Translation Support

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Após voltar à liderança global, Toyota anuncia recall de 7,4 milhões de carros


No momento em que retomou o posto de maior fabricante do mundo e se recuperava da crise de credibilidade após enfrentar vários problemas de qualidade em seus veículos, há cerca de três anos, a japonesa Toyota sofre novo revés. Ontem, a montadora anunciou um novo recall mundial envolvendo 7,4 milhões de vários modelos da marca. Desta vez, o defeito é no sistema de vidros elétricos, que pode resultar em incêndios.

O recall envolve diversos modelos fabricados entre junho de 2005 e maio de 2010, incluindo o sedã Corolla, o mais vendido da marca, também produzido no Brasil. A filial da companhia no Brasil informou que ainda aguarda orientações da matriz para avaliar a necessidade da convocação no mercado brasileiro. A resposta deve ser dada na próxima semana.

Em comunicado, a Toyota informou não ter registrado, até o momento, qualquer incidente envolvendo consumidores em decorrência do defeito.

No fim de 2009 e início de 2010, a Toyota detectou defeitos na fixação dos tapetes e no sistema de aceleração - com movimentos involuntários -, após diversos relatos de acidentes com mortes de passageiros. Mais de 8 milhões de veículos passaram por recall, a maioria de modelos Corolla.

Na época, o presidente mundial da Toyota, Akio Toyoda, chegou a pedir publicamente desculpas aos consumidores e também ao Congresso americano.

A subsidiária brasileira, por sua vez, levou algum tempo para reconhecer o defeito nos modelos fabricados localmente e só realizou o recall de 107 mil veículos após acordo com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC).

Riscos. A nova campanha divulgada lá fora envolve os modelos Corolla, Camry, RAV4, Scion xD, Tundra, Sequoia, Matrix, Highlander e até o híbrido Yaris. No Brasil, o grupo importa o Camry e o RAV4 do Japão. Já o Corolla é produzido em Indaiatuba (SP), mas usa sistemas dos mesmos fornecedores que abastecem os demais mercados.

Além dos EUA, onde o recall envolve 2,47 milhões de automóveis, a convocação em massa será realizada na China (1,4 milhão de unidades), Europa (1,39 milhão), Japão, Austrália, Oriente Médio, Canadá e outros países.

De acordo com o comunicado da montadora, o sistema de acionamento dos vidros não recebeu lubrificação suficiente e, com o tempo, o motorista poderá enfrentar dificuldade para usá-lo e, ao insistir, há riscos de fumaça e incêndio.

Após a série de convocações mundiais que prejudicaram a fama de alta qualidade e confiabilidade dos seus produtos, a Toyota perdeu o posto de número um no mundo para a General Motors, foi multada em mais de US$ 50 milhões pelo governo dos Estados Unidos e registrou prejuízos, após muitos anos seguidos de lucro nos seus balanços financeiros.

No ano passado, a companhia foi novamente castigada pelo tsunami seguido de vazamento nuclear que assolou o Japão e paralisou diversas de suas operações e a de outras empresas.

Dificuldades econômicas. No momento, enfrenta a crise econômica do Japão, com a valorização do iene, que reduz a competitividade do produto nacional, mas conseguiu vender, em todo o mundo, 9,76 milhões de veículos no primeiro semestre, voltando a assumir a dianteira entre as fabricantes.

Outro grande problema enfrentado atualmente pelas companhias japonesas é a disputa política entre Japão e China pela posse de uma ilha do Pacífico. A Toyota já informou que está perdendo vendas no maior mercado consumidor de carros do mundo.

CLEIDE SILVA e AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

JBIC financiará projetos de infraestrutura em reais


O Banco do Japão para a Cooperação Internacional (JBIC, na sigla em inglês) poderá financiar projetos de infraestrutura no Brasil em reais. O desenvolvimento desse mecanismo de financiamento tornou-se possível a partir da assinatura, em 2011, de um memorando de entendimento acertado entre o JBIC e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O documento prevê a concessão de créditos de até US$ 3 bilhões em moeda local para projetos de infraestrutura.

A nova linha será discutida por representantes do JBIC e do BNDES em seminário sobre a economia brasileira, em Tóquio, na segunda-feira. O evento foi organizado por ocasião dos 50 anos da cooperação entre as duas instituições de fomento e são esperados cerca 400 executivos, incluindo empresários da comunidade nipo-brasileira. O relacionamento entre as duas instituições começou em 1962, quando foi assinado o primeiro contrato de empréstimo com o The Export-Import Bank of Japan (Jexim), antecessor do JBIC. Foi um financiamento para a Usiminas.

Sérgio Foldes, superintendente da área internacional do BNDES, disse que há condições de estruturar operações de financiamento em moeda local com o JBIC para projetos de infraestrutura. Uma das ideias é financiar infraestrutura associada a projetos industriais. A forma como a operação de financiamento será estruturada não está definida. Uma possibilidade é que o JBIC assuma o risco cambial da operação. Neste caso, o JBIC captaria em dólares e repassaria para o BNDES emprestar em reais. Mas o JBIC também poderia obter um custo de captação suficientemente baixo em dólares para que o BNDES consiga, após fazer o seu "hedge" (proteção contra variação cambial), repassar o dinheiro ao cliente, em reais, a um custo competitivo.

A premissa, segundo Foldes, é que o dinheiro chegue em reais ao tomador final. Ainda não há projetos selecionados para serem financiados em reais, mas a ideia é identificar empreendimentos que envolvam empresas japonesas em "joint ventures" ou outras formas de associação. Foldes disse que também está em análise uma outra vertente de cooperação entre BNDES e JBIC, segundo a qual poderão ser financiadas operações de interesse mútuo em terceiros países.

Um memorando de entendimento assinado entre as duas instituições este ano previu que o trabalho poderá se desenvolver na África, América Latina e Caribe. Está em análise a possibilidades de cooperação em joint ventures Brasil-Japão em outros países. Foldes afirmou que o BNDES representa a maior exposição de crédito do JBIC. Atualmente há seis operações ativas de empréstimo do JBIC com o BNDES que totalizam US$ 1,95 bilhão. Procurada, a representação do JBIC no Rio de Janeiro disse não ter porta-voz disponível para falar.

Desde 1962, quando começou a parceria entre as duas instituições, foram assinados 14 contratos. O último foi uma captação de US$ 300 milhões da linha Green, assinado em março de 2011 com o objetivo de apoiar projetos que favoreçam a preservação ambiental e a redução de emissões de gases de efeito estufa. Até hoje, porém, não houve operações do JBIC em reais. Foldes disse que há esforços para incentivar um novo ciclo de investimentos japoneses no Brasil, desta vez em projetos de infraestrutura. E acrescentou que o Japão tem excedentes de capital que podem ser aplicados no exterior.

Segundo Foldes, a cooperação JBIC-BNDES adaptou-se às transformações da economia brasileira ao longo das décadas. Entre o fim dos anos de 1990 e a primeira década de 2000, as operações voltaram mais ao apoio de pequenas e médias empresas.

Fonte: Valor

Programa com agência japonesa traz novas tecnologias ao Paraná


A Sanepar e a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica) iniciaram nesta semana, em Curitiba, um programa de cooperação que deve resultar na adoção de novas tecnologias, treinamento, capacitação técnica e melhoria na eficiência de estações de tratamento de água e esgoto e redes coletoras. O contrato, assinado em maio, terá duração de três anos.

O projeto para a melhoria da operação e manutenção dos sistemas de água e esgoto será desenvolvido em estações de tratamento da Sanepar em Curitiba e municípios da Região Metropolitana e do Litoral. “Os especialistas da Jica vão contribuir para a melhoria de nossos processos e trazer novas metodologias de trabalho e de gestão”, afirma o presidente da Sanepar, Antonio Hallage. O representante senior da Jica, Taku Ishimaru, diz que o projeto bucar dar sustentabilidade às plantas industriais na operação e na manutenção do sistema.

O diretor de Operações da empresa, Paulo Alberto Dedavid, destaca que a cooperação tecnológica fortalece a Sanepar em vários setores. “Durante três anos vamos receber apoio do mais alto nível na elaboração de projetos, pesquisa e treinamento, desenvolvendo e aprimorando o capital intelectual da empresa”, diz Dedavid.

O diretor de Investimentos, João Martinho Cleto Reis Junior, reitera a qualificação técnicas dos consultores. “Está chegando para trabalhar com a Sanepar um técnico de cada especialidade, de caráter mundial. A experiência e a visão de consultoria abrem a perspectiva de novas cooperações técnicas e financeiras”, afirma Martinho.

A Jica é o órgão do governo japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) que apóia o crescimento e a estabilidade socioeconômica em mais de 150 países.

Fonte: Sanepar

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Consulado Geral do Japão promove evento cultural no lançamento do mês da cultura japonesa em Curitiba


As artistas japonesas Yoko Kimura e Sumie Kaneko tocam o "banjo" japonês denominado shamisen

Outubro é o mês da cultura japonesa no Brasil e para celebrá-lo o Consulado Geral do Japão para os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com sede em Curitiba, realizou nesta quinta-feira, 4, na residência oficial do Cônsul Geral, Noboru Yamaguchi, um jantar de confraternização precedido da peça musical Infinity: impressões do Japão. 

Elaborado por Yoko Kimura e Sumie Kaneko, ambas artistas vindas do Japão especialmente para a realização de um turnê no país, a peça é composta por 5 atos inspirados nas belezas naturais do Japão e suas estações do ano, sendo conduzidas tendo como base dois instrumentos tradicionais da música japonesa, o koto (conhecido como harpa japonesa) e o shamisen (instrumento de 3 cordas semelhante ao alaúde ou banjo).

Além do show, os cerca de 50 convidados presentes incluindo o presidente da Fecomércio/PR, Darci Piana, do deputado federal Luiz Nishimori, do deputado estadual Teruo Kato, do vereador Jorge Yamawaki, da diretoria executiva da Câmara e demais lideranças locais e autoridades, puderam participar de uma degustação de saquês, além de apreciarem uma exposição de tradicionais bonecas japonesas e ikebana.

Smart energy: produtos e tecnologias do Japão


O constante aumento na demanda mundial por energia trouxe a tona novos e importantes desafios.

Um destes desafios está diretamente ligado ao aumento da produtividade aliado ao baixo consumo de energia, um problema decorrente e quem vem sendo amplamente debatido na comunidade internacional.

Pensando na solução destes e outros temas co-relacionados, o Japão, através de suas empresas, entidades especializadas, e governo, vem adotando uma série de medidas e soluções na tentativa de maximizar a produtividade e minimizar o consumo de energia através da constituição de novos produtos e tecnologias que tenham como objetivo o consumo inteligente de energia (Smart Energy).

Assim, em 2008, surgiu a JASE-W (Japanese Business Alliance for Smart Energy Worldwide), entidade formada pelo governo japonês, ECCJ (Centro de Eficiência Energética do Japão), e empresas privadas interessadas não só na promoção comercial de seus produtos e tecnologias, bem como na composição de uma agenda internacional (sobretudo através de missões empresariais) que tenha por finalidade a planificação de uma política mundial de sustentabilidade energética.

A Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná vem auxiliando a JASE-W no cumprimento de seus objetivos no Paraná realizando seminários, conferências, e divulgando estes novos produtos e tecnologias que certamente farão parte da nossa realidade no futuro.

No links abaixo disponibilizamos em PDF uma série de guias ordenados de acordo com os principais fabricantes do Japão. Os mesmos foram elaborados pela JASE-W, encontram-se em inglês e espanhol, sendo divididos em 7 setores de aplicação: residencial, industrial, químico (refinarias), metalúrgico (ferro & aço), energético, construção civil & transportes, e escritório.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Novo ministro das Finanças do Japão deve manter linha econômica


TÓQUIO, 1 Out (Reuters) – O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, nomeou nesta segunda-feira como ministro das Finanças um parlamentar veterano que deve seguir a mesma linha do premiê sobre reforma orçamentária e intervenção cambial, em um novo gabinete anunciado antes de eleições programadas para os próximos meses.

Koriki Jojima, de 65 anos, que era chefe de assuntos parlamentares do Partido Democrático do Japão (PDJ), vai assumir o comando da terceira maior economia do mundo, que esta à beira da recessão e abalada pela desaceleração global e o iene forte.

Noda, que assumiu o cargo em setembro de 2011 como terceiro primeiro-ministro dos democratas em três anos, já tinha mudado a formação do gabinete duas vezes antes.

A terceira restruturação é vista como um último esforço para impulsionar a enfraquecida taxa de aprovação do partido de situação.

Analistas disseram que nem Jojima nem os outros nove novos ministros teriam muito impacto sobre as política do governo, uma vez que a restruturação foi projetada principalmente para dar cargos mais importantes dentro do partido ou do governo a políticos com maior apelo eleitoral.

Numa entrevista coletiva algumas horas após sua nomeação, Jojima avançou pouco sobre suas políticas econômicas, afirmando que a valorização contínua do iene não reflete a real situação da economia.

“A crise da dívida da Europa e as preocupações com a economia dos Estados Unidos estão por trás dos movimentos atuais”, disse Jojima em entrevista à imprensa quando questionado sobre os mercados cambiais.

“O fortalecimento unilateral do iene continua e não reflete os fundamentos econômicos do Japão.”

Ele também afirmou que o primeiro-ministro o instruiu a cooperar de perto com o Banco do Japão, o banco central do país, para superar a deflação.

Jojima substitui Jun Azumi, de 50 anos, um eloquente e experiente ativista que já trabalhou como apresentador na emissora pública NHK e que assumiu um posto alto dentro do partido.

“Noda claramente está com os olhos voltados para as eleições ao remanejar as formações do gabinete e do partido neste momento”, disse o analista político Harumi Arima.

Jojima deve provavelmente seguir a linha de Noda sobre a necessidade de reformas fiscais. Ele foi fundamental na obtenção de um acordo político sobre o plano do primeiro-ministro para dobrar o imposto sobre vendas para 10 por cento até outubro de 2015.

Pouco se sabe sobre as opiniões de Jojima sobre as políticas monetária e cambial, mas ele deve ficar em linha com o governo sobre a necessidade de trabalhar com o banco central para vencer a deflação e de agir com firmeza contra ganhos excessivos do iene.

Fonte: Reuters

Sony e Olympus aliam-se em nova companhia


As companhias japonesas Sony e Olympus anunciaram, na sexta-feira, um acordo para criar uma empresa de equipamentos médicos. O objetivo da aliança é fortalecer a participação de ambas em segmentos como os de endoscópios e microscópios, segundo informaram as companhias em comunicado. A parceria também vale para a área de câmeras digitais.
 
De acordo com os termos financeiros da parceria, a Olympus vai emitir 34,3 milhões de ações ordinárias para a Sony. Após a compra desses papéis, a Sony passará a ter uma participação de 11,46% no capital da Olympus. Considerando o preço de 1,454 ienes por ação acertado, a Sony desembolsará 50 bilhões de ienes (US$ 645 milhões) para ampliar sua fatia na Olympus.
 
A joint venture formada na área de equipamentos médicos ainda terá o nome definido pelas duas companhias. A empresa terá sete diretores, sendo quatro deles indicados pela Sony e três pela Olympus. A Sony terá participação de 51% no negócio, enquanto a Olympus ficará com os 49% restantes.
 
Na área de câmeras digitais, as companhias vão continuar atuando de forma independente. Nesse caso, a parceria se dará por meio do compartilhamento de tecnologias, como sensores de imagem e lentes fotográficas.
 
Em nota, o executivo-chefe da Sony, Kazuo Hirai, afirmou que a companhia japonesa "está buscando agressivamente o crescimento do negócio de equipamentos médicos".
 
A aliança da Olympus com a Sony já era esperada. A Olympus é uma das companhias mais endividadas do Japão e estava buscando uma parceria, enquanto tenta resolver uma fraude fiscal de US$ 1,7 bilhão que abalou seus negócios. Na quarta-feira, dois dias antes do anúncio, três executivos da Olympus se declararam culpados de divulgar informações financeiras falsas para encobrir perdas na companhia.

Fonte: Valor