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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Visitas à câmara: Mimaki do Brasil

Nesta quinta-feira (17) o presidente da Mimaki do Brasil, Tadashi Narukami, esteve visitando a sede da CCIBJ do Paraná apresentando oficialmente a empresa e seu portfólio de produtos para a entidade.

A empresa, de origem japonesa, iniciou suas operações em 1975 ainda com a manufatura de impressoras de plotters de caneta. Com o passar dos anos a empresa passou a atuar no setor de impressoras digitais a jato de tinta e máquinas de corte, propondo soluções de imagens de alta qualidade e designs criativos em 3 diferentes mercados. Hoje o carro chefe da empresa é a manufatura de impressoras capazes de gerarem imagens de alta resolução, como totens, painéis de publicidade, etc...

Além disso, a Mimaki desenvolve soluções de máquinas e insumos com custos mais acessíveis para países em desenvolvimento, dando a mesma uma capacidade de expansão global que teve início em 1995, com a abertura da primeira filial internacional em Taiwan.

Em 2009 a empresa abre seu escritório de representação comercial no Brasil e desde então vem garimpando seu espaço em meio a um desafiador e promissor mercado, que tem como líderes empresas como HP e Epson.

Além do Japão, Brasil e Taiwan, a Mimaki tem sedes nos EUA, Holanda, e China.

Para mais acesse:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Japão assume liderança em supercomputadores; Brasil cai

SÃO PAULO - O supercomputador japonês K Computer manteve a posição de liderança do ranking dos equipamentos mais velozes do mundo. O equipamento, construído com 705.024 mil processadores atingiu uma velocidade de 10,51 petaflops, ou 10 quadrilhões de cálculos por segundo. É a primeira vez que a velocidade de 10 petaflops é ultrapassada.

Equipamentos desse tipo são usados por cientistas na criação de modelos que ajudem a prever desastres naturais e na pesquisa para a cura de doenças.

O desempenho do K Computer é quatro vezes maior do que o segundo colocado na lista, o chinês Tianhe-1A, que tem 2,57 petaflops e 186.368 mil processadores. Há um ano, o Tianhe-1A assumiu a liderança da lista organizada pela Top500, organização dedicada a acompanhar o desenvolvimento de supercomputadores no mundo. A Top500 divulga o levantamento duas vezes por ano. A máquina chinesa perdeu o posto em meados de 2011. À época, o K Computer, que ainda estava em desenvolvimento, atingiu a marca de 8,16 petaflops. A máquina foi montada pela japonesa Fujitsu.

Uma grande diferença do K Computer na comparação com outros equipamentos é que ele não usa nenhum processador gráfico, as chamadas GPUs, para processar informações. As GPUs têm sido usadas na construção de supercomputadores pois permitem a realização de mais cálculos simultâneos do que os processadores convencionais, as CPUs.

O Brasil tem dois representantes na lista. O melhor colocado foi o Tupã, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A máquina, que tem 30.720 mil processadores e potência de 205 teraflops caiu da 34ª para a 49ª posição no ranking. O Galileu, do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa e engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE-UFRJ), que tem 6.464 processadores e 64 teraflops, ficou na colocação de número 290. O equipamento era o número 167 há seis meses.

Abaixo alguns fatos interessantes do levantamento:

- A China consolidou-se como o segundo maior construtor de supercomputadores, com 75 das 500 máquinas, à frente de países como Japão, Reino Unido, França e Alemanha;

- O uso de GPUs mais do que dobrou em um período de seis meses: o número de equipamentos usando chips gráficos para acelerar o processamento pulou de 17 para 39. Destes, 35 usam chips da NVIDIA, dois têm Cell, da IBM e dois ATI Radeon, da AMD;

- A Intel continua sendo a maior fornecedora de chips para supercomputadores, com 76,8% de participação, ou 384 sistemas. O número é ligeiramente inferior há seis meses atrás: 386 sistemas e 77,2% de mercado;

- Graças ao K Computer, a Fujitsu assumiu a segunda colocação entre os construtores de máquinas, um pouco à frente da americana Cray. A IBM encabeça o ranking com 223 sistemas (44,6% de participação).

(Valor)

sábado, 12 de novembro de 2011

PIB do Japão cresce 6% ao ano no 3º trimestre

TÓQUIO - Entre julho e setembro, a economia japonesa cresceu pela primeira vez em quatro trimestres. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pelo governo do Japão, o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou no período a uma taxa anualizada de 6%, no ritmo mais acelerado em um ano e meio. Em relação ao trimestre anterior, quando o PIB do Japão havia registrado uma contração anualizada de 2,1%, o período julho-setembro apresentou crescimento de 1,5%.

A recuperação econômica japonesa verificada entre julho e setembro foi impulsionada por empresas, como a Toyota, que tiveram sua capacidade de produção reduzida nos meses seguintes ao terremoto e tsunami de março. Mas a retomada do nível de atividade já tem dado sinais de enfraquecimento, na medida em que a moeda japonesa, o iene, tem atingido suas maiores valorizações desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O iene fortalecido e a profunda crise fiscal europeia deterioram as perspectivas para as exportações do país nos meses à frente.

(Luís Eduardo Leal | Valor, com agências internacionais)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Japão compra 10% de bônus emitidos pelo fundo de resgate europeu

TÓQUIO - O governo do Japão comprou 10% dos títulos vendidos ontem pelo fundo de resgate da Europa, comentou um representante do ministério das Finanças do país, em apoio aos esforços da região. Foram adquiridos 300 milhões de euros da dívida na venda de 3 bilhões de euros em papéis do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), disse uma fonte em condição de anonimato.

O EFSF adiou a venda de títulos em 2 de novembro em meio à turbulência provocada pela proposta de referendo feita pelo primeiro-ministro grego George Papandreou.

No mês passado, o chefe do gabinete japonês, Osamu Fujimura, disse que o governo de seu país estava pronto para comprar mais bônus do fundo de resgate para estabilizar a área do euro. O Japão comprou mais de 20% dos papéis do fundo oferecidos em janeiro e outros 1,1 bilhão de euros em títulos de 10 anos do EFSF emitidos em junho.

(Bloomberg News)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

38° Missão Econômica da câmara ao Japão e China: veja como foi

Na foto, o encontro da comitiva com o governador de Hyogo, Toshizo Ido (ao centro). Ao seu lado esquerdo, segurando o livro sobre a província de Hyogo, o deputado federal e chefe da missão, Luiz Nishimori. Ao lado direito do governador, o vice-presidente da CCIBJ do Paraná, Gilberto Hara.

Realizada entre os dias 15 e 30 de outubro, a 38° Missão Econômica da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná a China e Japão visitou 5 cidades no Japão (Tóquio, Kyoto, Kobe, Toyohashi, e Nagoya) e 3 na China (Hong Kong, Cantão, e Pequim).

Chefiada pelo deputado federal Luiz Nishimori, a missão deste ano contou com um total de 24 participantes, incluindo representantes da CCIBJ do Paraná, deputados, prefeitos de cidades do interior do Paraná, empresários, e lideranças locais.

Em Tóquio, Kobe, e Toyohashi, além das visitas turísticas, a missão teve a oportunidade de participar de rodadas de negócios com empresários locais através do estabelecimento de parcerias com entidades congêneres que buscam, assim como a CCIBJ do Paraná, a intensificação das relações bilaterais Brasil-Japão.

Na China, o foco deste ano foi a 110ª Feira de Cantão, a maior feira de importação e exportação do mundo, com milhares de expositores do mundo todo. A média de crescimento econômico chinês nos últimos anos é de quase 10%. Seu Produto Interno Bruto (PIB) atingiu a casa dos US$ 6,05 trilhões em 2010 (com crescimento de 10,3%), condicionando o país ao posto de segunda maior economia do mundo (ficando atrás apenas dos Estados Unidos). Atualmente os chineses representam cerca de 15% da economia mundial, e a CCIBJ do Paraná abriu as portas deste maravilhoso mercado aos empresários paranaenses, que puderam sentir na pele como é fazer parte da maior feira de negócios do mundo.

PALESTRAS

A CCIBJ do Paraná também realizou palestras no Japão para autoridades e empresários locais, no intuito de promover a atração de investimentos japoneses no Paraná.

“Nosso ciclo de palestras no Japão foi muito proveitoso e o feedback quase que imediato. Muitos pequenos e médios empresários do Japão (principal foco deste trabalho de internacionalização do Paraná) interessaram-se por expatriarem investimentos no Brasil em diferentes setores, como autopeças, tecnologia, fabricação de componentes eletrônicos, desenvolvimento sustentável, entre outras” afirmou Nishimori. “Posso dizer que os objetivos, tanto o de mostrar as oportunidades de negócios aos empresários japoneses como o de apresentar o mercado japonês aos empresários brasileiros, foram plenamente alcançados”, finalizou.

CONTATOS

“Fizemos contatos que podem gerar bons frutos a todos os brasileiros. Cerca de 300 empresas mostraram interesse em investir no nosso país, trazendo a tecnologia avançada, empregos e oportunidades aos brasileiros”, destacou Nishimori.

Além de empresas e entidades congêneres, um dos grandes diferencias das missões econômicas da CCIBJ do Paraná é o network proposto junto a membros do governo japonês como no caso das reuniões realizadas com Osamu Fujimura, Ministro da Casa Civil do Japão, e Taro Aso, ex-primeiro ministro (atualmente exercendo o cargo de deputado).

Também foi realizada audiência com o prefeito Tarumoto, de Kakogawa (cidade co-irmã de Maringá), e em Kobe com o Governador de Hyogo, Toshizo Ido (estado co-irmão do Paraná).

ENCONTRO COM A FAMÍLIA IMPERIAL

Nenhuma outra missão econômica do país costuma visitar a família imperial do Japão e/ou possui permissão para tal. Esta singularidade é uma das exclusividades da nossa missão.

Mantendo a tradição iniciada pelo então deputado federal Antônio Ueno, ex-presidente da CCIBJ do Paraná, falecido no último dia 30 de setembro, Nishimori e a comitiva da 38° Missão foram recepcionados pelo príncipe herdeiro do Japão, Vossa Alteza Imperial, Naruhito, que a exemplo de seu pai, o imperador Akihito, sempre dá as boas-vindas oficiais a missão da câmara.

A CÂMARA COMO ELO DE LIGAÇÃO ENTRE O PARANÁ E O JAPÃO

De acordo com o vice-presidente da entidade, Gilberto Hara, a missão deste ano teve um saldo muito positivo, e serviu para reforçar as relações diplomáticas com o governo japonês, além de buscar novos parceiros comerciais para o Paraná. "Este trabalho de internacionalização do estado do Paraná no Japão é feito pela nossa entidade há quase 4 décadas. Praticamente todas as empresas japonesas instaladas em nosso estado tiveram nosso apoio e suporte durante a vinda ao Brasil. É muito importante que este trabalho, hoje norteado pelo deputado federal Nishimori, que também é diretor da câmara, seja mantido, principalmente devido ao atual e complicado momento em que passa a economia japonesa. Diante deste pessimista cenário, notamos a pré-disposição de muitas empresas japonesas em investirem no exterior, e o Paraná, é claro, seria uma das rotas propostas".

PARANÁ-JAPÃO

Segundo recente levantamento do MDIC, o Paraná é o 5° maior estado exportador do país para o Japão, perdendo apenas para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com 5,65%. Em termos de importação de produtos japoneses, nosso estado é o 6°, representando 3,54% do total das importações brasileiras.

Limitando-se apenas a balança comercial paranaense, em termos exportação o Japão encontra-se na 12° colocação. Já no quesito importação, é o 13° colocado.

Na liderança disparado entre os produtos paranaenses mais exportados para o Japão encontram-se os derivados da nossa agricultura – carro chefe da nossa economia – como café, frango, soja, etc... Em contrapartida, os produtos mais importados pelos paranaenses do Japão são os manufaturados, como componentes automotivos, materiais de usinagem para metais, motores de corrente contínua, maquinário industrial, etc... Empresas como Sadia, Cia. Iguaçu de Café Solúvel, BR Foods, além de cooperativas como Copacol, Copagril, LAR e Coopavel, exportam todo ano para o Japão mais de 50 milhões de dólares em produtos.

A nível industrial, o Paraná abriga hoje 17 empresas de capital privado japonês que geram cerca de 10 mil empregos aos paranaenses (considerando diretos e indiretos).

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Câmara Junior da CCIBJ do Paraná realiza I° Encontro de Jovens Nikkeis do Paraná

Realizado nesta quarta-feira (02) o 1° Encontro de Jovens Nikkeis do Paraná proposto pela Câmara Junior da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná contou com a presença de mais de 50 jovens nikkeis, incluindo o Vice-Cônsul Geral do Japão para a região Sul, Motohiro Hoshino, além de participantes da região noroeste e norte do estado e Santa Catarina.

A ideia surgiu a partir de um encontro entre o presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, e o Cônsul-Geral do Japão para a região sul do país, Noboru Yamaguchi, que diagnosticaram uma eminente escassez de liderança entre os jovens da colônia nikkei no estado em função de uma série de fatores que vão desde a falta de atuação das gerações passadas acerca do tema até o isolamento físico gerado pelo uso exacerbado da internet.

Incumbidos de transformarem esta preocupação num evento que agremiasse jovens nikkeis de todo o estado através da realização de um ciclo exclusivo de palestras, os representantes da Câmara Junior, Kenny Tsushima, Everton Hara, Daniel Koki Makishi, e Diogo Akutsu, realizaram uma série de visitas a entidades congêneres, empresas associadas e lideranças locais na formatação do que viria ser este primeiro encontro.

Contando com as palestras de Yoshiaki Oshiro (presidente da CCIBJ do Paraná), Teruo Kato (deputado estadual), Jeanne Kato (presidente da ABFCOC), Felipe Nasser (diretor da secretaria de esportes do município de Curitiba), e Adriano Okawa (presidente do Instituto Okawa), o evento abrangeu temas co-relacionados a liderança e desenvolvimento pessoal, sendo o primeiro passo na busca por um formato capaz de auxiliar a colônia nipo-brasileira do Paraná na identificação e formação de novos líderes.

Para o vereador Jorge Yamawaki, o evento serviu de exemplo para todas as instituições nipo-paranaenses. "Esta iniciativa da câmara e a constituição de uma câmara junior, dando espaço para os jovens atuarem e exercitarem suas capacidades, são exemplos a serem seguidos por outras entidades congêneres. Registro aqui meu irrestrito apoio ao trabalho realizado pela câmara junior. Espero que novos eventos estejam sendo programados sendo programados para o futuro".

Já para o deputado estadual Teruo Kato, o ciclo de palestras proposto pela Câmara Junior também deve ser reproduzido no interior. "Vamos buscar incentivar este tipo de promoção em outros municípios do nosso estado. Creio que este primeiro encontro servirá de base para a execução de palestras e ações semelhantes em outras regiões do Paraná onde a colônia nikkei também é bastante participativa e preocupada com a formação das novas gerações".

A todos os envolvidos neste belo projeto, incluindo aqueles que vieram de outras cidades e regiões para participarem do evento, registramos aqui nossos sinceros agradecimentos!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Intervenção no câmbio dá alívio a empresas no Japão

SÃO PAULO - Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, após dados positivos das economias da China e do Japão. O bom desempenho do mercado de ações também colaborou para a alta da commodity.

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China subiu de 49,9 em setembro para o número ainda preliminar de 51,1 para outubro. É a primeira vez desde agosto que o PMI sobe de um mês para outro e a primeira desde junho em que ele fica acima da marca de 50, que indica expansão da atividade.

"Esse dado confirma nossa visão de que não há risco de pouso forçado na China", disse o economista-chefe para o HSBC no país, Hongbin Qu, em comunicado.

No Japão, as exportações subiram em setembro pelo segundo mês consecutivo, somando 5,98 trilhões de ienes. As importações marcaram 5,68 trilhões de ienes. Com isso, houve superávit comercial de 300 bilhões de ienes. O resultado mostra a recuperação do país após o terremoto e tsunami de 11 de março, que causaram prejuízos para parte da indústria local.

Além disso, o Japão aprovou na sexta-feira um orçamento extra de 12,1 trilhões de ienes (US$ 158 bilhões) para a reconstrução do país e um pacote separado de medidas para enfrentar a apreciação do iene.

Investidores seguem otimistas com uma solução para a crise europeia, após o encontro de líderes realizado no domingo. Continua a expectativa de que o plano de resgate aos países endividados da zona do euro será ampliado para pouco mais de 1 trilhão de euros.

Em Nova York, o contrato do petróleo tipo WTI para entrega em dezembro subiu US$ 3,87, para US$ 91,27, enquanto o vencimento de janeiro de 2012 avançou US$ 3,67 , atingindo US$ 91,14. Em Londres, o barril do Brent para dezembro foi cotado a US$ 111,45, com aumento de US$ 1,89, enquanto o contrato de janeiro de 2012 teve alta de US$ 1,80, para US$ 110,17.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)