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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Japão está disposto a estudar o aumento das compras de títulos do fundo de resgate da zona do euro

O Japão confirmou que está disposto a estudar o aumento das compras de títulos do fundo de resgate da zona do euro. O ministro da Fazenda japonês, Motohisa Furukawa, em entrevista para o WSJ, também criticou os líderes europeus e pediu que eles tomem novas medidas para controlar seus gastos.

O Japão confirmou que está disposto a estudar o aumento das compras de títulos do fundo de resgate da zona do euro. O ministro da Fazenda japonês, Motohisa Furukawa, em entrevista para o WSJ, também criticou os líderes europeus e pediu que eles tomem novas medidas para controlar seus gastos.

Fonte: Valor

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Radiação é encontrada em leite em pó para bebês no Japão

SÃO PAULO – Traços de radiação provenientes da usina nuclear de Fukushima, danificada pelo terremoto e pelo tsunami ocorridos em março no Japão, foram encontrados em latas de leite em pó para bebês da fabricante Meiji.

A empresa, a maior de seu setor no país, retirou as latas do mercado, que tinham data de validade de outubro de 2012, mas destacou que os níveis de césio radioativo detectados ficaram muito abaixo do que o governo considera perigoso. O anúncio faz crescer a lista de alimentos contaminados pelo acidente nuclear, mas foi a primeira vez em que a radiação foi encontrada nesse tipo de produto.

A Meiji disse que césio radioativo 137 e 139, de até 30,8 becquerels por quilograma, foi detectado no leite. O nível mínimo de radiação considerado nocivo pelo governo para esses produtos é de 200 becquerels.

Não ficou claro o número exato de recipientes contaminados, mas a companhia disse que 400 mil latas de 850 gramas atualmente à venda estão nos lotes afetados. A companhia não está fazendo um recall, mas disse que os clientes podem substituir gratuitamente quaisquer latas dos lotes atingidos. Em entrevista por telefone, Kazuhiko Tsurumi, responsável pela segurança alimentar no Ministério da Saúde, disse que “não há problema” quanto ao produto.

(Marcílio Souza | Valor, com agências internacionais)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Resumo de notícias da semana: conselho tributário da FIEP

Projeto zera tributos sobre internet e venda de softwares para escolas

Em análise na Câmara, o Projeto de Lei 1398/11, do deputado Marcos Montes (PSD-MG), reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a importação e a receita bruta de venda no mercado interno de serviços de TV a cabo, de internet banda larga e de softwares. O benefício fiscal aplica-se apenas a serviços prestados ou a produtos vendidos para instituições de ensino básico e técnico profissionalizante.

De acordo com o autor, é inegável a importância das novas tecnologias da informação no processo de ensino e aprendizagem. “O objetivo da medida é reduzir o preço desses serviços, o que melhorará a qualidade de vida de uma imensa parcela da população brasileira, especialmente a mais pobre”, afirmou.

Tramitação - O projeto tramita em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Plenário da Câmara vota PEC da Música

Plenário da Câmara votou, por acordo de líderes, e aprovou em 1º turno a PEC 98/07 - PEC da Música. A PEC da Música veda a instituição de impostos sobre os fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil, contendo obras musicais ou lítero-musicais de autores brasileiros, e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros, bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham. Ressalvada a hipótese de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser para as quais não haverá imunidade tributária.

O deputados. Pauderney Avelino (DEM/AM) e Rebecca Garcia (PP/AM) manifestaram-se contrários à PEC. Argumentaram que a proposta não implica em desoneração tributária, pois não atinge as contribuições incidentes sobre os produtos. Para eles, na verdade, há um prejuízo aos artistas brasileiros e a PEC significa a diminuição de empregos e renda de muitos trabalhadores, em especial no estado do Amazonas.

A favor da matéria, o deputado Ricardo Berzoini (PT/SP), afirmou que a PEC confere vantagem tributária à produção nacional em relação ao produto importado, e que o texto da emenda deixa claro que a reprodução das mídias não possuirá imunidade tributária.

O texto aprovado em plenário (substitutivo vindo da Comissão Especial) obteve 395 votos a favor, 21 contrários e 04 abstenções. Foram feitos 02 destaques: um simples, do deputado Pauderney Avelino (DEM/AM), que visava permitir a tributação dos suportes materiais ou arquivos digitais que contenham as obras e das replicações industriais de CDs e DVDs; e um destaque da bancada do PDT que excetuaria da imunidade tributária a etapa de replicação industrial de CDs e DVDs. A regra pretende preservar a indústria da Zona Franca de Manaus (ZFM). Ambos os destaques foram rejeitados.

A matéria retornará à pauta da Câmara para deliberação e 2º turno após o interstício de 5 sessões.

Fonte: CNI

Mantega anuncia redução de tributos para estimular consumo

Com o objetivo de não deixar a crise internacional esfriar ainda mais a economia brasileira, o governo anunciou uma série de medidas para estimular os investimentos e o consumo. Elas envolvem tanto desonerações fiscais no setor produtivo, como produtos da linha branca, quanto o mercado financeiro.

"Este ano tivemos alguma desaceleração e estamos dando uma aquecida na economia, agora que a inflação esta sob controle, de modo que possamos entrar 2012 com a economia acelerando, crescimento alto, de 4,5 a 5 por cento", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista coletiva. "Vamos continuar estimulando o investimento."

Entre as ações tomadas agora, estão a redução de 2 por cento para zero da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de investimentos estrangeiros em ações na bolsa, além de cortar de 3 para 2,5 por cento a alíquota do IOF que incide sobre o crédito a pessoas físicas.

O governo também está estimulando o setor produtivo com reduções das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Na linha branca, para os fogões, elas cairão de 4 por cento para zero, enquanto que para os refrigeradores e congeladores, de 15 para 5 por cento.

Segundo Mantega, essas medidas valem para estoques que estão nas lojas até 31 de março.

O setor de alimentos também foi beneficiado, com redução de Pis/Cofins para as massas de 9,25 por cento para zero. O benefício vale até o dia 30 de junho de 2012.

Ao todo, a renúncia fiscal ficará de pelo menos 1 bilhão de reais em 2012 todo.

De olho na inflação - Apesar dos estímulos, Mantega afirmou que a inflação não será pressionada e que os juros tenderão a continuar caindo. Na véspera, o Banco Central (BC) reduziu a Selic em 0,50 ponto percentual, para 11 por cento ao ano.

Além disso, Mantega afirmou que o governo mantém os compromissos fiscais assumidos, alertando para os gastos de consumo do governo.

O mercado recebeu bem as medidas e acredita que elas ajudarão a estimular a atividade. Mas alerta para pressões inflacionárias no longo prazo.

"Lógico que vai ter efeito (no crescimento)... Este é o perigo, o governo se entusiasmar e levar esta questão de estimular demanda doméstica muito longe", afirmou o economista-chefe da Raymond James, Mauricio Rosal.

Fonte: Gazeta do Povo

Sindicatos participam de módulo sobre Política Tributária na FIEP

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do seu Programa de Desenvolvimento do Associativismo (PDA) promoveu na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), um Módulo Temático na área de Política Tributária.

O objetivo, segundo o consultor da CNI Luiz Maia Filho, que ministrou o módulo, é munir os participantes com informações sobre o real impacto da carga tributária brasileira no sistema produtivo e com isso mobilizar os empresários paranaenses para opor-se a esta realidade. “Nessa história, se pensarmos em lutar e vencer sozinhos, vamos nos frustrar, pois são problemas sistêmicos.”, observa Maia.

Segundo ele, o caminho para defender a posição do setor industrial em relação ao sistema tributário brasileiro é através do associativismo. “Estamos fazendo a integração destas forças. Estamos convergindo os interesses. Quanto mais capilaridade o sistema indústria tem, mais ele se fortalece para defender uma posição no Congresso Nacional.”, diz Maia.

PDA – Criado em 2007 pela CNI, o PDA tem como objetivo ampliar a representatividade das indústrias brasileiras através da associação em sindicatos empresariais, promovendo a capacitação dos líderes sindicais e outras ações de fortalecimento da atividade sindical.

Fonte: FIEP

Empresas do Paraná desconhecem os benefícios da Lei do Bem

A Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), por meio do Centro Internacional de Inovação (C2i), realizou o Seminário de Incentivos Fiscais para Inovação. O evento trouxe a Curitiba o diretor geral do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Carlos Alberto Teixeira, para apresentar os benefícios fiscais do governo federal para empresas inovadoras. O seminário aconteceu no Cietep, em Curitiba, e reuniu cerca de 120 representantes de empresas de diversos segmentos do setor produtivo do Estado.

O INT foi fundado em 1921 e hoje, ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, tem a função de contribuir com a competitividade da indústria brasileira por meio do apoio aos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). De acordo com o diretor geral do INT, Carlos Teixeira, “para chegar na inovação é preciso passar pela ciência, pela educação e pela tecnologia”. Porém, Teixeira lembra a importância do papel do empresário e, principalmente, do governo. “A empresa é a mola propulsora da inovação, mas não há sucesso sem ter o estado como fomentador do processo”.

Além do representante do INT, o seminário trouxe, também, especialistas de duas importantes consultorias tributárias: a multinacional Ernst & Young e a paranaense Rocha Marques, para orientar sobre as melhores práticas e cuidados que as empresas devem tomar para fazer uso dos benefícios da Lei do Bem.

Redução pode chegar a 80% para alguns tributos - Entre os benefícios da Lei do Bem para empresas que investem em PD&I, estão a redução e até a isenção de alguns tributos. No caso do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL), por exemplo, a redução gira entre 60% e 80%. Na compra de máquinas e equipamentos para PD&I , a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) pode chegar a 50%.

Desde que entrou em vigor, em 2006, a Lei do Bem apresenta número crescente de empresas que fazem uso dos benefícios. No primeiro ano foram 130 em todo o país e, de acordo com os últimos dados divulgados, em 2009 foram 635 empresas. No Paraná, apesar da curva numérica acompanhar a evolução nacional, ainda é pequeno o número de empresas que utilizam os benefícios. Em 2006 o estado contava apenas com duas empresas e, em 2009, esse número subiu para 46. “Esse número poderia ser maior, caso fosse possível à utilização em empresas tributadas pelo Lucro Presumido, o que atualmente somente é possível para empresas tributadas pelo Lucro Real”, explica o gerente de inovação da FIEP, Filipe Cassapo.

Guia – Pensando em contribuir com as políticas de incentivo à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), em 1963, especialistas da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), desenvolveram o Manual de Frascati. Um guia que estabelece indicadores claros e representativos para atividades de P&D, fortemente dependentes de criatividade para permitir a geração de ideias mais inovadoras. Em 2002, quando o manual teve sua primeira versão lançada em português, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) adotou o guia como balizador para a avaliação técnica de aprovação de projetos.

“O guia surgiu com o objetivo de auxiliar os governos na elaboração de políticas públicas de incentivo à inovação. Porém, no Brasil e em muitos outros países em franco desenvolvimento, ele tem sido uma boa fonte de pesquisa para as empresas na elaboração de projetos inovadores que buscam recursos públicos e privados”, relata a diretora da F.Iniciativas, empresa responsável pela publicação e distribuição do manual no Brasil, Beatriz Mazer.

“Hoje, uma das principais dificuldades das empresas que querem fazer uso do benefício é compreender e aplicar o conceito de inovação do Manual de Frascatti à realidade de seus projetos. Por isso, a equipe do Núcleo de Capital Inovador da Fiep conta com especialistas que podem auxiliar gestores de inovação e profissionais da área financeira a avaliar a renúncia fiscal potencial que a empresa terá com a aplicação da Lei do Bem”, explica o gerente de capital Inovador da Fiep, Felipe Couto.

Fonte: FIEP

Copom reduz Selic em 0,5 ponto percentual e taxa termina o ano em 11%

Em decisão unânime e em seu último encontro do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual. A taxa que estava em 11,5%, fecha 2011 no patamar de 11% ao ano. O movimento, o terceiro corte seguido dessa magnitude, era amplamente esperado pelo mercado. O atual ciclo começou em agosto passado.

O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

No começo deste ano, o colegiado de diretores do BC retomou o processo de aperto monetário como forma de combater o aumento da inflação, fenômeno verificado desde outubro do ano passado. Com isso, o Copom elevou a Selic por cinco reuniões seguidas até atingir o pico de 12,5%, no dia 20 de julho. O aumento acumulado do período foi 1,75 ponto percentual.

A partir do segundo semestre, o comitê entendeu que era hora de afrouxar a política monetária, uma vez que a deterioração da economia externa – notadamente na Europa e nos Estados Unidos – contribuía para a redução de pressões inflacionárias no mercado interno. Mesmo contra críticos do mercado financeiro, e até de dentro do próprio BC, o Copom aprovou, por 5 a 2, a primeira redução de 0,5 ponto percentual no final de agosto.

Dosagem igual foi repetida ao fim da reunião de 18 e 19 de outubro, já com unanimidade do colegiado, pois o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que serve de parâmetro para a inflação dava sinais de declínio. O IPCA acumulado em 12 meses, findos em setembro, somava 7,31%. O índice acumulado até outubro caiu para 6,97%, mais próximo do teto da meta anual de inflação, que é 6,5%.

Depois da redução acumulada de 1,5 ponto percentual, promovida nas duas últimas reuniões, a maioria dos analistas financeiros consultados pelo BC acredita na possibilidade de pelo menos mais duas reduções na taxa Selic, no início de 2012, como reflexo dos últimos pronunciamentos do presidente do BC, Alexandre Tombini, nos quais ele tem acenado com a possibilidade de “ajustes moderados”.

Fonte: Gazeta do Povo

Apesar de escândalo, governança avançou no Japão nos últimos anos

A revelação recente de uma fraude contábil que durava muitos anos na Olympus renovou a atenção aos modelos de governança empresarial do Japão e levantou importantes preocupações para os investidores em empresas do país.

Com base no que sabemos até o momento, a Olympus teve perdas de pelo menos US$ 1,4 bilhão com investimentos na década de 90 e conseguiu esconder o prejuízo até recentemente, por meio de várias formas de "maquiagem" das contas.

Embora grandes fraudes contábeis ocorram periodicamente pelo mundo, o que é mais gritante no caso da Olympus é o tempo que as falcatruas demoraram para vir à tona.

Isso levanta questões preocupantes sobre as métodos de auditoria e de divulgação de balanços no Japão, que historicamente são bem diferentes dos observados nos Estados Unidos e em outros países ocidentais.

Investidores interessados em ações no Japão - para os quais o atual patamar das cotações parece baixo se levadas em conta formas de avaliação convencionais como a relação de preço sobre valor patrimonial - agora se perguntam sobre a possibilidade de outras companhias com surpresas desagradáveis escondidas em seus livros e sobre a qualidade em geral da governança empresarial no país.

Para abordar a questão, é necessário compreender um pouco a recente história da governança empresarial no Japão. Depois do estouro da bolha dos preços imobiliários e acionários no país no início dos anos 90, a economia japonesa entrou em um longo período de baixa.

Enquanto seus problemas econômicos se aprofundavam, começou a surgir o consenso de que o incomum sistema financeiro japonês precisava passar por uma remodelação.

O sistema financeiro sofreu uma série de reformas, iniciada no fim da década de 90, que ficou conhecida como o "Big Bang" e incluiu mudanças voltadas a tornar a governança empresarial mais parecida à dos países ocidentais.

A grande pergunta levantada pela Olympus, então, é se tais reformas tiveram algum impacto ou se são, elas próprias, uma forma de camuflagem para disfarçar uma resistência latente a mudanças no mundo empresarial japonês.

Embora tenham ocorrido mudanças legais e institucionais consideráveis no Japão - as aquisições hostis, agora, são permitidas, por exemplo - também houve muita hesitação e demora, mais explicitamente por parte do "establishment" empresarial. Foi por essa oposição que os acionistas ativistas dos últimos dez anos, tanto domésticos como estrangeiros, tiveram sucesso limitado em extrair mais valor das empresas.

Um trabalho recente que realizei ao lado de Kazuo Kato e Meng Li investigou a melhora na governança no Japão. Abordamos a questão avaliando o caixa da empresa, que é frequentemente usado pelos economistas como barômetro da qualidade da governança.

Na maioria dos países, a preocupação em preservar o caixa é uma das maiores fontes de tensão entre a administração da empresa e os investidores externos.

Enquanto os executivos em geral gostam de manter o máximo que puderem em caixa (porque isso lhes serve de escudo contra eventos inesperados), os investidores temem que grandes reservas em caixa deem aos executivos a oportunidade de empenhar-se em projetos que possam derrubar o valor (como aquisições mais voltadas a "criar um império" do que a criar valor) ou simplesmente que lhes deem uma chance para desperdiçar dinheiro.

Inversamente, empresas bem administradas tendem a distribuir o excesso de caixa a seus acionistas por meio de dividendos e recompras de ações.

Historicamente, as empresas japonesas gostam de manter caixas muito maiores do que as de outros países. Muitos especialistas veem isso como sintoma de má governança.

Encontramos evidências de que as empresas japonesas ainda mantêm grandes volumes em caixa, frequentemente acima de 10% dos ativos, níveis similares aos predominantes no início dos anos 90.

Também detectamos, no entanto, que as empresas agora estão muito mais propensas a administrar seu caixa da mesma forma que as dos EUA, uma vez que esse caixa agora passou a depender muito mais de determinantes econômicos importantes.

Por exemplo, as companhias japonesas de setores com fluxos de caixa operacional mais instável tendem a ter mais caixa, uma relação que não era muito evidente na década de 90.

Parece, então, que os executivos no Japão agora prestam mais atenção à forma como cuidam do caixa.

Talvez ainda mais importante, descobrimos uma relação inversa entre as variações caixa e o desempenho econômico: as empresas que reduzem suas disponibilidades veem o desempenho melhorar; as que aumentam essas reservas de caixa passam a ter pior desempenho. Isso sugere que as firmas japonesas que fortalecem seus métodos de governança - reduzindo seu saldo de caixa - se saem melhor.

Também examinamos como os investidores avaliam essas disponibilidades de caixa. A ideia é que em empresas bem administradas, com executivos disciplinados, US$ 1 em caixa deveria ser avaliado como US$ 1 pelos investidores. Por outro lado, em companhias mal administradas, os investidores avaliariam US$ 1 em caixa por menos do que US$ 1, tendo em vista o risco de que esse dinheiro seja desperdiçado.

Descobrimos que nos anos 90 os investidores descontavam pesadamente o caixa das empresas japonesas: avaliavam-no abaixo do valor de face e em um grau bem abaixo do que o verificado nos EUA. A partir do fim da década, contudo, a avaliação do caixa das empresas japonesas melhorou de forma constante, em linha com a melhor governança e administração do caixa.

Concluímos que uma parcela substancial das companhias japonesas faz um melhor trabalho de governança agora do que há 15 ou 20 anos e que há uma clara recompensa tanto em valor como em desempenho quando a governança melhora.

Tudo isso significa que a governança empresarial no Japão pode estar melhorando, sendo que casos como o da Olympus, embora graves, são cada vez mais raros.

Douglas J. Skinner é professor de contabilidade na Booth School of Business, na University of Chicago e colaborador do "Business Class". As opiniões expressas aqui são pessoais.

Visitas à câmara: NPO-ABT (Associação Brasileira de Toyohashi)

Na tarde desta quinta-feira (1), Alcides Hideo Tanaka, representante da Associação Brasileira de Toyohashi (NPO-ABT) esteve visitando a sede da CCIBJ do Paraná, em Curitiba.

Recepcionado pelo presidente do Conselho de Administração da câmara, o deputado federal Luiz Nishimori, Tanaka apresentou os trabalhos desenvolvidos pela referida associação, além de formalizar a disponibilidade da NPO-ABT em termos de suporte e apoio à câmara no Japão.

De acordo com Gilberto Hara, vice-presidente da câmara, esta intensificação das relações diplomáticas com Toyohashi começou a ser arquitetada em outubro deste ano durante a realização da 38° Missão Econômica da câmara ao Japão. "Em visita a Toyohashi pudemos nos familiarizar com os trabalhos desenvolvidos pela NPO-ABT, tanto na assistência aos brasileiros que lá residem quanto no suporte a empresários brasileiros que queiram estreitar relações com o Japão. Neste sentido, esta parceria entre ambas instituições deverá constituir um canal para todas as empresas associadas que queiram expor seus produtos no Japão, e a vinda do Sr. Tanaka a Curitiba apenas evidencia esta disposição para a realização de novos negócios" finalizou.

A importância desta visita ainda pode ser evidenciada numa rápida constatação. De acordo com Hara, cerca de 90% das laranjas brasileiras exportadas ao Japão tem a mediação e participação de Tanaka. Seu know-how em comércio exterior com o Japão deverá ser fundamental para os associados da câmara que possuam interesse em internacionalizarem seus negócios.

A reunião contou ainda com a presença do vereador por Curitiba, Jorge Yamawaki, e do diretor de projetos da câmara, Fujio Takamura.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Japão irá recompensar investidores

O governo do Japão vai introduzir um novo tipo de título para financiar os esforços de reconstrução de algumas regiões do país e recompensará com moedas comemorativas de ouro e prata os investidores que não venderem os papéis por um período de três anos, segundo informações do jornal Nikkei.

Na segunda-feira, o Ministério de Finanças começará a vender títulos de renda fixa com vencimento em três e em cinco anos, além de um bônus com vencimento em 10 anos e juro flutuante. O papel de 10 anos oferecerá as moedas como prêmio e o tipo de recompensa dependerá de quanto o investidor pretende aplicar.

Aqueles que investirem mais de 10 milhões de ienes, ou cerca de US$ 130 mil, receberão uma moeda de ouro com um valor de face de 10 mil ienes (US$ 130). Quem aplicar mais de 1 milhão de ienes, ou cerca de US$ 13 mil, receberá uma moeda de prata com valor nominal de 1.000 ienes, ou aproximadamente US$ 13.

Nos primeiros três anos, o retorno proporcionado pelos títulos será menor do que a média, mesmo incluindo no cálculo a moeda comemorativa. Posteriormente, no entanto, a taxa de retorno deve subir, assim como o valor das moedas.

Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

No Japão, já se fala em carro elétrico que fornece energia para casas

TÓQUIO - Enquanto no Brasil as discussões para instalar a infraestrutura necessária para recarregar os futuros carros elétricos ainda engatinham, no Japão já se fala na possibilidade de o próprio veículo servir para o abastecimento de energia da casa quando estacionado na garagem ou "ligado" na tomada de qualquer cômodo.

Nissan e Mitsubishi mostraram hoje, no primeiro dia de apresentação do salão do automóvel de Tóquio à imprensa, um conceito de residência no qual o automóvel está inserido para participar de uma sinergia de energias alternativas.

Na Nissan, o conceito é chamado de "Smart House". Permite a opção de fornecimento de energia para a moradia a partir das baterias do automóvel. A Mitsubishi apelidou seu projeto de "Miev House", numa alusão ao seu modelo de carro elétrico. Os dois sugerem, ainda, a inclusão de placas de energia solar na casa como auxiliar no processo de integração do carro com o lar.

A feira estará aberta ao público de sábado até o dia 11. Trata-se da primeira exposição do setor depois do terremoto e tsunami, em 11 de março, que devastaram parte das fábricas de autopeças.

A maior preocupação dos executivos do setor não vem, no entanto, dos desastres naturais, que incluem as enchentes da Tailândia, onde está boa parte dos fabricantes de peças. A valorização da moeda japonesa é hoje o motivo maior das queixas de uma indústria altamente dependente das exportações.

(Marli Olmos/ Valor*)