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terça-feira, 10 de abril de 2012

Juro no Japão e saldo comercial da China mexem com bolsas da Ásia

A maior parte das bolsas da Ásia fechou em baixa nesta terça-feira. Em Tóquio, as ações apagaram os ganhos depois que o Banco do Japão decidiu não promover mais afrouxamento de sua política monetária. Em Hong Kong e na Austrália, os índices acionários recuaram em sua primeira resposta aos fracos dados sobre emprego divulgados na sexta-feira passada nos Estados Unidos.

“Os investidores estão saindo do risco em que entraram nos últimos meses”, disse o diretor de renda variável da Louis Capital Markets para Hong Kong, Tom Kaan. “Há preocupações demais com um pouso forçado na China.”

O Nikkei chegou a subir mais de 1% no intraday, mas fechou em baixa de 0,04%, aos 9.542,19 pontos, com a apreciação do iene após o BC do país manter a taxa básica de juro bem como o volume atual de compra de ativos. Esse foi o sexto dia seguido de perdas para o índice. Diversas exportadoras ficaram sob pressão, como Sony (-3,53%) e Sharp (-4,33%).

Na praça de Hong Kong, o Hang Seng cedeu 1,15%, para 20.356,24 pontos. Em Seul, o Kospi fechou em baixa de 0,13%, aos 1.994,41 pontos.

Na China, ao contrário, as ações recuperaram-se em meio à expectativa crescente de mais afrouxamento monetário por parte de Pequim. Dados divulgados nesta terça-feira mostraram que o país teve um superávit comercial de US$ 5,35 bilhões em março, saindo do déficit em fevereiro.

O índice Xangai Composto, de Xangai, avançou 0,88%, para 2.305,86 pontos, enquanto o Shenzhen Composto subiu 0,94%, alcançando 966,54 pontos. Papéis ligados ao setor imobiliário e ao de commodities caíram.

(Marcílio Souza | Valor, com agências internacionais)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Visitas à câmara: Price Waterhouse Coopers

Na tarde desta segunda-feira (09), a câmara recebeu a visita dos representantes da Price Waterhouse Coopers de São Paulo.

Composta pelos consultores Kazue Kataoka, Nobuyuki Yahagi (Japan Desk), e Carolina Sakama (Japan Desk), a comitiva realizou uma breve apresentação sobre as atividades desempenhadas pela empresa, presenteando a entidade com dois materiais compostos recentemente e que dão suporte ao desenvolvimento de novos negócios no país.

Publicado anualmente em diversos idiomas, o denominado "Doing Deals in Brazil" é um guia completo sobre as potencialidades econômicas do país. Já o "Glossário de Termos Contábeis" fora composto em parceria da câmara japonesa do Brasil, e traz mais de 100 palavras e termos técnicos utilizados no nosso dia-a-dia traduzidos para o inglês e japonês.

Para o diretor Fujio Takamura, a visita foi muito positiva. "Sem dúvida o trabalho desenvolvido pela PWC é muito importante pois ajuda a internacionalizar o país. O guia "Doing Deals in Brazil" no idioma japonês, por exemplo, consolida-se como um grande facilitador na introdução do nosso país aos investidores japoneses, que sentem dificuldade em encontrarem informações confiáveis sobre o Brasil até mesmo na internet" finalizou.

Para mais, acesse:

Banco do Japão mantém taxa de juros inalterada, entre zero e 0,1%

O Banco do Japão decidiu nesta terça-feira manter inalterada a taxa básica de juros da economia japonesa, entre zero e 0,1% ao ano, bem como os programas de estímulo à economia local. A decisão ocorre quatro dias depois de parlamentares japoneses terem rejeitado a indicação, feita pelo governo, de um executivo do BNP Paribas, Ryutaro Kono, para o comitê de política monetária do BC do país.

Além do patamar inalterado para a taxa de juros, o Banco do Japão decidiu também manter, sem modificações, o fundo de 30 trilhões de ienes (US$ 368 bilhões) para a compra de ativos e a linha de crédito de 35 trilhões de ienes para estimular a economia do país, em linha com as expectativas de 12 de 13 economistas ouvidos pela Bloomberg.

Economistas de instituições financeiras como Morgan Stanley e Mizuho Securities preveem uma expansão do afrouxamento monetário em reunião do Banco do Japão programada para o dia 27 de abril, quando as perspectivas para a inflação devem indicar uma lacuna entre a meta oficial de 1% e a evolução dos preços.

“Provavelmente, o Banco do Japão deve acrescentar novos estímulos mais para o fim do mês”, avalia Yoshimasa Maruyama, economista-chefe da Itochu Corp em Tóquio. “O Banco do Japão deve estar sentindo uma pressão crescente dos investidores e dos políticos, após ter se comprometido em pôr fim à deflação.”  

(Bloomberg)

domingo, 8 de abril de 2012

Conta corrente do Japão tem superávit de US$ 14,5 bi em fevereiro

A conta corrente do Japão voltou a registrar superávit no mês de fevereiro, de 1,177 trilhão de ienes (US$ 14,5 bilhões), ante o déficit de 437 bilhões de ienes reportado no mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo Ministério das Finanças do país. Na comparação com igual mês do ano passado, quando foi registrado superávit de 1,70 trilhão de ienes, houve queda de 30,7%.

O resultado vem pouco acima das projeções dos economistas, que era de saldo positivo de entre 1,12 trilhão e 1,149 trilhão de ienes. As exportações do país apresentaram uma ligeira alta, estimuladas pela aparente recuperação da economia dos Estados Unidos. As perspectivas para a valorização do iene, no entanto, tornam incertas as estimativas para o desempenho da balança comercial do país.

(Gabrielle Moreira | Valor)

sábado, 7 de abril de 2012

Japão e China vão se coordenar para ajudar FMI, diz ministro japonês

O Japão e a China pretendem se coordenar para dar apoio ao esforço do Fundo Monetário Internacional (FMI) em conter a crise de dívida da Europa, disse o ministro das Finanças japonês, Jun Azumi.

"Ao invés de tomarmos decisão de forma independente, concordamos em consultar um ao outro de forma bastante próxima" sobre contribuição financeira ao FMI, disse Azumi a jornalistas após encontro com o ministro das Finanças da China, Xie Xuren, em Tóquio.

Os ministros das duas maiores economias da Ásia se reuniram antes da reunião do G-20 que acontecerá este mês em Washington, nos Estados Unidos. Entre os assuntos a serem debatidos na reunião está o aumento de contribuições ao FMI.

O fundo precisa de mais recursos para proteger a economia mundial de ameaças decorrentes do aperto no sistema financeiro europeu, do aumento do preço do petróleo e do alto nível de desemprego, disse esta semana a  diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde.

O FMI pediu em janeiro valor próximo de US$ 500 bilhões em recursos adicionais. Os países membros do órgão têm sido relutantes em liberar recursos até que nações europeias façam  mais para ajudar a si mesmas.

(Bloomberg News)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Confiança do empresariado do Japão permanece ruim

TÓQUIO – Levantamento trimestral do Banco Central do Japão (BoJ) não mostrou nenhuma melhora na confiança dos empresários locais no primeiro trimestre deste ano.

O resultado pior do que o esperado reflete uma deterioração das perspectivas entre os médios e pequenos fabricantes, apesar da menor preocupação com a crise europeia.

A pesquisa trimestral do Boj, chamada "Tankan", apresentou índice - 4 para o trimestre encerrado em março, mesmo indicador do último trimestre de 2011. Muitos analistas projetavam uma melhoria para - 1. Um valor negativo indica maior pessimismo do que otimismo entre os entrevistados.

Dados divulgados na semana passada mostraram números mais fracos do que o esperado de produção industrial em fevereiro, mostrando a fragilidade da recuperação econômica à medida que o crescimento na Ásia diminui.

(Associated Press)

Câmara em visita a diretoria do BRDE

Na manhã da última sexta-feira (30) os diretores do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Nivaldo Pagliari, e Jorge Gomes Filho, acompanhados pelos superintendentes Carlos Olson e Thiago Tosatto, receberam a visita da comitiva da câmara.

Composta por Yoshiaki Oshiro (presidente) e Heberthy Daijó (diretor), a reunião foi mediada por Takao Koike (Consystem Consultoria Empresarial), que já desenvolve trabalhos em parceria do banco.

Na pauta, a apresentação da entidade junto ao banco, que colocou-se a disposição para ajudar na atração de investimentos japoneses no estado.

Segundo Pagliari, o banco tem condições de financiar pequenas e médias empresas do Japão interessadas em expatriarem seus investimentos no país. "O BRDE pode ajudar o capital privado japonês em diversas áreas, principalmente no financiamento de pequenas e médias empresas ligadas à área de tecnologia. O pólo tecnológico do sudoeste é um claro exemplo deste interesse do Paraná em desenvolver novos ativos. E claro, nosso banco tem totais condições de dar suporte as empresas japonesas que aqui se estabelecerem, sobretudo àquelas que investirem em áreas que sejam de interesse do governo, como no caso do setor de tecnologia" completou.

Para Oshiro, esta predisposição do banco é fundamental para a atração de novos investimentos. "Muitas pequenas e médias empresas do Japão não possuem estrutura suficiente para iniciar seus trabalhos na região. Esta abertura concedida pelo BRDE nos dá margem para ampliarmos nosso leque de atrativos em detrimento aos demais estados da federação. Além disso, o fato do banco possuir assento na secretaria estadual da indústria e comércio, auxiliando em programas como o Paraná Competitivo, o credencia ainda mais a ser um canal de apoio nesta atração de investimentos estrangeiros" finalizou.

Sobre o BRDE, acesse: