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quarta-feira, 14 de março de 2012

Por terras-raras, EUA, Japão e UE vão à OMC contra a China

A União Europeia, os Estados Unidos e o Japão deflagraram ontem uma dura disputa contra a China envolvendo matérias-primas, que poderá se tornar um dos conflitos com o maior impacto econômico na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os três acusam Pequim de restringir exportação de terras-raras, que são indispensáveis à alta tecnologia, telecomunicações e produtos ambientais globalmente.

O confronto entre as maiores economias do mundo vai bem além de terras-raras. Uma população mundial em crescimento e uma economia global que tende a se expandir vão elevar a demanda por commodities, e os preços vão aumentar no longo prazo. As indústrias americana, europeia e japonesa temem problemas de acesso a matérias-primas estratégicas, enquanto os emergentes aumentam sua própria industrialização.

O contexto também reflete o acirramento da disputa pela influência globalmente. A China é hoje a segunda maior economia e suas decisões têm impacto imediato em outras economias. A relação com a UE azedou recentemente, quando Pequim levantou o tom e suspendeu a encomenda de 25 aviões da Airbus, no valor de US$ 12 bilhões, em reação à decisão unilateral dos europeus de impor taxa contra emissões de gases para aviões nos aeroportos do Velho Continente.

Em plena campanha eleitoral nos EUA, o presidente Barack Obama anunciou a disputa em pronunciamento transmitido pela TV. Deixou claro sua intenção de elevar a escalada ofensiva contra Pequim. Também um dos pré-candidatos republicanos, Mitt Romney, endureceu sua retórica anti-Pequim.

Washington, Bruxelas e Tóquio reclamam que os chineses impõem uma série de restrições à exportação - na forma de sobretaxa à exportação, cotas e outras medidas - que violariam as regras comerciais e os compromissos assumidos por Pequim quando entrou na OMC em 2011.

A UE ganhou recentemente uma primeira disputa contra a China por causa de restrições na exportação de nove produtos essenciais para a indústria europeia, como silício, bauxita, magnésio, manganês e zinco. Mas Pequim não dá nenhum sinal de que vai remover as barreiras condenadas pela OMC.

Agora, os europeus se uniram aos americanos e japoneses para atacar restrições chinesas na exportação de terras-raras - 17 elementos químicos, além de tungstênio e molibdênio -, essenciais nas indústrias de informática, automobilística, maquinários, químicos e siderúrgicos. Seu uso vai de mísseis a telefone celular, componentes de carros, telas de tablets e de computadores, no processo de produção da gasolina, painéis solares etc.

A China é responsável por 97% da produção de terras-raras, apesar de deter apenas um terço das reservas mundiais. Na avaliação europeia, como a China tem praticamente o monopólio de vários desses minerais, as limitações à exportação afetam a produção virtualmente "em todas as indústrias" e têm impacto econômico global de centenas de bilhões de dólares - fazendo desse caso potencialmente um dos maiores já trazidos até hoje à OMC.

Os europeus reclamam que as barreiras de Pequim criam sérias desvantagens para os produtos estrangeiros, ao aumentar artificialmente os preços de exportação chineses e elevar os custos globalmente. Ao mesmo tempo, as restrições diminuem o custo de matérias-primas para as empresas chinesas, em razão de aumento significativo no fornecimento doméstico. Isso dá aos chineses vantagem competitiva e força mais produtores estrangeiros a transferir operações e tecnologias para a China, resultando em perdas de emprego e capacidade de produção nos parceiros.

A China freou gradualmente a exportação de terras-raras, aumentando sobretaxas e reduzindo as quantidades vendidas. Em junho de 2010, as autoridades de Pequim cortaram o volume exportado em 32% para companhias locais e 54% para companhias estrangeiras. O suprimento para o resto do mundo caiu para 30 mil toneladas, comparado a uma demanda entre 50 mil e 60 mil toneladas. Em dois anos, os preços subiram até 1.000% e a tonelada chegou a valer US$ 109 mil, declinando recentemente, mas permanecendo muito mais alto do que em 2009. Os preços chineses de exportação são até 100% mais elevados do que os preços domésticos.

Os chineses, no entanto, têm a favor o argumento de que as vendas em 2011 sequer atingiram o limite das cotas. No final do ano passado, as exportações somaram apenas 60% dos níveis estabelecidos por Pequim.

A imprensa oficial chinesa reagiu ontem duramente, advertindo que Pequim poderá fazer retaliações. Os chineses alegam que reduziram a produção de terras-raras para tornar a exploração mais sustentável do ponto de vista ambiental.

Pelas regras da OMC, os países têm 60 dias para tentar uma solução amigável, antes de os juízes examinarem as queixas.

(Valor)

terça-feira, 13 de março de 2012

Câmara, FIEP, e JETRO realizam I° Conferência Paraná Japão de Recuperação Energética de Resíduos

Em seu discurso, Kenji Wasada, representante do Ministério da Economia, Indústria e Comércio do Japão, ressalta a importância do evento para o desenvolvimento das relações bilaterais Paraná-Japão (Foto: Gilson Abreu)

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) sediou nesta segunda-feira (12), em Curitiba, a 1ª Conferência Paraná-Japão de Recuperação Energética de Resíduos. Empresas e organismos públicos japoneses apresentaram soluções e tecnologias para o tratamento de resíduos e geração de energia através deles, abrindo a possibilidade de parcerias com companhias e prefeituras paranaenses.

A conferência – organizada em parceria entre a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Japão do Paraná (CCIBJ), Fiep e a Agência de Comércio Exterior do governo japonês – foi o primeiro resultado prático da visita que uma comitiva paranaense fez ao Japão, em fevereiro. “Fomos muito bem recebidos no Japão e esta conferência é reflexo daquela visita”, explicou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, que integrou a missão paranaense que foi à Ásia e abriu os trabalhos da conferência nesta segunda. “Por ser um país que frequentemente enfrenta dificuldades na geração de energia, o Japão sempre busca matrizes alternativas e tem muito a nos ensinar”, acrescentou.

A premissa foi confirmada na conferência por Kenji Wasada, do departamento de Energia, Conservação e Energias Renováveis, órgão ligado ao Ministério de Economia, Indústria e Comércio do Japão. “Passamos por um momento de importante revolução energética no Japão, por conta das recentes tragédias que atingiram nosso país”, disse, referindo-se ao terremoto seguido de tsunami que atingiu o país e colocou em xeque a segurança das usinas atômicas japonesas.

O presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, ressaltou que a vinda de representantes de empresas e órgãos governamentais japoneses para tratar do assunto é uma grande oportunidade para o Estado. “As empresas japonesas têm procurado mecanismos de alta tecnologia para a questão de tratamento de resíduos e geração de energia. Este intercâmbio que estamos promovendo pode acrescentar benefícios para ambos os países”, declarou.

TECNOLOGIA

Durante o encontro, três empresas japonesas apresentaram as tecnologias e soluções que disponibilizam para a geração de energia durante o processo de incineração de resíduos sólidos urbanos ou de tratamento de dejetos animais. Também foi apresentado o sistema de gerenciamento utilizado pelo Tokyo 23, consórcio responsável pelo tratamento de resíduos nas cidades que compõem a região metropolitana da capital japonesa.

Edson Campagnolo afirmou que o Sistema Fiep, por meio do Senai Paraná, pode ser um parceiro para trazer esses sistemas de gerenciamento de resíduos para o Estado. “Temos interesse em parcerias não apenas para que as empresas japonesas atuem no Paraná, mas também transfiram essas tecnologias para nós”, disse.

Além de empresas paranaenses que buscam parcerias nessa área, a conferência reuniu representantes de prefeituras paranaenses interessadas em implantar sistemas mais modernos de gerenciamento do lixo. É o caso de Foz do Iguaçu. “Estamos abrindo licitação para um novo aterro sanitário no município e queremos utilizar uma nova tecnologia de tratamento desses resíduos, com a possibilidade de geração de energia”, afirmou o prefeito Paulo Mac Donald Ghisi. Segundo ele, as empresas japonesas serão convidadas a participar da concorrência.

A troca de experiências com os japoneses também pode contribuir para o planejamento do consórcio intermunicipal de tratamento de resíduos da região metropolitana de Curitiba. Durante a conferência, a secretária de Meio Ambiente da prefeitura da capital, Marilza Dias, apresentou as características do sistema de gerenciamento utilizado pelo consórcio e afirmou que o intercâmbio pode contribuir para o projeto de criação de uma usina de tratamento dos resíduos que será implantado na região, cuja licitação também está sendo preparada. “Entender o processo utilizado lá, especialmente em Tóquio, foi muito importante para nós”, ressaltou.

PARTICIPANTES

Além da câmara e FIEP, o evento contou com a participação de representantes convidados das secretarias de estado do meio ambiente, planejamento, COMEC, IAP, Instituto das Águas do Paraná, COPEL, Itaipu, Tecpar, Agência de Internacionalização do Estado do Paraná, Emater, Lactec, Fecomercio, Senai, Coopavel, Instituto Cultural e Científico Brasil Japão, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, prefeituras de Curitiba, Maringá, Foz do Iguaçu, deputados Luiz Nishimori (federal) e Teruo Kato (estadual), Grupo Hubner, Bricarbras, Wiecheteck Engenharia Elétrica, Elco Engenharia Elétrica, Conresol, e Viaplan Engenharia.

Já o lado japonês esteve representado pelo Ministério da Economia, Indústria, e Comércio do Japão, Consulado Geral do Japão em Curitiba, Jetro São Paulo, Japanese Business Alliance for Smart Energy Worldwide (JASE-W), JGC Corporation, Nippon Koei Co, Clean Association of Tokyo 23, Hitachi Zousen Corporation e Yokogawa Electric Corporation.

Fonte: FIEP
Trecho participantes: CCIBJ do Paraná

Banco do Japão mantém taxa básica de juros entre zero e 0,1% ao ano

SÃO PAULO - O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) informou hoje que manteve a taxa básica de juros entre zero e 0,1% ao ano. Não foi anunciada alteração no atual programa de compra de ativos, mas a instituição informou que irá expandir o programa de empréstimo a juros baixos de 3,5 trilhões de ienes para 5,5 trilhões de ienes (US$ 66,9 bilhões).

“O comitê decidiu elevar a provisão de fundos para apoiar o fortalecimento das bases econômicas, para estimular o crescimento”, diz o comunicado do banco central japonês.

O BoJ afirma que o país mostra alguns sinais de retomada. A perspectiva é que o Japão gradualmente saia da atual fase de estagnação e retorne a um caminho de recuperação moderada, ao passo que as economias externas também apresentem melhoras.

No médio prazo a longo prazo, a instituição acredita que o índice de preços ao consumidor atinja alta de 2%, ou menos, na comparação anual. No momento, o BoJ estabelece uma meta de inflação anual de 1%.

(Gabrielle Moreira | Valor)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Confiança do consumidor do Japão recua em fevereiro

A confiança do consumidor do Japão apresentou pior desempenho no mês de fevereiro, segundo informaçõs contidas em um levantamento divulgado hoje pelo gabinete oficial do governo do país, o Cabinet Office.

De acordo com a pesquisa, o indicador ficou em 39,5 pontos, contra 40 pontos em janeiro. O resultado decepcionou as estimativas do mercado, que esperavam 40,8 pontos.

(MR - Agência IN)

domingo, 11 de março de 2012

Japão ainda luta para se reerguer, um ano após desastre

Um ano após o terremoto e o tsunami que causaram grande devastação e um acidente nuclear, a economia do Japão finalmente pode estar em vias de virar a página e começar a crescer novamente. No entanto, as perspectivas para uma forte recuperação continuam problemáticas, como mostram dados da economia divulgados ontem.

O Japão registrou um déficit em conta corrente recorde de 437,3 bilhões de ienes (US$ 5,4 bilhões) em janeiro, segundo números anunciados pelo Ministério das Finanças. O déficit de janeiro foi o maior desde o início da série histórica, em 1985, e ficou bem acima da mediana das estimativas dos 27 economistas entrevistados pela agência Bloomberg, de um déficit de 320 bilhões de ienes.

O crescimento do déficit foi impulsionado pelo forte aumento na importação de energia por causa do fechamento de 52 dos 54 reatores nucleares após o derretimento dos reatores da usina de Fukushima, causado pelo terremoto/tsunami de 11 de março de 2011.

"A importação de combustíveis, para geração de eletricidade, continuará elevada enquanto as usinas nucleares estiverem excluídas do conjunto de energia do Japão", afirmou David Rea, economista do Capital Economics em Londres. Ao mesmo tempo, fatores sazonais foram "uma causa importante" do déficit temporário, acrescentou.

Os dados também reforçam o risco de o Japão se tornar nesta década um país de déficit, que precisará se financiar no exterior para honrar o serviço de sua dívida, percentualmente a maior do mundo, que chega 200% do PIB do país, de US$ 5,5 trilhões.

Além das pressões fiscais, o Japão tem como obstáculos a sua vulnerabilidade às variações da economia e mercados globais, dada a dependência das exportações, a deflação crônica e o rápido envelhecimento da população, que deve encolher aproximadamente 32% até 2060, segundo estimativas. Há também riscos políticos. O primeiro-ministro Yoshihiko Noda, que assumiu em setembro, tem uma aprovação de apenas 30% e pode não durar muito tempo.

Ontem, o governo japonês informou que o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu a uma taxa anualizada de 0,7% entre outubro e dezembro, comparado com uma estimativa preliminar de contração de 2,3% divulgada em fevereiro. Em decorrência do tsunami, o PIB apresentou contração em três dos quatro trimestres de 2011.

O Barclays Capital estima que a terceira maior economia do mundo vai crescer 1,5% neste trimestre, depois que os dados da produção industrial e das vendas no varejo revelaram um ganho maior que o esperado pelos economistas em janeiro. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o PIB japonês terá uma expansão de 1,7% neste ano e de 1,6% em 2013.

"Nos próximos meses, deverá ficar cada vez mais claro que a fraqueza acabou", disse Ryutaro Kono, economista-chefe do BNP Paribas em Tóquio, antes da divulgação do relatório do PIB. "A retomada das exportações e a demanda por reconstrução do governo deverão ajudar a dar impulso aos lucros corporativos, levando a uma melhora no nível de emprego e nas condições de renda das famílias", acrescentou.

O cenário mais positivo para a economia japonesa é fortalecido por uma combinação de fatores, que inclui um iene em processo de desvalorização, sinais de retomada do comércio global, a recuperação americana, os gastos estimados em US$ 246 bilhões para a reconstrução após a destruição no nordeste do país causada pelo terremoto/tsunami e o afrouxamento monetário determinado pelo Banco do Japão (BOJ, o banco central).

"Depois de muitos anos de ameaças frustradas de avanço, a economia japonesa pode finalmente estar prestes a decolar, ou pelo menos entrar em um período de crescimento sustentado, com um mercado de ações em acentuada elevação", escreveu em uma análise John H. Makin, pesquisador do American Enterprise Institute.

Para Makin, a decisão do Banco do Japão, no mês passado, de acelerar o relaxamento monetário mostrou a seriedade do banco central no compromisso de pôr um fim à deflação que aflige o país há mais de uma década. Numa ação surpreendente, e sob crescente pressão política, o BOJ elevou o nível do seu programa de compra de ativos - sua principal ferramenta de estímulo ao crédito em meio a taxas de juros próximas a zero - de 55 trilhões para 65 trilhões de ienes, por meio de mais compras de títulos do governo japonês.

(Valor)

Confiança do consumidor do Japão recua em fevereiro

SÃO PAULO – O Japão relembrou neste domingo o terremoto e o tsunami que atingiram o país há exatamente um ano, deixando mais de 19 mil mortos e provocando o maior desastre nuclear no mundo desde o acidente de Chernobyl, em 1986, na Ucrânia.

Diversas cerimônias foram realizadas ao longo da costa japonesa a partir das 14h46 (horário local, 02h46 em Brasília), o horário exato que um terremoto de magnitude 9 atingiu o país no dia 11 de março de 2011.

O imperador Akihito disse que o Japão emergiu do desastre mais forte e que vai reconstruir “um país onde os japoneses possam viver com mais segurança”. Ele participou de cerimônia no Teatro Nacional de Tóquio junto com o primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, e prestou condolências a centenas de parentes das vítimas da tragédia.

O terremoto mais forte da história do Japão provocou uma onda gigante, de mais de 20 metros de altura, que atingiu com mais força a costa nordeste do país, desvastando cidades inteiras. Um ano depois, mais de 325 mil pessoas seguem vivendo em abrigos, enquanto os trabalhos de reconstrução continuam.

O governo japonês afirma que a usina nuclear de Fukushima Dai-chi - onde três reatores entraram em fusão após o tsunami destruir seus sistemas de refrigeração – permanece estável e que a radiação emitida diminuiu significativamente. Mesmo assim, quase 2 milhões de pessoas que viviam nas proximidades da usina não poderão voltar às suas casas pelos próximos 30 anos.

Atualmente, apenas dois dos 54 reatores nucleares do país estão em operação. Praticamente todas as usinas foram paradas para testes mais rigorosos sobre a capacidade delas de suportar desastres similares. O governo prometeu reduzir a dependência à energia nuclear, que respondia por 30% da eletricidade gerada no país antes da tragédia.

(Valor, com agências internacionais)

sábado, 10 de março de 2012

No Brasil, atos relembrarão um ano do terremoto no Japão

BRASÍLIA – Na véspera de completar um ano dos acidentes nucleares no Japão, gerados pelo terremoto seguido por tsunami, há cerimônias em homenagem às vítimas em todo o país. Em várias cidades japonesas, as pessoas acenderam velas, formando obras de arte. Mais de 19 mil pessoas morreram ou desapareceram no Japão em consequência dos acidentes. Parte do país foi destruída. No Brasil, a tragédia será lembrada com um minuto de silêncio e correntes humanas em várias cidades.

Em 11 de março de 2011, um terremoto seguido por tsunami provocou danos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do país. Danificados, os reatores geraram explosões e vazamentos. Até hoje, várias cidades em volta da usina ainda permanecem esvaziadas e as famílias moram em abrigos improvisados.

As autoridades japonesas garantem que a maior parte do entulho foi retirada das ruas e as estradas pavimentadas. Mas, segundo relatos, as dificuldades e o medo ainda permanecem. Moradores da região de Fukushima passaram a viver monitorando o nível de radiação, principalmente entre as crianças e os adolescentes.

No Brasil, organizações não governamentais e movimentos sociais convocaram para amanhã (11) uma série de manifestações para lembrar a tragédia. Os atos, convocados em várias cidades do país, deverão ocorrer simultaneamente às 10h15 (horário de Brasília).

No Rio de Janeiro, deve ser feita uma corrente humana na orla em Ipanema, onde haverá um minuto de silêncio. Em São Paulo, também haverá uma corrente humana na Avenida Paulista, assim como em Belo Horizonte, no Parque Municipal, em Brasília, na Feira dos Importados, e em Salvador, no Dique do Itororó.

Os organizadores das manifestações aproveitarão para colher assinaturas que farão parte de texto a ser encaminhado ao Congresso Nacional propondo uma emenda constitucional para acabar com as obras da Usina Angra 3 e suspender os projetos de várias usinas nucleares no país.

(Agência Brasil)