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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Revisada, produção industrial de junho no Japão passa a alta de 0,4%


TÓQUIO - O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão divulgou na madrugada desta sexta-feira (10) os dados revisados de produção industrial de junho, duas semanas após os números preliminares.

O dado preliminar apontava retração de 0,1% na produção de junho em relação a maio, enquanto o revisado passou para o terreno positivo em 0,4%.

Os embarques passaram de queda de 1,5% na medição preliminar de junho ante maio para uma retração menor, de 0,9%. Os estoques haviam caído em 1,4% segundo o dado preliminar de junho sobre maio e, revisado, passaram para queda de 1,2%. Todos os dados foram ajustados sazonalmente.

Em maio, os dados revisados apontaram queda de 3,4% na produção industrial em relação a abril, redução de 1,3% nos embarques e retração de 0,7% nos estoques.

(Dow Jones)

Hitachi quer aumentar parceria com a GE em energia nuclear


A Hitachi e a General Electric estão considerando a união de seus dois empreendimentos conjuntos de energia nuclear para conseguir superar a forte demanda atual no Japão e nos Estados Unidos pelo gás de xisto. 

Quando as duas companhias decidiram pelas joint ventures no segmento, em 2007, foi decidido que a divisão do Japão, no qual a Hitachi tem uma fatia de 80%, seria responsável por marketing, construção e manutenção de unidades nucleares no país. 

Já a dos Estados Unidos,  a GE cuidaria dos trabalhos no resto do mundo. Mas, na verdade, a companhia ainda tem que estender suas operações para fora do território americano. A Hitachi, por outro lado, tem conseguido mais encomendas internacionais. A meta das duas empresas era de conseguir encomendas para pelo menos 38 reatores nucleares pelo mundo já em 2030. 

Eles estão antecipando a construção de 12 equipamentos na América do Norte e de oito no Japão. 

(Valor Online – 10.08.2012)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Toyota prevê participação de emergentes em metade das vendas globais


SOROCABA (SP) - A Toyota acredita que metade de suas vendas globais virá de países emergentes até 2015. Essa fatia, que chegou a ser de apenas 19% no ano 2000, já atingiu 45% no ano passado. O Brasil tende a ser um dos protagonistas nesse crescimento, já que, nas contas da empresa, as vendas de veículos no país deverão ultrapassar as do Japão nos próximos três anos.

A meta da empresa é dobrar em dois anos as vendas que somaram quase 100 mil carros no Brasil em 2011. Com o lançamento de um carro compacto – segmento que concentra cerca de 65% do mercado -, a Toyota espera capturar a ascensão da classe média e não se posicionar apenas perante públicos mais abastados com carros como o Corolla.

Somando todos os modelos negociados no Brasil – que ainda incluem utilitários esportivos importados -, a Toyota, com o Etios, passa a explorar segmentos que respondem por cerca de 87% do mercado total.

Após a cerimônia de inauguração da fábrica da montadora em Sorocaba (SP), diretores da Toyota manifestaram planos de exportar o modelo Etios – produzido na unidade – a outros mercados do Mercosul, após desenvolver o produto no Brasil.

Também informaram que o preço do produto ainda não está definido e que, no momento, a montadora não pretende ampliar agressivamente a capilaridade da rede de distribuição formada por 133 revendas, apesar do ingresso no segmento que gira os maiores volumes de mercado.

A direção da Toyota informou que a fábrica inaugurada hoje em Sorocaba tem potencial de expandir a capacidade de produção para até 400 mil carros, a depender da demanda. Inicialmente, a fábrica vai produzir 70 mil unidades por ano, em dois turnos de trabalho. Se necessário, esse volume poderá subir no futuro para 100 mil veículos em três turnos, subindo gradualmente até chegar a um patamar quatro vezes superior, informou o vice-presidente sênior Industrial da Toyota Mercosul, Tsuneo Itagaki.

Com a empresa presente há 54 anos no Brasil, o diretor da montadora japonesa responsável pelos mercados na América Latina, África e Oriente Médio, Hisayuki Inoue, foi questionado sobre a demora em lançar uma investida sobre os segmentos de mercado mais populares. Ao responder a pergunta, o executivo disse ter consciência do atraso, mas que considera isso como uma vantagem, uma vez que pôde assim aprender com os erros das montadoras que se instalaram antes.

“Pudemos (nesse período) estudar muito bem o mercado brasileiro”, comentou Inoue. Apesar da atual desaceleração do mercado, ele disse não ter a “menor preocupação” com a economia brasileira, citando que o Brasil soube superar crises de inflação e desfruta de abundantes recursos naturais demandados por todo o mundo.

 (Eduardo Laguna | Valor)

Olympus tem prejuízo de US$ 56 milhões no trimestre


Olympus, fabricante japonesa de equipamentos médicos e fotográficos, reportou um prejuízo líquido de 4,46 bilhões de ienes (US$ 56,8 milhões) em seu primeiro trimestre fiscal, encerrado em 30 de junho. Há um ano, a empresa divulgou uma perda líquida de 1,42 bilhão de ienes.

Além de fatores como a valorização do iene, a companhia atribuiu o resultado à queda de 16% nas vendas do segmento de câmeras digitais, especialmente na vertente de câmeras compactas, com preços mais acessíveis. O mesmo problema foi relatado pela concorrente Nikon, que reduziu ontem suas projeções para o ano.

Entre abril e junho, a companhia apurou uma receita líquida de 189,5 bilhões de ienes (US$ 2,4 bilhões), desempenho 4,5% inferior ao total de vendas de 198,5 bilhões de ienes registrado no mesmo intervalo um ano antes. O lucro operacional teve uma queda de 59,6%, para 2,1 bilhão de ienes (US$ 26,7 milhões).

A Olympus manteve as projeções para o ano fiscal que será encerrado em 31 de março de 2013. A previsão é fechar o ano com uma receita líquida de 920 bilhões de ienes, lucro líquido de 7 bilhões de ienes e lucro operacional de 50 bilhões de ienes.

(Moacir Drska | Valor)

Toyota vai construir nova fábrica de motores no Brasil

O presidente mundial da montadora japonesa Toyota, Akio Toyoda, anunciou nesta quarta-feira (08) que a empresa pretende investir R$ 1 bilhão na construção de uma fábrica de motores em Porto Feliz (SP).

Akio Toyoda fez o anúncio após se reunir com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Segundo ele, a nova fábrica deve começar a operar no segundo semestre de 2015 e vai fornecer motores para dois modelos da montadora --Etios e Corolla.

Quando isso acontecer, o percentual de conteúdo nacional (insumos produzidos no Brasil) usados na produção desses dois veículos vai passar de 65% para 85%, afirmou.

O Etios chega ao mercado na segunda quinzena de setembro e será o primeiro Toyota compacto nacional.

O modelo terá versões hatch e sedã e custará, na versão 1.3 flex, a mais barata, a partir de R$ 28 mil. Ele será produzido na nova fábrica que a Toyota inaugura amanhã, em Sorocaba (SP).

"Considerando que quase todos os componentes e peças são fabricados no Brasil, nós podemos dizer que o Etios é um carro feito por brasileiros, para brasileiros", disse o presidente da montadora japonesa.

Atualmente, o governo elabora um novo regime automotivo que vai começar a vigorar em 2013. Um dos objetivos da administração de Dilma Rousseff com o novo regime é estimular o aumento do conteúdo nacional dos carros vendidos no Brasil.

Em abril, quando foi anunciado que novas regras para o setor seriam elaboradas, o governo disse que a intenção era dar descontos progressivos no IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) quanto maior fosse o conteúdo nacional dos automóveis.

Hisayuki Inoue, diretor da Toyota para a América Latina, disse que a nova fábrica de Porto Feliz deve empregar, num primeiro estágio de produção, de 600 a 700 pessoas. Já a Fábrica que a Toyota inaugura amanhã em Sorocaba vai produzir 70 mil carros por ano, empregando cerca de 1.700 pessoas, disse.

A fábrica de Sorocada, a terceira da montadora no país, consumiu US$ 600 milhões em investimentos para terraplanagem do terreno e contrução da unidade, segundo ele.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Toyota quer dobrar vendas no Brasil em dois anos


SÃO PAULO - A Toyota, montadora japonesa que inaugura hoje sua fábrica em Sorocaba, no interior de São Paulo, informou que planeja dobrar as vendas no mercado brasileiro nos próximos dois anos. No ano passado, as vendas da Toyota no Brasil ficaram próximas a 100 mil carros.

Hoje a montadora realiza a cerimônia de inauguração da fábrica em Sorocaba que consumiu investimentos de US$ 600 milhões.  A unidade, que montará o modelo compacto Etios, terá capacidade de produção inicial de 70 mil carros por ano, com a geração de 1,5 mil empregos diretos. A capacidade de produção prevista para a unidade, no entanto, é de 400 mil veículos por ano, segundo informou a direção mundial da companhia. O incremento do ritmo de produção será gradualmente elevado de acordo com a demanda.

Ontem, após audiência com a presidente Dilma Rousseff, o presidente global da Toyota Motors Corporation, Akio Toyoda, anunciou a decisão da empresa de construir uma fábrica de motores em Porto Feliz, nas proximidades do complexo de Sorocaba.

Essa fábrica vai produzir motores para o Etios e também para o Corolla, que hoje é montado em Indaiatuba (SP).

Pimentel

Presente na cerimônia, o ministro do MDIC, Fernando Pimentel, disse hoje que o evento é fruto da pujança da economia brasileira e paulista, além do crescimento das vendas de carros no Brasil para um nível próximo a 4 milhões de carros, o que coloca o país entre os cinco maiores do mundo.

Pimentel disse ainda que o investimento de US$ 600 milhões da montadora representa uma resposta àqueles que acreditam num contágio da crise europeia no Brasil.

Nesse sentido, ele afirmou que as montadoras estão abrindo operações no Brasil, enquanto a Europa assiste ao fechamento de fábricas.

Por fim, Pimentel comentou que a cerimônia de inauguração da fábrica de Sorocaba também é uma celebração dos laços entre Brasil e Japão. Ele disse que a imigração nipônica a partir de 1908 constituiu um marco da chegada de um povo que se tornou parte inseparável da cultura brasileira.

Akio Toyoda

O presidente mundial da Toyota, Akio Toyoda disse que companhia pretende utilizar o máximo possível de componentes brasileiros na produção de seus veículos no pais. “Teremos automóveis brasileiros produzidos por brasileiros”.

A mudança de postura da direção mundial da companhia japonesa em relação ao país ficou ainda mais nítida com o discurso que Toyoda, neto do fundador da Toyota. Poucas vezes executivos do alto escalão da multinacional vieram ao Brasil nos 54 anos de historia de instalações industriais da empresa no país. 

Toyoda levantou-se da mesa de autoridades montada para a solenidade e aproximou-se da plateia de convidados para enaltecer o crescimento da economia brasileira, agradecer a solidariedade na época do tsunami no Japão, no ano passado, e, já antevendo que a concorrência de novas marcas como a Hyundai não será fácil, o executivo destacou que “o que faz um veículo é a pista onde ele roda” E que, portanto, somente uma empresa que esta há tanto tempo no país conhece o território. “É preciso conhecer as pistas do país”, disse.

(Eduardo Laguna e Marli Olmos | Valor)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Novos diplomatas consulares do Japão visitam sede da Câmara

Na tarde desta quarta-feira, 01, o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Yoshiaki Oshiro, recebeu na sede da entidade os novos diplomatas consulares do Japão para os estados do Paraná e Santa Catarina, Satoshi Morita (Cônsul) e Takahiro Iwato (Cônsul-Geral Adjunto).

Na pauta, a apresentação do portfólio de atividades da entidade, que há mais de 30 anos auxilia no desenvolvimento econômico do Paraná através da atração e mediação de investimentos japoneses na região.

Segundo o Cônsul Iwato, este foi o primeiro de muitos contatos. "A Câmara vem prestando um importante papel no fomento das relações bilaterais Brasil Japão no estado do Paraná. Esperamos continuar a fazer parte deste processo" disse.

Além do presidente Oshiro, a reunião contou com o vice-presidente da entidade, Mário Azuma, e os diretores Sussumu Higachi, Antônio Cabanilhas e Fujio Takamura.

Para mais sobre o Consulado Geral do Japão em Curitiba, acesse: