para as startups, em razão da aversão ao risco do sistema financeiro e de uma cultura que não admitia o fracasso. No entanto, o governo está apoiando essa iniciativa, fornecendo empréstimo a juros baixos e garantias.

Iwasa observa que o livre acesso à informação e serviços na internet, como as ligações telefônicas gratuitas no Skype e o marketing gratuito no Facebook, tornaram mais fácil começar uma empresa. "O Facebook, por exemplo, é eficiente como instrumento de marketing", afirma Yagi, que só vende seus produtos pela internet. "Antes, era muito difícil construir uma marca. Agora, com a ajuda das mídias sociais, podemos competir até mesmo com as grandes marcas."

Fonte: Financial Times

Japão deve ter pacote de estímulo de US$ 220 bi


O governo japonês disse ontem que anunciará até sexta-feira a versão preliminar de um pacote de medidas econômicas emergenciais. A medida poderá representar uma injeção de ânimo à estagnada economia do país, que se recupera apenas debilmente de seu último desaquecimento. O plano pode levar à desvalorização do iene.

O pacote deverá enfatizar a necessidade de superar a deflação por meio de maciços investimentos em obras públicas e de adotar uma política monetária agressiva, refletindo declarações anteriores do novo premiê, Shinzo Abe, que já contribuíram para desvalorizar o iene e elevar os preços das ações.

"O incentivo será o primeiro passo do nosso programa de revitalização da economia", disse Abe no encerramento da primeira reunião do recém-formado conselho de revitalização da economia, que tem sua segunda reunião agendada para sexta-feira, quando deverá aprovar a versão final do plano.

Embora não tenham sido divulgados números oficiais, a mídia do país informou que as medidas envolverão cerca de 10,3 trilhões de ienes (US$ 118 bilhões) em gastos do governo central. Esses recursos virão de um orçamento complementar que deverá ter sua versão preliminar formulada na terça-feira que vem, com metade desse dinheiro destinada a obras públicas. A minuta de orçamento também envolverá cerca US$ 30 bilhões para cobrir rombos na Previdência.

As cifras, no total, se aproximam do orçamento adicional aprovado pelo governo anterior, do Partido Democrata do Japão, após o terremoto e o tsunami de março de 2011, que devastaram a região nordeste do país.

"Prevemos um [pacote de incentivo] bem avantajado", disse Akira Amari, ministro responsável pela revitalização da economia, em entrevista coletiva ontem. A mídia local disse que, somando-se os gastos dos governos regionais aos do setor privado, o pacote de estímulo pode superar US$ 220 bilhões.

Um esboço do pacote aprovado pelo governo ontem incluiu um apelo para que o governo e o BC do Japão criem um mecanismo que reforce a cooperação, a fim de superar rapidamente o problema da deflação. O documento afirmou também que o governo "continuará a acompanhar atentamente os movimentos do mercado cambial e a reagir devidamente a eles".

Pelo plano, o governo vai investir em infraestrutura de prevenção contra catástrofes naturais, setor sensível após o terremoto de 2011. O pacote prevê estimular o investimento do setor privado para promover o crescimento, apoiar programas de pesquisa tecnológica e investir em energia renovável.

Economistas manifestaram preocupação com o plano agressivo de gastos de Abe, temendo que a emissão de novos títulos possa criar turbulência no mercado de bônus e desencadear uma alta das taxas de juros de longo prazo. A dívida pública do Japão equivale a mais que o dobro de seu Produto Interno Bruto (PIB).

Mas o ministro da Fazenda, Taro Aso, disse que o governo não estará engessado pelo teto de endividamento de 44 trilhões de ienes adotado por governos passados.

Fonte: Valor

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Nissan e Honda ganham mercado


Em meio ao recorde das vendas de carros no ano passado, algumas marcas se deram melhor do que outras na disputa por posições de mercado. No topo da lista entre as montadoras que mais ganharam espaço em 2012 está a dupla franco-nipônica Renault Nissan, junto com a japonesa Honda.

Já na parte de baixo da tabela, as aliadas francesas Peugeot e Citroën andaram na contramão do crescimento de 6,1% do mercado e terminaram com queda de emplacamentos naquele que foi o melhor ano na história da indústria automotiva brasileira.

Apesar das marcas históricas de 2012 - quando as vendas chegaram a superar 405 mil carros em agosto -, nem todos conseguiram acompanhar o ritmo do consumo, o que resultou em algumas mudanças no ranking das marcas. No embalo da bem-sucedida investida no mercado de compactos com o modelo March, a Nissan foi a montadora que mais cresceu, com alta de 55,6% nos emplacamentos e 2,9% do mercado total. O desempenho fez a montadora subir três posições no ranking e alcançar o nono lugar da lista.

A Renault, por sua vez, se consolidou em 2012 como a quinta montadora do país, ampliando sua participação de mercado de 5,7% para 6,6%, após a expansão de 24,3% dos volumes. Na sequência, a Honda se recuperou do desempenho negativo de 2011, quando sua produção foi comprometida pelo tsunami que atingiu o Japão em março. A marca saiu da oitava para a sexta posição de um ano para outro, respondendo por 3,7% dos carros vendidos em 2012.

Com o sucesso de lançamentos e o posicionamento em linhas populares, essas marcas conseguiram tirar maior aproveitamento do aquecimento da demanda quando o governo decidiu, em maio, cortar as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Por trás dos números também existem acertos nas estratégias comerciais e de produção. A Renault, por exemplo, deixou apenas para a virada do ano a expansão de sua fábrica no Paraná, interrompendo a produção apenas depois de garantir o bom resultado.

Já o grupo PSA Peugeot Citroën entrou 2012 com obras de ampliação na fábrica de Porto Real (RJ), enfrentando atrasos de fornecedores de equipamentos. Como resultado, a produção no início do ano foi reduzida e as vendas da Peugeot cederam 16% em 2012, enquanto as da Citroên caíram 17,1%.

No pelotão de frente da indústria, a concentração das vendas nas quatro maiores montadoras do país subiu de 70% para 70,8%, mas a ordem das marcas seguiu a mesma: a Fiat se manteve na liderança, com 23,1% do total, seguida por Volkswagen (21,1%), General Motors (17,7%) e Ford (8,9%).

Os números finais de 2012 foram divulgados ontem pela Fenabrave, a entidade que abriga as concessionárias de veículos. O ano recorde fechou com 3,8 milhões de veículos licenciados, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume superou em 4,65% o desempenho de 2011.

Quando se considera apenas os carros de passeio e os utilitários leves, foram vendidas 3,63 milhões de unidades, uma alta de 6,1%. As projeções da Fenabrave para 2013 apontam para um crescimento de 3% nos emplacamentos de carros, na cola de uma expansão de igual magnitude estimada para a economia. Para os caminhões, espera-se alta de 16%.

Apesar disso, a entidade traçou um cenário desafiador para o mercado automotivo, no qual os bancos permanecerão cautelosos nas liberações de crédito devido aos índices elevados de inadimplência e alto comprometimento da renda dos consumidores.

Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, disse que a queda da inadimplência - antes aguardada para junho ou julho do ano passado - ainda não aconteceu. "Os bancos vão passar boa parte deste ano limpando suas carteiras para retirar resíduos que levam à inadimplência", afirmou o executivo em entrevista coletiva à imprensa.

Fonte: Valor